A MANCHA HUMANA (2000)
Autor: Philip Roth
Realizador: Robert Benton (2003)
Provavelmente o melhor romance de Roth muito valorizado por uma irrepreensível adaptação ao cinema. Com Anthony Hopkins num dos papéis da sua vida.
BONECA DE LUXO (1958)
Autor: Truman Capote
Realizador: Blake Edwards (1961)
Gosto tanto deste filme que o ponho acima da novela que lhe serviu de base. A diferença? Audrey Hepburn, Moon River e o gato à chuva na cena final.
O CORAÇÃO DAS TREVAS (1902)
Autor: Joseph Conrad
Realizador: Francis Ford Coppola (Palma de Ouro em Cannes, 1979)
Descida aos infernos – em sentido literal e alegórico – numa adaptação livre ao cinema. Conrad situa-a em África, Coppola no Vietname – sob o título Apocalypse Now. O deslumbramento é idêntico. Quem lê não esquece. Quem vê também não.
O LEOPARDO (1958)
Autor: Giuseppe Tomasi di Lampedusa (Prémio Strega, 1959)
Realizador: Luchino Visconti (1963, Palma de Ouro em Cannes)
Se há filmes que estão ao nível da melhor literatura, este de Visconti é um deles. Iguala ou supera até o romance póstumo de Lampedusa.
HORIZONTE PERDIDO (1933)
Autor: James Hilton
Realizador: Frank Capra (1937)
Realizador: Charles Jarrott (1973)
A novela que popularizou o mito de Shangri-Lá, sucedâneo da Utopia oculto nos Himalaias, deu origem quatro anos depois ao filme de Capra, que lhe é superior. Mas está muito acima da versão hippie da década de 70, ridiculamente má.
A PONTE DO RIO KWAI (1952)
Autor: Pierre Boulle
Realizador: David Lean (Óscar de Melhor Filme e Melhor Realização, 1957)
Um caso evidente em que o filme suplanta o livro. Tudo é muito bom nesta película – do magistral desempenho de Alec Guinness à marcha assobiada pelos soldados britânicos aprisionados na Birmânia pelos japoneses.
ATÉ À ETERNIDADE (1951)
Autor: James Jones
Realizador: Fred Zinnemann (Óscar de Melhor Filme e Melhor Realização, 1953)
Este arrebatador romance de guerra antibélico, galardoado em 1952 com o Prémio Nacional do Livro norte-americano, viu demasiadas arestas limadas na decepcionante passagem para cinema.
POR FAVOR NÃO MATEM A COTOVIA (1960)
Autora: Harper Lee (Prémio Pulitzer, 1961)
Realizador: Robert Mulligan (1962)
O filme valeu um Óscar ao protagonista, Gregory Peck. Mas o originalíssimo romance de Harper Lee sobre a idade da inocência numa sociedade racista é superior. Lamento apenas ser conhecido em Portugal por três títulos diferentes. Prefiro este.
MORTE EM VENEZA (1912)
Autor: Thomas Mann (Nobel da Literatura, 1929)
Realizador: Luchino Visconti (1971)
A película, rodada na fase maneirista e auto-indulgente de Visconti, está muito longe de figurar entre as minhas eleitas. Também a novela não me impressionou. Apesar de tudo, prefiro-a ao filme.