
Ontem fiz rissóis de camarão. Comecei pelo recheio, sem pressa, com a calma adquirida em quatro meses de convalescença e recuperação física, que felizmente já está no bom caminho. Passei em seguida para a massa, que sovo ainda quente e deixo arrefecer durante um par de horas. Entretanto preparo os ingredientes para a confecção de um arrozinho de tomate com coentros, que é petisco que muito me apraz.
Com creme e massa arrefecidos quanto baste, é altura de abrir as hostilidades e começar a luta com o rolo da massa. É esticar até obter uma translucidez firme, centrar uma colher creme e cortar com ajuda de um aro (a minha mãe esticava a massa com uma garrafa vazia e cortava com um copo, com extraordinária mestria). Repeti o processo sessenta vezes, com alguns minutos de intervalo entre cada dúzia. Mais uma hora de frigorífico e ficaram prontos para panar. Mais um pouco de frio, e ficaram no ponto para congelar ou fritar. Fritei oito. Muito bons que estavam.
Dão trabalho? Claro, mas o que é que não dá trabalho?
E diz-me a entourage amico-familiar: “Mas porque é que não compras feito? Em AB os croquetes são muito bons! Em CD os rissóis até têm camarão! Em EF fazem uns pastéis de bacalhau de truz! Só mesmo tu para estares com esse trabalho todo.” Não é mentira o que dizem, mas nunca fui grande fã de andar a correr capelinhas e depois onde é que está o gozo de comprar comida feita? Uns frangos assados, ainda vá…
Hoje vou fritar mais uma mancheia deles. Tenho tremoços e asinhas de frango caseiras, também acabadas de fritar e vão ser acepipes de truz a ver Portugal jogar.




















