
José António Abreu: «Hoje, às 23:59:59, milhares de milhões de pessoas susterão a respiração, exalando apenas quando os ponteiros dos relógios saltarem para a meia-noite.»
Sérgio de Almeida Correia: «Do que disse em 1 de Janeiro de 2013 não se aproveitou nada. Uma vírgula que fosse. Nem os partidos da sua coligação lhe deram ouvidos, precipitando uma crise política que custou ao País mais uns milhares de milhões de euros. Houve de tudo: demissões em barda, declarações patéticas de quem saiu empurrado pela porta dos fundos a dizer que saía pelo próprio pé, remodelações a intervalos regulares, manifestos irrevogáveis, cartas de fazer corar um santo. Enfim, aconteceu tudo o que a criatura disse que não queria que acontecesse em matéria de credibilidade externa, estabilidade e cooperação institucional, segurança interna, confiança dos mercados e equilíbrio social.»
Teresa Ribeiro: «Não confie na banca, no governo e muito menos nos mercados. Guarde o dinheiro que lhe resta debaixo do colchão. Se tem dívidas ao fisco não as pague, aumente-as até um montante que seja considerado incobrável, que o Estado perdoa-lhe tudo.»
Eu: «Dizia John Donne, na magnífica frase que Hemingway inscreveu no pórtico de Por Quem os Sinos Dobram, que nenhum homem é uma ilha. Pois não. Convém lembrar esta verdade elementar em tempo de progressivo isolamento, numa altura em que a solidão é talvez a mais grave doença que se abate sobre o mundo “desenvolvido” que habitamos. Comunicar, como aqui fazemos dia a dia, é um poderoso exercício contra a solidão.»

