Dezassete anos de obituários no DELITO (6)


Pedro Correia,

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Pedro Rolo Duarte (1964-2017). «Ao contrário do que é mau costume entre nós, nunca lhe faltou capacidade de admiração. Lançou e promoveu vários jornalistas, com uma generosidade rara, e não se deixava contaminar pelo vírus da inveja: nisto, e se calhar só mesmo nisto, parecia pouco português.»

 

Peter Bogdanovich (1939-2022). «Chegou a ser um dos meus realizadores favoritos. Por filmes como A Última Sessão (1971) e Lua de Papel (1973). Pertencia à geração de George Lucas, Martin Scorsese e Francis Ford Coppola, que sacudiu a poeira acumulada nos velhos estúdios da Califórnia, refrescando e revitalizando o cinema.»

 

Pôncio Monteiro (1940-2010). «Nada artificial, nada postiço. Dizia o que realmente sentia e o que realmente pensava, com o coração ao pé da boca, sem nunca deixar de ser um gentleman. Há poucos como ele: basta reparar noutros comentadores de futebol, noutros canais, para se perceber a diferença. Até por isso, o vazio que deixa será mais difícil de preencher.»

 

Quino (1932-2020). «O argentino Joaquín Salvador Lavado Tejón (imortalizado com o nome artístico Quino, diminutivo que era aumentativo) não conseguiria hoje encontrar espaço para publicar as suas vinhetas. Muito menos de exportá-las para o mundo inteiro, como sucedeu com a Mafalda. Basta ver o que acontece cá: a banda desenhada desapareceu dos jornais.»

 

Riccardo Ehrman (1929-2021). «Trocou em 1991 Berlim por Madrid, onde chefiou a delegação da agência até se aposentar e ali se radicou até ao fim da vida. Certamente orgulhoso de ter cumprido a sua obrigação profissional naquele dia inesquecível. Assumindo o único verdadeiro poder de um jornalista: o de fazer perguntas. Esqueçam as tretas do “quarto poder”: não existe nenhum outro.»

 

Rubem Fonseca (1925-2020). «Não era um teórico, não perdia tempo com divagações a pretexto da escrita, fugia dos festivais literários, vivia há longos anos como recluso no seu apartamento do Leblon, quase não concedia entrevistas (…). O marketing hoje associado à função de escritor passava-lhe ao lado. Imortal pelo dom da palavra: eis a recompensa que o destino reserva às grandes vocações literárias, a troco dos novos mundos que desvendam e nos transmitem por legado.» 

 

Santiago Carrillo (1915-2012). «Desaparece no momento em que nacionalistas radicais e extremistas de esquerda vociferam contra a lei fundamental e o espírito de conciliação que caracterizou as últimas décadas da política espanhola. Com isso, procuram destruir o admirável legado de lucidez e tolerância que Santiago Carrillo soube legar aos seus compatriotas. Consciente de que as fogueiras do passado podem sempre regressar, lançando cinzas irreversíveis sobre a Espanha do futuro.»

 

Sebastião Fernandes (1947-2018). «Manteve-se no seu posto gastronómico até ao fim – embaixador informal da bela Goa em Lisboa. Terras irmãs – unidas pela história, pela língua, por crenças e costumes. Unidas pela gastronomia, com tantas influências mútuas. Séculos antes de ter sido popularizada a palavra globalização.»

 

Shirley Temple (1928-2014). «Regressei por momentos àquela sala, àquele pesado televisor Blaupunkt de válvulas, àquelas imagens a preto e branco, à companhia da minha mãe outra vez muito jovem ensinando-me a gostar de cinema enquanto me explicava sem explicar que um filme é sempre mais que um filme. Ao ver a Shirley-menina, também ela voltava à meninice. E neste momento em que escrevo o miúdo sou eu só por disso me lembrar também.»

 

Sidney Poitier (1927-2022). «Pioneiro ao quebrar as barreiras raciais numa América ainda segregada. Primeiro actor negro a receber o Óscar para melhor intérprete masculino em Hollywood – por Lírios do Campo, em 1963. Só 40 anos depois houve outro a conseguir o mesmo: Denzel Washington, galardoado pela sua actuação em Dia de Treino

 

Sócrates (1954-2011). «Um dos jogadores mais influentes dessa selecção declarou, em jeito de remate: “A coisa mais gostosa era jogar ali, era uma delícia.” Palavras de um homem que encarava o futebol como arte e não como indústria. Era um verdadeiro desportista: Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, agora falecido aos 57 anos. Um dos meus heróis não volta a jogar.»

 

Tom Moore (1920-2021). «Mesmo frágil, mesmo muito idoso, mesmo caminhando com manifesta dificuldade, este veterano da II Guerra Mundial soube ser um homem inteiro até ao fim. Combatendo o coronavírus como pôde. Fazendo muito mais do que quase todos – sem lamentos, sem lamúrias, sem choraminguices. Sem o menor vestígio de ódio. Dando-nos a todos uma vibrante lição de vida.»

 

Toots Thielemans (1922-2016). «Legou-nos a música – e também esta suave sabedoria de vida que conservou até ao fim. Gigante sem parecer que o era, rumo ao pôr-do-sol enquanto os mágicos acordes da sua harmónica soavam já na eternidade.»

 

Václav Havel (1936-2011). «Com uma oratória persuasiva e galvanizadora, apelou às melhores energias dos compatriotas que o ajudaram a derrubar a burocracia despótica do “socialismo real” checoslovaco, espécie de estalinismo mitigado, medíocre máquina trituradora de aspirações e sonhos. Na pátria de Kafka, esta foi uma das revoluções mais bem sucedidas de que há memória.»

 

Vasco Graça Moura (1942-2014). «Fica-nos dele a memória de um intelectual à moda antiga: alguém que nunca deixa a cultura para segundo plano sem perder um olhar crítico perante a actualidade, como demonstra o seu último texto, publicado há quatro dias no Díário de Notícias. Fica-nos também o exemplo: devemos travar um combate persistente e bem fundamentado pelas causas que acreditamos serem justas.»

 

Vasco Pulido Valente (1941-2020). «Ensinou muitos de nós a reflectir, a ponderar, a argumentar, a desafiar os bonzos da opinião, a questionar os dogmas soprados no vento, a ripostar sem medo. Por vezes à custa de si próprio, pois consumiu-se sem remissão na contingente espuma dos dias (…). Eis o fardo insustentável de um comentador – mesmo o melhor de todos. Não vejo hoje ninguém que possa equiparar-se a ele. Vai fazer-nos muita falta.»

 

Vicente Jorge Silva (1945-2020). «Era um prazer ouvi-lo discorrer sem travão sobre os mais diversos assuntos, saltando de tema em tema, mas sempre com um encadeado lógico. Escrevia desta forma, como se estivesse em permanente diálogo com o leitor – e também com ele próprio. Cheio de dúvidas metódicas, sem certezas inabaláveis. Mas sempre atento ao “desconcerto do mundo”, como bem expressa a redondilha camoniana.»

 

Walter Cronkite (1916-2009). «Era um jornalista a cem por cento. Fez de tudo na profissão, esteve em todos os momentos decisivos da história que lhe coube em sorte testemunhar. Foi repórter na II Guerra Mundial, acompanhou o Dia D, cobriu os julgamentos de Nuremberga, chefiou a delegação da CBS em Moscovo no tempo da Guerra Fria, regressou à reportagem de guerra no Vietname, relatou a histórica emissão da conquista da Lua há exactamente 40 anos, acompanhou de perto o caso Watergate.»

Dezassete anos de obituários no DELITO (1)


Pedro Correia,

 

Desde 2009, ano da fundação deste blogue, escrevi aqui dezenas de obituários. Acabo de contabilizá-los: terão sido cento e oito. (Não garanto que a lista esteja completa.)

De portugueses e estrangeiros, de figuras célebres ou pouco famosas, de gente que tive o privilégio de conhecer pessoalmente ou de quem apenas tomei conhecimento por ver, ouvir e ler.

Uns mais sentidos, outros mais formais. Uns mais extensos, outros mais sucintos. Mas todos, creio, merecendo uns minutos de releitura e talvez de comentário. 

Em seis dias consecutivos, a partir de hoje, deixo-vos uma súmula desses textos organizados por ordem alfabética – a benefício de inventário, como testemunho ou documento, para registo histórico. Porque a História com maiúscula vai sendo escrita, em forma de rascunho, também aqui.

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Adolfo Suárez (1932-2014). «Ninguém como ele — a par do Rei Juan Carlos — fez tanto para pôr fim às “duas Espanhas” que sempre se encararam com ódio homicida e visceral. Ninguém como ele acabou por ser tão desprezado por ambas — numa prova evidente de que a política devora muitos dos seus melhores talentos. E só a doença, somada aos dramas familiares que o afectaram, acabou por reabilitá-lo junto de quase todos quando não podia fazer sombra a ninguém.»

 

Adriano Moreira (1922-2022). «Apaga-se aos cem anos, recém-completados. Numa espécie de círculo perfeito, tanto quanto pode ser uma existência humana – que, mesmo quando longa, nunca deixa de ser breve.»

 

Albano Matos (1955-2015). «Há poucos meses, foi injustamente afastado do DN numa “reestruturação” (eufemismo modernaço e parolo para evitar a todo o custo a incómoda palavra despedimento) do jornal a que permaneceu teimosamente fiel durante 26 anos. Mais do que a esmagadora maioria dos casamentos contemporâneos, quase o decurso de uma vida.»

 

Alexei Navalny (1976-2024). «Detido, à margem de todas as regras civilizacionais. Torturado. Condenado a 19 anos de cárcere por delito de opinião. Tratado como lixo humano, partilhando cárcere com violadores e pedófilos. Empurrado para uma das cloacas do planeta, um local com 45 graus negativos para onde o czarismo e o estalinismo desterravam milhares de presos políticos.»

 

Amy Winehouse (1983-2011). «Havia um funesto destino a marcar encontro com ela há muito tempo. Tinha um talento vocal ímpar – bem expresso nas interpretações que nos deixou em temas como Back to BlackRehabLove is a Losing Game e You know I’m no good – e, ao mesmo tempo, uma absoluta incapacidade para lidar com a fama.»

 

António Almeida Santos (1926-2016). «Guardarei dele a memória de um senhor sábio e paciente, de pose amena e voz pausada, cioso da sua privacidade sem esquecer que nenhum homem é uma ilha, capaz de resistir à cruel erosão do tempo como se o calendário fosse um aliado e não um inimigo. Daí ter permanecido interventivo e activo até ao fim.»

 

António Borges Coelho (1927-2025). «Militante do PCP até 1991 e preso político na ditadura, este professor universitário transmontano deixou-nos um trabalho sério, com títulos como Raízes da Expansão Portuguesa A Revolução de 1383. Comprometido com o rigor factual e a pedagogia da tolerância cívica, flagrante nos seus escritos.»

 

António Dias Lourenço (1915-2010). «Tive o privilégio de falar algumas vezes com ele: já com uma idade muito avançada, mantinha a fibra de resistente. Era uma lenda viva entre os comunistas mas jamais se comportava como tal. E nunca o ouvi referir-se a um adversário político em termos deselegantes, o que é um exemplo para muitos outros que são incapazes de separar a crítica do insulto e confundem o confronto de posições com a piada rasteira ou a insinuação soez.»

 

António Feio (1954-2010). «Há pouco mais de um mês vi-o ser entrevistado pela Fátima Lopes na televisão: bastou ver o seu rosto, ouvir a sua fala já arrastada e algo hesitante, reparar naquele olhar que parecia já despojado da centelha da vida para se perceber cruamente que o fim estava próximo. Chegou agora, mais cedo do que muitos esperavam – a morte chega sempre cedo de mais. Os vampiros com carteira profissional de jornalista têm de procurar novos alvos.»

 

António-Pedro Vasconcelos (1939-2024). «Apreciava uma boa conversa, uma boa refeição, um bom jogo de futebol. Homem multifacetado, por vezes contraditório, com amigos de todas as idades e convicções. Homem que não escondia aquilo de que gostava nem o que detestava, sem se refugiar em meias-palavras e recusando precauções sonsas, tão frequentes em Portugal. Homem que amava a arte porque amava a vida.»

 

Aretha Franklin (1942-2018). «Ela sim, genial. Ela sim, uma das gigantescas personalidades do mundo da música popular, em que deixou o seu traço singular muito para além do rótulo de “rainha da soul” que lhe colaram os cultores de etiquetas.»

 

Artur Correia (1950-2016). «Iria tornar-me adulto, depois rumei a outras paragens, não regressei com o meu pai ao futebol – nem em pensamento. Até agora, mal soube que o Artur perdera a última partida no traiçoeiro campeonato da vida. Voltei a abrir a velha caderneta, desenterrei os autógrafos do pó do arquivo, imaginei-me a falar com uma remota voz infantil. E senti que o Pai me escutava, de polegar erguido, apaziguando todos os meus receios: “Tenho a certeza de que vamos vencer.”»

 

Bebo Valdés (1918-2013). «Quando Fidel mandou expropriar os 955 bares e cabarés existentes na capital cubana, em Março de 1968, Bebo percebeu que era tempo de partir. A mãe fê-lo prometer que não regressaria enquanto vigorasse a ditadura e ele cumpriu a promessa: disse adeus à ilha, tornou-se cidadão do mundo. A Havana que transportava consigo era uma Havana mítica, há muito sepultada na poeira da memória.»

 

Ben Bradlee (1921-2014). «Permaneceu dez mil dias à frente do Post. Saiu em 1991, sob uma ovação imensa dos jornalistas, retirando-se para a sua propriedade rural, onde redigiu este livro, lançado em 1995. Sob a sua liderança, o diário ganhou 18 prémios Pulitzer e firmou-se como um dos grandes títulos mundiais, conquistando uma sólida reputação de independência – o melhor certificado de nobreza de qualquer jornal.»

 

Carlos do Carmo (1939-2021). «Esta é a dimensão do seu legado que mais deve ser valorizada: o tributo que prestou à língua de Camões, Pessoa, Sophia, O’ Neill e Cesariny. Tão desprezada, tão escarnecida, tão maltratada até por aqueles que tinham como dever cívico e obrigação institucional defendê-la.  Vamos continuar a escutá-lo. Como ele merece. E o nosso belo idioma também.»

 

Carlos Santos Pereira (1950-2021). «Foi meu editor, mais tarde fui eu editor dele, mas entre nós nunca houve hierarquias nem galões: comportávamo-nos como soldados rasos do mesmo ofício, que só resulta quando é exercido com paixão. Fascinante ofício, o mais belo do mundo, como dizia Albert Camus.»

 

Carme Chacón (1971-2017). «Quase ascendeu à liderança do PSOE no fim do mandato de Rodríguez Zapatero, quase ascendeu ao posto máximo dos socialistas catalães, a região de onde era natural, quase teve a maioria da esquerda moderada espanhola a seus pés. Tempos irrepetíveis: do fulgor da fama à penumbra do esquecimento foi um curto passo, antes impensável. Bem demonstrativo de como é ilusória e transitória a espuma da política.»

 

Chavela Vargas (1919-2012). «Mexicana de adopção e coração, sonhou e cantou até ao fim: a sua voz inconfundível apagou-se ontem, aos 93 anos. Mas continuará a ser admirada pelas gerações futuras que a escutarão décadas adiante em temas imortais como Adoro, La Llorona, Obsesion, Volver, Cruz de Olvido, No soy de aquí, ny soy de allá

 

Chuck Norris (1940-2026). «Sempre de bom humor, ele comentava assim a passagem do tempo: “Eu não envelheço, subo de nível.” Gosto imenso desta frase: já a tornei minha. Desaparece agora, aos 86 anos, no belo Havai onde estava há muito radicado. Apetece-me passar o fim-de-semana a rever as cassetes VHS de Walker, Ranger do Texas

2025: o meu ano em doze imagens


Pedro Correia,

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Janeiro: Rotunda da Boavista, Porto

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Fevereiro: casa de chá da Boa Nova, Leça da Palmeira

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Março: Alhandra, à beira-Tejo

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Abril: missa de Domingo de Páscoa, Lisboa

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Maio: Lisboa, freguesia de Alvalade (Sporting bicampeão)

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Junho: Darwin’s Café, Lisboa

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Julho: Pombal, Festas do Bodo

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Agosto: praia do Sul, Ericeira

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Setembro: ilha de Ísquia, Nápoles

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Outubro: Lisboa, apresentação d’O Último Avô, de Afonso Reis Cabral

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Novembro: baía de Cascais

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Dezembro: Berlengas vistas da praia da Areia Branca, Lourinhã

Perdoem-me a imodéstia


Pedro Correia,

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Mas quase tudo já estava antecipado aqui:

 

15 de Novembro 2022:

«Isto está a degradar-se mais depressa do que parecia. Ei-los a descer a rampa, já em marcha acelerada.»

 

29 de Dezembro 2022:

«Um governo, paradoxalmente, em fim de ciclo quando as eleições legislativas foram apenas há onze meses.»

 

2 de Março 2023:

«A marca desta governação: poucochinha. Por isso a maioria absoluta adquirida há um ano já está em queda livre. Tem tudo para acabar mal. Mais cedo do que muitos previam.»

 

3 de Maio 2023:

«Marcelo Rebelo de Sousa não fará a vontade a António Costa: vai dissolver, sim, mas apenas no momento em que entender. Que será, não por coincidência, quando der menos jeito ao primeiro-ministro. (…) Costa pagará com juros a sua bravata de ontem, comportando-se perante os portugueses como se comesse Marcelo de cebolada a pretexto de segurar in extremis um dos ministros mais desacreditados do actual elenco, algo tão desproporcionado que soa a falso desde o primeiro minuto. Entrámos numa nova etapa, nada edificante: um dos piores conflitos institucionais de que há memória entre um Governo e um Presidente – logo este, que durante cinco anos quase levou o Executivo ao colo. Episódio digno de figurar em qualquer antologia da ingratidão. De Gaulle dizia que o poder usa-se, não se delega. Mas Costa é fraco aprendiz do velho general: a bravata irá sair-lhe cara. Mais cedo do que pensa.»

 

18 de Maio 2023:

«Isto já não é um governo: é uma opera buffa. Com final anunciado.»

Quatrocentos e cinquenta mil


Pedro Correia,

Ontem atingimos (e superámos) um número que merece ficar inscrito na rota deste blogue: 450 mil comentários aqui registados. Em quase década e meia de existência do DELITO. Integra um espólio cada vez maior e cada vez mais raro num percurso em que tantos outros títulos têm ficado pelo caminho. Década e meia que funciona também como testemunho factual e opinativo de tanta coisa que foi acontecendo, não apenas em Portugal mas no mundo inteiro.

História feita de muitas histórias – com luzes e sombras, desgostos e alegrias.

Como a vida, afinal.  

Entre os mais comentados


Pedro Correia,

Nos 23 destaques feitos pelo SAPO em Novembro, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesses dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu 22 menções ao longo do mês. Fazendo o pleno, uma vez mais.

Incluindo quatro textos na primeira posição do pódio, nove na segunda e cinco na terceira.

 

Os 22 postais foram estes, por ordem cronológica:

 

Frases de 2023 (32) (36 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Israel e Palestina, as causas de um conflito (50 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Belles toujours (22 comentários) 

Marcelo e o Hamas (47 comentários) 

Sismo político em curso (88 comentários, o mais comentado do dia) 

Já em campanha (44 comentários, segundo mais comentado do dia) 

O diabo chegou mesmo: está já aí (48 comentários, terceiro mais comentado do dia)  

O lamaçal (81 comentários, segundo mais comentado do fim-de-semana) 

Pensamento da semana (50 comentários)  

Galamba: o naufrágio anunciado (44 comentários, terceiro mais comentado do dia) 

O legado (1) (42 comentários)  

Uma revolução silenciosa (54 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Está de chuva (60 comentários, segundo mais comentado do fim-de-semana) 

Pensamento da semana (28 comentários, terceiro mais comentado do dia) 

Quase a bater no fundo (42 comentários, segundo mais comentado do dia) 

O fim do sonho em seis segundos (58 comentários, o mais comentado do dia

Lição de futebolês (para que saibam) (66 comentários, o mais comentado do dia) 

25 de Novembro, sempre (34 comentários, terceiro mais comentado do fim-de-semana) 

Pensamento da semana (80 comentários, o mais comentado do dia) 

Pedro Nuno Santos esteve bem (75 comentários, segundo mais comentado do dia)

A Lisboa que muda na Lisboa que fica (36 comentários, segundo mais comentado do dia)

Brilhante estratego, fraco profeta (44 comentários, segundo mais comentado do dia)

 

Com um total de 1215 comentários nestes textos. Do Paulo Sousa, do José Teixeira, do José Meireles Graça e de mim próprio.

Fica o agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar.

Entre os mais comentados


Pedro Correia,

Nos 22 destaques feitos pelo SAPO em Outubro, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesses dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu 22 menções ao longo do mês. Fazendo o pleno, uma vez mais.

Incluindo quatro textos na primeira posição do pódio, sete na segunda e seis na terceira.

 

Os 22 postais foram estes, por ordem cronológica:

 

Pensamento da semana (82 comentários, terceiro mais comentado do fim-de-semana) 

«Sem ilusões não há frustrações» (80 comentários, segundo mais comentado do dia)

O preço do PAN no bananal laranja (22 comentários) 

O que vos diz esta imagem? (70 comentários, terceiro mais comentado do dia) 

O país dos mamarrachos (41 comentários) 

Pensamento da semana (74 comentários, segundo mais comentado do dia) 

O grão-vizir que sonha ser califa (80 comentários, segundo mais comentado do dia)  

Aldeias com histórias: Juízo (39 comentários, terceiro mais comentado do dia) 

Podiam mudar de nome para Pasquim (57 comentários, segundo mais comentado do dia)  

Como dizer pogrom em árabe? (39 comentários, terceiro mais comentado do fim-de-semana) 

Pensamento da semana (112 comentários) 

Portugal no seu melhor (42 comentários) 

O João e o Orçamento do Estado para 2024 (52 comentários, segundo mais comentado do dia) 

«Se há um judeu atrás da árvore, mata-o» (96 comentários, o mais comentado do dia) 

Quando um véu vale mais do que uma vida (64 comentários, terceiro mais comentado do fim-de-semana) 

Pensamento da semana (74 comentários, terceiro mais comentado do dia

Como engoliram a propaganda do Hamas (50 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Será desta o fim do fogacho? (45 comentários) 

Palavra de António Costa – II (69 comentários, o mais comentado do dia) 

Consciência, consciência, quem és tu? (87 comentários, o mais comentado do fim-de-semana)

Pensamento da semana (106 comentários, segundo mais comentado do dia)

Os novos ‘pogroms’ (60 comentários, o mais comentado do dia)

 

Com um total de 1431 comentários nestes textos. Do Paulo Sousa, da Cristina Torrão, da Ana Cristina, do João André, da Maria Dulce Fernandes e de mim próprio.

Fica o agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar.

Entre os mais comentados


Pedro Correia,

Nos 21 destaques feitos pelo SAPO em Setembro, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesses dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu 21 menções ao longo do mês. Fazendo o pleno, uma vez mais.

Incluindo dois textos na primeira posição do pódio, sete na segunda e dois na terceira.

 

Os 21 postais foram estes, por ordem cronológica:

 

O beijo (2) (30 comentários) 

Pensamento da semana (34 comentários)

O obsceno riso de Estaline (60 comentários, segundo mais comentado do dia) 

O beijo (7) (22 comentários) 

Dióspiros (29 comentários) 

Era uma vez… (64 comentários, segundo mais comentado do fim-de-semana) 

Pensamento da semana (28 comentários) 

Monarquia em alta no Reino Unido (52 comentários, segundo mais comentado do  dia) 

Veneno (72 comentários, o mais comentado do dia) 

Os cobardes (26 comentários) 

É mais fácil lutar contra as estátuas do que contra palermas (37 comentários, segundo mais comentado do fim-de-semana) 

Pensamento da semana (60 comentários) 

Frases de 2023 (28) (34 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Frases de 2023 (29) (58 comentários)  

Almas gémeas (26 comentários) 

Quanto mais incompetente, melhor (60 comentários, terceiro mais comentado do fim-de-semana) 

Pensamento da semana (32 comentários

Syriza Goldman Sachs radical-chique (40 comentários, terceiro mais comentado do dia)  

Maldito corrector (32 comentários, segundo mais comentado do fim-de-semana) 

Os charlatães (52 comentários, o mais comentado do dia) 

Quais foram as praias da vossa infância? (104 comentários, segundo mais comentado do fim-de-semana)

 

Com um total de 952 comentários nestes textos. Do Paulo Sousa, da Maria Dulce Fernandes e de mim próprio.

Fica o agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar.

Entre os mais comentados


Pedro Correia,

Nos 23 destaques feitos pelo SAPO em Agosto, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesses dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu 23 menções ao longo do mês. Fazendo o pleno, uma vez mais.

Incluindo dois textos na primeira posição do pódio, oito na segunda e quatro na terceira.

 

Os 23 postais foram estes, por ordem cronológica:

 

Solidário com as minorias (48 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Alegria juvenil entre os velhos do Restelo (90 comentários, segundo mais comentado do dia)

As reacções às JMJ (31 comentários) 

Alegria, energia, cor, juventude e fé (22 comentários) 

Pensamento da semana (82 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Há sempre alternativa (56 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Lápis L-Azuli (31 comentários, segundo mais comentado do dia)

O Peregrino (48 comentários, terceiro mais comentado do  dia) 

Ler (25) (26 comentários) 

Pensamento da semana (30 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Arrancar – não sabem dizer outra coisa (38 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Lápis L-Azuli (34 comentários) 

Que nome para a ponte? (124 comentários, o mais comentado do dia) 

Comer (11) (24 comentários)

A nova Europa (22 comentários) 

A mentalidade do não-vale-a-pena (44 comentários)  

Século XXI, às portas de Lisboa (42 comentários

O Dono do Tempo (79 comentários, o mais comentado do dia)  

A ler (101 comentários, segundo mais comentado do fim-de-semana) 

Pensamento da semana (48 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Pornográfico (34 comentários, terceiro mais comentado do dia)

O que sobra do “socialismo real” (62 comentários)

O beijo (1) (64 comentários, segundo mais comentado do dia)

 

Com um total de 2000 comentários nestes textos. Da Maria Dulce Fernandes, da Cristina Torrão, do Paulo Sousa e de mim próprio.

Fica o agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar.

Entre os mais comentados


Pedro Correia,

Nos 21 destaques feitos pelo SAPO em Julho, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesses dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu 20 menções ao longo do mês. Fazendo o pleno, uma vez mais.

Incluindo três textos na primeira posição do pódio, quatro na segunda e sete na terceira.

 

Os 20 postais foram estes, por ordem cronológica:

 

De volta (64 comentários, o mais comentado do dia) 

O que se disse e escreveu há dez anos (38 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Frases de 2023 (18) (56 comentários, terceiro mais comentado do dia) 

Parece ter sido esta senhora (50 comentários, terceiro mais comentado do dia) 

E vão catorze (54 comentários, segundo mais comentado do fim-de-semana) 

Pensamento da semana (38 comentários) 

O catavento da RTP e o catavento socialista (18 comentários) 

Disparar com excesso de rapidez (72 comentários, segundo mais comentado do  dia) 

Frases de 2023 (19) (40 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Vénias do Estado ao déspota cubano (66 comentários, terceiro mais comentado do fim-de-semana)

Jane Birkin (25 comentários) 

“É disto que o meu povo gosta” (32 comentários, terceiro mais comentado do dia) 

Que Estado da Nação? (52 comentários, segundo mais comentado do dia) 

A culpa é do Passos (38 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Ler (24) (28 comentários) 

Pensamento da semana (26 comentários)  

Férias… (78 comentários, o mais comentado do dia

salve-se quem puder (44 comentários, terceiro mais comentado do dia)  

República de bananas (106 comentários, o mais comentado do dia) 

História, Escravismo e Racismo (33 comentários)

 

Com um total de 958 comentários nestes textos. Do José Teixeira, do Paulo Sousa, da Maria Dulce Fernandes e de mim próprio.

Fica o agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar.

Entre os mais comentados


Pedro Correia,

Nos 22 destaques feitos pelo SAPO em Junho, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesses dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu 22 menções ao longo do mês. Fazendo o pleno, uma vez mais.

Incluindo cinco textos na primeira posição do pódio, sete na segunda e seis na terceira.

 

Os 22 postais foram estes, por ordem cronológica:

 

Saudosismo (69 comentários, o mais comentado do dia)

As melhores praias portuguesas (31) (18 comentários)

As melhores praias portuguesas (34) (26 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Penso rápido (102) (44 comentários, segundo mais comentado do dia)

Portugal no seu melhor (28 comentários, terceiro mais comentado do dia)

O Tanque (22 comentários)

10 de Junho (30 comentários, terceiro mais comentado do fim-de-semana)

Bem dito (41 comentários, terceiro mais comentado do  dia)

Quando havia mais liberdade… (80 comentários, o mais comentado do dia)

Outra “conquista” de Putin (38 comentários, o mais comentado do dia)

Seria “racismo” ou só “crime de ódio”? (52 comentários, segundo mais comentado do dia)

Momento patético de televisão (96 comentários, terceiro mais comentado do fim-de-semana)

As queixas dos portugueses (47 comentários, segundo mais comentado do dia) 

O Almirante (42 comentários, segundo mais comentado do dia)

As tripas no Porto (16 comentários)

A quase extinção do homem analógico (23 comentários

O feitiço volta-se contra o feiticeiro (70 comentários, segundo mais comentado do fim-de-semana)

Recortes do Canhenho (30 comentários, segundo mais comentado do dia)

A ponte 516 Arouca, passadiços, baloiços e afins (40 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Teme-se o pior (44 comentários, segundo mais comentado do dia)

O crime (86 comentários, o mais comentado do dia)

Um futuro cada vez mais quente (50 comentários, o mais comentado do fim-de-semana)

 

Com um total de 1000 comentários nestes textos. Da Maria Dulce Fernandes, do Paulo Sousa, do José Teixeira, do João Pedro Pimenta, da Ana Cristina, do João André e de mim próprio.

Fica o agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar.

Entre os mais comentados


Pedro Correia,

Nos 23 destaques feitos pelo SAPO em Junho, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesses dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu 23 menções ao longo do mês. Fazendo o pleno.

Incluindo seis textos na primeira posição do pódio, nove na segunda e quatro na terceira.

 

Os 23 postais foram estes, por ordem cronológica:

 

Pensamento da semana (71 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Ler os outros (34 comentários, o mais comentado do dia)

A TAP é o maior partido da oposição (130 comentários, o mais comentado do dia)

O grande mistério (28 comentários, segundo mais comentado do dia)

Contributos de Belém para o epitáfio político do quase ex-ministro Galamba (50 comentários, segundo mais comentado do fim-de-semana)

“Eis” a televisão que temos (50 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Daqui a três sondagens (48 comentários, segundo mais comentado do dia)

A frase que falta (28 comentários, o mais comentado do  dia)

O pódio da vergonha (44 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Quiz anti-capitalista (43 comentários, segundo mais comentado do fim-de-semana)

Difamação (148 comentários, o mais comentado do dia

A coerência dos comunistas (34 comentários, segundo mais comentado do dia)

Lápis L-Azuli (14 comentários) 

“Opera buffa” (106 comentários, segundo mais comentado do dia)

Galamba até parece ser o adjunto dela (60 comentários, o mais comentado do fim-de-semana)

Pensamento da semana (14 comentários

A “verdadeira esquerda” (34 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Porque hoje é o Dia Europeu dos Parques Naturais (27 comentários)

A lei da rolha na Casa da Democracia (108 comentários, o mais comentado do dia)

Os símbolos da JMJ (44 comentários, segundo mais comentado do fim-de-semana)

Dez livros para comprar na Feira (36 comentários, segundo mais comentado do dia)

Vitaminas para o autoproclamado quarto pastorinho (53 comentários, segundo mais comentado do dia)

Há solução? (12 comentários)

 

Com um total de 1214 comentários nestes textos. Do Paulo Sousa, da Ana Cristina, da Teresa Ribeiro, da Maria Dulce Fernandes, do José Meireles Graça e de mim próprio.

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Pedro Correia,

Em 20 destaques feitos pelo SAPO em Abril, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesses dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu 20 menções ao longo do mês. Fazendo o pleno.

Incluindo quatro textos na primeira posição do pódio, quatro na segunda e dez na terceira.

 

Os 20 postais foram estes, por ordem cronológica:

 

Trocar o real pelo digital (78 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Outra “gloriosa” conquista de Putin (58 comentários, terceiro mais comentado do dia)

O caviar da “verdadeira esquerda” (24 comentários, o mais comentado do fim-de-semana)

A resposta é sempre a mesma (56 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Lápis L-azuli (23 comentários, terceiro mais comentado do fim-de-semana)

Pensamento da semana (42 comentários)

Um amigo de Putin (106 comentários, o mais comentado do dia)

O passado não regressa (26 comentários, terceiro mais comentado do  dia)

Setas amarelas até Santiago (33 comentários, terceiro mais comentado do dia)

A verdade e a mentira (35 comentários)

Pensamento da semana (28 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Nem escravos nem vassalos (62 comentários, o mais comentado do dia)

Lula: o fascínio por ditadores (1) (44 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Lápis L-Azuli (30 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Lula: o fascínio por ditadores (3) (34 comentários, segundo mais comentado do fim-de-semana)

Pensamento da semana (82 comentários, segundo mais comentado do dia

Os três Dês de Abril. E os outros três também (25 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Dois deputados que deixaram saudades (30 comentários, segundo mais comentado do dia)

A arbitrariedade do tipo disfarçado de árbitro (81 comentários, o mais comentado do dia)

Inteiramente de acordo (30 comentários, terceiro mais comentado do fim-de-semana)

 

Com um total de 940 comentários nestes textos. Do Paulo Sousa, da Maria Dulce Fernandes, do Luís Naves e de mim próprio.

Fica o agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar.

Entre os mais comentados


Pedro Correia,

Em 23 destaques feitos pelo SAPO em Março, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesses dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu 23 menções ao longo do mês.

Incluindo quatro textos na primeira posição, oito na segunda e quatro na terceira.

 

Os 23 postais foram estes, por ordem cronológica:

 

Constituições do mundo (12) (38 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Em queda livre (108 comentários, o mais comentado do dia)

A implacável purga de palavras (114 comentários, o mais comentado do fim-de-semana)

É assim que nós estamos (39 comentários, segundo mais comentado do dia)

Facilitanço e afins (29 comentários) 

Hoje é dia de (24 comentários)

Ainda o Dia Internacional da Mulher (54 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Presidente rasga o Governo (48 comentários, terceiro mais comentado do fim-de-semana)

Pensamento da semana (134 comentários, segundo mais comentado do dia)

Como destruir o SNS devagarinho (34 comentários, segundo mais comentado do dia)

Seis amigos bastam (38 comentários)

Hoje é dia de (24 comentários)

Os tudólogos (38 comentários) 

Um off-load na Armada (62 comentários, o mais comentado do dia)

O que diz Alexandra Leitão (58 comentários, o mais comentado do dia)

Hoje é dia de (34 comentários, segundo mais comentado do dia)

O Zandinga da Marmeleira (40 comentários, segundo mais comentado do dia

A guerra da Rússia contra a Ucrânia (30 comentários)

Pensamento da semana (38 comentários)

Há quem lhe chame ministro (68 comentários, segundo mais comentado do dia)

O país das quatro mil taxas (44 comentários, segundo mais comentado do dia)

Elementar burrice (64 comentários, segundo mais comentado do dia)

Qual é a nossa mais bela praia? (112 comentários, terceiro mais comentado do fim-de-semana)

 

Com um total de 1272 comentários nestes textos. Da Maria Dulce Fernandes, do Paulo Sousa, do Sérgio de Almeida Correia, da Ana CB e de mim próprio.

Fica o agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar.

Entre os mais comentados


Pedro Correia,

Em 20 destaques feitos pelo SAPO em Fevereiro, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesses dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu 20 menções ao longo do mês.

Incluindo dois textos na primeira posição, seis na segunda e cinco na terceira.

 

Os 20 postais foram estes, por ordem cronológica:

 

Em revista com vampiros (26 comentários)

Aqui não há transgénero (72 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Hoje é dia de (25 comentários)

Pagar 150 euros por colchão (158 comentários, o mais comentado do dia)

Horror: há uma cruz na bandeira (56 comentários, terceiro mais comentado do dia) 

Estátuas para derrubar (7) (44 comentários, segundo mais comentado do dia)

Estalinizar a Rússia (24 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Demotaduras ou ditacracias (58 comentários, segundo mais comentado do dia)

Talvez o maior escritor vivo (22 comentários)

Hoje é dia de (34 comentários)

Fugir das mulheres (62 comentários, segundo mais comentado do dia)

Qual será o próximo a sair de cena? (50 comentários) 

Constituições do mundo (10) (40 comentários)

Pensamento da semana (128 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Frases de 2023 (6) (50 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Frases de 2023 (7) (18 comentários)

A saúde de Biden (62 comentários, o mais comentado do dia)

Reflexão do dia (74 comentários, segundo mais comentado do fim-de-semana

A força da falta de carácter (42 comentários, segundo mais comentado do dia)

De pé (48 comentários, segundo mais comentado do dia)

 

Com um total de 1115 comentários nestes textos. Da Maria Dulce Fernandes, do Paulo Sousa e de mim próprio.

Fica o agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar.

Um ano depois


Pedro Correia,

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NÓS…

 

Beatriz Alcobia: «Escolho as maçãs uma a uma e só trago as que gosto e me interessam. Deixo lá as outras que não me interessam. Assim também o faz Putin. Vai à História e tira um a um os acontecimentos que lhe interessam e ignora os outros.»

 

João Campos: «Sou insuspeito de nutrir alguma simpatia pelo actual Governo e pelos seus vários elementos – Augusto Santos Silva incluído – mas não posso deixar de aplaudir a sua resposta ontem, no Parlamento, à vergonhosa intervenção do deputado comunista João Oliveira. Ponderada, eloquente, sem meias-palavras e sem as insuportáveis adversativas que tanta gente usa para tentar “justificar” ou “compreender” a agressão de Putin à Ucrânia.»

 

João Pedro Pimenta: «Não faltam “quintas colunas” no Ocidente a favor de Putin. Em Portugal não serão assim tantas, mas temos à cabeça o inevitável PCP, sempre ao lado dos russos (ou melhor dizendo, contra o Ocidente), para quem a culpa é… da Ucrânia. Certamente pensaram o mesmo da Polónia na invasão alemã de 1939, de tal forma que a URSS entrou pelo outro lado. Mas mesmo fora do PCP encontramos outros idiotas úteis.»

 

JPT: «Vem constando que António Costa, reforçado pela maioria absoluta parlamentar, levará Fernando Medina para o seu próximo governo. Entregando-lhe, segundo os mesmos rumores, a importante tutela das Finanças. É uma boa notícia para o país, pois será garantia de uma boa relação com o regime russo

 

Luís Menezes Leitão: «A fraqueza da actual liderança dos EUA e a falta de preparação do Ocidente para suster a ameaça russa conduziu assim a Europa uma guerra que se pode revelar absolutamente dramática. E esperamos que isto não sirva de exemplo para outras potências procurarem também resolver pela força os conflitos que têm há muito congelados. Recorde-se a China em relação a Taiwan.»

 

Paulo Sousa: «Estamos quase incrédulos por, após tantos anos de estabilidade na Europa, existir um país que insiste em regressar ao mundo de antigamente, ao mundo do equilíbrio de forças, ao mundo onde importa contar o número de soldados, tanques, aviões e fragatas, sempre a olhar para os números dos seus vizinhos. A Rússia, liderada pelo filho da senhora Putina, não gosta do multilateralismo e comporta-se no palco internacional como um bully no recreio da escola. No mundo que ele tenta promover e em que gosta de se movimentar, os mais fracos têm motivos efectivos para temer os mais fortes.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Não se queira estabelecer qualquer comparação com a crise dos mísseis em Cuba. Nem a Ucrânia é um fantoche totalmente dependente e na órbita do Ocidente, como era o regime de Castro em relação à extinta URSS, como também não é menos verdade que não há, nem nunca houve, mísseis instalados à socapa e pela calada da noite que estivessem apontados a Moscovo, ou incursões desestabilizadoras no território russo, violando as fronteiras do estado vizinho e que tivessem sido estimuladas e pagas por exércitos de mercenários para conduzir acções de intimidação e de natureza secessionista em países independentes, por capricho próprio e para satisfação de egos doentios.»

 

Eu: «Putin ataca em larga escala a vizinha Ucrânia, despejando-lhe incontáveis mísseis de médio alcance, convicto da impunidade. Na certeza de possuir o maior arsenal atómico do planeta – exemplo supremo da razão da força, indiferente a qualquer força da razão. E tem a vantagem, relativamente ao genocida alemão, de estar sentado no chamado “Conselho de Segurança” da ONU, com direito de veto a qualquer decisão que possa lá tomar-se. Numa manifestação suprema de cinismo, aliás, invocou o artigo 51.º da Carta das Nações Unidas para ordenar a tomada da Ucrânia pelas armas. Imagine-se Hitler com idêntico poder formal de paralisar qualquer acção contra si próprio no inútil palácio de vidro em Nova Iorque…»

 

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… E OS LEITORES

 

Alexandre Soares: «Não passarão.»

 

Balio: «Os EUA andaram desde 1990 a gastar o seu exército em guerrinhas no Iraque, Afeganistão e outros países de menor interesse. Agora têm o exército gasto, rombo. Se tentassem intervir militarmente contra os russos na Europa (em guerra não nuclear), seriam pulverizados. Os exércitos europeus sofreriam o mesmo destino.»

 

Francisco Almeida: «Em 2008 face a uma narrativa de ameaças da NATO, até hoje por concretizar, [a Rússia] entra no Cáucaso de onde nunca mais saiu. Em 2014, face a idêntica narrativa, anexa a Crimeia. Logo em 2015 envia tropas especiais para o Donbass mas mantém-nas em stand-by, não progredindo mas impedindo de facto que o exército ucraniano acabe com as secessões. Agora, em 2022 foi o que [se] viu. E, para os mais distraídos, lembro que uma operação desta envergadura necessita de semanas, se não meses, de planeamento.»

 

JF: «É lamentável ver que toda esta situação e intervenções militares que a Federação da Rússia se vê obrigada a concretizar, tenha sido despoletada pela Inglaterra, União Europeia, e a Organização do Tratado do Atlântico Norte, que efectuaram em 2014 um golpe de Estado liberal levando ao poder em Kiev forças/partidos políticos nacional-socialistas, em conjunto com a recusa do regime liderado pelo Sr. Zelenskyy em cumprir os Acordos de Minsk.»

 

Lucklucky: «A Europa tem mais culpas, afinal estamos no continente europeu onde está a ocorrer tal situação… Como a cultura do Ágora no Ocidente relativa à area militar é miserável devido à cultura pop de jornalistas e tutti quanti… a ignorância é “sistémica”.»

 

Manuel Guerreiro: «Putin sabe perfeitamente que os dirigentes ocidentais são tão corruptos quanto ele, daí ele fazer o que está a fazer.»

 

Marques Aarão: «Cabe perguntar se ninguém previu que Putin, tal como o descrevem, não poderia sentir-se ameaçado e encurralado perante o concluir de um cordão com a adesão da Ucrânia à NATO. Seria assim tão difícil deixar para já em banho-maria essa possibilidade explicando que essa acção nas circunstâncias em presença poderia despoletar uma guerra de consequências mundiais imprevisíveis com um número de vitimas mortais avassalador?»

 

Vagueando: «Putin tem a Europa na mão e a Europa como projecto de paz em que acreditou piamente desfez-se e, infelizmente caminha para um futuro preocupante face ao crescimento dos seus próprios extremismos internos.»

 

Vento: «A Ucrânia, tendo um povo valente, jamais aguentará um ataque quer do fogo de artilharia de longo alcance russo, quer dos foguetes com uma capacidade absolutamente infernal que também têm, quer dos mísseis cruzeiro e balísticos, quer ainda da capacidade russa para deixá-los através de meios electrónicos sem capacidade para comunicar.»

 

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Sempre perto mesmo longe


Pedro Correia,

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Gostei de ver a nossa Cristina Torrão no 10.º episódio da série Duplas à Portuguesa, emitida esta quarta-feira na RTP2. Abordando um tema que conhece bem: o reinado de D. Afonso Henriques, que aqui faz dupla com o seu aio e mentor Egas Moniz, figura histórica que tem muito de lendário.

Os depoimentos são interessantes e é sempre bom ver a nossa História recordada num canal público que tem como missão específica transmitir estes conhecimentos. A realização em tom de passatempo infantil é discutível, mas o essencial fica cumprido em cerca de meia hora de programa. Com várias intervenções sérias, fundamentadas e esclarecidas.

Parabéns à Cristina, que está sempre perto mesmo estando longe.

Entre os mais comentados


Pedro Correia,

Em 22 destaques feitos pelo SAPO em Janeiro, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesses dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu 21 menções ao longo do mês.

Incluindo um texto na primeira posição, quatro na segunda e sete na terceira.

 

Os 21 postais foram estes, por ordem cronológica:

 

Ler (16) (30 comentários)

Nos ciclos longos (27 comentários)

Governo Sócrat… perdão, Governo Costa (24 comentários)

Há tanto tempo. Parece que já foi numa outra vida II (38 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Total falta de respeito democrático (72 comentários, segundo mais comentado do dia) 

Hoje é dia de (36 comentários, terceiro mais comentado do fim-de-semana)

Não passarão (70 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Facto internacional de 2022 (36 comentários)

Da “ética republicana” (56 comentários, segundo mais comentado do fim-de-semana)   

Hoje é dia de (21 comentários)

Ruínas (e o meu fascínio por lugares abandonados) (24 comentários) 

Ética e lei (30 comentários, segundo mais comentado do dia)

Da irremediável decadência do francês (86 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Penosa agonia (88 comentários, o mais comentado do fim-de-semana)

Frases de 2023 (3) (32 comentários)

Como Hitler, Mussolini ou Ceausescu (62 comentários, segundo mais comentado do dia)

Parabéns, general (34 comentários, terceiro mais comentado do dia

Duzentas e dezassete sondagens depois (50 comentários)

O Santo Palco (35 comentários, terceiro mais comentado do fim-de-semana)

Pensamento da semana (54 comentários, terceiro mais comentado do dia)

Frases de 2023 (5) (16 comentários)

 

Com um total de 921 comentários nestes textos. Do Paulo Sousa, da Maria Dulce Fernandes, da Ana CB, do JPT e de mim próprio.

Fica o agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar.

Dez anos sem o João


Pedro Correia,

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«A imortalidade é esse dom que os deuses depositam na memória dos amigos.»

Manuel Vicent

 

Já passaram dez anos. Cumprem-se hoje. Uma data dolorosa neste blogue, para todos quanto o conheceram. Para mim, sobretudo. O nosso João Carvalho despediu-se da vida, rumo à eternidade, a 14 de Janeiro de 2013.

Foi demasiado cedo, tinha apenas 60 anos. Com ele, apagou-se parte da força vital que tornou o DELITO DE OPINIÃO numa referência na blogosfera, onde centenas de pessoas já escreveram – gente anónima, gente célebre, gente das mais diversas tendências. Um blogue plural, participativo, atento aos outros, dialogante com os leitores, com um olhar crítico e mordaz sobre figuras e factos sem perder a elegância.

Muito à semelhança, no fundo, do que ele próprio era. Foi assim que o conheci, bem longe de Portugal: alegre, sociável, capaz de fazer amigos com imensa facilidade, desassombrado mas tolerante. Uma vez disse-lhe: «Não és engenheiro, mas sabes construir pontes.» Assim era, de facto, o João Manuel Machado de Castro Carvalho, um dos edificadores deste projecto que teima em permanecer, uma década depois de ele nos deixar de forma não inesperada mas prematura.

Nos primeiros quatro anos de existência do DELITO, deixou aqui centenas de textos. Com uma transbordante capacidade de contagiar os colegas e estabelecer diálogo com os leitores. Desde o momento inicial: era um dos pilares desta equipa que se foi renovando e transfigurando (e envelhecendo, conforme a inelutável lei da vida).

 

Devo-lhe muito. Era padrinho da minha filha, quase como um irmão. Costumo dizer que fazemos um grande amigo por cada década de existência. Sucedeu-me isso: as verdadeiras relações de amizade deixam um rasto que perdura da infância à velhice. Mas os desencontros da vida vão esmorecendo alguns laços. Com o João isso nunca aconteceu – e nem sequer a distância geográfica diminuiu a nossa calorosa e fraterna camaradagem. Desde aquela tarde em que ele me bateu à porta na pousada de Mong-Há, onde eu então vivia, e me convidou para «tomar um copo» com um amigo comum para nos conhecermos. Escrevíamos os três em jornais de Macau sem que, até àquele dia, nos tivéssemos encontrado pessoalmente.

Nasceu aí uma amizade de um quarto de século que havia de perdurar até ao dia em que ele nos disse “até sempre” e me despedi dele, a 15 de Janeiro de 2013, na comovente cerimónia fúnebre no Porto, sua cidade natal. Com a Igreja do Foco cheia de gente amiga, ainda incrédula com aquela partida tão precoce. 

 

Tanto tempo depois, ainda por vezes me questiono o que diria o João deste ou daquele acontecimento. Ou, quando leio algum erro gramatical mais estapafúrdio, me interrogo como reagiria ele com um sentido pedagógico que cultivava como poucos. Foi um dos melhores copy-desks que conheci no meu longo trajecto profissional. Rigoroso como poucos a escrever – com os outros, sim, mas também com ele próprio. 

Os textos aí estão, no nosso arquivo, testemunhos vivos de um percurso demasiado curto mas suficientemente rico para construir um precioso legado em sua memória. Não apenas na página principal do blogue: também nas caixas de comentários, onde nunca deixava um leitor sem resposta – quase sempre amável, por vezes contundente, sem nunca baixar o nível. 

Pertencia a uma espécie rara: era um perfeccionista, abominava a vulgaridade, só se contentava com o melhor. No estilo, no grafismo, no respeito pelo idioma que é património de todos. E era imbatível no sentido de humor, atributo que o acompanhou até ao fim. Ainda detectei nele esse traço distintivo na última vez em que falámos, por telefone, três semanas antes da sua morte.

Como escrevi no próprio dia em que o perdemos, a um amigo nunca se diz adeus. Cá estou, no lugar do costume, a sublinhar o mesmo. Entre os ruídos do quotidiano, recolho-me uns minutos em sentida evocação da sua memória. Convicto, mais do que nunca, desta evidência: a amizade é um posto. O João faz falta, à família e aos amigos. O que é mau e bom ao mesmo tempo. Sinal inequívoco de uma vida que não decorreu em vão.

DELITO: 14 anos de vida


Pedro Correia,

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O DELITO DE OPINIÃO festeja hoje o 14.º aniversário. Continuando a ser um dos blogues com maior audiência em Portugal, nomeadamente na plataforma SAPO, onde estamos alojados desde sempre.

O nosso gosto de comunicar mantém-se incólume. Os números dizem muito: no último ano recebemos 417.005 visitas e registámos 1.089.186 visualizações (quase 85 mil por mês). Estatísticas que contradizem as aves agoirentas que insistem em decretar a morte da blogosfera.

Creio falar em nome de todos os meus colegas ao fazer um balanço do tempo entretanto decorrido com esta frase singela e sincera: valeu a pena.

Sem nunca perdermos de vista os objectivos traçados no primeiro dia. Parece que foi ontem e já passaram 14 anos.