O LEOPARDO (1958)
Autor: Giuseppe Tomasi di Lampedusa (Prémio Strega, 1959)
Realizador: Luchino Visconti (1963, Palma de Ouro em Cannes)
Se há filmes que estão ao nível da melhor literatura, este de Visconti é um deles. Iguala ou supera até o romance póstumo de Lampedusa.

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![il_gattopardo1[1].jpg il_gattopardo1[1].jpg](http://4.fotos.web.sapo.io/i/Bc909ab37/19179668_rhglg.jpeg)
Li o livro, vi o filme, reli o livro, revi o filme várias vezes. Este é o meu filme preferido do Visconti.
A seguir vem o Morte em Veneza (já sei que o Pedro não gosta).
Tenho ali o ‘Senso’ para rever, num dvd que comprei com o Público e que tem um comentário do João Bénard da Costa.
🙂 Antonieta
Este “é” o filme do Visconti, Antonieta. Podia nem ter feito mais nenhum: bastava ‘O Leopardo’ para lhe garantir um lugar na história do cinema. Mas há mais: ‘Rocco e os Seus Irmãos’, ‘Noites Brancas’, ‘Obsessão’, ‘Violência e Paixão’…
Completamente de acordo. Excepcional.
Noites Brancas”, um livro também muito bom, com um Dostoiévski mais romântico, mas desconhecia a existência de um filme. Os filmes adaptados de obras literárias, mesmo que não sejam “grande coisa” , dão para relembrar a obra e para quem tem pouco tempo são uma oportunidade. Esta sua série é claramente, a par de outras, imperdível.
Muito obrigado pelas suas palavras, Ana. Espero que continue a gostar: esta série vai prolongar-se.
Do Visconti, o meu preferido é”Senso”.
Também gosto. Mas sempre vi ‘Senso’ quase mais como ópera do que como cinema. Uma vibrante homenagem a Verdi.
Pedro,
tenho pena de que este sítio esteja arredio das questões da educação, por estes dias presentes no debate político.
Um abraço!
Percebo o seu reparo, mas pela minha parte não posso dar mais contributo do que já dou a este blogue colectivo. Um blogue que é de todos os autores, não apenas meu.
Concordo com o Pedro. Este é O filme do Visconti.
E concordo com a Antonieta. Ver e rever, ler e reler, nunca são demais. É o meu livro de avião. Pena que não encontre o filme com melhor qualidade do que a daquele que eu tenho guardado 🙂
Este é um dos cinco melhores filmes de todos os tempos para mim. E o melhor filme europeu.
O livro é excelente, mas o filme supera-o.
E o Pedro não nos quer dizer quais são os outros quatro?
🙂 Antonieta
Hei-de dizer mais adiante nesta série, Antonieta.
Dulce:
Há versões em blu-ray, incluindo uma bastante boa do British Film Institute, acerca da qual pode ler uma apreciação aqui: rd-Blu-ray/10001/#Review 8NQMUS?keywords=the%20leopard&qid=1452793156&ref_=sr_1_2&s=dvd&sr=1-2
http://www.blu-ray.com/movies/The-Leopa
O preço na Amazon não é exagerado mas já foi melhor (creio tê-lo comprado a cerca de 8 libras – e quando a libra estava mais baixa):
http://www.amazon.co.uk/gp/product/B003
Infelizmente, não tem legendas em Português, apenas em inglês.
Não sei qual é a vossa opinião, mas eu não concebo ‘O Leopardo’ noutro idioma do que no italiano. Apesar de haver também versões em inglês e francês.
Concordo, italiano, embora Lancaster fique um pouco estranho e talvez isso ajude à acusação de cabotinismo que frequentemente lhe é dirigida – como no comentário mais abaixo (que aprovei, por achar estranho escrever isto sem o fazer).
Esta edição em blu-ray, apesar de britânica, é em italiano – com legendas opcionais em inglês.
‘O Leopardo’ (tal como vários outros filmes de produção internacional iniciados nas décadas de 50 e 60) constitui um horror para os adversários mais irredutíveis das dobragens. Com os principais actores dobrados nas diversas versões (italiana, inglesa, francesa). Um preço a pagar quando se têm elencos multinacionais.
De acordo. Sem dúvida nenhuma que o filme está ao nível ou supera mesmo o livro. Nem que seja só para passear a vista sobre a Cláudia Cardinale. E Burt Lancaster, um americano dos bairros pobres de Nova Iorque, é um autêntico príncipe italiano.
Claudia Cardinale, uma das mulheres mais belas de todos os tempos no cinema. Felizmente trabalhou com vários realizadores que prestaram a devida homenagem a tanta beleza. Que é outra forma de dizer talento.
A Claudia Cardinale tem um desempenho extraordinário no filme ‘Once upon a time in the West’, do Sergio Leone.
🙂 Antonieta
Um irradiante e indesmentível talento.
Burt Lencaster: algo canastrão.
Nada principesco.
Interpretação cabotina.
Discordo. Lancaster sempre me pareceu muito adequado à figura patriarcal que o papel impõe. Não esqueça que, sendo aristocrata, pertence à aristocracia rural.
O filme sem ele não seria tão bom. Não por acaso, Visconti fez questão de convidá-lo a participar noutra película, ‘Violência e Paixão’.
Pedro,
O filme é maravilhoso mas o livro é absolutamente magistral. Nunca me esquecerei da imagem em que os padres deixam a casa das idosas Meninas Órfãs de Salinas e “recolheram os chapéus assim deixando viúvas as cadeiras …” Acho que nunca li algo tão poético e simultaneamente visualmente impressivo.
Visconti, ele próprio aristocrata, foi o homem certo para pegar naquele livro e nas histórias de rupturas e de muita “violência e paixão”.
Parabéns por mais esta série temática!
ptc
Obrigado. Ainda bem que está a gostar. Verá que esta série vai prolongar-se (muito mais do que eu pensava à partida, já é costume acontecer-me…)