Já li o livro e vi o filme (29)


Pedro Correia,

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 O LEOPARDO (1958)

Autor: Giuseppe Tomasi di Lampedusa (Prémio Strega, 1959)

Realizador: Luchino Visconti (1963, Palma de Ouro em Cannes)

Se há filmes que estão ao nível da melhor literatura, este de Visconti é um deles. Iguala ou supera até o romance póstumo de Lampedusa.

0 comentários em “Já li o livro e vi o filme (29)”

  1. Li o livro, vi o filme, reli o livro, revi o filme várias vezes. Este é o meu filme preferido do Visconti.
    A seguir vem o Morte em Veneza (já sei que o Pedro não gosta).
    Tenho ali o ‘Senso’ para rever, num dvd que comprei com o Público e que tem um comentário do João Bénard da Costa.
    🙂 Antonieta

    1. Este “é” o filme do Visconti, Antonieta. Podia nem ter feito mais nenhum: bastava ‘O Leopardo’ para lhe garantir um lugar na história do cinema. Mas há mais: ‘Rocco e os Seus Irmãos’, ‘Noites Brancas’, ‘Obsessão’, ‘Violência e Paixão’…

      1. Completamente de acordo. Excepcional.
        Noites Brancas”, um livro também muito bom, com um Dostoiévski mais romântico, mas desconhecia a existência de um filme. Os filmes adaptados de obras literárias, mesmo que não sejam “grande coisa” , dão para relembrar a obra e para quem tem pouco tempo são uma oportunidade. Esta sua série é claramente, a par de outras, imperdível.

  2. Pedro,
    tenho pena de que este sítio esteja arredio das questões da educação, por estes dias presentes no debate político.
    Um abraço!

    1. Percebo o seu reparo, mas pela minha parte não posso dar mais contributo do que já dou a este blogue colectivo. Um blogue que é de todos os autores, não apenas meu.

  3. Concordo com o Pedro. Este é O filme do Visconti.
    E concordo com a Antonieta. Ver e rever, ler e reler, nunca são demais. É o meu livro de avião. Pena que não encontre o filme com melhor qualidade do que a daquele que eu tenho guardado 🙂

    1. Dulce:

      Há versões em blu-ray, incluindo uma bastante boa do British Film Institute, acerca da qual pode ler uma apreciação aqui:
      http://www.blu-ray.com/movies/The-Leopard-Blu-ray/10001/#Review
      O preço na Amazon não é exagerado mas já foi melhor (creio tê-lo comprado a cerca de 8 libras – e quando a libra estava mais baixa):
      http://www.amazon.co.uk/gp/product/B0038NQMUS?keywords=the%20leopard&qid=1452793156&ref_=sr_1_2&s=dvd&sr=1-2
      Infelizmente, não tem legendas em Português, apenas em inglês.

        1. Concordo, italiano, embora Lancaster fique um pouco estranho e talvez isso ajude à acusação de cabotinismo que frequentemente lhe é dirigida – como no comentário mais abaixo (que aprovei, por achar estranho escrever isto sem o fazer).

          Esta edição em blu-ray, apesar de britânica, é em italiano – com legendas opcionais em inglês.

          1. ‘O Leopardo’ (tal como vários outros filmes de produção internacional iniciados nas décadas de 50 e 60) constitui um horror para os adversários mais irredutíveis das dobragens. Com os principais actores dobrados nas diversas versões (italiana, inglesa, francesa). Um preço a pagar quando se têm elencos multinacionais.

  4. De acordo. Sem dúvida nenhuma que o filme está ao nível ou supera mesmo o livro. Nem que seja só para passear a vista sobre a Cláudia Cardinale. E Burt Lancaster, um americano dos bairros pobres de Nova Iorque, é um autêntico príncipe italiano.

    1. Claudia Cardinale, uma das mulheres mais belas de todos os tempos no cinema. Felizmente trabalhou com vários realizadores que prestaram a devida homenagem a tanta beleza. Que é outra forma de dizer talento.

      1. A Claudia Cardinale tem um desempenho extraordinário no filme ‘Once upon a time in the West’, do Sergio Leone.
        🙂 Antonieta

    1. Discordo. Lancaster sempre me pareceu muito adequado à figura patriarcal que o papel impõe. Não esqueça que, sendo aristocrata, pertence à aristocracia rural.
      O filme sem ele não seria tão bom. Não por acaso, Visconti fez questão de convidá-lo a participar noutra película, ‘Violência e Paixão’.

  5. Pedro,
    O filme é maravilhoso mas o livro é absolutamente magistral. Nunca me esquecerei da imagem em que os padres deixam a casa das idosas Meninas Órfãs de Salinas e “recolheram os chapéus assim deixando viúvas as cadeiras …” Acho que nunca li algo tão poético e simultaneamente visualmente impressivo.
    Visconti, ele próprio aristocrata, foi o homem certo para pegar naquele livro e nas histórias de rupturas e de muita “violência e paixão”.
    Parabéns por mais esta série temática!
    ptc

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