Já li o livro e vi o filme (26)


Pedro Correia,

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 ATÉ À ETERNIDADE (1951)

Autor: James Jones

Realizador: Fred Zinnemann (Óscar de Melhor Filme e Melhor Realização, 1953)

Este arrebatador romance de guerra antibélico, galardoado em 1952 com o Prémio Nacional do Livro norte-americano, viu demasiadas arestas limadas na decepcionante passagem para cinema.

0 comentários em “Já li o livro e vi o filme (26)”

  1. Pelos vistos perdi o melhor, pois não li o livro.
    Também não me lembro de ter lido alguma coisa deste escritor.
    Vi o filme na tv, há muito tempo, e devo dizer que não me marcou particularmente (o.k. lembro-me da cena da praia).
    🙂 Antonieta

    1. A cena da praia é um clássico, Antonieta. E o desempenho de Sinatra no papel que lhe valeu o Óscar é inesquecível. Mas o filme, devido a pressões das altas esferas militares, deixa de lado quase todas as críticas contundentes que James Jones faz à instituição castrense neste arrebatador romance passado nas vésperas do ataque a Pearl Harbor (e na sequência imediata do bombardeamento japonês ao Havai.

      1. E apesar disso o filme ganhou o Óscar de melhor argumento adaptado.
        Fui googlar o escritor e descobri que ele também escreveu o ‘The Thin Red Line’, que foi adaptado para cinema pelo Terrence Malick.
        Parece-me que estou a perder um grande escritor, vou tentar remediar isso.
        🙂 Antonieta

          1. Penso que o Anónimo se está a referir a ‘Whistle’, o livro que o James Jones deixou inacabado.
            Bolas, agora fiquei com vontade de ler esta trilogia e rever os filmes…
            🙂 Antonieta

    1. Aconteceu-me o mesmo, Dulce. E à medida que lia o livro ia percebendo como o filme – mesmo bom para os padrões rotineiros de Hollywood – ficava aquém do livro na sua denúncia implacável de uma certa insanidade latente na instituição militar e no ambiente claustrofóbico das casernas.

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