Já li o livro e vi o filme (19)


Pedro Correia,

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MORTE EM VENEZA (1912)

Autor: Thomas Mann (Nobel da Literatura, 1929)

Realizador: Luchino Visconti (1971)

A película, rodada na fase maneirista e auto-indulgente de Visconti, está muito longe de figurar entre as minhas eleitas. Também a novela não me impressionou. Apesar de tudo, prefiro-a ao filme.

0 comentários em “Já li o livro e vi o filme (19)”

  1. E eu gosto tanto deste filme, Pedro.
    Vi-o no cinema e revi-o várias vezes em k7 e dvd, continuando a ser um dos meus filmes favoritos.
    Pela excelente interpretação do Dirk Bogarde, pela sublime música de Mahler, pela beleza do Tadzio, por Veneza, bela apesar de tudo.
    Quando li o livro (igual a este) fiquei um pouco desiludida, confesso.
    🙂 Antonieta

  2. A montanha magica é o seu grande livro.

    Uma série alemã das sua obra, passou na tv – e hei em video.

    Outro excelente livro e filme: Buddenbrooks: Verfall einer Familie ou Os Buddenbrook, por cá.

  3. Também não sou fã do Morte em Veneza, nem em livro, nem em filme.
    Já dos Buddenbrooks gosto, embora admita que Thomas Mann possa ser muito fastidioso. Há uma série alemã relativamente recente sobre os Buddenbrook que é muito interessante.

    Um livro de Thomas Mann mais curto e mais agradável de ler é Tristan. Trata-se de um conto pouco conhecido, mas onde ele se ensaiou, tanto para escrever a Montanha Mágica, como os Buddenbrook.

    Não sei se está traduzido em português. Encontrei uma versão em castelhano na internet:
    http://cdigital.uv.mx/bitstream/123456789/755/2/1999110P135.pdf

    1. De Tristan (Tristão) há duas edições: a da Inquérito (1941), com tradução de Fernando Lopes-Graça; e a da Ulisseia (2007), que reúne outros contos.

  4. Que me perdoem os adoradores, mas não sou fã de Thomas Mann. Li dois livros interessantes, mas achei-os bastante maçadores. Já do filme de Visconti, talvez por ser um dos primeiros que vi sem censura depois de 74, gostei bastante. Pode não ser um marco na história do cinema, mas tem boas interpretações , não é maçudo e relembrei-o em Veneza, onde me deixei perder tantas vezes.

    1. Definitivamente, Dulce, também não sou fã de Thomas Mann. Quanto ao Visconti, prefiro ‘Obsessão’, ‘Noites Brancas’, ‘Rocco e os Seus Irmãos’, ‘O Leopardo’, ‘Os Malditos’ e ‘Violência e Paixão’.

  5. Pedro Corrias:

    Se gostou do post indicado – delicie-se com este, do mesmo blogue

    Também li o livro, série (de longe melhor) e filme.

    “Brideshead revisited””:de Evelyn Arthur St. John Waugh – paralelo biográfico com personagem, Charles Ryder

    http://malomil.blogspot.pt/2013/12/julia.html

    Também “o ente querido” merece leitura

  6. Thomas Man tem outro livro importante (e fininho): “sua alteza real”.

    Esse lê.se bem.
    E há a série de que já referi, em videos baratinhos.
    Os meus, comprei-os no “el corte ingles”, em VNG, em saldos (entre 7 e 9€)

  7. O filme levou-me a descobrir (in illo tempore), não o escritor, mas o compositor.

    Curiosamente, o famoso adagietto é também um “case study” para comparações entre aquilo que seria a visão do autor relativamente à sua execução v. a interpretação dos maestros que quiseram pegar na composição. A evolução do “tempo” ao longo dos anos na sua execução fez também evoluir a concepção que os melómanos têm da obra e do próprio compositor.

    1. O seu comentário vem ao encontro de uma antiga ideia minha de fazer uma série de textos sobre a estreita ligação entre filmes e música clássica. Hei-de concretizá-la um dia destes.

  8. Enre 9 a 11 mins, de execução.

    Ourro exemplo, bom para alargar tempos de execução é samuel barber: Adagio for Strings, op.11

    Aprecio a execução lenta, mais elegante.

    Pex: tb nas variações goldberg (não aprecio gould, por isso)

    1. A anotação mais antiga, de um dos elementos da própria orquestra de Mahler, refere 7 minutos para a duração de todo o andamento. Sendo que já tem havido execuções com mais de 15m. O que começou por ser um apaixonado cântico de amor à esposa Alma transformou-se num exercício de luto, um lamento funerário (Michael Markham).

      Sim, Bach tem sido outra “vítima” desta evolução. Em si, não é boa nem má; o que é preciso é estar dela ciente.

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