MORTE EM VENEZA (1912)
Autor: Thomas Mann (Nobel da Literatura, 1929)
Realizador: Luchino Visconti (1971)
A película, rodada na fase maneirista e auto-indulgente de Visconti, está muito longe de figurar entre as minhas eleitas. Também a novela não me impressionou. Apesar de tudo, prefiro-a ao filme.

![morte-em-veneza[1].gif morte-em-veneza[1].gif](http://0.fotos.web.sapo.io/i/Bb3136ed2/19111057_FaMzu.gif)
![morteemveneza_visconti[1].jpg morteemveneza_visconti[1].jpg](http://4.fotos.web.sapo.io/i/B7713dbcb/19111054_noMLL.jpeg)
E eu gosto tanto deste filme, Pedro.
Vi-o no cinema e revi-o várias vezes em k7 e dvd, continuando a ser um dos meus filmes favoritos.
Pela excelente interpretação do Dirk Bogarde, pela sublime música de Mahler, pela beleza do Tadzio, por Veneza, bela apesar de tudo.
Quando li o livro (igual a este) fiquei um pouco desiludida, confesso.
🙂 Antonieta
Prefiro Veneza ao vivo, Antonieta. Mas confesso que, induzido pelo filme, fiz questão de ir ao Lido quando lá estive.
Fiquei decepcionado.
A montanha magica é o seu grande livro.
Uma série alemã das sua obra, passou na tv – e hei em video.
Outro excelente livro e filme: Buddenbrooks: Verfall einer Familie ou Os Buddenbrook, por cá.
‘A Montanha Mágica’ fatigou-me tanto que terei de tomar balanço durante alguns anos antes de ler outro livro deste autor.
O filme também é denso…mas, bom.
Mas em “cansaço”, nada que se compare com o “guerra e paz”.
Fiquei-me pelas várias versões do filme
No malomil excelente post sobre viajantes estrangeiros em Portugal
http://malomil.blogspot.pt/2016/01/portu gal-para-ingles-ver.html
Boa sugestão de leitura.
Também não sou fã do Morte em Veneza, nem em livro, nem em filme.
Já dos Buddenbrooks gosto, embora admita que Thomas Mann possa ser muito fastidioso. Há uma série alemã relativamente recente sobre os Buddenbrook que é muito interessante.
Um livro de Thomas Mann mais curto e mais agradável de ler é Tristan. Trata-se de um conto pouco conhecido, mas onde ele se ensaiou, tanto para escrever a Montanha Mágica, como os Buddenbrook.
Não sei se está traduzido em português. Encontrei uma versão em castelhano na internet: 9/755/2/1999110P135.pdf
http://cdigital.uv.mx/bitstream/12345678
Obrigado pela dica, Cristina.
(Haja alguém que partilhe comigo esta relutância em aplaudir um dos mais maçadores “romances” que li até hoje…)
De Tristan (Tristão) há duas edições: a da Inquérito (1941), com tradução de Fernando Lopes-Graça; e a da Ulisseia (2007), que reúne outros contos.
Que me perdoem os adoradores, mas não sou fã de Thomas Mann. Li dois livros interessantes, mas achei-os bastante maçadores. Já do filme de Visconti, talvez por ser um dos primeiros que vi sem censura depois de 74, gostei bastante. Pode não ser um marco na história do cinema, mas tem boas interpretações , não é maçudo e relembrei-o em Veneza, onde me deixei perder tantas vezes.
Definitivamente, Dulce, também não sou fã de Thomas Mann. Quanto ao Visconti, prefiro ‘Obsessão’, ‘Noites Brancas’, ‘Rocco e os Seus Irmãos’, ‘O Leopardo’, ‘Os Malditos’ e ‘Violência e Paixão’.
Pedro Corrias:
Se gostou do post indicado – delicie-se com este, do mesmo blogue
Também li o livro, série (de longe melhor) e filme.
“Brideshead revisited””:de Evelyn Arthur St. John Waugh – paralelo biográfico com personagem, Charles Ryder
http://malomil.blogspot.pt/2013/12/julia.h tml
Também “o ente querido” merece leitura
É uma boa sugestão, sem dúvida.
Thomas Man tem outro livro importante (e fininho): “sua alteza real”.
Esse lê.se bem.
E há a série de que já referi, em videos baratinhos.
Os meus, comprei-os no “el corte ingles”, em VNG, em saldos (entre 7 e 9€)
Esse não conheço. Mas se é fininho sou capaz de espreitar.
O filme levou-me a descobrir (in illo tempore), não o escritor, mas o compositor.
Curiosamente, o famoso adagietto é também um “case study” para comparações entre aquilo que seria a visão do autor relativamente à sua execução v. a interpretação dos maestros que quiseram pegar na composição. A evolução do “tempo” ao longo dos anos na sua execução fez também evoluir a concepção que os melómanos têm da obra e do próprio compositor.
O seu comentário vem ao encontro de uma antiga ideia minha de fazer uma série de textos sobre a estreita ligação entre filmes e música clássica. Hei-de concretizá-la um dia destes.
Enre 9 a 11 mins, de execução.
Ourro exemplo, bom para alargar tempos de execução é samuel barber: Adagio for Strings, op.11
Aprecio a execução lenta, mais elegante.
Pex: tb nas variações goldberg (não aprecio gould, por isso)
A anotação mais antiga, de um dos elementos da própria orquestra de Mahler, refere 7 minutos para a duração de todo o andamento. Sendo que já tem havido execuções com mais de 15m. O que começou por ser um apaixonado cântico de amor à esposa Alma transformou-se num exercício de luto, um lamento funerário (Michael Markham).
Sim, Bach tem sido outra “vítima” desta evolução. Em si, não é boa nem má; o que é preciso é estar dela ciente.