Já li o livro e vi o filme (23)


Pedro Correia,

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AS PUPILAS DO SENHOR REITOR (1867)

Autor: Júlio Dinis  

Realizador: Leitão de Barros (1935)

O romance vingou no imaginário português, popularizando figuras como a do médico João Semana. O escritor teria gostado da toada ingénua do filme, êxito à época. Mas eu prefiro o livro.

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  1. Os romances de Julio Dinis preencheram muitas horas da minha vida de estudante. Creio que os devo ter lido todos.
    Inocentes, alegres, púdicos, a moral, os bons costumes, os encontros e desencontros, e claro as ruborescentes paixões …
    Os livros, independentemente da origem da acção embalavam-me os pensamentos, sempre de volta a Sto André das Tojeiras. O filme é um pequeno tesouro.

  2. Li a obra quando adolescente, o filme não me lembro de alguma vez ter visto.
    Um escritor desprezado por uma elite e talvez seja demasiado mesmo condescendente com a realidade socioeconómica nacional para não levantar ondas e melado para cativar os mais simples, mesmo assim, mantenho que Júlio Dinis serviu de entrada a muitos para mundos mais arrojados da literatura, inclusive para mim.

    1. De acordo, Carlos. Comigo aconteceu. Não com este romance mas com outro, que li primeiro: ‘A Morgadinha dos Canaviais’. Ainda hoje muito interessante, nomeadamente como testemunho da forma como eram organizadas as jornadas eleitorais durante o rotativismo monárquico. Com as chapeladas, as cacicagens, etc.

  3. Julio Dinis era leitura obrigatória, obrigatória mesmo!, em alternativa à sesta durante as férias de verão.
    Vi o filme de Leitão de Barros na RTP há uns anos, e vi a versão de Perdigão Queiroga no cinema no principio dos anos 60. Ambos são excelentes filmes, um a preto e branco e ou outro a cores. Fica a curiosidade do o grande António Silva fazer o mesmo papel, o João da Esquina, em ambos os filmes.
    A cena da luta com vara-paus na praça da aldeia do filme do Perdigão Queiroga é espectacular.
    Também nunca mais me esqueci, sabe-se lá porquê, do lauto almoço que João Semana come, se bem me lembro em casa da Dona Teresa Esquina: um bacalhau assado no forno, seguido de um fumegante arroz de cabidela, tudo bem regado com um verde de estalo.

    1. Nos lugares mais remotos das nossas memórias literárias subsistem recordações que a nós mesmos nos espantam. Acontece-me o mesmo, por exemplo, com a cena da primeira refeição do Jacinto em Tormes n’ A Cidade e as Serras. Cena que jamais esqueci.

  4. Li este e também ‘Uma Família Inglesa’, ‘A Morgadinha dos Canaviais’ e os ‘Fidalgos da Casa Mourisca’. Boas recordações de uma infância de muitas leituras.
    Filmes e séries adaptados de livros do Júlio Dinis vi-os sempre na televisão.
    🙂 Antonieta

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