POR FAVOR NÃO MATEM A COTOVIA (1960)
Autora: Harper Lee (Prémio Pulitzer, 1961)
Realizador: Robert Mulligan (1962)
O filme valeu um Óscar ao protagonista, Gregory Peck. Mas o originalíssimo romance de Harper Lee sobre a idade da inocência numa sociedade racista é superior. Lamento apenas ser conhecido em Portugal por três títulos diferentes. Prefiro este.

![9789722906838[1].jpg 9789722906838[1].jpg](http://2.fotos.web.sapo.io/i/B8e08653b/19113447_mRGa3.jpeg)
![mockingbird-film[1].jpg mockingbird-film[1].jpg](http://2.fotos.web.sapo.io/i/B5413e76e/19113459_Kv4tj.jpeg)
Eu estou a ler agora este livro!
Aposto que vai gostar muito, Inês.
Vi o filme e li o livro, por esta ordem e com um intervalo de mais de 30 anos, pelo que me sinto incapaz de dizer de qual gostei mais.
Apetecia-me rever o filme (alô RTP-2!), até porque o Robert Mulligan também realizou um outro filme de que gosto particularmente: ‘Summer of 42’.
🙂 Antonieta
Fica a sugestão, Antonieta. Aposto que será lida por quem decide a programação.
Curiosamente, estou a reler o livro. Capa diferente, da Relógio d’Agua que foi presente de Natal 🙂
É um dos MEUS livros.
E o filme é um senhor filme, com o Óscar muito bem entregue.
Olá Dulce,
Só que nesse ano o Óscar deveria ter ido para o Peter O’Toole e o seu inesquecível Lawrence da Arábia.
Beijinho.
Antonieta
Como outros filmes do David Lean, vejo Lawrence of Arábia como um todo magnífico, onde nenhuma interpretação se destaca isolada no contexto global da grandiosidade da obra.
O Peter O’ Toole foi brilhante. O Gregory Peck, noutro registo claro, quanto a mim superou-o. Mantenho que o Óscar foi bem entregue … Pena não haver ex aequos , Antonieta. Beijinho 🙂
Ao que parece, na noite dos prémios, Peck estaria totalmente convencido de que o Óscar iria para Jack Lemmon.
E presumia bem. Lemmon teve uma interpretação extraordinária como protagonista do filme ‘Escravos do Vício’ (‘Days of Wine and Roses’), de Blake Edwards. Um dos melhores filmes feitos até hoje sobre o drama do alcoolismo.
O nível deste livro é de tal forma extraordinário que à partida torna quase impossível realizar um filme de qualidade semelhante…
O Erskine Caldwell sobre o mesmo tema também tem vários romances, muito bem escritos… e outros tantos sobre a condição feminina. Para mal dos leitores (ou pelo menos para este leitor) a Harper Lee não foi tão prolífera.
Curiosamente o «Não matem a cotovia» estava proibido de ser vendido nas colónias, não obstante o penúltimo Presidente do Conselho não ser racista, como decorria do seu apelo ao casamento entre os portugueses da metrópole e os nativos das colónias.
A grande literatura do sul dos Estados Unidos inclui Mark Twain, Faulkner, Carson McCullers, Tennessee Williams – entre muitos outros autores. Harper Lee está incluída nesse lote – e é das melhores. Só foi pena que tenha parado aqui. Aparentemente ficou em pânico depois deste sucesso literário instantâneo e sentiu-se incapaz de voltar a escrever, pelo menos para efeitos de publicação.
Haverá obras inéditas, a editar após a morte dela?
O romance que foram desenterrar-lhe numa gaveta há um ano é anterior. E, aparentemente, tem uma qualidade claramente inferior ao deste ‘To Kill a Mockingbird’.
Mas para os apaixonados do livro e/ou do filme, aqui fica a questão: é de se ler ou não o “Vai e Põe uma Sentinela”? O murro no estômago aguenta-se?…
É de ler, sim. Mas sem grandes expectativas. Porque a obra-prima é o romance de 1960.
Não me referia à qualidade, mas ao facto de as personagens principais serem as mesmas nos dois livros. E afinal serem tão diferentes: o que uma obra tem de luz, o outra tem de negrume.
O livro agora publicado foi escrito antes, mas a narrativa passa-se num tempo futuro em relação à do “Não matem a cotovia”, fazendo deste uma prequela.