Incrível. Corrupção no futebol! A continuarmos assim, um dia destes ainda vamos ver bancos a enganarem clientes.
O que é que se segue?
Rui Rocha,
Incrível. Corrupção no futebol! A continuarmos assim, um dia destes ainda vamos ver bancos a enganarem clientes.
Tem sido pouco noticiada a restrição à transferência de capitais para fora de Angola. Não se trata de uma restrição oficial, mas é o que acaba por acontecer efectivamente: é hoje virtualmente impossível para um particular transferir dinheiro para fora de Angola pelas vias oficiais.
Tudo começou com a recente crise económica, provocada pela queda do preço do petróleo, e que se repercutiu na taxa de câmbio do kwanza, que já está perto dos 110 kwanzas/dólar. Sucede que esta é apenas a taxa oficial, fixada pelo banco central. No mercado paralelo, o dólar é vendido a 170-180 kwanzas, um valor muito superior. Ora, os bancos comerciais são obrigados a converter kwanzas em dólar a uma taxa em torno da oficial, e porventura será este o motivo para recusarem a transferência aos clientes: estariam a perder dinheiro. Por outro lado, a própria liquidez deverá estar bastante apertada, numa altura em que os mercados internacionais se fecham e o banco central deverá dosear a cedência de reservas, elas próprias depauperadas pela crise do petróleo.
Os próximos tempos serão, tudo indica, difíceis para quem confiou no ‘sonho angolano’.
Enfim, depois de tudo o que aconteceu no BPN/SLN e na respectiva Comissão de Inquérito, e das criticas que aí foram feitas à supervisão do Banco de Portugal (em 2008, no auge do “socratismo”, eu chamei-lhe “supervisão congolesa”), em especial por Nuno Melo (CDS/PP) e João Semedo (BE), não houve hipótese de modificar nada.
Estamos em 2015 e vê-se que durante sete anos, sete anos, porra, não foi um nem dois, ficou tudo na mesma. Os vícios são os mesmo de sempre. As explicações idem. O padrão é sempre o mesmo.
E depois vem a gente que há décadas vegeta e mantém esta choldra em ponto-morto dizer que eu tenho asco. Tenho sim, tenho asco, muito asco. Tenho asco a quem politicamente é estruturalmente indecente. A gente politicamente desonesta. A gente que se alimenta do padrão para sobreviver e singrar. A gente que é ética e moralmente desestruturada (na minha perspectiva, é claro). À direita, à esquerda, em cima e em baixo.
(Quando me cansar de escrevê-lo, de dizê-lo, limitar-me-ei a articular com os maxilares doridos os movimentos que produziriam essas palavras. Como Marceau faria com o movimento, com o gesto. Ou como Herberto com as palavras. Em silêncio e às escuras para não incomodar os ouvidos e os olhos sensíveis da canalha)
Há coisas que não entendo muito bem. Se um privado pedir dinheiro para comprar uma casa, ela é usada como garantia. Se não se puder pagar a dívida, o banco pode ir buscar a casa e, caso o seu valor tenha caído, o privado ainda continua a dever dinheiro. Coprar a casa é um investimento que pode correr mal, portanto.
Se uma empresa pedir dinheiro para expansão e a coisa correr mal, o banco não só pode pedir a execução dos bens para pagar a dívida como pode ainda perseguir os indivíduos da empresa para ser ressarcido do montante. O empréstimo é portanto um investimento que pode correr mal.
Se um país pedir dinheiro emprestado (“emitir dívida”, no jargão engana-parvos) tem de o pagar de volta. Se a sua economia não crescer o suficiente para pagar essa dívida, fica com uma maior que anterior (pede dinheiro para pagar a dívida anterior). Pedir esse dinheiro é mais um investimento que pode correr mal.
Se um banco emprestar dinheiro a privados, a empresas ou a países, o dinheiro tem que regressar, seja por que via for (por dívida ad aeternum, reemissão de dívida, compensação por estados, etc). Ou seja, apesar de um banco emprestar dinheiro com a esperança de receber mais que aquele que emprestou – faz, por definição, um investimento – não partilha quase qualquer risco, este é eliminado por via da obrigação quase absoluta do endividado.
Não contesto que uma dívida deve ser paga (se não o for sofrem-se as consequências de se perder credibilidade, por exemplo). Mas, coisa que me apoquenta: sou só eu que tem a impressão que há aqui qualquer coisa que não bate certo?
DERROCADA DO GRUPO ESPÍRITO SANTO
O facto nacional do ano – e talvez até da década – foi, para uma clara maioria de membros do DELITO DE OPINIÃO (15 em 26), a derrocada do Grupo Espírito Santo, que tinha Ricardo Salgado como figura de referência. Um facto que representou também o fim da última dinastia familiar na área financeira em Portugal.
Formalizada a 18 de Julho de 2014, a insolvência do GES – que foi notícia um pouco por todo o mundo – abalou não só a banca portuguesa mas também grande parte do tecido empresarial do País, na medida em que o Banco Espírito Santo era o maior financiador das pequenas e médias empresas portuguesas.
O “buraco” superior a mil milhões de euros detectado nas contas do Grupo – que em 2011 havia recusado um empréstimo posto à disposição da banca portuguesa no âmbito da assistência de emergência ao País – forçou a intervenção do Banco de Portugal, que dividiu os activos financeiros do GES em “banco mau” e “banco bom”, dando este origem ao Novo Banco, entretanto posto à venda perante o aparente interesse de 17 potenciais compradores.
O caso deu origem a um megaprocesso judicial e a uma comissão parlamentar de inquérito que decorrerá pelo menos ao longo do primeiro trimestre de 2015 na Assembleia da República. Nunca os portugueses acompanharam com tanto interesse um caso ligado à alta finança – na certeza de nos dizer respeito um pouco a todos nós.
O segundo facto mais votado do ano, embora a larga distância do primeiro (quatro votos), foi a detenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates, que irá prolongar-se por 2015. Em terceiro lugar (três votos), a saída da troika e o fim do programa de assistência financeira externa a Portugal.
Houve ainda dois votos na justiça, sem especificação de casos, e votos isolados distribuídos pela mudança de secretário-geral no PS e o aparecimento do jornal digital Observador.
Facto nacional de 2010: crise financeira
Facto nacional de 2011: chegada da troika a Portugal
Facto nacional de 2013: crise política de Julho
Ricardo Salgado usou a táctica do costume: nada aconteceu em resultado das suas acções e tudo se teria resolvido se outras entidades (Banco de Portugal e governo) não lhe tivessem tirado o tapete (o primeiro exigindo a constituição de provisões para as «imparidades» e a saída da família das posições de controlo; o segundo recusando emprestar-lhe uns milhares de milhões de euros). Lembrou-me outros casos. O BPN. O BPP. O BCP. A PT. O PEC IV (ou o processo que a ele conduziu). E, na verdade, também o comportamento de muita gente anónima após acidentes de automóvel mas não vale a pena misturar universos; fiquemos pela «elite» do país. Caso após caso, nunca ninguém assume responsabilidades pela trampa produzida porque, obviamente, não aceita tê-la produzido. Caso após caso, tudo sucedeu em resultado de uma alteração abrupta de circunstâncias («o mundo mudou muito nos últimos quinze dias») e/ou de actos ilícitos de uma personagem menor (no caso do GES, o contabilista da parte não financeira). Mais importante: a solução existia, estava mesmo ali, preparadinha, reluzente, como um presente de Natal cuja abertura despoleta a exclamação sincera: «Uau, era mesmo isto!», e só não foi implementada porque alguém, por incompetência ou interesse, não deixou.
Enfim. Ricardo Salgado tem pelo menos uma vantagem sobre a maioria dos outros banqueiros envolvidos em casos de gestão ruinosa e em particular sobre Sócrates: parece menos arrogante e é incomensuravelmente menos histriónico. Para quem dispensa exibições alarves de testosterona (há um número significativo de criaturas a quem elas causam afogueamento e pernas bambas), sempre vale alguma coisa. De resto, a trampa é a mesma.
(Luís Forra, Lusa, Expresso)
Há dias em que se discursa, outros em que se almoça, e alguns dão para tudo. Os sais de frutos são dispensáveis, que cá a gente aguenta tudo e está habituada a que lhe comam as papas na cabeça.
“Equipa de Vítor Bento de saída do Novo Banco” – Expresso
Caríssimo S. Pedro,
Compreendo que com tanta diversidade de línguas, gentes e geografias não seja fácil que te mantenhas actualizado em matéria toponímica. Em todo o caso, gostaria de esclarecer que, apesar de Braga ser considerada como a cidade mais religiosa do país, com abundância de igrejas, padres e missinhas, não temos por aqui qualquer relação especial com os Espírito Santo. E se é até certo ponto compreensível que queiras fazer justiça com a própria meteorologia, castigando os infractores e não deixando tudo nas mãos dos nossos diligentes tribunais, parece-me que seria ponto de mandar chover e fazer descer a temperatura no local adequado. Isto é, o normal seria que houvesse sol em Braga e chuva na Comporta, se é que me entendes. E trovoada, raio e coriscos se tanto for justificado pela tua ira implacável. O que já não se admite é o contrário, como tem acontecido.
Despeço-me sem ressentimentos, pois que erros todos cometemos (veja-se, sem irmos mais longe e para nos mantermos em matéria bancária, o que aconteceu no Banco do Vaticano) e o mais importante é saber corrigi-los rapidamente.
Abraço,
RR
“Num relance, compreendi que se tramava a Companhia das Esmeraldas da Birmânia, medonha empresa em que cintilavam milhões, e para que os dois confederados da bolsa e da alcova, desde o começo do ano, pediam o nome, a influência, o dinheiro de Jacinto. Ele resistira, no enfado dos negócios, desconfiado daquelas esmeraldas soterradas num vale da Ásia. E agora o conde de Trèves assegurava ao meu pobre Príncipe que no Prospecto já preparado, demonstrando a grandeza do negócio, perpassava um fulgor das Mil e Uma Noites. Mas sobretudo aquela escavação de esmeraldas convidava o espírito culto pela sua acção civilizadora. Era uma corrente de ideias ocidentais, invadindo, educando a Birmânia. Ele aceitara a direcção por patriotismo…
— De resto é um negócio de jóias, de arte, de progresso, que deve ser feito, num mundo superior, entre amigos…
E do outro lado o terrível Efraim, passando a mão curta e gorda sobre a bela barba, mais frisada e negra que a de um Rei Assírio, afiançava o triunfo da empresa pelas grossas forças que nela entravam, os Nagayers, os Bolsans, os Saccart…
Jacinto franzia o nariz, enervado:
— Mas, ao menos, estão feitos os estudos? Já se provou que há esmeraldas?
Tanta ingenuidade exasperou Efraim:
— Esmeraldas! Está claro que há esmeraldas!… Há sempre esmeraldas desde que haja accionistas!
E eu admirava a grandeza daquela máxima…”
Eça de Queiroz, A cidade e as serras.
“Este tipo de situações são conhecidas apenas quando correm mal” – Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças sobre a actuação do Banco de Portugal no caso BES, depois das lições do caso BPN.
O que foi anunciado ontem pelo Governador do Banco de Portugal, com o Primeiro-Ministro a banhos, constitui um verdadeiro filme de terror para toda a gente. À semelhança de 3 de Agosto de 1968, data em que Salazar caiu da cadeira, 3 de Agosto de 2014 pode muito bem ser o começo do dobre a finados do actual regime. Em primeiro lugar, parece absurdo considerar que os contribuintes não irão ser afectados por esta história. Na verdade, o tal Fundo de Resolução, que substituiria o Estado na recapitalização do Banco, não chega a ter 200 milhões de euros, pelo que só pedindo emprestado o dinheiro da troika se vai conseguir (re)capitalizar o banco bom em 4900 milhões. Dizem agora que depois pedirão o dinheiro aos restantes bancos, quer sob empréstimo, quer sob contribuição para o Fundo. Só que não acredito que haja quaisquer empréstimos e se o Fundo pedir o dinheiro aos restantes bancos arrisca-se a ter que os recapitalizar a seguir. Isto vai ser um círculo vicioso, que no fim o contribuinte acabará por pagar.

Em relação aos accionistas, a situação é absolutamente aterradora. Tinham investido num Banco, que até há dias as diversas autoridades garantiam estar absolutamente sólido, e agora são atirados um Banco mau, que corresponderá a uma espécie de Mr. Hyde da Banca, enquanto que o Banco Bom, o Dr. Jekyll, irá para outras paragens. Se alguém acha que depois disto há um único investidor que queira pôr um tostão que seja na Banca, está muito enganado. Mas em qualquer caso, prevê-se uma infinidade de processos judiciais, designadamente em torno dos activos que irão para um ou outro Banco.

Ao seu serviço: Dr. Jekyll. Ao seu serviço: Mr. Hyde.
Finalmente temos a situação dos depositantes, os que se visou proteger com esta operação. Não me parece que fiquem muito satisfeitos. Na verdade, o Banco em que tinham colocado as suas poupanças morreu ontem e o Novo Banco, nome que uma espantosa criatividade lhe atribuiu, precisará de ganhar credibilidade, o que nesta sociedade de mercado dificilmente um banco pertença do Fundo de Resolução conseguirá. No fundo, esse Banco, ou passa para os privados a curto prazo, ou estará brevemente envolvido no impasse que a experiência do BPN demonstra. Mas o BPN ainda tinha a vantagem de ter sido atribuído à CGD, uma instituição credível no sistema bancário nacional. Esta é uma solução absolutamente nova e as soluções novas geram desconfiança.

Porque se chama a isto um Banco mau? (Aqui podem lavar-se os erros dos Bancos).
Poderia ter-se encontrado outra solução que não esta? Se calhar, não. O que não quer dizer que esta não esteja cheia de problemas e incógnitas. Uma coisa é certa: o mito da saída limpa do programa de ajustamento morreu ontem. E politicamente isso tem um impacto desastroso.
Quem contrai dívidas de 400 mil euros em seu nome junto de um banco arranja um problema a si próprio se não as conseguir pagar. Quem contrai dívidas de 400 milhões de euros em seu nome junto de um banco arranja um problema ao banco se não as conseguir pagar.
É mais ou menos isto. Mas agora também:
Quem contrai dívidas de 4 mil milhões de euros em nome do banco que dirige arranja um problema ao banco, ao governo e aos contribuintes se não as conseguir pagar.
E ainda:
Quem contrai dívidas de 140 mil milhões de euros em nome do país que dirige arranja um problema aos governos seguintes, aos bancos e aos contribuintes se… não, peço desculpa, neste caso a culpa é dos credores e o problema deve ser-lhes remetido via recusa de pagamento total ou parcial – um processo indolor, como se sabe (vide Argentina há uma dúzia de anos e, de novo, na noite passada).
“Pasan los meses y el gobernador del Banco de Portugal, Carlos Costa, no mueve ficha. Espera que se vayan los inspectores de la UE, FMI y BCE que estaban supervisando el plan de rescate de Portugal y luego espera a junio a que el banco Espírito Santo cierre su ampliación de capital. Entonces llama a Salgado a su despacho para pedirle que se vaya del banco, él y todos los miembros de la familia. Salgado accede, pero le cuela como sustituto a su brazo derecho, Amílcar Moraes Pires. El desconcierto es total. ¿Cómo limpiar el banco con los mismos? Costa se acobarda, no se atreve a decir ni sí ni no y, en un comunicado bochornoso, afirma que son los accionistas quienes, el próximo 31 de julio, han de elegir a su dirección. Casi un mes de anarquía financiera alentada por el supervisor. Fernando Ulrich, presidente del banco BPI, lo resume: “Si querían construir la tormenta perfecta, no había mejor forma”.
No era una tormenta, sino el diluvio. El desgobierno absoluto del BES, del Banco Central y de la economía del país. En siete días, el valor del banco cae un 41%. La desesperación llega a la misma familia, que tiene que vender las acciones para pagar el préstamo con que las había comprado. Pierden de su bolsillo 89 millones.
Costa tarda una semana en rectificar. Hay que salvar al BES; cortar ya con las relaciones obscenas entre el banco y las empresas de los Espírito Santo que durante años se peloteaban la deuda, cada vez más grande, extendiendo la metástasis por todos los rincones del grupo.” – El Pais
Com uma imagem destas lá fora, será que o atento deputado jotinha, o tal que emite opiniões sem cerimónias, vai agora pedir uma comissão de inquérito à actuação do Banco de Portugal no caso BES?
P.S. Antes que venham os da praxe acusar-me de “socratista” e outros mimos do género, esclareço que quem agora pergunta teve em 2008 liberdade suficiente para escrever isto.
A queda de um santo, do Pedro Santos Guerreiro.
“Global stock markets hit by Portuguese banks concerns” – BBC News
“European makest fall as Portuguese bank woes revive ‘darkest nightmares’- as it happened. Concerns over Portugal’s Banco Espirito Santo have hit shares across Europe; Saxo Bank says “darkest nightmares about Europe” have returned” – The Guardian
“Portuguese bank fears hit markets after Banco Espirito Santo shares suspended” – City A.M.
“Portugal banking crisis sends tremors through Europe” – The Telegraph
“Equities hit by Portuguese bank worries“; “Asia markets hit by Portugal bank woes” – Financial Times
Desta vez não será fácil ao Governo acusar a oposição de antipatriotismo pelas notícias que colocam, de novo, a banca portuguesa no centro da imprensa internacional. Independentemente de aplaudir a recusa do primeiro-ministro em não financiar ainda mais o BES, é conveniente recordar de tempos a tempos que isto só chegou onde chegou porque o poder político conviveu demasiado com esse grupo bancário.
O BES é o espelho da falência do regime nos moldes em que este tem operado, o resultado da podridão de interesses do bloco central e do consenso a que o Presidente da República apela permanentemente como panaceia universal para os problemas dos portugueses. O consenso trouxe-nos, e ao BES, até aqui, pelo que agora será necessário haver quem corte a direito e malhe no ferro enquanto está quente, antes que o consenso o faça esfriar.
Não há quem na actual elite política e económica, sem esquecer os escritórios e as empresas dos mercenários ao serviço do poder, que tudo fazem desde que lhes paguem, não tivesse uma ligação qualquer ao BES, a uma empresa do universo desse grupo ou a um negócio onde aparecesse a sua longa mão.
Agora que todo esse império assente em pés de barro, imprensa cor-de-rosa e publicidade de gosto duvidoso paga a peso de ouro passa pelas dificuldades de um deprimente asilo familiar, ainda há quem tenha a latosa de vir dizer que é um abcesso. Dizer que o BES é um abcesso é uma outra forma de branquear os milhões que desapareceram nos bolsos de alguns. Os abcessos tratam-se em meia dúzia de dias e tudo segue como até antes da inflamação, com saúde. O BES é um caso de polícia dos mais graves, como se volta a ver pela repercussão internacional que tem, bem superior à do BPN. E como todos os casos de polícia deve ser investigado e julgado sem contemplações, sem panos quentes. E no fim, se for o caso, os responsáveis pelo que está a acontecer devem ir bater com os costados a Caxias ou a outro resort do género. Não por serem perseguidos políticos, mas por serem bandidos iguais aos outros.