7 comentários em “Frases de 2014 (22)”

  1. O que (não só) por cá tem acontecido até me leva a um começo de concordância. O pior é que a alternativa da rapariga é o que se adivinha.

    A propósito, notícia de hoje relativa à CGD, lida na “revista da imprensa” do DN:

    “Processo judicial revela que banco público emprestou mais de 226,5 milhões de euros tendo como garantia um terreno que valia 29,6 milhões.

    O Correio da Manhã escreve hoje em manchete que entre 2007 e 2011, a caixa Geral de Depósitos emprestou mais de 226,5 milhões de euros tendo como garantia este terreno cujo valor patrimonial é de 29,6 milhões. Ao todo, o terreno foi objeto de nove hipotecas e os créditos foram concedidos à empresa QDL e a três offshores: Birchview; Chaplemoor e Bridgedown.

    Segundo a edição de hoje do jornal, o caso é relatado num processo judicial que em 2011 opunha a Quinta do lago, no Algarve, à Birchview, por esta sociedade não contribuir para os custos de conservação das infraestruturas da urbanização.”

  2. Pura e simples arrogância fácil, fundada em ódio de classe risível (se não fosse perigoso pelo que pode arregimentar, em tempos de desespero) e inchada de orgulho pela circunstância que aparenta dar-lhe fundamento. Verdadeiro instante de felicidade no quanto pior melhor. Pura esterilidade.

    Tudo é demasiado importante para ser deixado noutras mãos que não a do estado. Tudo, desde que acordamos até que adormecemos (e durante o sono). E o estado, o estado que deveria ser, é ela – C. Martins – e outros iluminados.

    Lamentemos as escolhas que nos são apresentadas e ter legitimado o poder que hoje nos (des)governa. Esperemos NUNCA cair no poder destes outros.

    Costa

  3. Dificilmente é motivo de polémica o facto de umas das grandes causas da crise financeira ser a pouca ou nenhuma regulação do sistema financeiro. Quando se põe em causa a acção dos reguladores, esquece-se frequentemente que os mandatos destes, e as regras que regem o sistema financeiro, foram largamente estabelecidas por banqueiros ou por lobbies pagos por aqueles.

    1. Isso que escreve é certo. O modelo presente não serve, está demonstrado, e a tal promiscuidade entre o poder – legislativo ou executivo (e o judicial…) e o mundo dos negócios (alguns negócios) – não é coisa que alguém possa com ar sério negar. Lembremo-nos de um secretário de estado caído, há não muito tempo, por ousar fazer frente aos interesses de certa “eléctrica”. Ou dos contratos alegadamente blindados.

      As coisas acontecem, vão acontecendo e basicamente nada acontece a não ser a apresentação das contas aos do costume. A quem essas contas são de facto implacavelmente apresentadas, sob a magna tutela da legitimidade democrática e sem que lhes seja dada a faculdade de aceitar ou não pagá-las. O que também permite interrogar quem aceita o papel de regulador: se é como escreve, e parece em boa medida ser, como é que se aceita e se fica no lugar, com que hombridade, quando se constata, mais tarde ou mais cedo, ou à partida tal se conhece, a larga impotência do mesmo, a “mútua anulação” das regras que se é suposto vigiar ou fazer aplicar? Quem, a não ser movido por interesses que não os interesses públicos da regulação em causa, aceita ser, ou ser largamente visto como, mesmo que com um grau de exagero e injustiça, um verbo-de-encher?

      É imperioso fazer algo, e sê-lo-á decerto, embora duvide que algo de facto mude. Com efectiva substância, pelo menos. A casta superior é já numerosa, criou as suas necessidades e não vai facilmente abrir mão do seu estatuto. Nem me parece, por muito que gostasse de estar errado, que alguém de facto a afronte; que a afronte, isto é, com o poder para pôr em causa o estado de coisas. Os podres, com ou sem aspas, de quem o poderia fazer serão conhecidos pelos visados, e vice-versa. E essa destruição mútua assegurada é a melhor forma de nada acontecer, para lá da poeira demagógica que se atire aos olhos das massas e da prisão de um ou outro cordeiro sacrificial que, menos atento, tenha deixado brechas nas suas defesas. Desastrado ao ponto de não haver previsão legal, recurso ou outro mecanismo dilatório que o safe ou, sabe-se lá, nomeado por vontades mais fortes para momentâneo aplacar da turba.

      E chegar-se aí…

      O que não creio é que o rumo a seguir seja o que vai no pensamento da senhora em causa. Deus nos livre (seja Ele invocado por fé ou mera expressão idiomática).

      Costa

  4. não tarda, ainda vamos ouvir dizer que “a justiça é demasiado importante para a deixar nas mãos dos juízes e magistrados do ministério público”, também por cauda disto do bes, bes e mais bes (ou será que já ouvimos?)

    http://www.tvi24.iol.pt/aa—videos—sociedade/banco-dciap-ministerio-publico-smmp-congresso-patrocinio/1331827-5795.html

    http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/magistrados_obrigados_a_explicar_patrociacutenios_do_congresso.html

    http://www.asjp.pt/wp-content/uploads/2011/05/cartaz_9CONGRESSO.jpg

    http://nonocongresso.smmp.pt/

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