Facto nacional de 2014


Pedro Correia,

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DERROCADA DO GRUPO ESPÍRITO SANTO

O facto nacional do ano – e talvez até da década – foi, para uma clara maioria de membros do DELITO DE OPINIÃO (15 em 26), a derrocada do Grupo Espírito Santo, que tinha Ricardo Salgado como figura de referência. Um facto que representou também o fim da última dinastia familiar na área financeira em Portugal.

Formalizada a 18 de Julho de 2014, a insolvência do GES – que foi notícia um pouco por todo o mundo – abalou não só a banca portuguesa mas também grande parte do tecido empresarial do País, na medida em que o Banco Espírito Santo era o maior financiador das pequenas e médias empresas portuguesas.

O “buraco” superior a mil milhões de euros detectado nas contas do Grupo – que em 2011 havia recusado um empréstimo posto à disposição da banca portuguesa no âmbito da assistência de emergência ao País – forçou a intervenção do Banco de Portugal, que dividiu os activos financeiros do GES em “banco mau” e “banco bom”, dando este origem ao Novo Banco, entretanto posto à venda perante o aparente interesse de 17 potenciais compradores.

O caso deu origem a um megaprocesso judicial e a uma comissão parlamentar de inquérito que decorrerá pelo menos ao longo do primeiro trimestre de 2015 na Assembleia da República. Nunca os portugueses acompanharam com tanto interesse um caso ligado à alta finança – na certeza de nos dizer respeito um pouco a todos nós.

 

O segundo facto mais votado do ano, embora a larga distância do primeiro (quatro votos), foi a detenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates, que irá prolongar-se por 2015. Em terceiro lugar (três votos), a saída da troika e o fim do programa de assistência financeira externa a Portugal.

Houve ainda dois votos na justiça, sem especificação de casos, e votos isolados distribuídos pela mudança de secretário-geral no PS e o aparecimento do jornal digital Observador.

 

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0 comentários em “Facto nacional de 2014”

  1. A nível nacional um ano verdadeiramente histórico. BES, casos importantes na justiça e a saída limpa, acompanhado das mais baixas taxas de juro a que se soma estabilidade orçamental. Aliás, este período de 2008/2011-2014 (ou mais) ficará para a história.

  2. A alta finança do Salgado e a baixa finança de Alves dos Reis venha o diabo…

    Mas gostei foi ver os jovens a perguntar muito confiantes e desenvoltos, onde estava o dinheiro.

    Será um espectáculo que dá para fazer um dia revistas à portuguesa, à brasileira, siciliana eu sei que mais.

    Apareçam revisteiros, humoristas e escritores e poetas que não sejam castrados.

    Mas apreciei ver o angolano Sobrinho a enrolar os deputado tal como era habitual os pretos enfiar aos brancos vidros por diamantes.

    Os mais velhos (principalmente os retornados e os que passaram por lá, como Almeida Santos, Vitor Ramalho, Cravinho…) podiam ter aconselhado aqueles pobres rapazes, como acertar na mão em que o dinheiro estava.

    É que não acertaram uma.

    Eu já tinha avisado o Salgado, cuidado com os 4 mil milhões e picos!

    É que dinheiro em Angola é como manteiga em focinho de cão, mas ninguém me escuta.

    E parece que os homens de Salgado ainda foram ameaçados em Luanda de levar na tromba, segundo ele.

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