(Luís Forra, Lusa, Expresso)
Há dias em que se discursa, outros em que se almoça, e alguns dão para tudo. Os sais de frutos são dispensáveis, que cá a gente aguenta tudo e está habituada a que lhe comam as papas na cabeça.
(Luís Forra, Lusa, Expresso)
Há dias em que se discursa, outros em que se almoça, e alguns dão para tudo. Os sais de frutos são dispensáveis, que cá a gente aguenta tudo e está habituada a que lhe comam as papas na cabeça.
Uma afinidade ( e um link) que é do melhor, pelo menos no título…
“Sporting- És a nossa Fé”! Ao menos isso! Nada, mas mesmo nada a acrescentar! Abraço!
Aqui há umas semanas o Dr. Mário Soares, julgo numa entrevista ao “i”, fez uma apologia desmesurada ao Dr. Salgado – devem ter partilhado por certo tempo aquele sentimento de ser “dono disto tudo”. Não recordo grandes estuchas derramadas em prosa sobre estas “proximidades”.
No outra vertente, o Sr. Ricciardi mostra apenas que é mais um, no ‘conbibio’ com o poder politico, nas vénias a pensar em ‘vouchers’ e nos seus auto-designados designios de farois da malta para aceder a “financiamentos” para “lançamento de projectos” ou para ser capataz mais ou menos graduado na gestão das coutadas que descortinam no Estado e nas suas canalizações de financiamento.
A novidade – provavelmente mais movida pela falta de ‘guito’ – a Merkel, grande forreta, não se descose- que pela ideologia de distanciar a gestão da coisa pública dos interesses de ocasião sempre pelos mesmos – é que estas “natas” passaram a ouvir dizer “não” e a perceber que as conversas do “pugresso” e do “creximento”, das formações de pessoal de aeroportos na zona centro, eram do tempo em que se andava pifiamente a ventilar, como se fosse reflexão profunda, que o “dinheiro sempre aparece” ou que “há vida para além do défice”. Fazendo um pouco de “spin”, Ricciardi como a tralha socretina que se atrela agora ao Alcaide, ou mesmo os “boys” da Tecnoforma é produto dessa “Gilded Age” e o facto de vermos recorrentemente que se encontram e reencontram em ‘eventos’, sem que se lhes conheça trabalho produtivo e sério, mostra apenas que o País continua dar de mamar a todos eles. Como sugeria o Anão Genial numa comemoração eleitoral, com claque do Alandroal desviada para a Capital após uma excursão a Fátima, parece que advogado de ‘muita boa causa’, “habituem-se”.
Excelente comentario, tão certeiro como o post.
Esqueceu-se dos “pequenos almoços”. Com accionistas de BPN´s e ex-jogadores da bola.
Não, Anónimo, não me esqueci.
Eu tenho memória. Por isso estou à-vontade para me pronunciar. Mas posso recordar-lhe, já agora, que foi por causa desses pequenos-almoços do BPN, do Freeport e dos robalos do outro que os portugueses votaram “nesta gente”.
Três anos passados, os resultados em matéria de costumes estão dentro do previsto.
Talvez por isso é que V. Exa., em vez de assumir a sua quota-parte de responsabilidade no patrocínio do caos que por aí grassa, prefira falar no passado e assinar como “Anónimo”.
Compreendo, o presente é doloroso e difícil de deglutir. Olhe, aproveite e tome também uns sais.
Julgo que não foi o PPC que convidou o “abraçado”…
O Povo diz: É na cadeia e no hospital que se conhecem os amigos”
Louvo a atitude do Dr Mário Soares que não teve pejo nem nojo de abraçar o seu amigo mafioso italiano…
Pior são os abraços de traição…
Eu também acho que é um escândalo. Se eu fosse o Passos Coelho, apesar de ser amigo do Zé Maria há mais de 20 anos, cuspia-lhe mas era para a cara em frente às câmaras da tv, que é para o Jerónimo e outros que lá no fundo são iguais ao Jerónimo, não se indignarem tanto com a coisa.
O Zé Maria já foi acusado, julgado e condenado por algum crime? ou o 1º ministro não o devia cumprimentar, porque ele tem sarna?
É claro que o Zé Maria deveria ter sido mais parcimonioso e menos efusivo nos cumprimentos que dispensou ao amigo de longa data por razões óbvias, mas quem o convidou para o evento em causa, e o colocou na mesa do 1º ministro ao almoço, também não foi inocente.
Afinal parece que não há mesmo almoços grátis!
Já percebi, de acordo com o seu ponto de vista, que o PM não tem vontade própria e tem dificuldade em separar as amizades do decoro exigível ao exercício de funções políticas.
Isso não tem nada a ver com “cuspidelas” ou faltas de educação.
Acho que não percebeu. Além disso tem uma estranha noção do que é o “decoro exigivel ao exercício de funções politicas”.
Na sua opinião quando o Ricciardi se dirigiu ao 1º ministro para o cumprimentar, Passos Coelho deveria ter-lhe dito: “vade-rectro” ó Zé Maria, porque os jornais dizem que tu não és flor que se cheire, e o decoro não permite certas intimidades!
Onde isto já vai…
Ele não sabia ao que ia nem com quem se ia encontrar? Não tem dezenas de assessores e de secretárias? Foi às escuras?
Há pardais mais atentos.
É garantido que quando for António Costa na imagem um post idêntico estará aqui, certo?
O poder tem todo a mesma cor quaisquer que sejam as afinidades ideológicas.
Parece-me questionável que se vocifere (PCP, outros) contra um encontro que foi público, feito debaixo de holofotes, sob intenso escrutínio, que devia sim fazer lembrar, nomeadamente, a firmeza assumida na gestão da coisa pública pelo PM, como o tem sido na área em causa. E, já agora, que se esqueça, por exemplo, a importância da educação e do civismo nas relações.
Caro Miguel
Pelo que apercebo da independência politica S.A.Correia, haveremos de ver aquele “abraço” de Costa a Vara e Penedos… Os amigos e correligionários não se abandonam . Rui Mateus que o diga!
Mas eu tenho que ser politicamente independente? Não sou jornalista, nunca fui.
http://expresso.sapo.pt/maria-luis-admit e-sim-o-novo-banco-pode-ter-custos-para-o s-contribuintes=f892777
Creio que é mais importante dar destaque à notícia acima. Defendi aqui que o modelo a adoptar devia passar pela constituição do fundo gerido pela CGD.
Também acrescentei que a constituição de provisões para o risco futuro certamente tiraria liquidez para a economia.
Adiante. Para mim as ligações perigosas não ocorrem por um aperto de mão a um banqueiro ou a partilha de uma refeição. A ligação perigosa é quando temos alguém que gere os interesses de uma nação através da visão de uma doméstica na gestão da economia. E isto não é uma afirmação contra a gestão das domésticas, mas contra o uso deste método de algo que transcende o domínio doméstico.