Consumições (3)


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O atentado de quarta-feira, numa escola da Alemanha, também tem a ver com o consumo.

A sociedade da hiper escolha está a transformar-nos em autómatos, escravos das novas tecnologias. Vivemos numa sociedade mimética que nos está a transformar em meros reprodutores de comportamentos e consumidores acéfalos. Cada vez pensamos menos e consumimos mais. Somos escravos da  “novidade”, servos do dinheiro, adoradores do lucro. Estamos a renunciar a ser Homens. Contentamo-nos em ser meros reprodutores de imagens e comportamentos.

Porque nos preocupamos tanto com o vestuário, o automóvel, o destino de férias? Porque  queremos “parecer” em vez  de “Ser”. Acreditamos que fazemos escolhas mas, na realidade, apenas procuramos copiar “modelos” veiculados pela informação que fomenta o narcisismo.

O assassino da Alemanha, provavelmente, nunca pensou nisto. Limitou-se a agir como intérprete de um qualquer jogo da “Playstation”. 

 

Consumições(2)


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Lisboa, 25 de Fevereiro de 2009

Chegou com uma carta na mão. Vinha indignado e dizia repetidas vezes:

“Se hoje não fosse quarta-feira de cinzas, até pensava que isto era brincadeira de Carnaval! Já viu este desaforo?”

Pedi-lhe para me deixar ler a carta.

Remetente:  Metropolitano de Lisboa

Comecei a ler:

“Acusamos a recepção da reclamação apresentada na estação Ameixoeira  em 2008.02.20 e em 2008.12.09 que mereceram a nossa melhor atenção”.

Não pude deixar de esboçar um sorriso. O Metropolitano de Lisboa responde a uma reclamação de um utente um ano depois e ainda tem a lata de dizer que a reclamação mereceu a melhor atenção?

Ele deve ter percebido  e apressou-se a esclarecer:

“ E não falam de outra reclamação que apresentei em Setembro…”

Pelas datas das reclamações, percebi que  não podiam ser sobre o mesmo assunto. Continuei a ler. A resposta referia-se apenas a  uma reclamação que o utente fizera em Dezembro, pelo facto de as escadas rolantes da estação da Ameixoeira estarem avariadas desde Agosto. A reclamação de Fevereiro referia-se a outro assunto. Concretamente, o consumidor reclamava pelo facto de  a máquina de multibanco daquela estação estar avariada e as máquinas  de emissão de títulos de transporte “vomitarem” todas as moedas, sendo apenas possível fazer o pagamento com notas. Como também não havia nenhum funcionário na estação, teve de viajar até ao Saldanha sem título de transporte. Aí apresentou a reclamação. Disseram-lhe que, naquela manhã, já haviam recebido mais de uma dezena.

Mas sobre este assunto, a carta era omissa.

Quanto à outra reclamação, página e meia de blá-blá que termina assim:

“ Esperamos retomar o normal funcionamento das escadas logo que possível”

Até hoje ainda não foi, daí resultando prejuízos para os utentes. Quanto à reclamação feita em Setembro, nem uma palavra. Talvez daqui a uns meses este consumidor  receba mais uma carta, dizendo  que a reclamação lhes mereceu  “a melhor atenção”. Nota-se…

Consumições(1)


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No final da década de 90, estava o país a ser invadido por uma avassaladora onda de empresas de venda de colchões ortopédicos, a que cada uma juntava as propriedades adequadas aos consumidores que pretendiam iludir. Um casal, de idade já avançada, foi atraído a um desses locais de venda pelos processos já sobejamente conhecidos, mas mantinha-se irredutível em desembolsar uns milhares de euros para comprar o colchão. O vendedor, perspicaz, mas sem sucesso no recurso aos habituais argumentos, invocou um novo: aquele colchão produzia efeitos iguais aos do Viagra!.

O casal entreolhou-se, trocou em recato algumas palavras e passado algum tempo decidiu-se. Negócio fechado, a troco de cerca de 600 contos a pagar em prestações suaves, com recurso ao crédito. O problema surgiu quando o casal constatou que fora enganado e, invocando o prazo de reflexão de 14 dias, pretendeu anular o negócio…

 

Adenda: No próximo dia 15 de Março comemora-se o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor. Até lá, vou tentar trazer alguns casos reais que retratam a sociedade de consumo.

Ó p’ra eles, tão emergentes!


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Um movimento cívico denominado “Força Emergente” foi entregar uma carta a Sócrates, pedindo-lhe que se demita e “assuma a sua culpa pela grave situação económica e social do país”.

À partida, pensei que se tratava de uma demonstração de vigor da nossa Democracia, tão achincalhada e abandalhada pelos seus protagonistas nos últimos tempos. Depressa percebi que me enganara. Ao ler que a maioria dos fundadores deste movimento prefere o anonimato e que apenas um dos seus elementos se deslocou a S. Bento para entregar a carta, deixei de ter ilusões.

Os combates pela Democracia fazem-se de peito aberto, com pessoas dispostas a dar o corpo às balas, não se fazem com encapuçados que se escondem no anonimato.

Para mim, a “Força Emergente” afundou-se ainda antes de pôr a cabeça de fora. Não confio em quem acusa um PM de não ir a uma cimeira europeia , por “ não querer dar a cara”, mas se recusa a  aparecer em público no momento de defender a sua causa. Comportamentos deste jaez são típicos de um  grupo de gameleiros, prontos para se sentar à mesa do orçamento, assim que surja uma oportunidade, não de quem está interessado em defender os valores da Democracia.

Ah, pois!


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Ontem foi Dia Internacional da Mulher. Helena Roseta deu uma excelente entrevista ao DN, onde fez forte críticas ao PS e a Sócrates.

No entanto, durante todo o dia só se falou  da entrevista de Manuel Alegre ao “Expresso”, na  véspera.

Helena Roseta vai candidatar-se a Lisboa, enfrentando António Costa. Manuel Alegre, por agora, não se vai candidatar a coisa nenhuma. Quando muito, em 2011, será candidato a PR.

Parece-me estar explicada a razão de existir um Dia Internacional da Mulher, criado por iniciativa – e graças ao beneplácito – dos homens.

Rádio Simplex


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No dia 8 de Março de 1957, um grupo de mulheres manifestou-se, nos Estados Unidos, contra o horário de trabalho de 16 horas diárias. Quando chegou a polícia refugiaram-se numa fábrica. Pouco tempo depois houve um incêndio e algumas mulheres morreram. Este dia ficou ligado à comemoração do Dia Internacional da Mulher que hoje se comemora.

Este texto (que cito de cor) foi lido hoje, aos microfones da RFM, entre duas músicas, por um fulano qualquer. Provavelmente, não será jornalista, apenas um papagaio que lê textos sem pensar. Caso contrário, não toleraria mascarar a verdade com texto tão disparatado e contendo erros gritantes. Mas admito que esteja orgulhoso por ter prestado uma homenagem às mulheres e logo à noite chegue a casa com uma florzinha para oferecer à esposa ou à namorada.

 

Adenda: No Crónicas do Rochedo, estou a escrever, desde sexta-feira, alguns textos sobre a História do Dia Internacional da Mulher. Não serão um primor, mas tenho a certeza que são mais rigorosos…

RTP promove insegurança


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Hoje, traído pelo cansaço, prolonguei a minha estadia no sofá, diante do televisor, para além do Telejornal. Fiquei ali à espera de ver o que aquilo dava. Saiu-me um “Pai à Força”, título que, em circunstâncias normais, seria suficiente para me levar a fazer “zapping”. Não fiz. Fiquei ali, meio pasmado, a ver passar diante dos meus olhos e ouvidos diálogos forçados escritos por um grupo de amadores que se esforçaram (não duvido) para nos proporcionar uns minutos bem passados.

Pelo que percebi, a série gira em volta de um médico solteirão e "bon vivant", mais preocupado em levar as pacientes para a cama do que em zelar pela sua saúde, mas admito que esteja a fazer um juízo errado.

Julgo também ter percebido que esse médico ficou com três crianças a seu cargo, devido à  morte dos pais, mas que não está minimamente para aí virado e espera a chegada de um salvador que o livre do pesado fardo.

Bem, mas não é para dissertar sobre a série que escrevo este post. Apenas pretendo escrever sobre um facto que me chamou a atenção. Durante os 40 minutos da série, o médico fez umas três ou quatro viagens de “jeep” transportando no banco de trás três crianças, sem cadeirinhas nem cintos de segurança apertados.

Ver aquilo, em horário nobre, provocou-me alguns engulhos. O Estado gastou milhões de euros em campanhas, alertando para a obrigatoriedade do uso de cinto de segurança e de cadeirinhas. A APSI faz campanhas por todo o país, ensinando como se colocam as cadeirinhas e explicando que existem à venda exemplares não homologados que não oferecem condições de segurança e, em breves minutos, a RTP propagandeia a transgressão. Fiquei a pensar se os pais dos miúdos não terão morrido de acidente por não usarem cintos de segurança…

Sou acérrimo defensor da televisão pública, mas quando vejo o canal do Estado a desfazer em poucos minutos o esforço de uma camanha que custou dinheiro aos contribuintes, não consigo ficar calado. Mesmo arriscando a escrever um post sem cinto de segurança, onde me parece haver vírgulas em excesso, mas que não me apetece corrigir. Por uma vez, sigo o exemplo da RTP e sinto o prazer de ser irresponsável. 

Sim, tenho medo…


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Nunca esperei que o animado ano eleitoral que viveremos em 2009  elevasse o nível do debate político. Os protagonistas são fracos, quer na oratória quer nas ideias, já não há tribunos que se destaquem pela excelência do seu discurso. A chicana política substituiu o debate das ideias, o nível cultural situa-se no rés do chão e a civilidade já desceu à cave.

Não imaginava é que o MP se tornasse no grande  protagonista deste ano eleitoral. Faço figas  para que, por parte dos partidos, não haja a tentação de explorar casos como o Freeport, o BPN e outros similares, tentando daí tirar vantagens políticas.

Se assim for, tenho medo, porque isso significa que depois da intervenção do MP no futebol (que nada provou até agora em Tribunal, mas serviu para a justiça desportiva tomar decisões arbitrárias, prejudicando alguns clubes, em detrimento de outro) poderá também intervir na política, influenciando (ainda que indirectamente) as escolhas do eleitorado.

E disso tenho medo.

O termómetro


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Terça-feira de Carnaval. Um termómetro partido na madrugada deu o primeiro sinal de que a gripe entrara lá em casa disfarçada de Rei Momo.

Manhã alta dirijo-me à farmácia de serviço mais próxima. A fila é longa. Conto 17 cabeças à minha frente. Para nos atender, apenas um funcionário. Interrogo-me porquê, mas não obtenho resposta plausível. Preguiçosamente, acompanhando a dolência da manhã, a fila vai-se encurtando à minha frente e alongando na cauda. Começo a ficar impaciente. Para me distrair, vou espreitando as compras dos que me antecedem. Assusto-me quando vejo que o primeiro a ser aviado leva nada mais nada menos do que 13 medicamentos. Os seguintes variam entre as três e as 10 embalagens. Muitas delas são embalagens grandes que não serão consumidas até ao fim. O seu destino será, muito provavelmente, o caixote do lixo. Associo a dinheiro deitado ao lixo. Num país com dois milhões de pobres podemos deitar dinheiro ao lixo? A indústria farmacêutica pensa que sim, porque o caixote do lixo desagua nos seus cofres.

Chega finalmente a minha vez. Eu só quero um termómetro! Mas tive que aguentar estoicamente numa fila, durante duas horas e meia, para o poder adquirir. Porque termómetros, em dia feriado, só mesmo em farmácias…

Obama e a América Latina


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Concordo, em linhas gerais, com o que o Pedro Correia escreve aqui abaixo sobre Chavez. No entanto, o post  remeteu-me para outra questão.

Há dias alertei os leitores do DO para o facto de os principais líderes sul-americanos terem pedido a Obama que olhasse para a América Latina com olhos diferentes dos de Bush.

Poucos dias depois, o Departamento  de Estado norte-americano acusou Chavez de ser incapaz de combater o narcotráfico, reeditando o episódio protagonizado por Bush em 2008.

Em  resposta, Chavez mandou Obama “para o diabo”. Antevejo já muitas virgens ofendidas a levantarem-se num coro indignado, contra o ditador venezuelano. Considero por isso oportuno relembrar que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos acusou Uribe – o grande amigo dos americanos na América do Sul – de fazer a ponte entre o cartel de Medellin e a alta cúpula governamental colombiana, de ser um dos melhores amigos de Pablo Escobar e de ter trabalhado, durante vários anos, para o cartel de Medellin. A administração Bush, curiosamente, não reagiu e continuou a apoiar Uribe e a criticar Chavez, Morales e todos os líderes sul-americanos que recusaram o beija-mão a Washington.. Mas há mais, para quem quiser ler, aqui e aqui.

Obama não pode prosseguir a política de dois pesos e duas medidas, característica do consulado de Bush, se pretende ganhar credibilidade junto da opinião pública mundial. Por outro lado, já deveria saber que a cada acusação, Chavez responde com medidas retaliadoras (como fez agora ao nacionalizar as fábricas de arroz) que lhe massajam o ego e aumentam a popularidade.

A poucos dias da cimeira das Américas seria de esperar,  da parte de Obama, um olhar diferente sobre os seus vizinhos do sul. Só assim poderá evitar uma maior crispação naquela zona do globo e o aparecimento de líderes populistas, com tendência a perpetuar-se no poder. Mais importante ainda, só manifestando que está disposto a dialogar com todos os países da região – incluindo Cuba – poderá evitar que as pessoas comecem a pensar que a política externa americana irá ser mais do mesmo. Pode ser uma chatice para os EEUU reconhecer os seus erros e emendar a mão, mas não vejo outra forma de resolver a questão sul-americana pela via democrática.

É altura de os EEUU perceberem que o apoio aos líderes papagaios tem os dias contados e que a América do Sul tem direito a traçar o seu próprio destino.

O veto


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Cavaco Silva fez bem em vetar a lei anti-concentração dos meios de comunicação social. Embora seja necessário – e urgente – combater a concentração, a lei aprovada unicamente pelo PS era um aborto e uma hipocrisia. Como acontece noutras áreas, também nesta lei os legisladores apostaram na ambiguidade, na excepção e na discricionaridade, para abrir a porta à possibilidade de a concentração ser permitida apenas a alguns. Como ocorreu também noutras situações, o PS “escondeu-se” atrás de uma entidade reguladora, a quem atribuiu poder decisório, para mascarar uma certa  tendência estalinista que sempre aflora nas suas decisões, quando se trata de regular a informação.

Foi a falta de clareza da lei e a abertura a arbitrariedades com objectivos insondáveis que levaram o Sindicato dos Jornalistas e toda a oposição a votar contra uma lei que quase todos desejam. Entre o modelo actual e outro que condiciona  a liberdade de imprensa e permite a sua instrumentalização política, mais vale deixar tudo como está.

Num ponto, porém, me parece que  o PR  foi infeliz. Considerar que não se trata de matéria urgente, manifesta desconhecimento do panorama  da comunicação social portuguesa. Ou, no mínimo, indiferença. Não podemos ficar à espera de uma directiva comunitária que levará certamente vários anos a ser aprovada para clarificar as regras de um sector vital para a democracia.

 

Rescaldo de Espinho


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É oficial. O Partido Socialista acabou. Resta o PS,  um  agregado de pessoas  que, em conjunto, não fazem sentido nenhum, porque têm linguagens, perspectivas e soluções diferentes para o país. Perdendo as eleições, podem fazer-lhe o enterro. 

Não se entusiasmem, porém, os devotos da social-democracia. O Partido Social Democrata também já não existe há muito tempo. O PSD é, nesse aspecto, igualzinho ao PS: um zero absoluto de coesão e coerência.

Moral da história: a maioria dos portugueses vai passar o ano a votar em cadáveres. Percebo agora o significado da expressão “ ir às urnas”.

Em defesa da literatura portuguesa


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Andou o país inteiro a zurzir na PSP pela apreensão de um livro cuja capa reproduz um quadro de Courbet, mas refugiou-se no mutismo quando se tratou de sair em defesa de uma escritora portuguesa.

A GNR entra inopinadamente em casa de uma escritora de reconhecidos méritos, elogiada por milhões de portugueses pela qualidade e densidade programática da sua obra,   e ninguém se revolta?

Ainda por cima a GNR entrou em casa da escritora num momento impróprio pois, como declarou aos jornalistas que expectantes a aguardavam à porta do Tribunal, onde chegou num jeep, devidamente escoltada,  “Estava a vestir-me  quando chegou a GNR”.

Considerada pela imprensa como a revelação literária de 2007, aplaudida em alguns meios judiciais que lhe concederam o direito a gozar de segurança privada e aclamada pela opinião pública, a escritora foi ouvida no tribunal do Bolhão, no Porto, onde normalmente são julgados alguns casos de pilha-galinhas.

Exigia-se  que o tratamento indigno a que esteve sujeita a vencedora do Prémio Literário “Vidente do Monte da Virgem” fosse, no mínimo, alvo de   uma forte reacção por parte da Sociedade Portuguesa de Autores, mas aquela entidade remeteu-se a um silêncio comprometedor.

Valha-nos a imprensa isenta e defensora dos valores culturais portugueses, como o 24 Horas, o Correio da Manhã, ou “A Bola”, que em momento oportuno denunciaram este tratamento aviltante a que a GNR sujeitou Carolina Salgado, a escritora da Nação benfiquista,  “fetiche” de João Botelho, Luís Filipe Vieira, e do “Barbas” e muito apreciada por Maria José Morgado.

Rosa murcha


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Eu tinha avisado aqui que poderia haver uma pequena surpresa em Espinho. O João Carvalho e o Pedro Correia perceberam onde ela podia estar  e acertaram!

Não sou bruxo, nem tenho bola de cristal, apenas tive a sorte de estar na hora certa, no local certo.

Acredito que, para muitos leitores, a escolha de Vital Moreira tenha sido uma surpresa. Não para mim, que conheço bem como Sócrates premeia os seus fiéis e me habituei a “ler” os encómios diários do Professor de Coimbra como um sinal .

De qualquer modo, apreciei a encenação de Vital Moreira, com o seu discurso do sacrifício. Nada que me surpreenda, também, mas como gosto de teatro…