Nunca esperei que o animado ano eleitoral que viveremos em 2009 elevasse o nível do debate político. Os protagonistas são fracos, quer na oratória quer nas ideias, já não há tribunos que se destaquem pela excelência do seu discurso. A chicana política substituiu o debate das ideias, o nível cultural situa-se no rés do chão e a civilidade já desceu à cave.
Não imaginava é que o MP se tornasse no grande protagonista deste ano eleitoral. Faço figas para que, por parte dos partidos, não haja a tentação de explorar casos como o Freeport, o BPN e outros similares, tentando daí tirar vantagens políticas.
Se assim for, tenho medo, porque isso significa que depois da intervenção do MP no futebol (que nada provou até agora em Tribunal, mas serviu para a justiça desportiva tomar decisões arbitrárias, prejudicando alguns clubes, em detrimento de outro) poderá também intervir na política, influenciando (ainda que indirectamente) as escolhas do eleitorado.
E disso tenho medo.

Eu em geral espero pouco do debate político sobre eleições europeias em Portugal. Porque, e isso é um sinal de pequenez, poucas vezes parecemos de facto interessados no Mundo. Mas num ano em decorrem factos como a reabertura anunciada hoje do diálogo EUA Síria (http://ovalordasideias.blogspot.com/200 9/03/hillary-em-gaza-sem-reconhecer-o-ha mas.html) parece-me mais preocupante ainda esse alheamento dos nossos políticos.
CS
Depois do Porto com minúsculas, é melhor eu não dizer nada…
Também acho…
Onde é que escrevi Porto com minúsculas? Isso é crime grave, mas neste post de certeza que não foi…
Eu é que um dia destes o fiz, num comentário de um post mais abaixo e levei uma descompustura.
Carlos:
Os partidos – pelo menos os dois maiores – não vão explorar o filão dos processos judiciais, porque eles sabem que é olho por olho… Arriscam-se a chamuscar-se muito.
´Também tenho essa convicção, mas no calor da refrega eleitoral, tudo é possível. Lembro-me das eleições de 2005 e fico um pouco preocupado.