Eu tinha avisado aqui que poderia haver uma pequena surpresa em Espinho. O João Carvalho e o Pedro Correia perceberam onde ela podia estar e acertaram!
Não sou bruxo, nem tenho bola de cristal, apenas tive a sorte de estar na hora certa, no local certo.
Acredito que, para muitos leitores, a escolha de Vital Moreira tenha sido uma surpresa. Não para mim, que conheço bem como Sócrates premeia os seus fiéis e me habituei a “ler” os encómios diários do Professor de Coimbra como um sinal .
De qualquer modo, apreciei a encenação de Vital Moreira, com o seu discurso do sacrifício. Nada que me surpreenda, também, mas como gosto de teatro…

erá que a “causa” vai deixar de ser “nossa”?
Aquilo sempre foi a “causa dele”. E ganhou…
E náo só o sacrifício, Carlos. Só ontem à tarde é que ficou firmado…
Tanto quanto sei, João, não é de todo mentira. Ferro Rodrigues só terá recusado em definitivo na quarta-feira.
O convite a VM terá ocorrido apenas na quinta.
Ah! Pensei que fazia parte do teatro. Fica então a cena do sacrifício: é vulgar, mas ainda não inventaram melhor.
Vital Moreira não é o candidato do PS: é o candidato de Sócrates. Vai ter um bonito resultado nas urnas…
Eudiria que é o 3º candidato de Sócrates, Pedro…
Este homem, depois de ter entrado no 26 de Abril brindado Afonso Queiró com o beijo de Judas – o mestre e patrono que lhe permitiu, em pleno estado novo, defender uma tese de mestrado do calibre da “ordem jurídica do capitalismo”…-, tem um ego cujos m2 excedem em muito a sua (reconhecida) competência académica. Esse é o seu pequeno-grande defeito: o de não se satisfazer com o manto de glória de Minerva…
Nunca aguentou o risco do anonimato. E as suas aulas há muito que já não são de direito, mas de política ( sendo que restam poucos ‘ouvintes’ de direito público que entendam a diferença).
É pequeno em tudo. Até na tentação dos bicos-de-pés.
De comunista incendiário e vingativo – a desertor;
De independente iluminado- a oráculo ‘pêesse’, do género castigador;
Está onde moram as palmas reverentes e os holofotes.
E está aliás perfeito:- para servir a ideia superlativa, hoje em dia tão rasteira, do académico; – e para iludir as massas acerebradas que o aclamam como ‘pensador’.
Não sei porque se espantam: trabalhou para isto, disciplinadamente, durante anos.
Chamou a atenção o mais que pode.
E enquanto bluffer, está entre iguais.
(Perguntem em Coimbra, onde ele não é profeta: por lá conhecem-no bem como ser humano e jurista).
E tem um grande círculo de fãs que servem de seus porta-vozes em comissões de coisa nenhuma, mas que sempre dão para arredondar a renda mensal.
Ahah!… meu caro Carlos. Disfarças bem, um génio! O que tu avisaste sobre a surpresa ficou à vista, aliás, sem vista… foi o apagão!
Confesso, João, que as minhas fontes me traíram e não me revelaram o apagão. Talvez porqeu naquela noite de quinta feira havia demasiadas velas acesas naquele espaço…