Manuela Ferreira Leite optou pela via populista. Todos os males do país são culpa de Sócrates. Para uma pessoa que pretende impor-se pela sua credibilidade, acusar Sócrates de ser o responsável pela criminalidade, não é sério. É mera demonstração de desespero, de uma pessoa sem argumentos e sem carácter.
Sem pudor!
imagenscomhistoria,

Falta de carácter, portanto? Onde é que eu já ouvi isso?
Está na moda, decidi aproveitra a onda, João.
A verdade é que me entristece ver a líder do maior partido da oposição perder-se em acusações bacocas e incapaz de apontar alternativas sérias.
Responsável por TODA a criminalidade de facto não será…O seu bando é poderoso, mas não exageremos!
Parece o Lello a falar do Alegre
Especialmente quando os números relativos à criminalidade violenta em 2008 não são piores, por exemplo, que os de 2004 – onde era outro o governo e a senhora, só por acaso, até pertencia ao elenco.
Até admito, Carlos, que a hipérbole lhe fique mal e a descaracterize, mas em abono da verdade e pessoalmente considero que há um fundamento político e programático no agravamento da criminalidade: a fragilização económica e laboral do esteio social que representa a classe média, a queda massiva na miséria e na fome de imensas famílias até agora com um nível de vida satisfatório, tudo isso dá conta, por estimativa e aproximação, de um silencioso problema de violência emergente, revidatória, por ventura anárquica: assaltos massivos e sistemáticos a gasolineiras, supermercados e ouriverarias com assassínios, sequestros, torturas, isto quer dizer o quê e vem de onde?! Por que motivo nos soa a estranho, a alheio, a impróprio da nossa cultura?!
Como me habituei a ver negligência e displicência social da parte do socratismo, inacção e desmobilização de contributos e ideias para atacar o problema dos excluídos, penso o pior. Como me habituei a ver um governo com um discurso de fantasia em lugar da realidade, penso o pior. E como o pior da economia é a face da violência urbana, da agressividade competitiva vexatória da dignidade indescartável das pessoas, da gula dos interesses e negócios particulares, da dualidade de critérios entre quem tem e quem não tem, penso o pior.
O pior é que Manuela Ferreira Leite tenha razão: as políticas têm rosto, as fantasias também e um PM que absorve todos os ministérios e toda a governação condensando-os em si mesmo é claramente o rosto do que corre mal. Ou acha o Carlos que só pode ser o rosto do que corra bem, talvez umas negociatas angolanas e umas embaixadas venezuelanas?!
Bastaria invocar a entrvista de Garcia Leandro, para lhe dar razão.
No entanto, não me parece sério que a líder da oposição recorra a argumentos populistas nessa matéria. Por outro lado, como refere o Jorge Assunção,noutro comentário, em 2004 – ano em que não havia desestabilização social nem crise-a criminalidade foi mais elevada. E, por acaso, MFL fazia parte do governo da época…
Muito oportuno este reparo, Jorge! É sempre bom avivar a memória.
O pudor já se foi há muito, Carlos.
Se é que alguma vez ela o teve, Leonor!
Mas falta um bocado de pudor à nosa forma de fazer polítca…
Acrescentava isto: Em suma, depois do debate sobre o ‘défice do carácter’ que Lello inaugurou, conviria recordar o último texto de António Barreto sobre Honestidade e Valores, onde o retrato do tempo português está feito e bem feito: em face do timbre politicamente trucidatório e absolutista do PM e perante a cultura de conveniência e mordaça sob a chantagem dos negócios que se fazem ou não se fazem, se calhar a crítica que urge não é a das alternativas, mas do tom geral das políticas, não é a das alternativas, mas do mau carácter das políticas, dos seus agentes, das suas prioridades, das suas mentiras.
A crítica não é das alternativas, mas da ideia que se está a criar de que a única alternativa a Sócrates é a sombria MFL. Mas não é e os portugueses não se podem conformar com a ideia de que só há duas escolhas em Outubro.
Quanto ao resto, mais uma vez de acordo consigo.
Acusar MLF de falta de caracter e de falta de argumentos, ainda por cima neste caso concreto, só pode ser por piada ou por …. falta de argumentos e falta de caractér. Ou por socretinice.
Por mim Sócrates é bem capaz disso…
Quer dizer, falta de carácter não será, no mínimo falta de argumentos novos.
Ou então, Daniel, apenas falta de argumentos…
Sim, de facto este governo nada tem a ver com o aumento da criminalidade. Deve ser culpa da falta de acção da oposição.
Por exemplo, vejamos o novo código penal. A libertação dos presos preventivos e que voltam a cometer crimes nada tem a ver com esta onda de criminalidade. Se o Carlos falar com procuradores ou polícias deve saber que eles estão completamente satisfeitos com as ‘armas’ que o poder político lhe dá para combater este tipo de criminalidade.
Tudo o que acontece de mal neste país é culpa da oposição. O governo? Esse está isento de responsabilidades. Esta MFL é uma maldosa. Diria mais: perita em ‘bota-abaixismo’, essa palavra tão querida do nosso PM.
Não digo que o governo está isento de responsabilidades, mas sim que MFL faz uma acusação bacoca , bem reveladora da sa falta de ideias e argumentos para combater a criminalidade. E não é difícil perceber porquê…
Sr. Carlos Barbosa de Oliveira,
Acusar Manuela Ferreira Leite de optar pela via populista, ao acusar Sócrates de ser o responsável pela criminalidade, não é sério. É a demonstração de de uma pessoa sem argumentos e sem carácter.
António Mendes
Falta de carácter, portanto? Onde é que eu já ouvi isso?
Este cometário carece de um bocadinho de imaginação, não acha?
Não quero aqui defender ninguém, mas Carlos: se a culpa não é do governo, de quem é?
Numa altura de crise, em que o desemprego e a instabilidade aumenta, para além de propagandear pacotes sociais, há que fazer um reforço na área da justiça, pois é quase certo o aumento dos problema. O governo não fez isso. Mas o problema já vem de trás…
Cumprimentos
” O problema já vem de trás”. Não tenho dúvida nenhuma quanto a isso, meu caro…