Discos pedidos


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Ontem, no recato de um dos segredos mais bem guardados da noite de Lisboa, tive oportunidade de “assistir” a uma ante-estreia do Congresso de Espinho. (Tanto quanto me foi permitido perceber, o mar revolto de Espinho reserva uma pequena surpresa…) Bem, mas isso agora não interessa nada.

Não sei se por mero acaso, ou sentido de oportunidade de quem escolhia a música ambiente, emergiram, fora do contexto, os acordes de uma canção italiana que fez furor nos anos 60: A Casa di Irene.

Para quem não conheça, aqui fica o link.

Na versão espanhola,  de Gian Franco Pagliari, para melhor apreciarem as imagens e a letra. 

 

Discursos da treta(2)


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Manuela Ferreira Leite está indignada com a ausência de Sócrates na Cimeira Europeia do próximo domingo. A líder do PSD continua a demonstrar que tem memória curta e rapidamente esquece a sua própria irresponsabilidade. É bastante mau para uma candidata a dirigir os destinos do país….

Além do mais, parece-me menos grave Sócrates faltar a uma Cimeira onde estará representado por um Ministro de Estado (é para estas coisas que servem os Ministros de Estado, ou não?) do que  Durão Barroso ter  mandado às malvas  os compromissos com os portugueses que o elegeram e fugido para Bruxelas. 

Discursos da treta


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Faria de Oliveira está muito agastado por ter vindo a público a notícia da negociata que a CGD fez com Manuel Fino porque,  afirma,  foi um bom negócio. Compreendo perfeitamente a indignação de FO. As pessoas modestas não gostam de ver divulgadas as suas acções de benemerência.

“Um caso isolado”


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Quando ocorreu o caso Carolina Michaelis, não faltaram vozes ministeriais a dizer que se tratava de um caso isolado. Muitos casos de agressão e indisciplina depois, um aluno apontou uma pistola a uma professora e voltaram a ouvir-se  vozes apregoando que era mais um caso isolado.

Eu, habituado a frequentar escolas e a ver crianças com menos de 16 anos equipadas  com facas, navalhas de ponta e mola e até armas, ficava perplexo. Cheguei a acreditar ser vítima de  visões e que os casos que me foram relatados por vários professores eram fruto da sua imaginação prodigiosa.

Agora ficou a saber-se que, só em 2008, a PGR  abriu 138 processos-crime relacionados com violência escolar.

Provavelmente, serão 138 casos isolados. Só assim se justifica que o ME se tenha remetido ao silêncio e tenha optado por não divulgar o relatório do observatório de segurança escolar, referente ao primeiro período deste ano lectivo.

Revoltai-vos, eruditos do meu País….


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…e crucificai-me no pelourinho, porque sou um analfabeto cultural!

Estava tentado a fazer uma aposta.  A maioria das pessoas que  criticaram   a actuação policial em Braga  e escarneceram do analfabetismo das autoridades, desconheciam Courbet. Teria sido uma bela cena para os "Apanhados" exibir o quadro aos passantes, pedir a sua apreciação  e ouvir as suas reacções.

Relembro que a actuação policial foi motivada pela “denúncia” de várias pessoas, escandalizadas, quando viram o livro. A maioria, ao ler o título “Pornocracie”, não terá tido dúvidas sobre o cariz pornográfico da imagem.

Não acredito  que em Braga as pessoas sejam todas analfabetas e surpreende-me tanta erudição no resto do país. Confesso, publicamente, que estou mais próximo do analfabetismo dos bracarense, do que da erudição dos meus restantes compatriotas, pois não conhecia o quadro oitocentista de Courbet.

Em contrapartida, conheço razoavelmente bem a obra de  Mapplethorpe, mas espero que não tirem daí ilações sobre a minha orientação sexual. Aos mais precipitados nos seus juízos, esclareço que sou bastante inculto em artes plásticas, mas um incorrigível amante da fotografia. Está explicado?

Negócios de betão


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A negociata entre a Cimpor e a Caixa Geral de Depósitos – a que na semana passada já aqui fizera referência- preocupa-me muito mais do que o caso Freeport. Não apenas pelos contornos pouco claros do negócio mas, principalmente, pelo que ouvi hoje no Parlamento.

Se  José Sócrates de nada sabia é extremamente grave, porque a CGD é um banco do Estado e não pode delapidar o património dos contribuintes a seu bel prazer. No entanto, mesmo ignorando aquilo que deveria saber, o PM não tem o direito de tratar os deputados que o interpelam como mentecaptos, nem  ter aquela postura semi-jocosa, semi-enfadada quando é questionado.

Quando era PM, Cavaco Silva também tinha o hábito de afivelar um ar de comiseração, como se estivesse a ser interpelado por gente sem capacidade para discutir com ele.

Estes tiques revelam uma falta de cultura democrática e uma sobranceria inqualificáveis. É inaceitável que um PM não tenha consciência de que é obrigado a prestar contas ao país. Bem pode Sócrates continuar com o seu discurso reciclado de esquerda, porque com estas atitudes ninguém o vai levar a sério.  

Sócrates não tem pachorra para aturar a oposição? Então, é melhor que em Outubro os portugueses lhe digam, nas urnas, que o lugar dele não é aqui.

Visão de futuro


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Há dias, uma amiga enviou-me este mail:

 

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar

bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que

se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência,

que terão de ser nacionalizados pelo Estado."

 *

*_Karl Marx, in Das Kapital, 1867_*

 

Aguardo, com curiosidade, os vossos comentários.

Blog da semana


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A sensibilidade, o sentido jornalístico apurado e a  paixão pela profissão foram características que desde sempre apreciei na autora e determinaram a minha escolha do blog da semana.

A variedade dos temas ali abordados transmite-me a sensação de estar diante de um escaparate a ler as últimas novidades, analisadas com esmero  por uma profissional de alto gabarito. O Blogkiosk faz jus ao nome. É uma montra variada sobre temas internacionais que normalmente escapam à análise da  blogosfera.  Cada post escrito pela Patrícia – sempre emoldurado com uma fotografia apelativa – é um desafio que nos motiva a seguir as pistas que ela generosamente nos dá. Saio de lá sempre mais rico e confortado. Como se tivesse estado a folhear o primeiro número de uma revista acabada de ser lançada no mercado. O Blogkiosk é, pois, o meu Blog da Semana.

Tão natural como a sede deles…


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Fatal como o destino. Depois da derrota em Alvalade, apanhado pelo Sporting CP no segundo lugar e vendo o FC Porto distanciar-se, o Benfica percebeu que os campeonatos (mesmo de Inverno) não se ganham apenas com a ajuda dos jornais desportivos e começou a preparar a próxima época.

Não, não estou a falar de reforços com vista à conquista do título. Estou a falar do jogo subterrâneo em que a agremiação benfiquista se tornou especialista desde que é dirigida por esse cromo da bola chamado Luís Filipe Vieira.

Era previsível que aquela turma de incapazes começasse a salivar com a ideia da expulsão do FC Porto das competições europeias do próximo ano. Daí que volte a insistir na ideia de ganhar na secretaria aquilo que não consegue conquistar em campo.

Tenho o maior respeito pelo SL Benfica enquanto clube que espalhou o perfume do seu futebol por toda a Europa nos anos 60. Desprezo a actual equipa de dirigentes que é o retrato do oportunismo tuga. Não conseguindo pôr a render em campo os milhões gastos em épocas sucessivas, a direcção encarnada volta a querer ganhar na secretaria aquilo a que não tem direito, para camuflar o insucesso.

Felizmente, o SLB não é aquele conjunto de  medíocres, protegido por uma legião de adeptos com carteira de jornalista que desonra a profissão com títulos de primeira página como os de hoje. (Não sei se é ódio, como sugere o Francisco José Viegas, mas tenho a certeza que, apesar das carteiras profissionais, aquela gente não dignifica o jornalismo). Adiante…

Os ares da Luz parecem afectar os jornalistas de forma estranha. No entanto, percebo…

Não foi por acaso que o SLB assinou um contrato com a Sagres. Afinal, naquele clube da Segunda Circular, o sentido de oportunidade “É tão natural como a sua sede”.

Kosovo, um ano depois


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Só hoje tive oportunidade de ler a excelente entrevista do major-general Raul Cunha à NS do último sábado. Um ano depois da independência, Raul Cunha  critica de forma desassombrada a comunidade internacional pela forma como agiu no Kosovo e fala das contradições do processo que conduziu à independência. Os três anos vividos no Kosovo conferem-lhe a necessária credibilidade para as críticas que tece. Uma excelente entrevista – cuja leitura recomendo – que confirma o que escrevi aqui há um ano.

A estratégia da UE em relação ao Kosovo já serviu de pretexto a isto e a isto mas o tempo  e a crise financeira internacional  relegaram as notícias para segundo plano.

Espero enganar-me, mas creio que dentro em breve o tema voltará a ser alvo de atenção dos media, graças ao Festival da Eurovisão que se irá realizar em Moscovo. A canção da Geórgia “We don’t Wanna Put In” poderá servir de rastilho a um recrudescimento mediático que não me parece desejável. 

 

Fractura exposta


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Daniel Oliveira viu assim "Slumdog Millionaire":

"E os Oscares, esta noite, foram, como se esperava, para um teledisco com a pobreza em cartão postal de cores fortes. Uma fotonovela de amor mal amanhada com as personagens com a mesma densidade de uma série para adolescentes. Realização para encher o olho e um retrato da Índia digno de um guia turístico de bolso."

Espantoso que Daniel Oliveira, guru do Bloco de Esquerda na blogosfera, não veja mais além. Como seria de esperar, na sua opinião, só Sean Penn salvou a noite.

Um destes dias ainda alguém o vai convidar para crítico de cinema, defensor de causas fracturantes.

Apetece-me ligar para um programa de discos pedidos. Quero ouvir o Jorge Palma na música da etiqueta deste post.

A turma do(s) Bolinha(s)


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Assisti, na companhia de um amigo portista, ao Sporting-Benfica de ontem à noite. No bar onde estávamos, recheado de benfiquistas – e alguns sportinguistas – tivemos direito a um espectáculo paralelo inolvidável. Foi o perfeito  2 em 1.

A claque sportinguista, em esmagadora minoria, esteve sempre cordata, lançando tímidos gritos de júbilo quando o SCP marcou os seus golos, mas o mesmo não se pode dizer em relação aos benfiquistas que, aos 10 minutos de jogo, já acusavam Olegário Benquerença de estar a roubar os encarnados.

Não tive quaisquer dificuldades em perceber que os que consideraram o penalty contra o Sporting “claríssimo” eram os mesmos que na véspera consideraram o penalty sobre Hulk um roubo de Catedral, porque quando Maxi Pereira meteu deliberadamente a mão à bola as suas opiniões dividiam-se entre bola na mão e corte com o peito. Aquilo penalty? Nunca!

Quando chegou o intervalo, estava desvanecido com  a isenção da claque benfiquista. A segunda parte começou praticamente com o segundo golo do Sporting e aí começaram a chover as acusações a Quique e aos jogadores:

Pablo Aimar perde uma bola para a defesa verde-branca e logo vozes se levantam:

“Grande c….., vê-se logo que é argentino!”

Minutos depois, Reyes falha um  passe e o povo benfiquista ergue-se em uníssono:

“Palhaço! Vê-se logo que és espanhol!”

Menos benevolentes foram no momento em que Pereirinha deu um nó cego a Sidnei:

“Ó preto, vai mas é p’rás obras…!”

No final do jogo Quique Flores foi alvo dos mais diversos epítetos, mas o que caiu mais no goto dos adeptos da agremiação encarnada foi um proveniente da ponta esquerda da sala:

“Pareces um fadista, com esse cachecol. Vai mas é cantar Fado p’ra Adega do Machado!”.

No flash interview Paulo Bento foi tratado por atrasado mental, mentecapto e analfabeto. Luisão, como Preto de M… e Liedson como macacão preto, que devia ter sido ceifado e mandado para o hospital pela defesa benfiquista.

Estas cenas não se passavam no tasco do sr Zé, mas sim num bar frequentado por algumas caras  conhecidas da   política  e figuras gradas  da vida desportiva com ligações ao SLB, onde uma cerveja não é propriamente barata!

O comportamento das claques benfiquistas explica a postura da imprensa desportiva em Portugal. Na verdade, a maioria dos que por lá escrevem são adeptos do SLB com carteira de jornalista. Por isso se compreende que a capa de A Bola hoje tivesse este fantástico título:

“ Liedson faz sonhar Portugal”.

Ricardo Araújo Pereira e Fernando Seara, nas suas crónicas de hoje, confirmaram o que já sabia. Quando se trata de discutir o SLB os seus neurónios entram em curto-circuito.

 

Pacheco Pereira ao espelho


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Pacheco Pereira desta vez decidiu cuspir na mão que lhe dá de comer. Atacou "o Público" pelo destaque que deu ao lançamento da candidatura de Elisa Ferreira e aproveita para lançar umas atoardas sobre a falta de isenção do jornal. No mesmo saco meteu o JN:

"Público e o Jornal de Notícias têm conflitos antigos com Rui Rio. Em nenhum destes jornais o reporting sobre o Porto (feito pela redacção do Porto do Público e pela redacção do Jornal de Notícias) deixou de o combater de mil e uma maneiras. Agora rejubilam com a candidatura de Elisa Ferreira, dando-lhe um tratamento entre o muito simpático e o apologético. Basta comparar as capas e o interior dos jornais, desde as setas para cima, até às múltiplas afirmações de apoio à candidata, a sua valorização em termos de suporte eleitoral (mundo da "cultura", futebol, Pinto da Costa, etc.) e de cuidado tratamento gráfico. Muito bem, aqui está um caso em que se justificava, pelo respeito aos seus leitores, um apoio editorial que nos esclarecesse que o jornal tinha tomado uma posição favorável a Elisa Ferreira e ao PS e hostil a Rio e ao PSD. Os leitores merecem isso, em vez de apoios disfarçados de notícias. Sempre terei muita curiosidade em ver a que candidatos autárquicos o Público e o Jornal de Notícias vão dar o mesmo tratamento de favor."

 

Nunca levei PP a sério, porque nunca fui à bola com quem escreve e fala para o umbigo, à espera dos aplausos e todos os dias, ao levantar, pergunta:

"Espelho meu, há blog mais belo do que o meu?"

Este naco de prosa, no entanto, merece uma transcrição, porque revela que PP perdeu a noção do ridículo. E quando assim é, sinto dó!

Libertação engenhosa


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Naqueles tempos… Abraão levou o filho para o deserto… amarrou-o a

uma árvore e ateou uma fogueira debaixo dos seus pés. De repente, ouve-se

uma voz:

– Abraão, Abraão, que é isso????

– Senhor, Senhor, eu estou sacrificando o meu filho, conforme a Vossa ordem!!!!

– Não Abraão, eu só queria medir a tua fé!

– Mas Senhor….!!!!

– Porra Abraão, solta o menino!!!!!

Abraão soltou o filho. O menino saiu em disparada… correu, correu, correu, e Abraão gritava:

– Filho volte, filho volte, o Senhor te libertou!!!! O menino parou, lá longe, e gritou:

– Libertou o caraças!! Se eu não fosse ventríloquo estava tramado.

Porto Sentido


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Como portuense "expatriado", sigo com interesse a vida da minha cidade que, ao contrário de alguns, nunca reneguei. Não escondo que gostaria de ver Elisa Ferreira à frente da Câmara. É uma pessoa competente, honesta e afável, que ainda por cima ama a cidade.

A sua candidatura leva, por isso, um selo de garantia adicional, que Rui Rio nunca poderá exibir porque, notoriamente, não gosta do Porto e pouco mais tem feito por ele do que esbulhar o seu património.

Resta saber se os portuenses quererão Elisa Ferreira a liderar os destinos da cidade. Se a recusarem, estarão, provavelmente, a contribuir para que o Porto se continue a afastar de um lugar de centralidade que, por mérito próprio, deveria ocupar no Norte da Península Ibérica, ganhando mais peso no contexto do país.

Não gostaria de ver o Porto remetido a um papel secundário, prolongando o extertor de uma cidade que, desde Fernando Gomes, não voltou a ter um presidente de câmara que  a projectasse para o exterior.

Os portuenses estão muito insatisfeitos com Rui Rio, mas isso não significa  que pretendam eleger Elisa Ferreira.

O Porto está cansado de ter autarcas que utilizam a Câmara como trampolim para um lugar que sonham ocupar em Lisboa ou na Europa. Elisa Ferreira já foi  Ministra (com excelente desempenho) e  já teve a sua experiência europeia, pelo que a Câmara do Porto não lhe servirá para catapultar ambições. No entanto comete, em minha opinião, um erro que poderá ser grave, se  não o souber explicar aos portuenses: vai candidatar-se ao Parlamento Europeu.

Os portuenses não costumam perdoar estas coisas e dentro do PS local há também quem não apoie Elisa Ferreira pelas mesmas razões. A unanimidade que  foi transmitida no dia da  apresentação da candidatura é fictícia. Há muito boa gente, no PS Porto, que tentou, até à última hora, impor à concelhia um candidato alternativo. Não me parece que estejam dispostos a empenhar-se na candidatura  da independente Elisa Ferreira. A ausência de Francisco Assis na cerimónia foi, aliás,  uma mensagem nesse sentido.

Por estas duas razões, o PS arrisca-se a perder uma autarquia que facilmente ganharia com um candidato consensual e que mostrasse desapego por Bruxelas.

Acresce que Rui Sá e mesmo Teixeira Lopes são dois candidatos de peso e Rui Rio coligou-se com o PP. Por tudo isto, as eleições autárquicas no Porto prometem uma luta acesa, com  a vitória a decidir-se por escassa diferença de votos.

Uma vantagem para Elisa Ferreira, que terá mais facilidade em estabelecer pontes à direita e à esquerda  do que Rui Rio, cujo estilo “quero posso e mando” convive mal com acordos pós-eleitorais.

Na hora de votar, os portuenses também não deixarão de equacionar a situação interna do PSD, pois após as legislativas Rui Rio também será candidato à sucessão de Manuela Ferreira Leite.

 

É Carnaval, ninguém leva a mal?


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Que razões terão levado o MP a fazer censura a uma sátira do Carnaval de Torres Vedras sobre o Magalhães?

Quem terá sido o ‘bufo’? Quem se arvorou em Censor Mor do Reino? 

Este assunto é demasiado sério, não pode ser esquecido, mesmo em tempo de Carnaval . Não me venham dizer que ninguém leva a mal… Eu levo a mal, até porque não esqueço que este mesmo MP atribuiu segurança privada a uma testemunha que acabou por ser acusada de mentir ao Tribunal.

Já que ninguém se preocupa com os gastos do MP no processo Apito Dourado, pelo menos que nos preocupemos com este atentado à liberdade. E depois o Chavez é que é o ditador!

O segredo


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Se os bispos andam num corropio de confissões à Fátima, quando é que serão chamados a confessar-se à Judite? Talvez assim ficássemos a saber o 4º segredo da Lúcia…

Cenas do País real


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Numa escola, uma miúda dizia a José Sócrates:

– Gosto muito do Magalhães (não ficou claro se a miúda se referia ao computador ou ao outro…)

Resposta de José Sócrates:

– Tens de dizer isso mas é aos adultos…

 

Se me pedissem para continuar a  cena escreveria assim:

"A miúda olhou para José Sócrates e, apercebendo-se que afinal estava a falar com um amiguinho que confundira com o PM, pegou-lhe na mão e disse resoluta: Então se não tenho que votar em ti, vamos brincar à apanhada…"

 

Afinal havia outra…


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Eu pensava que a única explicação para se ter levantado um enorme burburinho em torno da legalização dos casamentos entre homossexuais tinha a ver com o “timing” escolhido por Sócrates. Afinal, parece que me enganei. Há mesmo gente, seres humanos, pessoas, que também são contra.

Eu até compreendo que a Igreja, inundada em escândalos de pedofilia e homossexualidade, se oponha. O que me  intriga, na discussão sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é a posição do sacristão. Só percebo as razões da sua  repulsa, à luz daquele espírito de alcoviteira  que gosta de se meter na vida de toda a gente. Não compreendo como é que um cristão se pode incomodar pelo facto de duas pessoas do mesmo sexo quererem ser felizes. E, claro, percebo ainda menos o sacristão…