Visão de futuro


imagenscomhistoria,

Há dias, uma amiga enviou-me este mail:

 

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar

bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que

se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência,

que terão de ser nacionalizados pelo Estado."

 *

*_Karl Marx, in Das Kapital, 1867_*

 

Aguardo, com curiosidade, os vossos comentários.

13 comentários em “Visão de futuro”

  1. Carlos, não devia ter dito quem a proferiu, pelo menos até aos primeiros dez comentários. Muitos incautos, como eu, pensaríamos que teria sido pronunciada, esta tarde, no parlamento, por um dos deputados do Bloco de Esquerda. Quiçá, Francisco Louçã. Ai, Marx, Marx, quem te leu e quem lê (os que não creiamos que tivesses razão)…

  2. Karl não teve tempo de completar a ideia, acaba assim: o estado devolverá os bancos ao capital depois de financeiramente saneados. O capital repetirá os procedimentos e cem anos depois, a História, que nunca se repete, repetir-se-à.

  3. não há duvidas que o homem foi profeta.
    mas não foi só ele.
    eu, quando avisei colegas meus operários que os via a viver muito a cima das suas posses – pois sabia quanto ganhavam e calculava quanto gastavam-, durante aqueles anos dourados dos governos do Guterres em que o crédito era dado como quem dá doces a crianças, fui chamado de bota de elástico e acusado de não saber aproveitar as oportunidades. mas aí os banqueiros eram uns tipos porreiros, que fizeram muito gajo que ganhava 1000 euros, passear ao volante de BMW`s e construir vivendas de 50000 contos.
    hoje, eu que tal e qual o Marx previ essas merdas , vou pagar a ostentação dos outros apesar de ter andado estes anos todos num FIAT UNO.
    não sou o Marx, e mesmo sabendo que as profecias escritas na Bíblia do socialismo se vieram a confirmar não mudo de opinião.
    muito antes dos bancos irem à falência com aquilo que compraram aos trabalhadores de certos países, faliram primeiro nos países daqueles que assentaram o regime em cima das teorias desse senhor, só que aí as casas e as tecnologias eram só para os donos do regime.
    um abraço Carlos.

  4. O Capital é como a Divina Comédia, a Suma Teológica e o D. Quixote: Toda a gente conhece e ninguém leu. Por mim, gostaria de saber de que página na obra foi isto transcrito.

    1. Admito que seja falsa, embora tenha a fonte como boa…
      De qualquer modo em 1992,( eu sei que é muito mai recente e não estou a comparar…) durante a Cimeira do Rio de Janeiro, tive oportunidade de ouvir conferências de vários economistas que traçavam um cenário muito próximo do que está a ocorrer Paul Krugman em 2004 e Joseph Stieglitz, em 2005(?) avisavam para possibilidade de o endividamento excessivo das faílias vir a gerar uma cris económica de grandes proporções, devido ao estoiro dos mercados financeiros.
      Obviamente que, com isto, não estou a fazer a defesa de que a frase deva ser atribuída a Marx… apenas a chamar a atenção para o facto de que acrise não foi tão inesperada quanto nos queem fazr acreditar.

      1. Carlos,

        “Admito que seja falsa, embora tenha a fonte como boa…”

        Mas aposto que a sua fonte também não é a origem da atribuição de tal frase a Marx. Isso foi algo que começou a correr em Wall Street, na versão em inglês, há pelo menos mais de mês e meio. Depois alguém terá adaptado para o português e a coisa foi-se espalhando. Mas a fonte original, como em quase tudo o que é viral, é agora quase impossível de detectar.

  5. Com isto, lembrei-me que o Pedro Correia e eu tivemos um amigo, já desaparecido, homem com memória de elefante, de cultura vasta e de escrita escorreita e corrosiva, que dizia sempre haver três livros de leitura obrigatória, entre os quais lá estava o velho Marx.
    Eram eles a ‘Bíblia’, ‘O Capital’ e outro que não recordo. Talvez o Pedro se lembre do terceiro.

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