Um movimento cívico denominado “Força Emergente” foi entregar uma carta a Sócrates, pedindo-lhe que se demita e “assuma a sua culpa pela grave situação económica e social do país”.
À partida, pensei que se tratava de uma demonstração de vigor da nossa Democracia, tão achincalhada e abandalhada pelos seus protagonistas nos últimos tempos. Depressa percebi que me enganara. Ao ler que a maioria dos fundadores deste movimento prefere o anonimato e que apenas um dos seus elementos se deslocou a S. Bento para entregar a carta, deixei de ter ilusões.
Os combates pela Democracia fazem-se de peito aberto, com pessoas dispostas a dar o corpo às balas, não se fazem com encapuçados que se escondem no anonimato.
Para mim, a “Força Emergente” afundou-se ainda antes de pôr a cabeça de fora. Não confio em quem acusa um PM de não ir a uma cimeira europeia , por “ não querer dar a cara”, mas se recusa a aparecer em público no momento de defender a sua causa. Comportamentos deste jaez são típicos de um grupo de gameleiros, prontos para se sentar à mesa do orçamento, assim que surja uma oportunidade, não de quem está interessado em defender os valores da Democracia.

Subscrevo.
Não ouvi falar disso, estou a ouvir falar pela primeira vez. Mas também subscrevo a tese geral.
I can’t beieve,Pedro! Já não me lembro em que canal vi, mas lembro-me em que jornal li a notícia no sábado.
Inteiramente de acordo, Carlos.
Caros amigos
Como responsável pela Associação Força Emergente gostava de esclarecer o seguinte:
1º A nossa intervenção náo tem por objectivo obter o que quer seja do orçamento ou de outra coisa qualquer, pois não somos candidadtos a nada a não ser pugnar por um novo Sistema Politico e um exercicio democrático feito segundo regras de seriedade e responsabilidade.
2º Esta Associação é representada através dos seus dirigentes que sou eu e o Filipe Vieira da Rocha.
3º Tudo o que fizemos até agora teve sempre um Rosto e duas assinaturas. Todos os outros membros que cooperam e estiveram na base da formação deste Grupo, exercem as suas funções quer no estado quer na actividade privada, mas não representam a Associação nem têm de dar a cara por ela.
4º Se por acaso conhecem esses tais homens que estão assim dispostos a defender os valores da Democracia, por favor informem-nos porque ou vamos nós ter com eles ou venham eles ter connosco. Nós partimos para este exercicio, que muito trabalho nos dá sem nada termos para oferecer áqueles que connosco colaboram, a não ser a satisfação pelo cumprimento de um dever cívico que entendemos executar no pressuposto de podermos disponibilizar algum conhecimento e experiência que talvez seja útil ao País. Uma Associação não concorre a eleiçôes, não tem subsidios e são os seus membros que suportam os custos para manter alguma operacionalidade.
5º Reafirmamos que é nosso entendimento que o senhor 1º ministro não foi á ultima cimeira Europeia, para não ter de encarar o senhor Gordon Brown. Isto até se compreende e aceita depois de ter saído de Londres uma carta rogatória a indicá-lo como integrante de uma lista de suspeitos no caso Freeport. Quero esclarecer-vos que quem fez estas declarações foi a mesma pessoa que deu a cara e que até aparece na fotografia do jornal.
Fomos nós que fomos pessoalmente entregar a carta, não a enviámos pelo correio.Há assim um equivoco na vossa informação, certamente por lapso.
6º Independentemente das análises que pretendam fazer sobre nós ou sobre as nossas intenções, esclarecemos que estamos disponiveis para de forma franca e aberta discutirmos os nossos projectos e intenções. Não temos nada a esconder e vamos tentar sempre ser claros, transparentes e objectivos. Quando não gostarmos, não dizemos que não está mal de todo, dizemos que não gostamos. É natural que nem toda a gente esteja de acordo. Critiquem tudo o que quiserem, mas por favor não nos ponham nesse grupo de gameleiros, pois para lá de ser injusto e se fosse essa a nossa intenção, teria sido melhor formar um partido politico. Acreditem que estamos um bom bocado acima dessa gente que apenas vê o Estado e o País numa óptica de interesse pessoal. Desculpem o exagero da exposição. Envio os nossos cumprimentos
Carlos Luis
Na peça televisiva só aparece o sr Carlos Luís e o texto que a acompanhava dizia “expressamente” que tinha sido o único a comparecer para entregar a carta.
No artigo do DN, do último sábado, também se podia ler que ” os fundadores queriam permanecer no anonimato” e foi, com base nessas duas notícias que escrevi este post.
Agradeço o esclarecimento que agora nos traz, que poderia levar a longas dissertações mas não caberá aqui fazê-lo, como certamente compreenderá.Fica, no entato; à consideração dos leitores emitirem aqui as suas opiniões, se assim o entenderem.
Obrigado