O fundador e ex-presidente do BPP, constituído arguido pelo Ministério Público e João Rendeiro de seu nome, manifesta indiferença pelas acusações de que é alvo e diz que não admite ser o “bode expiatório” da situação e falta de soluções para o banco.
Não se pode dizer o mesmo dos depositantes do BPP e dos contribuintes portugueses: não lhes são indiferentes as acusações a João Rendeiro e admitem sem a mais pequena dúvida que ele teve um papel na situação e na falta de soluções a que chegou o banco, o que faz com que lhe assente como uma luva a pele de um qualquer ser vivo, desde que seja expiatório.
Aguarda-se que Rendeiro venha a publicar um segundo livro de receitas, desta vez centrado no modo de erguer um banco, afundá-lo, encolher os ombros com desdém, não ser “bode expiatório”, ter soluções para o caso e reservá-las como direitos de autor.

















