Possivelmente a propósito do filme de que se fala, li ontem algures que uma médica oftalmologista avisava contra o uso de óculos 3D em crianças de tenra idade, pelo efeito perturbador que isso pode provocar com o excesso de realismo das imagens recebidas no cérebro.
Se eu fosse oftalmologista a precisar de um momento de visibilidade que me ajudasse a fazer nome, talvez não arranjasse melhor. Mas não me atrevo a duvidar daquela opinião clínica e até vou mais longe: as crianças de tenra idade não devem assistir a filmes que não são próprios para elas. Mais: as crianças de tenra idade não devem sair de casa sem um olho tapado, para não ficar traumatizadas com a vida real vista a 3D.

Já lhe ocorreu que a médica estava apenas a falar da fisiologia do olho e do desenvolvimento deste ao longo da infância e que portanto aquilo que escreveu são parvoíces sem fundamento?
Já lhe ocorreu que é capaz de ser uma parvoíce ignorar o meu primeiro parágrafo sobre o que a médica disse? Ou será algum problema no olho destapado?
fico-me por dizer apenas que o filme é fabuloso.
Não posso confirmar, mas acho que sim.
Também me parece que não é matéria para oftalmologista, essa do efeito perturbador nas crianças. Mais de psicólogo, não?
Também já vi o filme, pela curiosidade do efeito 3D . Fantástico, tecnologicamente falando. A história é uma treta, com todos os clichés do costume e nada de novo. Mas o cenário é lindo, com uma imaginação de se tirar o chapéu. As montanhas flutuantes lembraram-me Magritte , que aliás as deve ter inspirado. Mas engraçado mesmo é ver uma sala de cinema que parece cheia de cegos, todos de óculos iguais…
É a ideia que retenho: uma historinha vulgar e grande efeito das novas tecnologias. Ou novas oportunidades.
(Claro: mais de psicólogo. Ou de ‘pedopsicólogo’, que é um palavrão horrível que já entrou e tenho de aceitar.)
Mais uma vez, JC armado em MRS, falando do que não viu baseado em ciência que não domina. Não havia ‘nexexidade’.
Mais uma vez V. contra o mundo. Qual foi o erro, afinal?
Contra o mundo? O mundo? O meu amigo tem um ego do tamanho do mundo.
V. tem o dom da discórdia. Por mim, cá estou para enfrentar. Tanto azedume por um curto e despretencioso ‘post’ que não passa de uma gracinha convenhamos que é tomar o torrão de terra pela montanha.