A terceira coisa


jmmcc,

Há dois ou três dias, estava eu de regresso a casa, escrevi aqui sobre o Ponto Contra Ponto de Pacheco Pereira e o «Bloco Central das Lareiras» a que acabara de assistir. Distinguia ele os cenários das mensagens natalícias de José Sócrates e de Manuela Ferreira Leite por aquele ter uma Árvore de Natal e esta não dispensar o símbolo religioso que é o Presépio. Contrariei o autor: «ambos têm um Presépio visível em cima da respectiva lareira, embora o de Sócrates seja mais pequeno, esteja mais afastado e não inclua um par de lunetas para ser visto por quem não quer vê-lo».

Um comentador anónimo, ou nem tanto, enviou-me o link para um vídeo da mensagem de Sócrates, no qual pude ver que o que me pareceu um Presépio parece ser, afinal e com as minhas lunetas, um enfeite festivo. Sendo assim, teve Pacheco Pereira razão e não tive eu.

Não acredito que o meu possível lapso contribua para o ano negro a que estamos condenados ou para ser mote de programa televisivo, mas quero acrescentar a estas duas coisas uma terceira: sei que acalmo a arritmia cardíaca do comentador anónimo, ou nem tanto, mas fico eu com palpitações pelo receio de estar a estragar a pré-gravação do próximo Ponto Contra Ponto, fortaleza crítica do que se lê, se ouve e se vê por aí.

16 comentários em “A terceira coisa”

    1. Fortaleza. Tal e qual: é a porta de armas desse legado dos castelhanos erguido durante a ‘União Ibérica’ filipina e cujo nome de antanho era Fortaleza de S. Filipe.

  1. Mea culpa, que também pensei ver um presépio onde havia só enfeites de Natal. O video esclareceu-me. No próximo Natal, por oposição à figura do Menino Jesus (conservadora e retrógada para a moderna esquerda, suponho), sugiro um Pai Natal escalador na lareira de Sócrates. Tem tudo que ver com a imagem do nosso primeiro…

    1. Ah! Eu sabia que podia contar contigo nesta hora difícil! Espero não ter estragado o “Ponto Contra Ponto” mais do-có-que devia.

      (Que tal um trenó com renas a andar à roda nos corredores do Freeport?)

  2. João essa, “Fortaleza”, sim, é de manter ;))
    Estou mesmo a presisar de ir aí comer a sopa do mar que o João reservou para mim. E, já agora, revisitar esse belíssimo lugar- como se dizia no meu tempo – a Fortaleza do Monte Brasil – vejo pela foto que têm cuidado bem desse património, ou não?

  3. Onde é que eu já vi isto.
    E sopa do mar.
    E Monte Brasil.

    Ponto por ponto prefiro o de rebuçado!

    Herrar é umano. E um humano bonito reconhece (-se)

    E eu já senti a falta das trocas de comentários de ambosdois.

    :))))

  4. É bom ver que mesmo anónimo, vale a pena falar.

    Dizer o meu nome ou não, é indiferente.

    O que não é indiferente é o que se diz. Como o seu post bem demonstra.

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