Há dois ou três dias, estava eu de regresso a casa, escrevi aqui sobre o Ponto Contra Ponto de Pacheco Pereira e o «Bloco Central das Lareiras» a que acabara de assistir. Distinguia ele os cenários das mensagens natalícias de José Sócrates e de Manuela Ferreira Leite por aquele ter uma Árvore de Natal e esta não dispensar o símbolo religioso que é o Presépio. Contrariei o autor: «ambos têm um Presépio visível em cima da respectiva lareira, embora o de Sócrates seja mais pequeno, esteja mais afastado e não inclua um par de lunetas para ser visto por quem não quer vê-lo».
Um comentador anónimo, ou nem tanto, enviou-me o link para um vídeo da mensagem de Sócrates, no qual pude ver que o que me pareceu um Presépio parece ser, afinal e com as minhas lunetas, um enfeite festivo. Sendo assim, teve Pacheco Pereira razão e não tive eu.
Não acredito que o meu possível lapso contribua para o ano negro a que estamos condenados ou para ser mote de programa televisivo, mas quero acrescentar a estas duas coisas uma terceira: sei que acalmo a arritmia cardíaca do comentador anónimo, ou nem tanto, mas fico eu com palpitações pelo receio de estar a estragar a pré-gravação do próximo Ponto Contra Ponto, fortaleza crítica do que se lê, se ouve e se vê por aí.


Isso não é o Forte de S. João Baptista em Angra do Heroísmo?
Fortaleza. Tal e qual: é a porta de armas desse legado dos castelhanos erguido durante a ‘União Ibérica’ filipina e cujo nome de antanho era Fortaleza de S. Filipe.
Mea culpa, que também pensei ver um presépio onde havia só enfeites de Natal. O video esclareceu-me. No próximo Natal, por oposição à figura do Menino Jesus (conservadora e retrógada para a moderna esquerda, suponho), sugiro um Pai Natal escalador na lareira de Sócrates. Tem tudo que ver com a imagem do nosso primeiro…
Ah! Eu sabia que podia contar contigo nesta hora difícil! Espero não ter estragado o “Ponto Contra Ponto” mais do-có-que devia.
(Que tal um trenó com renas a andar à roda nos corredores do Freeport?)
Eheheheheheh. Essa também é uma boa sugestão. O caso Freeport está mesmo uma pescadinha de rabo na boca…
Errata: retrógrada.
Tu? Hehehe…
Ou os filmes que ando a ver… eheh
A febre alta pôs-te a ver coisas…
João essa, “Fortaleza”, sim, é de manter ;))
Estou mesmo a presisar de ir aí comer a sopa do mar que o João reservou para mim. E, já agora, revisitar esse belíssimo lugar- como se dizia no meu tempo – a Fortaleza do Monte Brasil – vejo pela foto que têm cuidado bem desse património, ou não?
Tenho feito tudo para a sopa do mar não arrefecer, Maria. Conto consigo.
Onde é que eu já vi isto.
E sopa do mar.
E Monte Brasil.
Ponto por ponto prefiro o de rebuçado!
Herrar é umano. E um humano bonito reconhece (-se)
E eu já senti a falta das trocas de comentários de ambosdois.
:))))
“.. ambosdois ” – é bom – um trio – é muito melhor.:))
Maria, também já tinha saudades…
Bem visto, Maria. E Maria. Ou seja: bem visto, Marias.
É bom ver que mesmo anónimo, vale a pena falar.
Dizer o meu nome ou não, é indiferente.
O que não é indiferente é o que se diz. Como o seu post bem demonstra.
Quem escreve muto corre riscos, como V. bem sabe. Tem até obrigação de sabê-.lo mais do-có-que eu sei.