Governos europeus é que era


jmmcc,

José Sócrates está em Paris (que mande de lá saudades, que é coisa que cá não deixou), onde já se mostrou útil a Portugal: defendeu que a Europa deve ter um governo económico.

Finalmente, revela-se nisto uma iniciativa da maior lucidez. Não sei o que os restantes Estados-membros da UE pensam sobre o assunto, mas para nós é a única saída: face à manifesta incapacidade do nosso governo para encarar e resolver o problema económico, sempre é melhor entregarmos a governação a quem saiba governar-nos por controlo remoto. E Sócrates, afinal, tem noção disto.

Já agora, se não for pedir muito, valia a pena defender que a Europa tivesse um governo para as obras públicas, mais um governo fiscal e financeiro, outro para a Justiça e, pelo menos, outro para a Educação. Enfim: a Europa deve ter uma data de governos centralizados. Não digo que fosse para todos, mas ao menos para Portugal.

12 comentários em “Governos europeus é que era”

  1. A melhor frase de Sócrates é esta: “A resposta à crise teve em conta as lições da História”. Gostava de saber quais foram as lições que pesaram nas opções que ele tem tomado para Portugal!

  2. É o que nos vai acontecer, mais dia menos dia: já que não somos capazes de escolher cá dentro quem saiba governar-nos, forçosamente virá de fora quem ponha isto na ordem.
    É da História – a tal que não figurava entre as quatro cadeiras com que o prof. Morais deu a “licenciatura” ao suposto engenheiro.

  3. “Olá, meu Caro!” Até que enfim que este homem tem um momento de lucidez (temos de o mandar mais vezes a Paris que, pelos vistos, lhe faz bem) e fosse hoje o dia em que começássemos a ser governados por alguém que o soubesse fazer na realidade e outro galo nos cantaria. Pelo menos, deixaríamos de atribuir a estes ‘governantes’ o ‘eterno galo’ da nossa governação. Até poderia ser que não fosse grande coisa mas, pior do que esta, é que nunca poderia ser.

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