Woodstock 40 anos depois


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Faz hoje 40 anos que terminou o festival de Woodstock. Independentemente da  avaliação que se faça, hoje, do evento da “Paz e Música”, menosprezar  o que por lá se passou é desvalorizar um episódio que marcou a história contemporânea.

Durante  três dias, 500 mil pessoas assistiram, com o maior civismo, à exibição das melhores bandas e artistas da época. Faltaram os “Doors”, é certo (Jim Morisson já se deve ter arrependido mil vezes…), mas por lá passaram nomes  como Joan Baez , Jimi Hendrix, Janis Joplin, Santana, Neil Young, Crosby Stils& Nash and so on…

Houve uma tentativa de organizar um festival comemorativo dos 40 anos de Woodstock, mas a violência durante o Festival evocativo dos 30 anos, em 1999, e a crise actual desmobilizaram os patrocinadores.

De Christiania a El Bolsón é possível, no entanto, encontrar comunidades que procuram manter o espírito de Woodstock. Uns fazem-no mal, outros mostram que ainda é possível resistir. Como se pode ler aqui.

Oh freguês, vai um tirinho?


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A política portuguesa está reduzida à dimensão dos clubes de fãs. Provam-no a proliferação de blogs de  apoio aos “queridos líderes”, as declarações de Aguiar Branco no comício do Pontal, ou as de Vital Moreira  durante a campanha para as europeias.

Não se discutem medidas para resolver  os problemas do país. Fazem-se ataques pessoais. Lançam-se para o ar insinuações mais ou menos torpes. Levanta-se a suspeição sobre o adversário de forma velada ou explícita. Não se discutem programas (alguns não o podem fazer porque nem sequer os têm…). Na escolha dos deputados, os  líderes não pretendem  estabelecer pontes com os adversários internos, mas sim eliminá-los.

O  comportamento das Jotas também não nos deixa qualquer margem para depositar neles uma esperança no futuro. Seguidistas, falhos de imaginação, sem centelha de arrojo, não procuram marcar a diferença. Envelheceram antes do tempo, nessas escolas  pérfidas, onde aprendem a cantar o hino e a dizer ámen ao líder, seja ele qual for. O seu único objectivo é assegurar um emprego  futuro, porque o mercado de trabalho não lhes dá garantias de sucesso na sua vida profissional.

A política portuguesa segue a tendência da sociedade lusa. Cada vez mais pimba, prefere Tony Carreira a Rodrigo Leão. Os fãs degladiam-se em defesa dos seus ídolos, mesmo quando eles não passam de bonecos de feira animados. Portugal parece cada vez mais uma Feira Popular onde os visitantes se detêm, na tenda do sr Silva, seduzidos pelo apelo  “Oh freguês, vai um tirinho?”.  Incapazes de resistir, os fãs pegam na arma e procuram acertar na figura do adversário. Como é frequente nas feiras as armas estarem descalibradas, de vez em quando fazem pontaria ao adversário, mas acabam por acertar no seu próprio ídolo. Os passantes que assistem à cena deixam escapar sonoras  gargalhadas.

A única esperança é que, alguns passos à frente, parem para reflectir e se apercebam de que isto assim não pode continuar. Que voltem atrás, confisquem as armas viciadas, chamem a ASAE para encerrar a loja do sr Silva, por estar a fazer batota, e unam os seus esforços para devolver  a credibilidade à política e ao país.

Afinal, Chávez está no meio de nós…


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Os cartazes do CDS/ PP são um bom exemplo de demagogia e populismo barato. Para além do cartaz que se vê na imagem, há outro onde se pergunta: "É justo dar o rendimento mínimo a quem não quer trabalhar?"

Na impossibilidade de retirar votos à ala mais reaccionária do PSD, hoje bem representada pela sua líder, o CDS/PP pisca o olho à extrema direita, apropriando-se de um discurso que tem muitos adeptos nas camadas da população menos informadas e instruídas. Ou seja, recorre às mesmas armas que servem para criticar Chávez: demagogia e populismo.

"Habemus Chávez!"

O lado B do 31


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Resisti a  pronunciar-me sobre o “não caso” 31 da Armada. Os desenvolvimentos  recentes, porém, obrigam-me a dedicar-lhe um post.
Começo por fazer um “rewind” para dizer que  me fartei de rir com a situação e congratulei-me pelo facto de ainda haver jovens irreverentes capazes de praticar actos que, embora nada tenham de revolucionário, nem pretendam  ser mais do que um “sketch” para captar audiências, revelam ousadia e inconformismo perante o panorama cinzentão que, diariamente, nos é oferecido neste país de acomodados. Os “Gato Fedorento”, ou os “Contemporâneos”,  talvez estejam a esta hora a lamentar não se terem lembrado de algo semelhante. Já agora a JSD poderia pedir a colaboração desta malta para fazer uns vídeos, porque o que por aí anda a circular na Net, para além de ser de um enorme mau gosto, cheira a bafio de Estado Novo que tresanda. Como é que há jovens tão velhos?
Posto isto, vamos ao que interessa…  Os rapazes  decidiram, posteriormente, devolver a bandeira à CML. Pareceu-me uma atitude mais provocatória do que de boas maneiras, mas talvez me engane, pois pode ter sido aconselhada por alguém que previu as consequências de uma apropriação ilegítima da bandeira da cidade. Entre brincadeira e furto, vai uma grande distância.
A razão que me levou a escrever sobre o assunto está relacionada com os pedidos de benevolência que começaram a surgir em alguns sectores. Obviamente que ninguém espera (ou deseja, suponho…) que os rapazes sejam presos, mas tenho a impressão que algumas das vozes que reclamam “solidariedade” com os 31 seriam as primeiras a pedir  que a justiça fosse aplicada, no caso de um grupo de jovens do Partido Comunista revelar a mesma audácia (coisa que considero manifestamente improvável) e hastear, nos Paços do Concelho, uma bandeira da Internacional. Num ápice  passariam da complacência às reacções inflamadas perante o ultraje.
E já agora também seria engraçado  ver  as reacções, se por acaso a PSP decidisse  passar uma esponja sobre o assunto. A PSP deve cumprir as suas obrigações e agir em conformidade com a Lei, mesmo em situações em que o furto nos faz apenas sorrir.
Desculpem se me enganei…

Rostos do Sul (1)


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Margarita Mbywangi

 

Aos 5 anos, esta mulher  foi raptada da tribo onde vivia,  por colonos  brancos que a venderam como escrava a fazendeiros. Trabalhou  durante mais de 20 anos, até conseguir recuperar a liberdade.  Regressou  à sua tribo, tendo-se tornado na primeira mulher a chefiar a tribo Aché.

Em 2008,  foi eleita para o Senado do Paraguay, integrando as listas do Movimento Popular Tekojoja  e o presidente Fernando Lugo nomeou-a ministra para os Assuntos Indígenas.

Margarita Mbywangi  tem 47 anos. É órfã desde os 4, porque a mãe foi assassinada pelos  "democratas libertadores” da América Latina.

Hoje em dia,  é o rosto da luta do povo indígena sul-americano, a que tem dedicado toda a sua vida.

 

Não costumo dedicar os meus posts, mas abro uma excepção para o Bruno, cuja ignorância (pelo menos em relação à América Latina) casa bem com o comentário arrogante que ontem deixou no post que escrevi sobre as ditaduras. Este é um estímulo para  estudar alguma coisa,  antes de escrever disparates.

Há ditaduras boas e más?


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As ditaduras militares latino-americanas sempre foram aceites com alguma compreensão pela direita europeia  e entusiasticamente apoiadas pelos Estados Unidos e pela Igreja Católica.

Nunca  os ouvi condenar a censura,  os crimes hediondos das ditaduras militares, as torturas, a subjugação dos povos indígenas.  Pelo contrário, ouvi-os respirar com algum alívio quando Pinochet  conseguiu escapar  às malhas da justiça,  com o seu velado  apoio.

Quando os países latino-americanos começaram a tentar libertar-se das ditaduras, a imprensa ocidental começou  logo a encontrar ditadores em cada um dos líderes democraticamente eleitos. 

Não me consta que Chávez tenha  torturado e mandado matar os seus adversários políticos. O mesmo não se pode dizer de Uribe, o aliado dos EUA, que ainda no ano passado perseguiu e mandou matar  vários sindicalistas. Não li uma linha sobre isso na imprensa portuguesa.

Curiosamente, a direita calou-se poucos dias depois de uma trupe de militares ter expulsado o presidente das Honduras, mas deu grande relevo ao encerramento  de algumas rádios locais, ordenada por Chavez. 

A Rádio Federal de Buenos Aires divulgou há dias uma extensa lista de canções, cuja difusão foi proibida pela ditadura militar. Teria sido uma boa altura para recordar aquele período de terror. Nem uma linha na imprensa portuguesa. Nem um comentário da direita portuguesa.

Interessa-me pouco a liberdade de imprensa quando  vejo a morte de  pessoas que me são  queridas  ser  escamoteada ou branqueada por essa mesma imprensa "livre e democrática".  Ou quando não dá o devido relevo ao facto de as grandes multinacionais do desporto, como a Nike ou a Adidas, terem escrito a Hillary Clinton, pedindo “a  restauração da democracia nas Honduras” porque já perceberam que o apoio aos golpistas lhes está a provocar incomensuráveis prejuízos.

Não  faltam relatos sobre as sanguinolentas  ditaduras latino-americanas mas, curiosamente, alguma imprensa portuguesa  insurge-se contra pretensos ditadores bolivarianos,  cujo único crime é pretenderem  libertar os seus povos do jugo americano e da exploração de multinacionais pouco escrupulosas.

Tenho dificuldade em compreender aqueles que acusam alguns líderes sul-americanos de ditadores e  aceitam, com naturalidade, que Alberto João Jardim esteja no poder há quase 40 anos. Numa democracia sã nenhum líder é sucessivamente eleito durante tanto tempo. Jardim está no poder graças ao silenciamento da oposição e à subserviência dos sucessivos governos que nunca tiveram coragem de pôr um travão aos  gastos sumptuários do líder madeirense e lhe prestam vassalagem sujeitando-se a enxovalhos que nenhuma figura de Estado deveria aceitar.

Corre-me nas veias sangue de  vítimas das ditaduras latino-americanas. Conheci, pessoalmente, alguns  dos "desaparecidos" durante a ignóbil ditadura argentina, que enchia helicópteros com dissidentes, para os lançar VIVOS nas águas do Atlântico, ao largo de Península Valdez. Isso impressiona-me muito mais do que o encerramento de algumas rádios locais (o que não significa que esteja de acordo, sublinhe-se…)

Penso que aos latino-americanos, também. Não me refiro aos imigrantes, descendentes de europeus, que para lá foram fazer a sua vida. É mesmo dos latino-americanos que falo.

 

Em tempo: Hoje o DN  traz um artigo de opinião ( não assinado, mas com destaque) sobre a lista divulgada pela Radio Federal de Buenos Aires. Falta lá o "Je t’aime moi non plus", por exemplo, mas  destaca-se os 30 mil "desaparecidos" durante o regime de Vidella. Saúdo o autor por isso.

Muhammad Yunus


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Muhammad Yunus vai receber, hoje, a mais alta condecoração civil outorgada pelos Estados Unidos: a medalha presidencial pela Liberdade. A altíssima distinção  com que  Barack Obama  vai distinguir Muhammad Yunus é o reconhecimento da obra de um homem que fez mais pelo combate à pobreza do que qualquer político mundial.

Como salientou Obama,  Muhamad Yunus  foi um agente de mudança, que  viu um mundo imperfeito e agiu no sentido da sua melhoria, superando grandes obstáculos pelo caminho.

Ao criar o Banco Grameen e o microcrédito, este economista banqueiro tirou da miséria milhares de cidadãos condenados à pobreza e à fome. Deu à sua vida um outro rumo, onde a palavra empreendedorismo cintila como uma mensagem de esperança.

O microcrédito foi adoptado em muitos países do mundo, transportando consigo essa mensagem de esperança para muitos que já a tinham perdido, na voragem deste mundo de liberalismo selvagem. Recebeu, por isso, o Prémio Nobel da Paz.

Há uns meses, tive a oportunidade de o entrevistar. Fiquei impressionado com a sua simplicidade. Em nenhum momento vislumbrei no seu rosto uma réstea de vaidade. Apenas a reacção natural de quem tem a sensação de que o mundo poderia ser bem melhor se a volúpia e ambição dos homens não o tornassem tão injusto. Se não houvesse tanta promiscuidade entre política e finança. Da rasca, onde militam os Jardim, os Rendeiros, os Costas e “tutti quanti”. Não da alta, onde ainda é possível encontrar gente digna.

Um exemplo para um mundo onde os banqueiros são olhados como seres superiores, pelo simples facto de  praticarem a usura e olharem para os mais desfavorecidos como “indignos de aceder ao crédito”.

Um exemplo para os políticos que transportam ao colo usurpadores, vigaristas de chinela que gastam numa hora de charutadas o vencimento de um trabalhador médio, que investem o dinheiro dos outros com a displicência de quem joga na roleta e nos atiraram para esta situação miserável, culpando agora os políticos de serem os responsáveis pela bancarrota.

Não sou lírico ao ponto de acreditar que os problemas do mundo se resolveriam com o microcrédito, mas não tenho dúvida que seria melhor se os bancos funcionassem a favor da sociedade e não apenas para proveito de meia dúzia de gananciosos.

Por um dia, deixem-me acreditar que Obama está a dar ao mundo um sinal de que é imperiosa a mudança do sistema financeiro mundial. Por um dia, apenas, quero acreditar nisso, porque amanhã as notícias que vão chegar da América Latina me vão despertar do sonho e mostrar que os desígnios de Obama são bem diferentes daqueles que esta homenagem a Muhammad Yunus pretende transmitir.

Mas amanhã é outro dia…

 

( Também nas Crónicas do Rochedo)

Descubra as diferenças…


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Depois de ler este post do João, fui tentar descobrir as diferenças entre  o PS e a direita. Foi difícil, mas consegui. Ora vejam.

 

Atitude na governação

Nenhum dos  líderes dos três partidos usa a palavra verdade no seu dicionário. Consta até que quando MFL viu os cartazes “Política de Verdade” terá  perguntado: Bem, Política ainda sei mais ou menos o que é, mas alguém me explica o significado de Verdade?

Cada um à sua maneira cultiva a arrogância. Então o que os distingue? Descobri!

MFL quer suspender a democracia.

Sócrates alimenta-nos a ilusão de viver em democracia.

Paulo Portas pergunta “mas o que é isso de democracia?”

 

Investimento público

PS – Anuncia que faz, mas primeiro encomenda muitos estudos e pareceres, para satisfazer as clientelas. Quando a obra está pronta já ninguém se lembra para o que serve. Sócrates aproveita para proceder à 15ª inauguração de uma obra anunciada três anos antes.

PSD e PP – Ambos são contra o investimento público, mas há uma coisa que os distingue. O PSD faz os investimentos que criticara quando estava na oposição, depois de satisfazer a sua clientela com novos estudos e pedidos de pareceres. O PP vai para a piscina do jardim brincar às guerras e quando se cansa de brincar, compra submarinos e helicópteros a sério.

 

Políticas sociais

PS – Aumenta a idade da reforma, reduz as reformas, põe a  classe média à míngua, nada faz no combate à pobreza.

PSD – MFL reconheceu numa conferência de imprensa que esse é um problema que a preocupa desde o ano passado. Compreende-se que não saiba ainda o que vai fazer, para além de enriquecer as seguradoras e os bancos com o sistema de segurança social privado.

PP – Políticas sociais? Só para alguns  velhinhos. Quanto ao resto o seu lema é: “Vão trabalhar, malandros!”

Estão esclarecidos? Eu também…

Com a verdade m’enganas (3)


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Maria José Nogueira Pinto disse ontem, à SIC, que  a inclusão de António Preto na lista de Lisboa não punha em causa  a necessidade de o próximo governo reabilitar a ética, “uma vez que está a concorrer ao Parlamento e não ao governo”.

Curiosa esta posição da ex-líder centrista. Quando um partido defende a ética, apenas a aplica a membros do governo. Os deputados podem ser corruptos, fugir aos impostos, traficar droga e, se calhar, até ser pedófilos, porque não põem em causa a seriedade do governo, formado pelo partido que indicou essa gente para o Parlamento e obteve a maioria.

Esta desvalorização das listas de deputados e a tentativa de branquear a decisão de MFL, insistindo que  nada têm a ver com a formação de um futuro governo, tem vindo a ser veiculada, com alguma insistência, por alguns apoiantes de MFL. 

Para além de hipócrita – todos sabemos que os governos são  maioritariamente formados a partir das listas de deputados – esta posição  é perigosa para a democracia. Ao desvalorizar o papel da AR,  transmite-se a ideia de que o acto eleitoral tem afinal pouca importância  e que a eleição não é para escolher  deputados, mas sim um líder. Pervertem-se as regras da democracia, mitigando-as com práticas do Estado Novo, onde o papel dos deputados se resumia a marionetas sempre prontas a virar a cabeça para o lado que o chefe mandasse.

Não me admira que MJNP e MFL apreciem o género mas, ao dizê-lo de forma tão explícita, estão a  dar um sinal claro ao eleitorado: se o PSD vencer as eleições, a democracia passará a ser uma mera figura decorativa. Com MJNP a desempenhar um cargo ministerial, obviamente.

Para Portugal ser um circo, apenas faltam os palhaços… mas candidatos ao lugar não faltam. Como a Brites, por exemplo…

O lado B da Ética


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Dizem os jornais que Cavaco Silva ficou estupefacto com a não inclusão do Professor  Lobo Antunes no Conselho Nacional de Ética e Ciências da Vida. Sinceramente, duvido. Não estou a ver o PR estupefacto. Não encaixa no seu perfil. Quando muito terá ficado irritado. Com razão, porque LA é uma figura de mérito inquestionável.

Há muito percebi como Sócrates é hábil a afastar pessoas incómodas. Faz parte do seu carácter só apreciar pessoas que lhe prestem vassalagem. Por isso não me espanto.

Espanto-me, todavia, com a forma como a questão tem sido analisada a nível da imprensa e de grande parte da blogosfera.

A ser verdade que o governo se comprometeu com o PR a nomear LA, não terá o PR exorbitado um pouco as suas funções, ao interceder pelo Conselheiro de Estado?

Ainda não li um comunicado da PR confirmando a estupefacção. Apenas notícias citando fontes não identificadas e eu sei bem o que isso pode significar.

Não sendo as nomeações da exclusiva responsabilidade do governo, por que razão não foi LA indicado pelo PSD, ou por alguma das instituições não tuteladas pelo governo? Confiaram na palavra do governo? Mas não foi MFL que disse não acreditar numa única promessa de Sócrates? Importam-se de me dizer quem se comprometeu?

Quando se quer fazer barulho, é fácil. Quando se opta por ser objectivo e dar aos leitores notícias em vez de ruído, é que se torna mais difícil.

Em minha opinião, alguma imprensa perdeu uma boa oportunidade para  demonstrar que se pauta por princípios éticos. Foi pena.

Preso por ter cão…


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Quando António Costa  determinou o encerramento  dos bares do Bairro Alto às duas da manhã, choveram críticas de todo o lado. Acusaram-no de não defender os interesses dos comerciantes, de fomentar o desemprego, de ser demagógico. Uma semana depois de a medida ter sido tomada, os comerciantes anunciavam que tinham sido despedidas 400 pessoas.

No seguimento do acordo então estabelecido com os comerciantes, foi feita uma reavaliação da medida e autorizada  a abertura dos bares até às 3 da manhã.  Santana Lopes foi o primeiro a criticar, dizendo que António Costa estava a defender os interesses dos noctívagos!

Esta crítica poderia ser motivo para estrondosa gargalhada, não se desse o caso de revelar  baixeza e hipocrisia, mas adiante…

Na sexta-feira ocorreu um crime no Bairro Alto, por volta das 4 da manhã. Tanto bastou para as alcoviteiras do costume saírem a terreiro,  estabelecendo nexos de causalidade entre o crime e o alargamento do horário de encerramento dos bares.  Fingindo ignorar que o último crime violento  no Bairro Alto ocorrera às 3 da tarde!

A TVI e o rigor informativo


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A TVI fez a transmissão em directo dos jogos do Mundialito em futebol de praia. Hoje, durante o jogo decisivo, passaram o tempo todo a dizer que, para ser campeão, Portugal teria de vencer o jogo por 3 golos de diferença. O resultado final foi de 6-4 favorável a Portugal. A TVI declarou a Espanha como vencedora.

No areal os jogadores portugueses festejavam de forma eufórica, a TVI encerrou a transmissão de forma abrupta e eu fiquei a matutar nas razões dos festejos dos jogadores portugueses.

Acabo de ser informado pela RTP  que Portugal tinha sido o vencedor do torneio. Fui confirmar. Não há dúvidas, Portugal ganhou mesmo.

O mínimo que se pedia a quem fez a cobertura integral do torneio era que soubesse os regulamentos. Se este  rigor informativo da TVI se aplicar a algumas investigações que têm feito correr muita tinta, estamos conversados…

 

Volta a Portugal em bicicleta


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Cândido Barbosa conquistou a camisola amarela na 1ª etapa da Volta a Portugal, mas perdeu-a logo no dia seguinte.

Disse-me uma joaninha que não foi por demérito do ciclista. Acontece é que, depois de dar várias entrevistas às televisões, recebeu um SMS da ERC lembrando que, sendo candidato em lugar elegível, pelo PSD, à Câmara de Paredes, estava abrangido pela directiva da entidade reguladora, que impede a participação dos candidatos em programas que lhe possam dar notoriedade.

Cenários


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AS ALIANÇAS (IM)POSSÍVEIS

 

A  única (quase) certeza, em relação aos resultados de 27 de Setembro, é que nenhum dos partidos terá maioria absoluta. Provavelmente, os eleitores também não  irão votar no sentido de permitir uma reedição da aliança PSD/PP, lembrados que estarão da forma como acabou esse governo liderado pelo trânsfuga  Durão Barroso.

Assim sendo, o mais provável é que acordemos, no dia 28 de Setembro, num país ingovernável. Mas será mesmo assim? Talvez não.

Suponhamos que o PS ganha as eleições sem maioria absoluta, mas que  a soma dos seus deputados com  qualquer dos outros partidos  viabiliza a formação de um governo.

O PCP permanecerá, obviamente, na sua postura  orgulhosamente só, esgrimindo como bandeira  a força mobilizadora das classes trabalhadoras.

É sabido que o BE rejeita qualquer acordo  com o PS que viole os seus princípios programáticos. Compreende-se. Um partido de esquerda não pode apoiar um partido que aprovou um Código do Trabalho fortemente lesivo dos trabalhadores, retirando-lhes  direitos e regalias, e, acima de tudo, não cumpre as suas promessas. 

Como não é previsível que Sócrates se disponha a virar, um centímetro que seja, à esquerda, o PS só poderá  governar com apoios à sua direita (CDS/PP) ou com o partido gémeo (PSD).  Mas estará  a mana dizigótica  disposta a viabilizar um governo com o gémeo desavindo, mesmo que isso não implique um novo Bloco Central, mas apenas um acordo de incidência parlamentar? MFL  já foi clara. Nunca  fará qualquer entendimento com Sócrates.

Resta então o CDS/PP, um partido ambivalente, que não enjeitará, à partida, uma aliança com nenhum dos manos desavindos.

O outro cenário assenta numa maioria relativa do PSD, com as mesmas condicionantes.

Se os resultados eleitorais permitirem uma aliança de governo com o PP, estará encontrada a solução.  Parece bom, mas não é.  Sócrates vai lembrar-se que afinal era socialista e será capaz de se aliar, na rua, com os partidos à esquerda, que sempre repele quando é governo. (Isto, partindo do princípio que Sócrates se manterá à tona e não será substituído por alguém que devolva ao PS o seu lugar porque, se assim for, as ruas ficarão ainda mais animadas). O clima no país tornar-se-á insustentável. Cavaco ficará com a reeleição comprometida em 2011 e Manuel Alegre terá um passeio triunfal até Belém.  Excepto, claro, se Sócrates não se lembrar de  repetir a façanha de 2006 e apresentar um candidato alternativo, ou  MFL – com o apoio de Cavaco e Jardim – realizar o seu sonho de suspender a democracia durante uns tempos. Com Manuel Alegre em Belém, MFL não se aguentará mais de seis meses. A sua capacidade de diálogo ou abertura é nula (como o prova a constituição das listas de deputados), não suportará o ruído nas ruas, nem  um veto presidencial. Assim, lá teremos novas eleições no Outono de 2011.

Mas  estará  MFL impedida de formar governo – uma vez que não conseguirá apoios à esquerda?  Talvez não. É bom lembrar que, ao contrário de MFL, Sócrates nunca disse que não viabilizaria um governo do PSD. Também não disse que o faria, é verdade mas, como sempre, não abre o jogo.

Creio ter chegado a altura de Sócrates  dizer aos eleitores, sem evasivas, qual será a posição do PS perante este cenário. Todos teremos a lucrar com essa clarificação. Se Sócrates abrir a porta a um entendimento parlamentar com o PSD, a esquerda do PS  irá reforçar a votação do BE. Se recusar essa hipótese, estancará a sangria e criará condições para uma eventual vitória  que lhe permita formar governo com o PP.

Em qualquer destes cenários, duas coisas me parecem  óbvias. No dia 28 de Setembro  o país acordará  preparado para ser governado mais à direita, embora a soma aritmética dos deputados possa indicar uma maioria de esquerda. Como é isso possível? Pela simples razão de se continuar a insistir na tecla de que o actual PS é um partido de esquerda. Não é.

A outra conclusão – não tão óbvia – é que o mais pequeno partido do espectro parlamentar poderá ser decisivo na viabilização de um governo mais ou menos estável. Resta saber com quem prefere Paulo Portas aliar-se.

Tenho a sensação que o PP prefere uma aliança com o PS. Dá-lhe garantias de maior estabilidade (o PSD não se aliará ao PCP e ao BE para  derrubar o governo), dar-lhe-á mais protagonismo e poderá exercer mais influência nas decisões governativas (MFL manterá sempre um controlo mais apertado sobre Portas do que Sócrates).

Pensando apenas na estabilidade governativa, creio que será, apesar de tudo, menos penalizadora para o país uma aliança PS/ PP, do que PSD/PP.

Como dirão Louçã ou Jerónimo de Sousa, entre os dois venha o Diabo e escolha.

Porque será?


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Logo a seguir a ter  tomado posse, Sócrates ameaçou combater os interesses corporativos das farmácias, abrindo uma guerra com o presidente/dono da ANF,  João Cordeiro.
A atitude “naïf” de Sócrates provocou-me alguns sorrisos. Como era possível que um  primeiro-ministro não soubesse que as farmácias são um dos lobbies mais poderosos, com tentáculos por toda a parte?
Alguém terá explicado isso ao PM  e ele emendou a mão, recuando nas suas promessas de disciplinar o sector, mas ficou refém, durante toda a legislatura, do lobby que não lhe perdoou a afronta.
Sempre que o governo pretendeu, de forma tímida, fazer alguma reforma, argumentando o interesse dos consumidores e dos utentes de saúde, João Cordeiro reagiu de forma inopinada. No dia 24 de Julho, a afronta de João Cordeiro atingiu o clímax. Convocou uma conferência de imprensa para zurzir no governo. Insultou o PM. Anunciou que iria divulgar documentos que revelavam todas as negociatas que estavam por detrás da medida que permite a abertura de farmácias de venda ao público, dentro dos hospitais.
Duas horas depois, através de comunicado, veio dar o dito por não dito e dizer que afinal estava mal informado.

Pediu desculpas por ter mentido aos portugueses?
Pediu desculpa ao PM por o ter insultado publicamente, baseando-se numa notícia falsa que ele próprio se encarregara de “redigir”?

Não. Como se nada fosse voltou à sua vidinha de defensor dos interesses da corporação.
Que fez o PM? Reagiu, aproveitando mais esta calúnia para tirar dividendos a seu favor? Não. O que terá levado Sócrates a “meter a viola no saco” e canalizar a sua ira contra Louçã, que na mesma hora acusava o PS de andar a pescar em águas do BE?

Gostava de saber a resposta, porque o silêncio de Sócrates em relação às acusações de João Cordeiro intriga-me.

As rosas do jardim dele


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Assim de repente, quem lê isto, pode pensar que se trata de uma decisão de última hora do Grande Jardineiro da esquerda democrática, para cuidar da saúde das rosas do seu jardim. Efectivamente, não é.

A medida do Grande Líder da esquerda democrática (cof! cof! cof!) de premiar os seus fiéis servidores foi tomada muito atempadamente e cumpriu duas funções: atraiu ao Jardim das Rosas muita laranja enxertada e alguns bicharocos muito populares, seduzidos com a prebenda.

Quando a lei foi aprovada, há quase 3 anos, chamei a atenção para este desvelo do Fiel Jardineiro, mas ninguém deu importância.

Última Hora: O governo acaba de anunciar que a Lei foi alterada e que esta medida foi da responsabilidade de um executivo anterior, mas sem dizer qual. A César o que é de César.

 

Blog Conf do Bloco (1ª parte)


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A MINHA PRIMEIRA VEZ

(Reportagem em diferido)

 

Foi a minha primeira vez nestas andanças. Levava engatilhadas meia dúzia de perguntas, a pensar que aquilo funcionava como em algumas conferências de imprensa. Tudo ao molho e safa-se quem for mais rápido a disparar as perguntas. Enganei-me…

O Pedro Sales fez uns papelinhos, cada blog tirava um e assim se ficava a saber  a ordem de entrada em cena. Sempre tive azar ao jogo. Resultado, saquei o 9, deixando apenas atrás de mim a Loja de Ideias.

Quando me fui sentar saiu-me a mesa coxa. Felizmente estava enganado. Aquela era para o João Gomes, do Risco Contínuo, que entraria em cena antes de mim.

O calor na sala está insuportável e ainda por cima apanho com um holofote de uns 500kwatts em cima. O BE não é amigo do ambiente? 

Estão todos a comer queques e salgadinhos. Eu atiro-me à água. Servida em garrafas de vidro. Um ponto a favor do Ambiente.

O João Gonçalves entrou de “penetra”, mas não vai fazer perguntas.

Paulo Guinote (Educação do meu umbigo) abre as hostilidades. Fala-se de educação e de eduquês. Francisco Louçã rejeita o modelo de avaliação e lembra a necessidade de mobilizar os professores. Revela ser adepto da escola de Sérgio. Apetece-me aplaudir. Contenho-me.  Fala dos horários escolares, lembra que muitas crianças passam mais horas na escola do que os pais nos seus locais de trabalho. Propostas concretas, não ouvi. A acústica da sala é má…

 

Fora de jogo

 

Entra o Software Livre no Sapo. Discute-se Microsoft na Administração Pública, bandas largas e outras coisas que não percebo. Louçã parece dominar a matéria e estar bem documentado. Estou fora de jogo. Passo.

Joana Mortágua (Les Canards Libertaires) ataca com as polémicas declarações do presidente do Instituto de Sangue e pergunta se não devia ser demitido. Louçã está no seu terreno, mas não cede à demagogia fácil. Começa por elogiar a reacção inicial de Sócrates, defende que deve ser assegurada a qualidade do sangue fornecido aos doentes, mas critica a estigmatização dos homossexuais feita por Gabriel Olim.

Joana Mortágua passa ao elogio dos iates de MFL. Louçã diz que tem dificuldade em comentar declarações da líder do PSD e aproveita para dar uma ferroada. "O secretismo do programa social-democrata demonstra que o segredo é a alma do negócio".

A nova pergunta dos Canards, sobre segurança social, afirma que o sistema não está em falência  neste momento, mas  é necessário tomar  medidas. É contra a privatização do sistema e dá o exemplo do Chile. Com a crise mundial o sistema entrou em colapso e os trabalhadores chilenos têm em risco as suas reformas.

João Vasconcelos (Activismo de Sofá) faz uma pergunta sobre a auscultação da sociedade civil através da blogosfera. Louçã aproveita para falar do programa do BE, “discutido na Internet, linha a linha”.

 

Tiro no porta –aviões

A última pergunta de João Vasconcelos era minha. “Que vai fazer o BE com 10% dos votos? Que responsabilidades está pronto a assumir no apoio a um futuro governo?”

Louçã  afirma que  há  em Portugal um problema de governabilidade: 2 milhões de pobres e, de acordo com previsões do Banco de Portugal, mais 200 mil desempregados no próximo ano. “Queremos uma maioria que mude radicalmente o país. Nenhum voto nosso falhará quando se discutirem medidas de esquerda”.

A sala agita-se. Palmira Silva (Jugular)  faz duas perguntas, acerta dois tiros no meu porta-aviões. Nas respostas,  Louçã reafirma que o Código do Trabalho é uma das questões fundamentais na divergência do BE com o PS. João Galamba insiste. Mas está disposto a ceder em alguma coisa? Antes de responder, Louçã anuncia a candidatura de Pacheco Pereira – cabeça de lista por Santarém. Sorrisos na sala. Ah g’anda Pacheco!

Louçã lembra que, na discussão sobre a corrupção, o BE “fez todas as concessões possíveis”. Entra-se num diálogo mole. Em pano de fundo vejo um futuro debate na AR.

João Villalobos  (Corta-Fitas) entra ao ataque e anima o jogo: “Quais as empresas que o BE quer nacionalizar?” Louçã tenta sacudir para canto. JV insiste. Louçã lá acaba por  falar na EDP e na Galp, mas joga à defesa.

 

Pausa para xi-xi (continua no post abaixo)

Blog Conf do BE (2ª Parte)


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  (Depois da) pausa para xi-xi

Tiago M. Ramalho recebe o passe de JV e dispara: “O que é um juro especulativo?”

Louçâ explica com clareza. (Nem era preciso. O actual governo já fez essa definição). TMR insiste. Já bebi a água toda e ainda um reforço. A minha bexiga não aguenta. Vou fazer xi-xi. Percorro corredores subo e desço escadas, encontro a Loja de Ideias, cuja bexiga era mais impaciente do que a minha. Indica-me o caminho desejado.

Quando regresso à sala já está o 31 da Armada a disparar os primeiros tiros. Não ouvi a pergunta mas, pela resposta de Louçã (“A tragédia da  sociedade portuguesa é a tragédia da mediocridade das elites”), percebi logo que o meu porta-aviões levara mais um tiro. 

Rodrigo Moita de Deus traz à baila os casos JAD e Vale de Almeida. Louçã faz votos que VA contribua para ajudar o PS a cumprir a sua palavra, ao menos uma vez. Não está zangado com a deserção. Em relação a JAD, parece-me que ainda não percebeu o filme todo…

 

Porta aviões ao fundo

 

João Gomes procurou explorar as “dissidências internas” do BE. Ia bem documentado, mas Louçã foi previsível nas respostas. “No pasa nada”. Depois, JG atirou o meu porta-aviões ao fundo. A minha pergunta de ouro: “BE também tentou pescar no PS?”

Louçã é peremptório. Mentira, diz ele. Rosário Gama foi convidada por um grupo de independentes para encabeçar a lista à Câmara de Coimbra, não para integrar uma lista do BE.

Já passaram mais de duas horas. Chegou finalmente a minha vez. Tem a palavra o Delito de Opinião. Vou aos submarinos de reserva. Perguntas sectoriais. Negociações pós Quioto? Sustentabilidade das cidades? Energias renováveis? Que medidas tem o BE para apresentar? 

Louçã concorda com a política do PS em matéria de renováveis, mas não com o modelo de exploração. Reconhece as dificuldades das negociações pós-Quioto, já em Outubro, em Copenhague, mostra-se frontalmente contra a comercialização das emissões (Mercado do Carbono) que permite aos países ricos continuarem a explorar os recursos dos países pobres. Dá o exemplo de Portugal e Moçambique. É a favor das portagens nas cidades e de medidas que tornem as cidades mais limpas.

Regulação? Frontalmente contra as empresas, nas entidades reguladores. Defende a regulação pública e diz que houve um retrocesso na regulação durante este governo. Dá o exemplo da recente decisão da ERC.

É possível mais celeridade na Justiça? Louçã diz que nenhum partido pode fazer essa promessa.

Administração Pública: o que devia mudar? Acabar com as quotas na avaliação, os contratos individuais de trabalho e alterar o modelo de avaliação.

Finalmente, a Loja de Ideias. Teve o mesmo problema que eu, mas conseguiu ir ao baú buscar mais algumas perguntas. Confesso que já prestei pouca atenção, mas ainda deu para perceber que Louçã é contra as primárias nos partidos e está preocupado com o desequilíbrio na captação de competências. “Muitos dos melhores alunos das Faculdades vão lá para fora.”

Eu também. A Blog Conf chega ao fim cerca das 21. A minha primeira vez durou quase 3 horas. Suo em bica. Se bem me lembro, aconteceu-me isso na outra primeira vez.

A “performance”, na altura, também não foi lá grande coisa, mas com a prática talvez melhore…