Depois de ler este post do João, fui tentar descobrir as diferenças entre o PS e a direita. Foi difícil, mas consegui. Ora vejam.
Atitude na governação
Nenhum dos líderes dos três partidos usa a palavra verdade no seu dicionário. Consta até que quando MFL viu os cartazes “Política de Verdade” terá perguntado: Bem, Política ainda sei mais ou menos o que é, mas alguém me explica o significado de Verdade?
Cada um à sua maneira cultiva a arrogância. Então o que os distingue? Descobri!
MFL quer suspender a democracia.
Sócrates alimenta-nos a ilusão de viver em democracia.
Paulo Portas pergunta “mas o que é isso de democracia?”
Investimento público
PS – Anuncia que faz, mas primeiro encomenda muitos estudos e pareceres, para satisfazer as clientelas. Quando a obra está pronta já ninguém se lembra para o que serve. Sócrates aproveita para proceder à 15ª inauguração de uma obra anunciada três anos antes.
PSD e PP – Ambos são contra o investimento público, mas há uma coisa que os distingue. O PSD faz os investimentos que criticara quando estava na oposição, depois de satisfazer a sua clientela com novos estudos e pedidos de pareceres. O PP vai para a piscina do jardim brincar às guerras e quando se cansa de brincar, compra submarinos e helicópteros a sério.
Políticas sociais
PS – Aumenta a idade da reforma, reduz as reformas, põe a classe média à míngua, nada faz no combate à pobreza.
PSD – MFL reconheceu numa conferência de imprensa que esse é um problema que a preocupa desde o ano passado. Compreende-se que não saiba ainda o que vai fazer, para além de enriquecer as seguradoras e os bancos com o sistema de segurança social privado.
PP – Políticas sociais? Só para alguns velhinhos. Quanto ao resto o seu lema é: “Vão trabalhar, malandros!”
Estão esclarecidos? Eu também…

Caro Amigo, gostei muito deste seu artigo
Obrigado!
Dá que pensar, Carlos. Deixas aqui muito pano para mangas.
O que vale, João, é que com o calor que aqui está ninguém precisa de mangas de camisa. Está cá um bafo que nem te conto…
Aqui não está menos. Só para a previsão meteorológica nacional é que está sempre um dilúvio e um vendaval apocalípticos.
Ainda ontem vi o bom do Anthímio, comentando as previsões meteorológicas que lhe foram apresentadas pela SIC. Por lá se dizia que nos Açores está capacete há mais de uma semana, mas não chove. Lembrei-me logo de Macau e das minhas idas aos Açores. Acreditas que nunca vi aí o Sol, João? Bem, mas há uma boa explicação… fui sempre no Inverno!
Aaaahhhh!!!… Ando por São Miguel e Terceira a apanhar sol há três anos. Mas esta semana houve capacete, sim. Um dia quase inteiro…
Belo post, Carlos! Tirando o factor Sócrates, que é tóxico e malfazejo para Portugal, como são trigémeos estes partidos!
São trigémeos, mas dizigóticos…
O efeito deste texto provoca um sorriso daqueles que se nos colam ao rosto, durante um espaço de tempo significativo… 🙂
Mas quando o sorriso se esvai fica um certo amargo de boca que se exprime num esgar melancólico, não é, Ana?
… pode a tristeza sorrir?… pode!… porque há sorrisos assim… ironicamente melancólicos… 🙁
… resta-nos a esperança de um passo em frente… se não fôr “deles” que seja o nosso, cívico e desinteressadamente empenhado 🙂
Só não posso concordar com a premissa inicial, Carlos. Esquerda e direita já se diluiram a tal ponto neste país que é impossível distingui-las, sobretudo se falamos de PS (como esquerda) e de PSD (como direita). Hoje em dia o que temos é um grande centrão cinzento e descaracterizado, dançando conforme a música e as conveniências eleitoralistas. Mas está bem visto, o teu post.
Já tenho aqui escrito sobre esse Centrão, por isso concordo absolutamente contigo. No entanto, a esquerda e a direita existem. Não naquela distinção clássica, mas numa visão moderna da sociedade, onde a opção por determinados princípios e valores.
Tenho pensado nisso bastante ultimamente e há dias (ou melhor há noites…) comecei a acreditar que é possível sair deste fatalismo que nos condena a viver sob o jugo de um Centrão de interesses e tráfico de influências. Acredito que é possível mudar.
Bem, já ia começar a escrever um post sobre o assunto… Vou deixar para mais tarde essa reflexão.
Fico à espera dela com a maior curiosidade. Tenho saudades de acreditar em mudanças, mas a verdade é que as vejo cada vez mais longínquas.
Eu também, mas a culpa é nossa, Ana, porque temos medo de mudar e oferecemos uma enorme resistência a qualquer tentativa de alterar as coisas. Nesse aspecto, não posso deixar de concordar com Sócrates. O grande problema é que ele optou por mudanças que tornaram a sociedade portuguesa mais desequilibrada e mais injusta.
Claro que a culpa é nossa, isso é verdade. Mas para haver mudanças tem de haver alternativas credíveis, e não as vejo. Mudar por mudar, ou mudar para pior – o que que aconteceu com Sócrates, como dizes – é pior ainda.
Sócrates há-de ficar na História como o homem que nos tirou a esperança. Receio é que a alternativa MFL nos possa vir a retirar o resto.
Também não acredito na alternativa PSD por achar que será mais do mesmo, ou pior ainda. Mas não resisto a dizer-te que, quando nos tiram a esperança, não sei o que mais possa restar.