Hay que tenerlos


cronicasnofeminino,

A notícia do dia, além do suícidio do carniceiro de Beja, é a demissão do Presidente alemão, Christian Wulff, acusado de ter pressionado a imprensa para não publicar uma notícia que o incriminaria num caso de corrupção. Ontem mesmo foi pedido o levantamento da imunidade e hoje Wulff demitiu-se. Não faltarão notícias, posts e outras publicações moralistas sobre a virtude com pés de barro dos tão odiados teutónicos. Pouco me interessa se Christian Wulff é ou não culpado, mas interessa-me que perante uma suspeita tenha feito o que também cá devia ser feito em casos semelhantes: demitir-se. 

O elogio da preguiça


cronicasnofeminino,

No meu tempo, já o disse aqui, quem faltava e ultrapassava o limite de faltas era excluído da frequência. Nesse tempo não havia almofadas, credo, que até pareço o Passos Coelho, não havia segundas oportunidades, muito menos novas, ninguém andava connosco nas palminhas e a maior parte dos professores estava-se nas tintas para a vida privada dos alunos, se tinha problemas em casa, se estava com problemas, se o namorado/a nos tinha dado com os pés ou se tínhamos sido atacados por um ataque de adolescendite aguda e parvoeira acentuada. Nesse tempo as consequências eram bem claras e à maneira judaico-cristã quem pecava tinha de sofrer a culpa e esperar pelo ano seguinte.

Esta prática tão vergonhosamente anti-pedagógica esteve grosso modo em vigor até um belo dia o governo Sócrates ter desencantado Maria de Lurdes Rodrigues para dirigir os desígnios da educação neste país. A excelsa dama num afã de reduzir o abandono escolar lembrou-se de implementar uma coisa chamada provas de recuperação. As provas de recuperação eram uma bela manobra de diversão mais uma vez cheia de papelada e de rodriguinhos, formulários, comunicações para cá e para lá. Podem até ter reduzido o abandono escolar no papel mas na prática os prevaricadores eram ainda brindados com a ausência total de faltas e podiam começar tudo de novo. Ultrapassar limites de faltas era o desejo último de muitos faltosos. Feitas as provas e recuperadas as aprendizagens, ah que belo naco de prosa, os alunos poderiam faltar e fazer mais provas e faltar e fazer mais provas. Naturalmente esta permissividade legitimada e aprovada em decreto só teve como consequência o laxismo, o abandalhar da escola e do próprio sistema e fazer com que quem faltasse visse ainda premiadas as sucessivas ausências, já que muito pouco lhe acontecia.

Mortas e enterradas as provas de recuperação surgiu mais uma maravilha: os planos individuais de trabalho. Servem para o mesmo que as provas de recuperação, as consequências em última análise e em muito última, podem levar a uma situação menos doce mas enquanto isso os professores vão-se arrastando numa teia infindável de papelada, reuniões com os pais, cartas e mais cartas e os alunos felizes da vida contando com a almofada que a lei permite. Não é de admirar que cheguem ao mundo do trabalho com manhas. Até aí ninguém lhes apontou a porta de saída se não cumprirem. Foi-lhes sempre dada uma segunda, terceira oportunidade e os professores sempre lestos para cumprir a lei e os pais justificar o injustificável, algumas faltas. Se não estamos a criar preguiçosos irresponsáveis não sei o que estamos a fazer.

Também aqui.

Um quiz por dia nem sabe o bem que lhe fazia


cronicasnofeminino,

Teste o seu grau de patriotismo.

O povo está furioso com Martin Schulz porque:

 

a) ele é da SPD

b) ele disse mal de Portugal

c) ele proferiu a palavra proibida: ANGOLA

d) é um suino xenófobo

e) Pedro Passos Coelho ainda não chamou piegas a ninguém hoje e o povo precisa de um bode expiatório

f) meteu o nariz onde não devia

g) o povo precisa de se divertir agora que não há tolerância de ponto no Carnaval

h) sim

 

Grata pela vossa atenção.

A improbabilidade de uma escola feliz


cronicasnofeminino,

No meu tempo de escola, a vida era muito tranquila. Os professores faltavam e alguns faltavam muito, outros bastante e outros nunca. Como agora. Esperávamos todas as santas aulas pelo abençoado segundo toque que nos aliviaria de aulas de modorra e tédio, sem visualização, powerpoint, projectores ou quadro interactivos. O professor falava, os alunos ouviam. Esqueçam motivação e interesse. Ir à escola era aprender e ninguém disse que aprender era divertido e engraçado ou fácil. Naquele tempo não era. Quando os professores faltavam era-nos dada toda a liberdade. Lembro-me de ficar no pátio a apanhar sol, na conversa com os colegas, maldizendo a adolescência, os chatos dos professores, provavelmente a incompreensão dos pais, a soltar gargalhadas sonoras e estridentes salpicadas com a inconsequência da condição púbere ou ainda a catrapiscar os rapazes, meu deus quantas paixões secretas e contidas, ou ir ali ao café do lado fazer isso mesmo, ir ao café do lado: esticar as pernas, dizer disparates, respirar o ar húmido que se nos agarrava ao corpo e soltar os cabelos à sombra do convento. Tudo sem culpas ou recriminações. Livres, portanto.

Nesse meu tempo de escola, faltar à escola era apenas isso: faltar à escola e eu no meu tempo de escola também faltei às aulas sem que mal algum viesse ao mundo. Acontece que nessa altura quem ultrapassasse o limite de faltas chumbava. Ponto. Sem avisos nem colinhos. Sem cartas para cá e para lá, sem comunicações aos encarregados de educação porque o menino prevaricou, avisos de recepção, convocatórias, telefonemas. O povo estava avisado e sabia das consequências. Se faltasse de mais, estaria modernamente excluído por faltas e podia seguir uma vida livre de aulas e professores. Acarretávamos pois com a consequência dos nossos actos sem mais conversa. Não me parece que alguém se tenha dado mal.

Nesse meu tempo de escola os pais também não vinham à escola porque o professor deu cabo dos meninos, não está a cumprir o programa como eles, pais, entendem ou não cumpriu os critérios de avaliação. Pergunto-me como terei sido classificada então, nesse tempo de caos absoluto, tudo tão livre e solto. Que era isso de ‘critérios de classificação’ a propósito? Não me consta que tenham ficado mazelas.

Nesse meu tempo eu era incrivelmente feliz sem o saber. E livre. Livre para gozar os tempos que os professores nos deixavam livres, livre para faltar a uma aula porque algumas aulas me maçavam de morte, quem aguentou aquilo, aguenta tudo, livre sem pressão das notas e de desempenhos. Na medida inversa dos meus alunos. Não havia substituições, não havia planos individuais de trabalho, planos de recuperação, não havia as torrentes de palavreado bacoco, balofo e inútil, tão inútil como os seus significantes. E éramos felizes então.  Saltitando entre contrariedades, com os tostões contados e pontos altos tão ridículos como uma simples excursão a Sintra. Sobrevivemos aos  ABBA, aos Bee Gees e ao Stevie Wonder dando os parabéns a toda a gente e acalentado a esperança de um dia sermos proprietários de umas calças Levi’s.  E sobrevivemos. A tudo. A inveja que me tenho.

Também aqui.

João


cronicasnofeminino,

Hoje. Não pela muito fresca mas depois de o corpo ter descansado o suficiente e a alma estar mais enxuta para aproveitar o fim-de-semana enquanto não nos tiram também esse prazer, já que de direitos estamos conversados, encetei a tarefa hercúlea de fada do lar empedernida e providenciar para o lar e suprir as faltas. Rumo ao supermercado, encontro-me com um povo façanhudo e mal disposto, nem um sorriso, as almas vazias e os passos automatizados. Os supermercados podem ser locais muito deprimentes, tanto mais deprimentes quanto mais casais às compras. Há alturas em que a solidão pesa menos e a solidão a dois pesa sempre mais. Infinitamente mais. Na fruta ouço alguém chamar João, anda cá. Vejo aproximar-se uma criança sozinha, entre os três e quatro anos. Põe-se à minha frente com uma alface dentro do saco. A mãe repreende-o e fala-lhe como se tivesse vinte anos, de tom seco e indiferente. Essa senhora estava à tua frente. Tens de esperar. Sorrio-lhe e digo Deixe estar. Não faz mal, enquanto o João do alto dos seus quatro anos mal medidos se estica num esforço sobre-humano para conseguir que a ponta do saco chegue ao balcão. A mãe assiste, longe, impávida. Que se desenvencilhe. Nem um sorriso, nem uma ajuda à criança. Um iceberg falante. Volto a encontrá-los no peixe. A criança aparece depois de ser chamada mais uma vez, procura conforto na mãe de braços cruzados, hirta e impassível, e tenta enrolar-se-lhe nas pernas. Choraminga Mãe, tou cansado. A mãe continua de braços cruzados. A criança intensifica a súplica de atenção Mãe, colo! A mãe continua de braços firmemente cruzados. A criança não lhes chegará assim. Um alívio portanto. Menos uma preocupação. A criança não desiste Mãe, colo, tou cansado! Começa a chorar. Suplica-lhe Mãe, dói-me as costas. Quando dá uma volta vejo-lhe os olhos marejados de lágrimas e soltam-se em cascata dos olhos escuros, tão escuros agora. A mãe retorque-lhe algo e mantém os braços cruzados como se se defendesse de um fardo de quatro anos que reivindica atenção e que tem a veleidade de se cansar num supermercado num Sábado de manhã. Uma mulher com uma criança ao colo lança-lhe um olhar deprimido, não suficientemente forte para que seja de reprovação, suficientemente maternal para que se lhe subentenda a incompreensão. Tanta indiferença. Quanta frieza. A criança chora sozinha. Ninguém diz nada. A mãe recolhe o peixe. Espeto-lhe um olhar e sei que o sente porque me olha de volta. O João choraminga. O João poderá chorar e suplicar a atenção a que qualquer criança deve ter direito. A mãe, essa, permanece de braços cruzados e olhar glacial. Hirta e gélida. A indiferença mata. Morro de pena do João. Chega de supermercado.

 

Também aqui.

Enganados e mal pagos


cronicasnofeminino,

Acho uma certa piada à indignação que anda por aí porque Alberto João Jardim não se demitiu. Sócrates mentiu e não se demitiu, Pedro Passos Coelho mentiu e fez exactamente o que outros fizeram antes dele, não se demitiu. Não sei qual é a admiração. Neste país ninguém se demite por faltar à sua palavra e mentir vilmente aos portugueses. Deve ser o fado. Admitamos a nossa condição de enganados ou façamos como na Islândia e metamo-los dentro. Diz que o país prospera agora.

Leituras


cronicasnofeminino,
Hoje em dia, comer bem significa comer mal e quanto mais caro, melhor. Você se certifica disso toda vez que se deixa tapear por mais um restaurante que acabou de abrir na sua cidade e que ficou na moda. Depois de sobreviver a um baita engarrafamento para chegar e a 45 minutos de fila de espera no bar do dito, você se vê finalmente sentado diante do prato. Neste, que acabou de sair pelando do microondas, a comida lembra uma delicada instalação minimalista, com um design irresistível e cores dignas de Natalie Kalmus, a dona do Technicolor. É um arranjo tão bonito que dá pena destroçá-lo com garfo e faca e transformá-lo naquela mixórdia a que todos os pratos, de Paul Bocuse ao prato feito, estão condenados depois que você manda brasa. 

Bem, além das cores e do design indisfarçavelmente novo-rico, o que esse prato tem a oferecer em troca do sacrifício? Um bifinho muito do mixuruca ou um insosso peixinho, uma massa quase sempre medíocre ou uma micro-porção de arroz “selvagem” e – aí está o segredo – belas firulas na louça com o molho de cassis e três talinhos de nirá circundando os quase invisíveis ingredientes. Quinze minutos depois, você está raspando sofregamente o fundo com o último pedaço de pão e pensando em pedir uma feijoada para rebater.


Ruy Castro & Heloísa Seixas,”Viagens ao redor do estômago”, Terramarear.



Pessoal e transmissível


cronicasnofeminino,

A vida corria pacífica na minha escola azul-cueca, tão pacífica quanto é possível numa escola. O povo andava discretamente às turras com a tal de avaliação de professores, aqui e ali irritado com o frio nas salas, lamuriando-se entre as sopas e as lasanhas de hora de almoço pela ausência de subsídios, assunto que por esta altura já atingiu o estatuto de clássico, maldizendo as reuniões, não conheço uma única alma que goste de reuniões, acotovelando-se na miserável sala de professores que nos caiu em sorte como presente da escola intervencionada, até que um dia tudo mudou. Deixámos de ter Direcção, o Director desapareceu, as actas ausentaram-se para não mais voltar, o pobre Janeiro, Fevereiro e Março e restantes meses foram despromovidos, os contactos e acções de formação já eram e até os Directores de Turma sentiam que lhes faltava algo. Uma insignificância, mas faltava alguma coisa muitas vezes abordada nas conversas de circunstância, entre as justificações de faltas e o atendimento dos encarregados de educação Parece-me que me falta alguma coisa. Estou com esta sensação mas não sei muito bem o que é e a resposta Acontece-me o mesmo, até já fui procurar à carteira. Vê melhor nos bolsos, pode ser que lá esteja. 

Não se pense contudo que houve festas e foguetes pelas ausências e que o povo saiu ufano em manifestações de júbilo. Uma vida sem actas pode ser o sétimo céu para muitos de nós, tenho a certeza de que certos Directores não farão muita falta, os contactos são cada vez mais dispensáveis nos dias que correm, o e-mail é o melhor amigo do homem contemporâneo e acções de formação são agora apenas para quem as pode pagar. Para muito poucos portanto. Acontece como se vê que foram todos substituídos: o Director pelo diretor, a Direcção pela direção, as actas pelas atas, ou desatas, as Acções pelas ações, os pobrezinhos de Janeiro, Fevereiro e Março por janeiro, fevereiro e março e os contactos pelos contatos. Neste fervor acordoortografês houve até uma Acção de Formação e o povo obedece temente às ordens do grande e único Ministério da Educação.

Acontece também que não é só na cozinha que sou uma transgressora. Podemos explicá-lo pelos astros, os Gémeos gostam de liberdade e não suportam imposições sem que elas sejam devidamente consubstanciadas e justificadas, ou então não e a frase anterior justificará apenas a natureza desta vossa escriba. Terá sido por isso que quando um dia destes tive de enviar um e-mail optei convictamente pela escrita que conheço e aquela em que me sinto em casa. Não houve selecionar nem diretores nem janeiro. E agora, o que me vão fazer? Baixam-me a avaliação? De tanto medo já caí da cadeira e pus-me a prozac. Põem-me na rua? Nunca se sabe. Uma coisa eu sei. Enquanto puder, presumo por algum tempo e enquanto me apetecer, escreverei no português que me apetece: o meu. Aquilo não é o meu português.

 

Inspirado pelo nosso João Carvalho aqui.

Me abona que eu gosto


cronicasnofeminino,

Atentem no ponto 3 do Despacho (extrato) n.º 774/2012 e digam-me o que é isto: “Nos meses de junho e novembro, para além da mensalidade referida no número anterior, será paga outra mensalidade de € 1.575,00 (mil quinhentos e setenta e cinco euros), a título de abono suplementar.” A mim venderam-me que não podiam pagar subsídios porque não havia dinheiro. Esqueceram-se de acrescentar ‘para alguns’. Não há dinheiro para alguns. Resta saber quem mais vai ser bafejado com os pomposissímos e não menos convenientes ‘abonos suplementares’ que curiosamente serão pagos nos meses de Junho e Novembro. Qualquer semelhança com os subsídios de férias e de Natal é mera coincidência.

 

Adenda – Situação entretanto regularizada como se pode ver aqui.

Produção de sacerdotes


cronicasnofeminino,

«Durante séculos, a majestosa cidade de Braga especializou-se na produção de um produto: padres. Basta percorrer as monumentais ruas da cidade para perceber a importância que a religião e a Igreja Católica têm para a região. São edifícios e mais edifícios (muitos deles de grande dimensão) dedicados à produção e formação de sacerdotes. Hoje em dia, a indústria de produção de sacerdotes bracarenses está em declínio”. (…) Porquê? (…) A grande causa do declínio da Igreja Católica em Portugal é simplesmente a falta de competitividade. A indústria de produção de padres perdeu competitividade, pois os custos de produção de novos sacerdotes são demasiado altos e o preço do sacerdócio é extremamente elevado.»

 

Álvaro Santos Pereira, O Medo do Insucesso Nacional

Citado por António Cândido de Oliveira, professor da Universidade do Minho, em artigo publicado hoje no “Público”.

Via Entre as Brumas da Memória. 


É certo que a Nossa Senhora de Fátima até já está no Facebook e o mundo avançou muito, mas produção de padres? E podemos franchisá-los como os pastéis de nata?

Também aqui.

Olhar de leiga


cronicasnofeminino,

O mundo insondável do futebol é isso mesmo, insondável. Para quem como eu continua a ver vinte e dois vestidos de cor diferente, é certo, mas ainda assim vinte e dois homens a correr atrás de uma bola, sem grande noção de passes, trivelas e outros truques de magia, o futebol é um mundo hermético. Um universo cheio de subtilezas mau grado a virilidade dos rapazes, prenhe de códigos a serem decifrados e dotado de uma linguagem muito própria. Acresce a tudo isto um código de conduta estranho onde dar uma opinião pode ser punido sem grandes pruridos, atitude que se transferida para uma outra esfera social seria assunto para uma infinidade de posts, acusações, refilanços, vozes que se ergueriam gritando Delito de opinião! No futebol não. É proibido criticar o mister, ou lá como chamam os senhores da bola, os guardiães da rapaziada, os feiticeiros das técnicas e tácticas. Assim sendo quem ousa proferir aquilo que para mim seria um reparo no mundo do futebol é um crime de lesa-mister. Os rapazes calam-se tementes. E depois há as entrelinhas. As ‘bocas’ que são mandadas para o balneário, esse mundo oculto onde, ao que parece, muito se passa e onde para mim se reúne a rapaziada em trajos menores.

Mas o que me traz aqui foi fruto da observação directa, pura observação dos misters que se me entram pela casa fora de vez em quando. De norte a sul, os misters são rapazes carrancudos a quem raramente se vislumbra um sorriso. Quer ganhem quer percam têm quase sempre o sobrolho franzido, uma carranca de poucos amigos, um ar de enfado e respondem às perguntas com esgares condoídos. É preciso mostrarem sempre aquelas caras? Estão zangados com o mundo? O futebol dói?

Superlativos


cronicasnofeminino,

Sempre me encanitou esta obsessão dos portugueses por bater records. Pais-natais, cachecóis, feijoadas, bolos-rei, paellas, narizes, sardinhadas, a lista é imensa e acredito que infindável. Portugal pode até candidatar-se para os mais peculiares ministros da Economia do mundo. O Pinho e o Álvaro são duas figuras impagáveis e não estivessem à frente do país, um tivesse estado, e ririamos desalmadamente, isto se fossem figuras dos Monty Python ou do Little Britain. No país do pastel de nata, supeita-se mais um recorde. Diz-se que este governo já fez mais nomeações do que o governo de Sócrates que, como se sabe, megalomania era ‘cena que lhe assistia’ e muito. E já que apelam tanto à contenção, austeridade, subtraem subsidios e feriados que o povo quer-se temente e disciplinado, não seria do mais elementar bom-senso ser mais contido também neste campo? Um bocadito de vergonha ou pejo? Respeito pelos portugueses? Ou fazem mesmo questão de inscrever o vosso nome do livro dos records? Grata pela atenção.

 

Actualização: contraditório do Governo a ler aqui.

 

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