Superlativos


cronicasnofeminino,

Sempre me encanitou esta obsessão dos portugueses por bater records. Pais-natais, cachecóis, feijoadas, bolos-rei, paellas, narizes, sardinhadas, a lista é imensa e acredito que infindável. Portugal pode até candidatar-se para os mais peculiares ministros da Economia do mundo. O Pinho e o Álvaro são duas figuras impagáveis e não estivessem à frente do país, um tivesse estado, e ririamos desalmadamente, isto se fossem figuras dos Monty Python ou do Little Britain. No país do pastel de nata, supeita-se mais um recorde. Diz-se que este governo já fez mais nomeações do que o governo de Sócrates que, como se sabe, megalomania era ‘cena que lhe assistia’ e muito. E já que apelam tanto à contenção, austeridade, subtraem subsidios e feriados que o povo quer-se temente e disciplinado, não seria do mais elementar bom-senso ser mais contido também neste campo? Um bocadito de vergonha ou pejo? Respeito pelos portugueses? Ou fazem mesmo questão de inscrever o vosso nome do livro dos records? Grata pela atenção.

 

Actualização: contraditório do Governo a ler aqui.

 

Também aqui.

61 comentários em “Superlativos”

  1. O seu a seu dono, o Guinness Book não é invenção portuguesa, essa coisa dos records até é mais coisa de Americanos, mas entendo o seu ponto de vista. Este governo tem, quanto a mim, uma vantagem, não enganou ninguém, bem sei que não cumpriu quase nada do que prometeu e que isso é justificado pela necessidade de ser eleito. Mas a verdade é que alguém ainda é enganado quando escolhe ser governado pelo partido dos grandes responsáveis pelas maiores fraudes em Portugal, coligado com o partido herdeiro da União Nacional ? acho que temos aquilo que a maioria escolheu, agora não se queixem.

    1. É claro que o Guinness não é invenção portuguesa, é irlandesa.
      Discordo. Este governo foi igual aos anteriores, defraudou as expectativas de quem o elegeu e mentiu aos portugueses, a todos. Quanto ao ‘não se queixem’, eu sou como a Amália Rodrigues que cantaria até que a voz lhe doesse. Eu queixar-me-ei até que a voz me doa e não costumo ser acometida de dores de garganta 🙂

      1. Bem, escrever tem destas coisas, o não se queixem não era para si específicamente, era daquelas coisas que se dizem para o geral, obviamente que temos que nos queixar sim, os que nunca votaram nestes indivíduos, e os que se enganaram também ! peço desculpa por algum mal-entendido. E quanto a Guinness, se tivessem ficado apenas pela cerveja, a tal que se mastiga, teriam ficado bem melhor, por acaso já ia uma.

        1. Compreendo. Cá para mim foi mesmo o Arthur Guinness que começou esta história dos records. Fez um contrato de aluguer do terreno da fábrica lá em Dublin por seis mil anos ou coisa que o valha. Bebamos uma Guinness à saúde de nós todos 🙂

  2. …”Diz-se que este governo já fez mais nomeações do que o governo de Sócrates”… E hoje também já se disse o seu contrário. E algo que anda pelo meio termo. Acho que esse é um problema actual da nossa sociedade. As coisas dizem-se com extrema veleidade, muitas vezes sem se equacionar se estão correctas ou nem por isso. Dizem-se e pronto. Vendo bem, sempre fomos assim, desde que nos conheço enquanto povo e não me parece que estejamos a pensar em mudar.

    1. Daí ter salvaguardado ‘diz-se’. Mas números são números, não lhe parece? O meu ponto é: numa altura destas justifica-se nomear tanta gente? Não tem de haver contenção na despesa pública? Esta gente não é paga pelo Estado?

      1. Concordo plenamente com a contenção da despesa pública. Apesar de estar convicto que a mesma não se reduz por aqui. Afinal o Estado tem de continuar a funcionar e a existência de 4.000/5.000 quadros intermédios a mim não me parece demasiado. Terá é de haver coragem e rigor para cortar nas parcerias publico-privadas, nos apoios a tudo e mais alguma coisa, desde as empresas às fundações e acima de tudo diminuir a carga burocrática que incide sobre a sociedade em geral. Aí sim, o potencial para cortar é imenso e, parece-me a mim, até agora inexplorado.

  3. A notícia é falsa, Leonor. Já foi desmentida categoricamente. Deixo aqui link para o desmentido:

    http://www.dinheirovivo.pt/Estado/Artigo/CIECO030013.html

    Houve quase 1110 despachos de nomeação na administração directa e indirecta do Estado, e também do sector empresarial do Estado, mas mais de 900 desses despachos foram reconduções – muitas das quais com carácter provisório, só até à iminente extinção ou fusão de organismos, já decidida e anunciada.
    O ‘Público’ compara aliás quase sete meses de governo PSD/CDS com dois meses e meio de governo Sócrates. Compara portanto o que é incomparável.

    1. Ok, Pedro. Mas então nomeações e reconduções não são coisas diferentes? Não devem aparecer de forma diferente?
      Linkei o DN, não o Público. Seja como for é esperado que este Governo faça muito melhor que Sócrates, foi para isso que foi eleito. O tempo de excepção que se vive exige que se seja melhor, muito melhor.

      1. Claro, Leonor, nomeações e reconduções são coisas diferentes. Daí precisamente não deverem ser somadas na mesma parcela. Subscrevo naturalmente o teu remate: «É esperado que este Governo faça muito melhor que Sócrates, foi para isso que foi eleito. O tempo de excepção que se vive exige que se seja melhor, muito melhor.»

  4. Leonor,

    A falta de sentido de tudo isso é que eles ainda se preocupam em estabelecer comparações com o anterior. Compararem-se ao que era reconhecidamente mau só serve para fazer deles péssimos.

    De qualquer modo, quer-me parecer que os tempos também são outros, devido ás dificuldades económicas e ao acordo com a troika, pelo que era só o que faltava que com tais constrangimentos ainda se atrevessem a nomear o mesmo número ou mais (tem calma que ainda hão-de lá chegar).

    Aliás, a contabilidade tem sido tão bem feita que o primeiro-ministro não só fez uma tristíssima figura, como foi desmentido em menos de 48 horas pelo próprio site do Governo. 720 é o número até hoje, suponho.

      1. O primeiro-ministro não foi “desmentido”, Sérgio. O Portal do Governo apenas adiciona o sector empresarial do Estado aos números que o primeiro-ministro tinha mencionado, referentes à administração directa e indirecta do Estado.

  5. Nomeações, não é a mesma coisa que reconduções – os nomeados são-no pela primeira vez, os reconduzidos, são os dirigentes que se mantêm no lugar, renovando-se o mandato. Todavia, se essas nomeações o forem em regime de substituição, esses dirigentes podem ser substituídos a todo o momento.
    Julgo que este governo anda a dizer que tem feito a maior parte das nomeações em regime de substituição. Será verdade?
    Bom era que a comunicação social ajudasse, e que estas baralhadas acabassem.

  6. Leonor, por aquilo que percebi o Público comparou seis ou sete meses de nomeaçoes de Passos com dois meses de nomeações do Sócas. Ou seja este Governo nomeou tantos tipos em mais de meio ano como o outro em menos de um trimestre.

    Ora, obrigadinho.

    Mais um exercício de péssimo jornalismo do Público, em que ainda ontem se inventava a palavra “excelem” (de “excell”) para dizer “sejam bons no que fazem”.

    Tu sabes que eu gosto tanto do Passos como de sapatos com berloques, mas a notícia é desonesta.

    1. Calma, que há aqui um assunto que me interessa: “excelem” para “sejam excelentes”? Eu não posso acreditar nisto.
      Há dias li “escassam”. Olhei duas vezes até perceber que estava por “escasseiam”.
      (Quanto às nomeações, não sou como a nossa Leonor, ando muito blasée … embora saiba que tu não gostas de gente blasée

    2. Certo, o Público compara 7 meses de governo actual com dois meses e meio do anterior. Mas e se compararmos com 7 meses do governo PS? Alguém fez esse exercício? E estou a perguntar sem segundas intenções, gostava mesmo de saber.

      Sobre isso de nomeações / reconduções, este governo tem de cortar na sua despesa. Se opta por reconduzir, não está a ir ao encontro do que prometeu e a despesa continuará a ser compensada através de truques de receitas abusivas de impostos e outros que tais… Mas é sempre mais fácil cortar no bolso dos outros 🙂

      1. Na notícia que linko na atualização diz-se que as reconduções foram feitas para dar continuidade ao trabalho já iniciado. Vamos esperar para ver, mas tem razão nos seu ponto de vista.

  7. Os corporativos, muito por dentro desta matemática posicional das clientelas, escrevem este esclarecimento anti-Passos: «Mas Passos Coelho não disse que havia reconduzido cerca de 80 por cento dos dirigentes superiores da administração pública? Pois é, o afilhado do terrível Ângelo iludiu a questão: o que aconteceu é que os vários membros do Governo reconfirmaram — o que é diferente de reconduzir — os dirigentes em funções, o que significa que, ma sequência da aprovação das leis orgânicas dos ministérios, eles cessam funções definitivamente, abrindo-se então a porta à rapaziada que está na sala de espera das secções concelhias.

    3. Com os valentes cortes salariais na função pública, os cargos de dirigentes de topo na administração pública deixaram de ser muito atraentes. O Governo teve o cuidado de estabelecer novas regras para a nomeação dos dirigentes da administração pública (ainda que não as aplique), mas não fez o mesmo para as empresas e institutos públicos. E mesmo a redução do número de membros dos órgãos de gestão destas entidades — de cinco para três — não passou de mais um anúncio sem efeitos práticos do Governo.»

        1. Precisamente, Leonor. Já se sabe – ponta do icebergue de todo um velho ‘modus operandi’ Centrãonês, onde os meios do Estado não pressupõem qualquer finalidade de bem comum. Pelo contrário.

          1. É um chavão mas servem para se servirem não para servir. Mas como há presunção da inocência, não vou já massacrar a nossa saudosa Maria de Lurdes Rodrigues. Vade retro, bicho maldito! 🙂

  8. Não se deve ir atrás da primeira atoarda que se ouve ou lê.
    A notícia do Público (que originou outras) é pura e simplesmente desonesta, roçando a indignidade – o que diz bem do estado a que chegou certo “jornalismo”…

  9. Pensando bem, se formos capazes de promover convenientemente bem o pastel de nata, nos países do resto do mundo, e se o doce passar a consumir-se, então teremos a nossa economia salva.
    Vejamos, a criação de galinhas poedeiras será incrementada e dinamizada, vamos precisar de toneladas de ovos diáriamente. Ao mesmo tempo que criaremos galinhas, teremos de edificar instalações para abrigar as mesmas, o que fará com que a indústria da construcção civil recupere e volte aos tempos aureos, antes da crise. Retomando a construcção civil a sua actividade, outras indústrias como as do ferro, do cimento, das areias, das cerâmicas, das canalizações e das instalações electricas se desenvolverão. Mas, para construir aviários, é necessário possuir terrenos. Voltaremos então a reactivar as vendas de terrenos, por conseguinte, as imobiliárias sairão do marasmo em que se encontrar, retomarão a actividade, percorrendo os caminhos de Portugal, em busca de terrenos para venda. Para isso, vão ser necessários automóveis, e a autoeuropa vai ter de laborar em horário extraordinário para dar resposta ao crescimento da procura, vai ter de admitir mais funcionários, ampliar as instalações, e construir novas infra-estructuras de apoio técnico e social, aumentando desta forma a necessidade de mais construcção civil e indústrias adjacentes. Mas, é obvio que os intermediários das compras e vendas dos terrenos terão de estar apresentáveis quando contactam os donos dos terrenos. Com a malandragem que por aí anda, é necessário vestir um bom fato para transmitir uma imágem credível. Teremos então maior procura de pronto-a-vestir. Essa procura fará com que as empresas de confecção e calçado, cresçam, que produzam mais, que reforcem os seus postos de trabalho, que invistam em mais e mais modernos equipamentos, em novas e mais adequadas instalações. Isto obriga a que a const… isso! Tou a ver que começam a absorver a dinâmica subjacente à coisa. Mas, como todos saberão, o que complementa o pastelucho de nata, não se resume a um folhado estaladiço e a uma nata fina e cremosa. Não senhor, nada disso!
    Se assim fosse, o pastel de nata seria como uma rapariga elegante, bonita, com umas belíssimas formas físicas, mas… com ar enjoado, anémico.
    Ora bem, para que o pastel de nata seja bem mais apelativo, é necessário polvilha-lo com açúcar em pó e com canela em pó. Estes dois condimentos, tornam-no apelativo, dão-lhe um toque exótico e… erótico, convidando-nos a trinca-lo, a engoli-lo, a lambuzarmo-nos nele, incessante e repetidamente, como se a mesma rapariga, elegante, bonita, caminhasse na nossa direcção de olhar fixo no nosso, meneando as ancas, evidenciando os seios e… trincando o lábio inferior.
    Bom, voltando à canela, que é um “produto” com origem na Ásia, é óbvio que teríamos de reeditar as carreiras marítimas para a Índia, para a podermos transportar. E aqui reside o ponto alto da questão, a cereja sobre o chantili do bolo!
    A Nossa indústria naval renasceria, os Estaleiros de Viana do Castelo passariam a construir transatlânticos maiores que os porta-aviões americanos e russos todos juntos, faríamos um corredor naval de Belém até Calcutá, ou até Bombaím que são dois portos de mar excelentes situados, um na costa Este e o outro na costa Oeste, possibilitando assim criar duas carreiras marítimas por cada uma das bandas do globo, sem se correr o risco de os barcos se abalroarem… devido ao nevoeiro… e assim.
    Hmmm?
    Só espero que o s nossos pasteleiros, apadrinhados pelos nossos ministro visionários, ou iluminati, conforme lhes soar melhor, não deixem arrefecer a ideia e levem o assunto ao parlamento, estudem os apoios a dar aos produtores de trigo, aos astronautas, etc.
    Sim, aos astronautas!
    Já pensaram as belíssimas fotografias que serão obtidas do espaço, captando os carregueiros a transportar, os pasteleiros a amassar, os pedreiros a construir e as galinhas a cacarejar?!
    Que coisa mai linda senhores!!!
    E agora acabo, porque o stock de caracteres já esta a chegar ao fim e depois o dono do blog acusa-me de lhe gastar as letras todas.
    ;)))

          1. Oh minhas amigas e meu amigo, não ha nexexidade!
            Mas afinal estais a querer a minha ruína?!
            Ministro?!
            Nem pensem!
            No mínimo presidente da REN quando for privatizada.
            O meu sonho sempre foi sentar-me no trono das energias alternativas.
            Aliás, tenho até um plano em mente que nos vai permitir produzir energia barata e absolutamente ecológica.
            Quando fôr nomeado para o cargo, mando imediatamente fabricar e entregar gratuitamente a cada criança…
            Não! um Magalhães?! Que ideia…
            Não senhor. Mando confeccionar bonés de pala em cortiça, com uma ventoinha no topo, essa ventoinha será ligada a um dínamo que gerará energia, conforme o garoto andar a brincar no recreio, esse dínamo ficará ligado a um acumulador que o puto trará pendurado à cintura e que, quando estiver completamente carregado, será entregue a um funcionário da escola que o trocará por outro vazio.
            Mas, como a energia é um bem preciosíssimo e deve ser inteiramente aproveitada, quando as crianças voltarem para as salas de aula, serão abertas todas as janelas, por forma a produzir correntes de ar que manterão as ventoinhas em funcionamento.
            Dirão alguns “Velhos do Restelo” que esse processo irá ocasionar constipações e gripes que irão baixar o rendimento da produção de energia.
            Oh sántinhos… nada disso.
            Vá, coloquem as vossas mentes em alerta e acompanhem o raciocínio, por favor: todos sabem a que velocidade sai o espirro; 160 km/hora, verdade?!
            Então, este valor leva-nos a concluir que bastarão 4 alunos constipados e a espirrar, para que a produção de energia centuplique. Para isso, basta que o professor mande formar a classe em 4 filas e à frente de cada fila coloque um dos miudos-que-espirra. Neste caso, até podem ser colocados 4 mega-acumuladores no fundo da sala, que ficarão carregados em cada 30 minutos.
            Como vêm meus caros… ha que combater a inércia, atacando de frente a inépcia.
            ;)))

          2. hmmmmm…
            Nesse caso, passarão (passarão?!) a designar-me por Comendador do Gato Preto?!
            Espero que o avental traga embrulhados meia-dúzia de robalos fresquinhos… para dar ao Gato Preto.
            ;))

          3. Negócio fechado!
            Resumindo; por um pacotinho de tremoços e um punhado de cajus, assumo por minha honra, o digno cargo de Comendador da Grande Loja do Gato Preto, que irá reger-se pelo rito irlandês, passando assim a designar-se por “the grate stor of black cat”.
            Vou imediatamente ligar ao meu amigo Cat Stevens, Grão-Mestre da Grande Loja do Médio Oriente e pedir-lhe para compôr um hino-tuga.
            Até lá, embarquemos num peace train comming, if you please.
            http://www.youtube.com/watch?v=Q7iLPnDCQ1g
            ;))

          4. Tudo certíssimo menos o título, que será “ComenTador da Grande Loja do Gato Preto”. O que acha?
            Quanto à viagem, eu já embarquei com muito gosto. Ah, e agradeço as legendas do vídeo… muito úteis! 🙂

  10. Sejamos sérios. Os ‘tugas ‘ pelam-se por bater records que, a meu ver (é pelo menos o que eu penso), não passa de uma perfeita idiotice, mas, enfim, há gostos para tudo, mas não falta aí gente esclarecida que não embarca nestes folclores e não se deixa ir em cantigas.
    Quero com isto dizer que, nesta história das nomeações, anda aqui muita distorção dos números e muita canalhice associada. Afinal de contas, este governo apenas, e só, fez 190 novas nomeações, já que, como está publicado, das 1110 nomeações 910 delas eram , pura e simplesmente reconduções (boys , claro está, do Querido Líder Sócrates que, antes de pirar-se para Paris, onde vive à grande e à francesa, deixou este pobre e periférico país na miséria , no ‘lixo’, na falência).
    Mas os nossos queridos jornalistazinhos e jornalistazinhas (muito xuxas e esquerdalhos ) que enxameiam as redacções, que nunca se escandalizaram com as paletes de boys enfiados pelo inefável Sócrates em tudo o que era Estado, nunca os vi ou ouvi piar.
    Ou queriam que este governo não nomeasse gente de confiança para lugares-chave ? Era o que faltava!

    1. Este “beirão” andou por aí a chamar-me filho da puta e outras alarvidades do género num comentário que a seu tempo apaguei, e agora quer “ser sério”.

      É como as meninas dos bordéis que querem ser virgens.

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