Produção de sacerdotes


cronicasnofeminino,

«Durante séculos, a majestosa cidade de Braga especializou-se na produção de um produto: padres. Basta percorrer as monumentais ruas da cidade para perceber a importância que a religião e a Igreja Católica têm para a região. São edifícios e mais edifícios (muitos deles de grande dimensão) dedicados à produção e formação de sacerdotes. Hoje em dia, a indústria de produção de sacerdotes bracarenses está em declínio”. (…) Porquê? (…) A grande causa do declínio da Igreja Católica em Portugal é simplesmente a falta de competitividade. A indústria de produção de padres perdeu competitividade, pois os custos de produção de novos sacerdotes são demasiado altos e o preço do sacerdócio é extremamente elevado.»

 

Álvaro Santos Pereira, O Medo do Insucesso Nacional

Citado por António Cândido de Oliveira, professor da Universidade do Minho, em artigo publicado hoje no “Público”.

Via Entre as Brumas da Memória. 


É certo que a Nossa Senhora de Fátima até já está no Facebook e o mundo avançou muito, mas produção de padres? E podemos franchisá-los como os pastéis de nata?

Também aqui.

26 comentários em “Produção de sacerdotes”

  1. Mas em termos de regalias, é melhor que ser piloto da TAP.
    Pudesse eu voltar atrás e era para padre que eu estudava.

  2. Há uma coisa estranha neste texto, pelo menos para mim: o autor a fugir de uma repetição como o diabo da cruz. Vê-se muito disto e geralmente o resultado é péssimo. Aqui padres e sacerdotes vão alternando, produzindo um efeito que leva até a pensar em mau português e confusão. Mesmo assim há quem faça pior, quem por certo seria capaz de neste texto além de padres e sacerdotes usar abades, clérigos e religiosos, por exemplo.
    Curiosamente, já não noto a mesma preocupação em relação à palavra «produção», repetida não digo até à exaustão (porque o texto é pequeno) mas pelo menos até causar um certo cansaço – com a cereja no topo, ou antes, logo no início, da «produção de um produto».
    Muito mais, é claro, haveria a dizer sobre o texto.

  3. Não, Leonor, o inefável Cândido não tem razão, porque não são os custos de produção que subiram especialmente. O produto (típico) em si é que deixou de ter procura no mercado e ninguém investe. Vai lá ver se os jesuítas sofrem de crise… é o sofres 🙂

  4. “A grande causa do declínio da Igreja Católica em Portugal é simplesmente a falta de competitividade.”
    E o que é a competitividade?
    “A indústria de produção de padres perdeu competitividade, pois os custos de produção de novos sacerdotes são demasiado altos e o preço do sacerdócio é extremamente elevado.”
    E eu a julgar que a dita falta de competitividade da Igreja era a sua incapacidade para combater a concorrência, bem mais atraente, da vida pecaminosa, e não os custos de produção dos padres. Sempre a aprender com os economistas!

    1. Diz o Álvaro que não há concorrência mas concordo contigo. Nos últimos tempos a concorrência tem sido feroz com tanta animação noutras igrejas, não necessariamente o pecado, cruzes credo. Não é só o futebol que é um mundo oculto, a economia e finanças andam por caminhos obscuros que escapam aos ímpios como eu, mas sempre vão dando para escrever uns posts 🙂

  5. tivesse o artigo sido publicado antes da assinatura do “compromisso para a competitividade e etc e tal”, e eu acreditaria que teria sido este exemplo, dado pelo álvaro santos pereira sobre competitividade ou falta dela, o responsável pelo clique que aconteceu na cabeça do joão proença, e o convenceu a assinar o tal acordo, sem dizer primeiro “água vai” aos associados dos sindicatos da ugt.
    almas gémeas, afinal.

  6. Mais meia hora de orações por dia e a linha de montagem ganhava logo outro vigor. Era capaz de produzir até mais meio padre por mês, quem sabe… coisa mesmo para concorrer com o Vaticano, o primeiro produtor do ranking!

    (o Álvaro é um criativo mas não tem o dom da palavra, coitado)

  7. Quando for necessário evangelizar os marcianos, a indústria será reactivada e potenciada.
    Entretanto, é necessário esperar pelo navegador que descobrirá o buraco negro que facilitará a viágem intergalácticasupersónicaatómica.

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