Leonor, eu já o entrevistei para a minha revista. Lembro-me dos cuidados extremos que dessa vez tivemos na revisão, e o mesmo acontece com outros Carvalhos que têm sido entrevistados ou que têm assinado artigos de opinião, ou simplesmente que têm sido referidos em reportagens, por exemplo. Acho que a pior gralha que me aconteceu foi esta: um português, director da filial em Portugal de uma multinacional, foi convidado para assumir responsabilidades a nível europeu, com o nome do cargo em inglês: Head of Strategy. No texto que eu escrevi saiu uma gralha, ficando o cargo Dead of Strategy. Uma pessoa da empresa telefonou-me a pedir explicações. Disse-lhe que uma das hipóteses poderia ser uma traição do corrector e pedi desculpa pelo sucedido. Ele queria uma nota na edição seguinte da revista. Disse-lhe que era melhor não, que mais valia esquecer o assunto do que voltar a referi-lo. Ele não pareceu convencido. E então eu disse-lhe que a nota seria mais ou menos isto: «No texto tal tal da edição passada, sobre o novo cargo do senhor tal tal, quando se referiu Dead of Strategy queria-se referir Head of Strategy.» E aí ele ficou convencido, dizendo que voltar a falar em Dead of Strategy nem pensar. Há muitos anos, eu próprio fui a vítima. Um jornal da minha terra convidou-me para fazer uma pequena crónica semanal e pediu-me que arranjasse um nome genérico para ela. Já não sei por quê, lembrei-me de «O Varredor de Luas». Quando recebi o jornal com a primeira crónica, a primeira coisa que vi foi que o nome tinha mudado. Mandei um mail para o jornal a perguntar o que tinha acontecido. Disseram-me que o revisor tinha visto «O Varredor de Luas» e que tinha achado que eu me tinha enganado, daí ter mudado para «O Varredor de Ruas».
Lá nisso foram honestos… ele não passa disso mesmo…
Pum! Pum! Pum!
Deste já estamos livres!
Concordo e gostei da franqueza.
É um alívio irem-se livrando de quem fala. Não se preocupem que estamos no caminho certo.
Eheheh. Esta não lembraria ao professor Encalacra Pasteleiro.
Lembrou a quem estava de serviço aos rodapés.
É assim mesmo, escrever mal por escrever mal, mais vale como diz o povo “tratar os bois pelos nomes” !
Credo.
Leonor, eu já o entrevistei para a minha revista. Lembro-me dos cuidados extremos que dessa vez tivemos na revisão, e o mesmo acontece com outros Carvalhos que têm sido entrevistados ou que têm assinado artigos de opinião, ou simplesmente que têm sido referidos em reportagens, por exemplo.
Acho que a pior gralha que me aconteceu foi esta: um português, director da filial em Portugal de uma multinacional, foi convidado para assumir responsabilidades a nível europeu, com o nome do cargo em inglês: Head of Strategy. No texto que eu escrevi saiu uma gralha, ficando o cargo Dead of Strategy. Uma pessoa da empresa telefonou-me a pedir explicações. Disse-lhe que uma das hipóteses poderia ser uma traição do corrector e pedi desculpa pelo sucedido. Ele queria uma nota na edição seguinte da revista. Disse-lhe que era melhor não, que mais valia esquecer o assunto do que voltar a referi-lo. Ele não pareceu convencido. E então eu disse-lhe que a nota seria mais ou menos isto: «No texto tal tal da edição passada, sobre o novo cargo do senhor tal tal, quando se referiu Dead of Strategy queria-se referir Head of Strategy.» E aí ele ficou convencido, dizendo que voltar a falar em Dead of Strategy nem pensar.
Há muitos anos, eu próprio fui a vítima. Um jornal da minha terra convidou-me para fazer uma pequena crónica semanal e pediu-me que arranjasse um nome genérico para ela. Já não sei por quê, lembrei-me de «O Varredor de Luas». Quando recebi o jornal com a primeira crónica, a primeira coisa que vi foi que o nome tinha mudado. Mandei um mail para o jornal a perguntar o que tinha acontecido. Disseram-me que o revisor tinha visto «O Varredor de Luas» e que tinha achado que eu me tinha enganado, daí ter mudado para «O Varredor de Ruas».
É claro que acontece, António, mas não deixa de ser hilariante.
O primeiro comentário é de um idiota.
O último é meu.
(Pobrezinho, deve acontecer-lhe muitas vezes)
Lá teve que levar uma piçada das grandes o estagiário que estava de serviço ao ticker.
Pois 🙂
Mas a seguir ainda apareceu outra jeitosa: ‘expião’.