
Foto: António Pedro Santos / Lusa
No dia em que Carlos Moedas toma posse como presidente da Câmara Municipal de Lisboa, digo aqui o que espero dele.
Uma cidade sem carros estacionados nos passeios, forçando os transeuntes a circular no asfalto.
Uma cidade sem paredes cobertas de lixo.
Uma cidade sem porcaria por todo o lado.
Uma cidade sem quarteirões transformados em urinóis.
Uma cidade sem “requalificações” anedóticas e vexatórias.
Uma cidade sem ruas esventradas por obras intermináveis.
Uma cidade onde os edifícios históricos sejam preservados.
Uma cidade capaz de retirar da rua as pessoas sem abrigo.
Uma cidade com rendas de casa acessíveis.
Uma cidade com árvores em todas as praças.
Uma cidade com limites à expansão hoteleira.
Uma cidade que seja amiga dos peões.
Uma cidade sem prioridade absoluta às ciclovias.
Uma cidade onde os transportes públicos funcionem.
Uma cidade onde nunca voltemos a ver uma estação de metro encerrada durante mais de quatro anos.
Uma cidade em tantas coisas diferente da Lisboa de Fernando Medina.

É obra.
Ambição, certamente, da parte dele. Exigência natural, da nossa parte.
Falta as flores nas praças ,rotundas ,varandas e etc.
É agradável para todos , eu e as abelhas agradecemos.
KiKa as abelhas picam
As abelhas picam se as pessoas começarem a bracejar
ou a tentar matá-las . A mim não me picam ( contrariamente aos mosquitos).
As abelhas são importantíssimas e andam coitadas muito desorientadas ,
desertam as colmeias e desaparecem sem deixar rasto. Um gravíssimo problema.
E andam a ser perseguidas (e assassinadas) por vespas cada vez mais agressivas, sobretudo vespas asiáticas.
Concordo PC. Não podia faltar as chinesices para contribuir
para a destruição. Os pesticidas também não são alheios
a este estado lamentável. Sem abelhas é o princípio do fim.
As abelhas estão em extinção. Como as joaninhas.
Todos os seres vivos são importantes.
As abelhas são importantíssimas.
Abelhas, aranhas, formigas…
e moedas
As aranhas aqui onde vivo são assustadoras, enormes , pretas
e peludas . É para mim um verdadeiro pesadelo. Uma total fobia.
E as borboletas, lembro-me bem da borboleta bacalhau que desapareceu
Já era.
Uma cidade com limites à expansão hoteleira.
Não percebo por quê. Os hotéis não causam dano a ninguém. São altamente preferíveis aos apartamentos arrendados pela AirBnB: não causam inflação no mercado de apartamentos, e são limpos.
Já vi que as coisas estão excelentes aí em Marte.
Uma cidade com árvores em todas as praças.
O Pedro Correia pode começar já mesmo ao pé de sua casa, onde tem a praça de Alvalade com uma enorme estátua no meio mas sem árvore nenhuma. Não seria melhor derrubar aquela estátua para a substituir por, digamos, um plátano?
Derrubar estátuas é passatempo para o duo Mamadou-Joacine.
Quanto à Praça de Alvalade e às laranjeiras que dela foram retiradas pelo ex-assessor de Medina José Sá Fernandes, para substituí-las por placas de cimento, escrevi várias vezes na altura própria. 232469.html
Aqui, por exemplo:
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/1
É uma tristeza!
E abates injustificáveis não foram só em Alvalade… noutras zonas de Lisboa foram feitos abates sem justificação válida, pois a mentira é sempre a mesma: as árvores estão doentes. Muito há por dizer…mesmo com queixas dos residentes, acabaram por levar a deles avante.
Você tem que compreender que, se uma árvore doente é partida por um vendaval e cai em cima de um carro (ou pessoa), a Câmara tem que pagar uma indemnização nada pequena. Nestas condições, é normal e adequado que a Câmara (em nome dos contribuintes) se precaveja, cortando árvores desde que tenha a mais pequena suspeita de que elas estão em risco de cair.
As pessoas são sempre muito lestas a criticar as autoridades públicas, sem ter em conta que, se algo de mal acontece, essas autoridades não podem ser eximidas de pagar elevadas indemnizações.
Nenhuma dessas árvores estava como você descreve.
” se precaveja, cortando árvores “
Eu sei que o verbo precaver é dos verbos chatos. Mas acho que você deveria ter uma gramática à mão. Precaveja?? Então parece-lhe que é um composto do verbo ver com o prefixo preca???
Também há quem escreva precavenha. Ambos são asneira da grossa.
Asneira que não é culpa do corrector nem de troca de teclas.
João,
é certo que o comentador Balio exerce uma função pouco simpática no DO, a do extremo contraditório assente na exegese literal, dogmática até. Mas, ainda que isso possa convocar algum azedume alheio, convém lembrar que esse é um posto fundamental para o sucesso desta nave. Mais ainda, e ainda que aqui há atrasado a sua postura transportasse ainda alguma irreverência juvenil, traduzida aqui e ali por um exagerado tom abrasivo, desde há década ou isso que o seu estatuto de fio-de-prumo se tem pautado por um exercício curial. Entendo mesmo, e sem desprimor por qualquer dos comentadores habituais do DO, que balio é o verdadeiro “quinto Beatle” do DO, se me permite a vetusta metáfora.
Como tal aqui venho em seu desagravo. Erros gramaticais ou meros ortográficos quase todos os fazemos. E o “precaver” é, como V. o diz, um verbo bem chato. Agradeço-lhe que nos tenha chamado a atenção, e logo fui ver pois ainda que me soasse mal nem me lembrava do emaranhado, um verdadeiro alçapão para o utilizador médio do português [https://www.conjugacao-de-verbos.com/v erbo/precaver.php ]. Ou seja, como comigo desabafei após a consulta “raios partam isto, a que propósito vem esta especificadade?”.
Ou seja, há erros e posturas. Noutros blogs tenho sido alvo de algumas tentativas de afronta
comentadora (mais quando blogava sobre e em Moçambique, e agora em sítio clubístico). Por exemplo já me aconteceu algumas vezes ser convocado para ir “levar no cú”, assim mesmo, com acento e tudo. E então, se a disposição me estivesse para aí virada, responder com acidez face ao erro básico e à postura boçal. Agora um erro destes, num registo codificado já consagrado pelo costume? Caramba, não apela a tanto acinte corrector. Espero bem que quando me apanhar(em) a botar algum dos meus correntes erros ortográficos não me batam com tamanha verrina. Uma correcção é uma simpatia (até pedagógica) ou, pelo menos, um exercício de cidadania. Não é uma afronta.
O vereador Fernandes, durante certo tempo, especializou-se nisso.
O estado em que deixou a Praça de Alvalade foi uma vergonha.
Sim, eu também acredito do Pai Natal.
Podes começar por pedir ao Pai Natal que te dê nome. E apelido.
Mas também acabar com esta merda que só revela ainda sermos constituídos por uma sociedade de filhos e filhas da puta: ue-duplica-numero-de-pessoas-abandonadas-p ara-morrer-isto-nao-diz-bem-de-nos/
https://multinews.sapo.pt/noticias/quase-q
Se Carlos Moedas conseguisse realizar metade desse programa, devia transitar para S. Bento com dispensa de processo eleitoral.
Todos já vimos coisas muito mais improváveis que essa.
Concordo e como sou “egoista”, acrescento: uma cidade em que seja possível ler um livro sossegado num jardim público, como fazia na minha adolescência.
Muito bom dia!
uma cidade em que seja possível ler um livro sossegado num jardim público
Em certos jardins públicos há galináceos que fazem imenso barulho.
Noutros jardins públicos há – certamente devido aos cães e pessoas que neles defecam – muitas moscas incomodativas.
Em certos jardins públicos há galináceos que fazem imenso barulho
Ahah
Gente desta anda a pedir uma patrulha do PAN.
Pois eu só pedia uma coisa: urinóis públicos. Até talvez deixasse de se urinar na rua como acontece como os incontinentes (operados á próstata, etc.). Desde que fui operado á próstata contribuo para a sujidade mas não tenho outra opção, os cafés geralmente não gostam que se vá à casa de banho sem fazer despesa. Que hei-de fazer? Houve tempo em que havia muitas casas de banho… acabaram com elas. Porquê? Não gostam dos incontinentes? Só gostam dos paraplégicos?
Houve tempo em que havia muitas casas de banho… acabaram com elas. Porquê?
Porque numa sociedade desenvolvida a mão de obra é muito cara e os urinóis necessitam em geral alguém que tome conta deles em permanência.
“mão de obra é muito cara e os urinóis necessitam em geral alguém”
Havia uns em que se pagava. A alternativa que resta é … na rua.
Mas as rampas para tetraplégicos não são caras? E as ciclovias em excesso? E não podia haver uma lei que obrigasse cafés e restaurantes a permitirem o uso das casas de banho sem ter de se consumir?
Já comprei bicas, que não bebi porque não me apetecia, só para poder ir á casa de banho á vontade.
Claro que continuarei a urinar na rua ou …. pelas calças baixo. As mulheres se calhar têm problemas mais graves, pois além do período sofrem de incontinência com mais frequência que os homens, mesmo as jovens, devido aos partos.
as rampas para tetraplégicos não são caras? E as ciclovias em excesso?
Há uma diferença substancial entre pagar um investimento que se faz uma única vez e pagar um salário a um trabalhador durante meses sem fim. Contruir um urinol, uma rampa ou uma ciclovia não é muito caro. Pagar a uma pessoa todos os meses é caríssimo.
podia haver uma lei que obrigasse cafés e restaurantes
Os cafés e restaurantes não são serviços públicos. Não têm nada que suportar encargos sem compensação. Nem que admitir nos seus espaços pessoas, que potencialmente incomodam os clientes, que lá entram só para se servirem da casa de banho.
Já comprei bicas, que não bebi porque não me apetecia, só para poder ir á casa de banho á vontade.
Fez você muito bem. Pagou 60 cêntimos pela bica. Ir a uma casa de banho automática, ou a uma casa de banho numa estação ferroviária, custa tipicamente 50 cêntimos. É mais ou menos a mesma coisa. Ainda bem que em Portugal as bicas são muito baratas…
As mulheres se calhar têm problemas mais graves
Pois devem ter. Mas podem usar umas saias compridas. Se urinarem pelas pernas abaixo, ninguém nota…
As ciganas já mijam de pé
“Se urinarem pelas pernas abaixo, ninguém nota…” para esta e para as restantes observações que faz: vá gozar com outro.
Tem toda a razão no que diz.
Também sofro de incontinência e sou mulher jovem (resultado de 2 partos com complicações) e concordo que para quem tem este problema a existência de mais instalações sanitárias traria uma grande ajuda.
Quanto á falta de respeito e comentários em tom jocoso de um problema tão sério como a incontinência, só tenho a dizer ao interveniente Balio, espero que nunca passe por isso, nem os seus.
balio, numa sociedade desenvolvida e naturalista deve estimular-se o cidadão a mijar na rua, como os cães. Estes estímulos devem constituir-se também tendo em vista a poupança na descarga da água em um vaso sanitário. O mesmo deve aplicar-se às fezes. Não faz sentido nenhum defecar em casa quando o produto poderia ser usado para cuidar dos jardins e das árvores.
Sonhar e ter ilusões é um direito que a todos assiste.
Guarde os posts e daqui a 4 anos troque a palavra Medina por Moedas … a mesma troca ocorreria independentemente dos nomes Medina e Moedas. À parte a expansão hoteleira e as ciclovias, os restantes problemas sempre os presenciei e desconfio que vão continuar após eu desaparecer.
Entretanto o Vozinha de sapo cocas ainda vai se candidatar a liderança do PSD contra O Rangel e o Rio deixando Lisboa nas mãos dos cidadãos.
Sou eu o Zé
Aí em Arroios ainda não engoliram a derrota.
É chato, pá.
Dizer que são todos iguais e que o melhor é não votar porque tudo continua sempre na mesma é uma treta.
Eu não moro em Lisboa,e até acho o C. Moedas uma pessoa simpática,mas cheguei a casa e ao ver a tomada de posse,pensei que tinha recuado no tempo.Tantas as figuras do tempo da Troika…
Se tivesses recuado um pouco mais, tinhas visto o Sócrates. E o Pinho. E o Vara.
Estavam na fila de trás ?
Ao Dr. Moedas y/
https://emulatoronline.com/games/sim-cit
Para ir treinando.
Entretanto o trânsito regressou em grande. Mesmo com a gasosa em máximos. Bons tempos em que se apostaria no trabalho remoto, desfasamento de horários e outras cenas disruptivas.
Conversa para boi dormir, como dizem os brasileiros.
Pensei que era um texto dedicado aqui à belíssima Coimbra, mas descobri que não na última frase.
Confesso ser um bocado burro ao pensar que as coisas podem mudar (não digo “melhorar”, apenas mudar) com a troca de edis. Ao fim de umas décadas de vida em que o cinismo aumenta seria de esperar que esta crença infantil desaparecesse de vez.
O Santana arranca em força, com a promessa de um Pólo Universitário (coisa até provida de algum mérito, desde que bem pensada e executada), já na Trofa a notícia não é quem toma posse mas quem está na tomada de posse.
Já passaram três semanas. A maternidade aí re-re-reprometida por Costa sempre vai em frente?
Podemos lançar amanhã [sexta-feira] o concurso, mas creio que manda o bom senso, o respeito democrático e o respeito pelas competências próprias da Câmara de Coimbra que se aguarde pela posse do novo presidente”, referiu o primeiro-ministro, no debate bimensal na Assembleia da República, em resposta ao PSD.
Entretanto, os Covões que estiveram (estarão) para ser encerrados, vão ter novo edifício. Não há como não gostar deste país.
Entretanto engravidei do meu vizinho Afonso que me disse que o bebé ia nascer na nova maternidade o que me deixou mais descansada.
Rita Afonso
Essa é a notícia boa.
A notícia má é a profissão dele: caixeiro-viajante.
Eu quero uma cidade caótica e com mau cheiro.
Votaste Medina?
O Marcelo também prometeu em 2019 acabar com os sem abrigo até 2023. Parece que aumentou, não só o número dos sem abrigo como também o número de pobres.
Penso que é melhor não depositar muitas esperanças no Moedas, para fazer isso tudo que você diz desconfio que só depois de outro terramoto.
Tirar sem-abrigo da rua é assim tão difícil, na sua opinião?
Então você é daqueles que já não acreditam em quase nada. Ou é daqueles para quem tanto faz estar lá um ou outro, o que vem a dar no mesmo.
Tirar os sem-abrigo da rua é um chavão muito nobre e fica muito bem numa campanha eleitoral, mas não passa de uma utopia por vários motivos.
O principal é que nem todos os sem-abrigo querem abandonar as ruas. Outro é porque a sociedade não tem estruturas para os receber. E o outro é apenas por motivos económicos, ao aumentar o número de pobres aumenta a possibilidade da criação de novos sem-abrigo.
Eu não sou daqueles que tanto faz lá estar um como estar outro, eu sou daqueles que acredita que o presidente da câmara quando é posto pelo partido está lá para fazer combate político e não para satisfazer os munícipes. Daí o êxito dos independentes.
Mas eu gostava de acreditar naquilo que você diz, vamos aguardar, pode ser que eu esteja enganado.
De forma geral, na rua existem pessoas com problemas de álcool, de droga, problemas psíquicos, e pessoas sem nenhuma patologia mas todavia sem-dinheiro. Por experiência ( fiz voluntariado durante anos na Comunidade Vida e paz ), sei que a altura ideal, para os conseguir ajudar/retirar da rua, é no inicio, depois começa a ser muito difícil. Não impossível, mas muito difícil.
Carlos Figueiredo
Será difícil, admito, mas não impossível. Claro.
Desde que se pense um pouco menos em turismo e um pouco mais em acção social.
Este ganhou com praticamente o mesmo do número de votos que as eleições anteriores e… Blabla… Rui Rio termina com a expansão socialista no centro e no norte e… Rui Rio não sabe fazer oposição, mas está a implodir a esquerda… O pânico é tal que a comunicação social xuxa já promove candidaturas no PSD..
Fora a que não é xuxa e está sempre em linha, lá promovem tudo desde que seja a seu gosto …
WW
A que não é xuxa, é aquela que chorou por Rui Rio ter tido um excelente resultado nas autárquicas… Estava tudo preparado… É hilariante como alguém k não faz oposição tem um resultado excelente nas autárquicas… O Carlos Moedas não vale nada, é mais um narcisista na política portuguesa…. Teve a mesma votação k o PSD e CDS juntos nas últimas eleições e dizem k é uma vitória pessoal kkk é só bêbados…. A vitória em Lisboa deu se apenas porque o eleitorado do PSD é CDS estava mais mobilizado k os xuxas, tal como sucedeu em muitas regiões do país… Mas enfim, o k vale é que são os militantes que votam não são os comentadores nem os pseudo jornalistas, se fosse assim o PSD teria tido um derrota à Carreiras…
O que diria Freud dessa obsessão pelos kkkkkk….
Pânico? Qual pânico?
A questão das rendas não é da responsabilidade da câmara. Habitação acessível talvez seja mas será sempre em zonas recuadas da cidade. O problema centra-se na ganância dos proprietários e de haver um mercado parasitário que sustenta essas ambições.
A Câmara pode intervir indirectamente, fazendo pressão sobre o mercado, se dispuser parte do seu imenso património imobiliário para esse fim.
Esta foi uma das matérias em que Medina se espalhou mais ao comprido. Prometeu seis mil casas para o mercado de arrendamento e nem andou lá perto.
A Câmara pode intervir indirectamente, fazendo pressão sobre o mercado, se dispuser parte do seu imenso património imobiliário para esse fim.
Isso são sonhos húmidos.
Primeiro, o património imobiliário da Câmara pode ser grande, mas será certamente muito pequeno quando comparado com o património imobiliário privado, pelo que a “pressão” exercida será pequena.
Segundo, a Câmara é notoriamente ineficiente a promover as necessárias obras de requalificação do seu património (o qual em geral não está em condições de ser arrendado sem extensas obras prévias), pelo que a “pressão” exercida sairá muito cara aos contribuintes.
Terceiro, a Câmara é notoriamente ineficiente a gerir as casas que arrenda, pelo que isso sairá ainda mais caro aos contribuintes, os quais terão que ficar a ver arrendatários que não pagam a renda.
Mais vale a Câmara deixar o seu imenso património imobiliário estar parado, do que ir delapidar dinheiro dessa forma.
Que raio de raciocínio esse. O melhor é não fazer nada.
Já percebo por que motivo você apoiava Medina com tanto vigor.
Sonho húmidos tinha com Medina com o Moedas entrei na menopausa
Calha mesmo bem. 1/10/18/dia-mundial-da-menopausa/
Hoje é o Dia Mundial da Menopausa.
https://www.sns.gov.pt/noticias/202
Com o preço dos combustíveis a subir julgo que as ciclovias passarão a ser cada vez mais importantes.

Se continuam a subir desta maneira, o melhor é trazer de volta aquele burro que o António Costa usou há uns anos para tentar vencer em Loures.
Um burro não: uma récua inteira.
A palha também fica cara para alimentar o burro, por isso insisto na bicicleta ou a pé para exercitar o corpo,
As ciclovias são em muitos casos mal pensadas e infelizmente não é apenas um problema de Lisboa, é um problema em outras cidades (pelo menos as que frequento com mais assiduidade: Setúbal e Leiria).
O que mais gostei na tomada de posse,foi ouvir o “Lisboa Menina e Moça”.
Revela bom gosto.
Concordo com tudo, excepto no que diz respeito ao arrendamento acessível. Não me parece que a câmara se deva meter num assunto cujo problema está muito a montante. O problema do arrendamento está relacionado com a lei das rendas, com instabilidade legislativa, e com a falta de confiança dos proprietários na resolução de conflitos.
No excelente discurso de posse, esta tarde, Moedas falou disso também.
Aliás falou de vários dos tópicos que enumerei aqui.
A Câmara de Lisboa não pode assistir impávida à contínua pressão do mercado imobiliário para empurrar os jovens cada vez para mais longe da cidade. Sobretudo sendo ela própria proprietária de um vasto conjunto de imóveis que pode e deve disponibilizar para o mercado de arrendamento a preços acessíveis a bolsas médias.
O que me faz mais confusão nisto do arrendamento acessível é a escolha dos felizes contemplados. Como é que se faz essa escolha? Sorteio? Aqueles com menores rendimentos? Com mais filhos? Mais bonitos?
Se o número de apartamentos postos no mercado for insuficiente para fazer baixar os preços, então não vale de nada.
PS-Lisboa está bonita à custa do investimento privado. Esses grandes investimentos foram feitos à medida do alojamento local. Agora, repentinamente, todos querem viver na Lisboa recuperada pelos investidores do alojamento local. E o poder político aproveitou-se vergonhosamente desse investimento aumentando o imposto e limitando o alojamento local. Mudou as regras a meio do jogo, quando os privados ainda estavam a recuperar os elevados investimentos que tinham feito. Assim não há confiança. Enquanto não se mudarem os pressupostos do arrendamento, os proprietários preferem manter os apartamentos fechados a correrem o risco de ter um mau inquilino, que estraga a propriedade, não paga e não se consegue despejar.
Susana V tem muita razão no que diz.
Falo com conhecimento de causa jpt. Vivi durante bastantes anos num bairro histórico, desses que agora estão tão na moda, e onde todos querem viver. Vi-o definhar e depois renascer com o AL. Sou também uma dos muitos proprietários e senhorios gananciosos, causadores dos males do mundo.
uma malvada, então… (falando sério? parece que as pessoas esqueceram como estavam decrépitas e até devolutas várias áreas de Lisboa há alguns anos)
Vamos a isso, mas cuidado com o despesismo, para não acontecer o mesmo que no tempo do Santana com aquelas casas de renda acessíveis.
Agora essa das árvores em todas as praças, não é má ideia e quero lá saber se escondem os edifícios históricos, e a Praça dos Restauradores nem tem edifícios históricos.
É capaz de ser a medida menos dispendiosa. Por mim, gostava de voltar a ver árvores na Praça de Alvalade, por exemplo.
Custará muito? Claro que não.
Gradualista que sou peço apenas que melhore um pouco. Quanto ao que dizes: pedes muito, e apresentas muitos itens. Mas, de facto, vários deles são congregáveis e assim não é tão hercúlea a tarefa. Melhores transportes públicos (e sua articulação com o tráfego automóvel privado) são cruciais mas ultrapassam o poder do Largo do Município – espero que possa articular com a área metropolitana e colher apoio governamental (mas num país tão centralista, em crise constante e com um governo PS nada atreito à democraticidade de partilha de poder, à coabitação, como será possível).
Peço três coisas: 1) pensar a cidade para o futuro a curto prazo – não no sentido de floreados ou de show-off, mas de induções de práticas e vias de desenvolvimento. O caso do alojamento local é óbvio: é evidente que a cidade (como já foi aqui comentado) muito melhorou, em particular nas zonas centrais, com o investimento para o mercado turístico (havia zonas tétricas). Mas foi algo excessivo – e quando Medina apareceu agora antes das eleições a dizer que ir por travão nisso seria de lhe ter perguntado se a função dele (dos poderes locais e governamentais) não teria sido de pensar nisso bem antes. Não estrafegar a economia por ditames estatistas mas avançar hipóteses. O caos comercial no centro turístico também (já há bastantes anos que li uma entrevista da Catarina Portas referindo o monopólio das lojas de quinquilharia de “souvenirs” kitsch – cujos contornos de investimento e laborais são esconsos, é óbvio – sem que houvesse um mínimo de trabalho para induzir um pluralismo de oferta, etc. 2) reduzir a hidra que é a CML, que é sobredimensionada, uma verdadeira central de emprego com evidentes conteúdos patrimonialistas, e que se tornou uma sangria dos munícipes (e dos portugueses em geral); 3) pensar as freguesias: por exemplo quando se fala em fazer retornar gente para Lisboa, os jovens em particular, muitos tendem a logo pensar no “centro” (os bairros “típicos” para falar e pensar pobre como a mandatária de Medina). Mas o relevante não é por gente trendy na Mouraria ou Alfama ou monocornistas no Beato. É reavivar, renovar, fazer atractivos Santa Clara, Marvila, Benfica, Olivais, Carnide. Pois aí é que está a moda.
Concordo com tudo quanto escreves excepto em “fazer atractivo” Benfica. [>;P]
P. S. – Anotei o neologismo “monocornista”. Gosto.