A Lisboa de Medina (11)


Pedro Correia,

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Lisboa, Rua Henriques Nogueira

(nas traseiras do edifício dos Paços do Concelho)

46 comentários em “A Lisboa de Medina (11)”

  1. Não é por acaso que esta rua não tem pilaretes. Não os tem precisamente para que se possa fazer isto.
    Recorda-me do tempo da antiga sede da Polícia Judiciária (na rua Gomes Freire), em que havia uns curiosos sinais de trânsito colocados a informar que era permitido estacionar sobre o passeio. Eram para os funcionários da PJ poderem estacionar sobre o passeio. Não raro estacionavam de tal modo que oe peões ficavam completamente sem espaço para passar.

  2. Este automobilista merecia que lá passasse um peão armado com uma faca de mato que lhe esfaqueasse um par de pneus.

      1. é adepto da acção directa

        Sou.

        Porém, o que é importante, reconheço que essa ação atualmente é pouco necessária em Lisboa, dado que a cidade realizou enormes progressos nesta matéria e hoje casos como o retratado na fotografia são raros.

        1. Ó balio não será melhor conter esses impulsos?
          É que o dono do carro tanto pode ser uma velhinha como um matacão de um metro e noventa e 120 quilos.
          Mesmo que você tenha uma casa de pneus, é melhor não arriscar.

          1. Eu contenho-os. Atualmente não faço isso. Também não é preciso, porque atualmente é-me raro ver automóveis assim estacionados em grosseiro prejuízo para os peões.

            Mas há um par de décadas fazia muito disso. E nunca fui apanhado. Devo ter reebntado com uma trintena de pneus.

          2. Nem pensar nisso — a usar o AO desta maneira deve é somar-se um castigo ao outro.

  3. De notar que existe uma esquadra da PSP mesmo ao lado desta rua. Não é por falta de polícia que este carro não apanha uma multa e deixa de ser rebocado.

  4. Esta é demais !!!
    As paredes não estão pichadas e o condutor do carro teve o cuidado de deixar espaço no passeio para os transeuntes. Os gordos que façam dieta!!!

  5. Agora o dono do automóvel vai processar o Delito de Opinião por devassa da vida privada.
    Quem será o dono do carro? Através da matrícula a PSP informa e nesse caso o Delito de Opinião apresenta queixa contra esta pouca vergonha.
    O culpado é o Medina e está tudo resolvido, mesmo que o dono do carro diga que se está lixando para o Medina e arruma o carro onde lhe apetecer. O que parece o caso.

      1. Sim.
        Doutra forma teria que ser tapada a matrícula do carro, que por acaso nem está mal estacionado/parado, aquele passeio está assim para isso mesmo: para os carros, viaturas de transporte, viaturas do lixo ficarem parados e não impedir o trânsito. O passeio está sempre ocupado com caixotes do lixo, os peões escolhem sempre o largo e seguro passeio do outro lado.

          1. Então quando tirou a fotografia não viu se havia alguém dentro do carro?

  6. Provavelmente pertene a algum agente da polícia ou funcionário da Câmara. Por acaso no passeio da rua do Arsenal contíguo ao edifício da Câmara colocaram pilaretes o que achava completamente desnecessário e desadequado. Afinal estava errado.

    1. Se estacionam tranquilamente nos passeios, obrigando transeuntes a circular no meio da rua, até nas traseiras do edifício da Câmara Municipal, não admira que façam o mesmo em qualquer outro lado da cidade. Já para não falar do “estacionamento em segunda fila”, essa instituição tão lisboeta.

      1. “lisboeta”?
        Só se Portugal for Lisboa. Na paisagem o estacionamento em 2ª fila é tão natural quanto a sede. Então em horas de deixar e apanhar a petizagem à porta da escola…

        1. Também pode aparecer por cá, o magnífico “estacionamento em segunda fila” – que acontece mesmo em férias escolares, mesmo em zonas onde não há escolas nas redondezas.

          1. Tal como na província. Nisso somos tão cosmopolitas como a Capital.
            Também sabemos estacionar por trás dos já estacionados em espinha. E usar a faixa da direita de uma via de duas como estacionamento.

          2. Sintam-se os leitores à vontade para trazer aqui fotos – ou sugestões de fotos – colhidas noutras localidades. Fica a sugestão.

  7. Hoje há debate presidenciEdil na SIC (que só dá os debates que contam). Deviam fazer daqueles com público, como nos states, em que este faz perguntas.

    1. Deviam fazer como na RTP, que tem cumprido serviço público ao dar voz a todos os candidatos em todas as sedes de distrito – e algumas outras cidades. Sem exclusões nem favoritismos.
      Merece um elogio por isso.

      1. O candidato Ruas agradeceu a condizer.
        A sic é cosmopolita, nao liga ao Portugal rural.
        A rtp faz serviço público (também era melhor), os debates têm sido interessantes. Ao contrário do da sic onde o Medina tem tempo de antena superior.
        Claro que os das metrópoles têm o dobro da duração, mas ninguém é perfeito.

        1. Ruas teve uma atitude execrável. Negando-se ao confronto democrático com os restantes candidatos à câmara de Viseu.
          Próprio dum qualquer general Tapioca. Nem lhe falta o bigode imaculadamente negro.

  8. Temos que separar as águas. Há aqui duas situações; o ordenamento de trânsito por parte da câmara, e a infracção por parte deste condutor.
    O ordenamento por parte da câmara está correcto porque o passeio em frente tem pilaretes este passeio é que não tem. Como a rua só tem um sentido, possibilita a paragem de um veiculo de emergência sem atrapalhar o trânsito. Se o passeio também tivesse pilaretes isso era impossível.
    Com este carro ali parado o trânsito flui na mesma, poderá incomodar um ou dois peões mas não passa disso, levar uma multa é a sanção que se pode considerar compatível.
    Se o balio furar os pneus, o trânsito não flui porque toda a gente quer ver. Quando vier o reboque o trânsito pára, os peões têm dificuldade em passar, o condutor faz queixa na polícia contra terceiros e quem fica prejudicado é o contribuinte que tem de pagar todo este aparato. E também o balio se tiver tido o azar de ter sido apanhado por uma câmara de filmar.
    É melhor não mexer e deixar estar assim.

  9. Isto cheira-me ser carro de algum funcionário camarário que, por não ter dinheiro para um eléctrico, é obrigado a estacioná-lo num lugar escondido para não borrar a imagem moderninha da câmara.

      1. Será que os habituais visitantes do Delito ainda não perceberam que você lhes está a dar um grande baile a uns e a outros sarrafadas?

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