A Lisboa de Medina (8)


Pedro Correia,

thumbnail_20210807_113339[4].jpg

Lisboa, área traseira da Igreja dos Anjos

(transformada em urinol a céu aberto)

64 comentários em “A Lisboa de Medina (8)”

      1. dizia um prof por terem acabado com o micto-turismo
        em Paeis no Boul’mich desapareceu o meu querido pissoir para favorecer ‘Madame pipi’
        « quando se vai para qualquer lado
        vai-se cagado e mijado»

      2. O tratamento dos cromos que tem apresentado são da competência das Juntas de Freguesia, como só se atira a quem lhe convém ou de encomenda dos cromos, estamos à espera dos das Freguesias do Areeiro, Santo António, Estrela e Belém. Não nos diga que o Medina e cia. tem tudo impecável.

        1. Um avençado da câmara a tentar mostrar serviço. É assim que eles “gerem” Lisboa: em função do mapa partidário.
          Brincam às bandeirinhas. Em vez de agradecerem os reparos dos munícipes, fazem como os queixinhas da escola primária, procurando lançar culpas sobre “os outros meninos”.

  1. Sim, tem razão. Essa área está degradada há muito tempo. Os problemas estão intimamente relacionados com a “sopa dos pobres”, distribuída nas imediações, e os muitos sem-abrigo que são atraídos para a zona. A bela-sombra classificada que existe lá está completamente compurscada, o que é uma pena.

    1. É uma vergonha. Um asco. A Lisboa que não vem nos bilhetes postais lindinhos e fofinhos.
      Com responsabilidades directas da Câmara e da Junta de Arroios.
      E não se culpe a chamada “sopa dos pobres” existente há dezenas de anos, a grande maioria dos quais sem que o recinto adjacente à igreja estivesse assim.

      1. Tão obcecado que nem rectifica compurscada e atira com os extraordinários antigos da chamada “sopa dos pobres” nunca terem vontade de fazer xixi.

  2. Se vamos falar de cheiros, tenho outra. Na parede sul da estação do Cais do Sodré, a esquina do lado dos autocarros costuma ter uma atmosfera asfixiante. E esta avaliação, feita por quem desde a infância se habituou aos aromas exalados por galinhas, coelhos e gado diverso, quer dizer muito.

    1. Isso é em parte culpa de não haver na zona casas de banho públicas gratuitas, como deveria haver num interface de transportes, e como dantes havia em geral nas estações da CP. A CP eliminou as casas de banho gratuitas nas suas estações e como consequência as pessoas (isto é, os homens) passaram a aliviar-se ao ar livre.
      É normal. Uma pessoa que more em Cascais e queira viajar para Lisboa demora tipicamente uma hora e meia (incluindo os trajetos em Cascais e em Lisboa). Muitas pessoas em muitas situações não aguentam passar tanto tempo sem urinar.

          1. Será o Lavoura que faz aquele espectáculo deprimente das pedrinhas empilhadas no Cais das Colunas? Agora porque proteje tanto o PS e vice-versa. Em qualquer país da Europa já teriam internado o gajo.

  3. Que quer o Pedro que Medina faça em relação aos urinóis a céu aberto?
    Urinóis a céu aberto existem em todas as cidades. Exceto, talvez, na Suíça, onde há multas para quem urine a céu aberto.

    1. Quando o assunto é Medina, você anda com venda nos olhos, não repara em nada.
      Cuidado, não tropece.
      E se alguma vez passar por aqui, não ande só
      com a venda: ponha também mola no nariz.

      1. O assunto só ficará resolvido com um seguro de doença de bexiga e partir dai está tudo resolvido. Nas Freguesias do Areeiro, Santo António, Estrela e Belém é tudo gente sem problemas de incontinência urinária.

    2. A maior parte das cidades tem lavabos públicos, o que não se passa em Lisboa. Seria uma solução ter uma rede de lavabos públicos com funcionários. Concerteza que a câmara tem orçamento para isso. Durante o confinamento, com os cafés fechados, era uma aventura fazer um passeio mais longo, sobretudo com as crianças.

      1. Lisboa tem alguns lavabos públicos. Julgo que não são resposabilidade da Câmara Municipal, mas sim das Juntas de Freguesia. Por exemplo, perto do Cais do Sodré há lavabos públicos a meio da Avenida Ribeira das Naus. Há também lavabos públicos no Jardim Braancamp Freire, por exemplo.

        Repare-se que a lavagem das ruas é responsabilidade das Juntas de Freguesia, e não da Câmara Municipal, pelo que são aquelas (as Juntas) quem tem interesse em possuir também lavabos públicos; o que se gasta nos lavabos, poupa-se na lavagem…

        P.S. As crianças podem urinar nas árvores sem vergonha…

      1. Já é à noite no Bairro Alto e, depois, é tudo limpo pelo pessoal da limpeza, como acontece no Funchal.

  4. Urinóis e escarradores fazem parte do postal que é Portugal. Como dizem os camones, very tipical.
    O que mais me impressionou quando visitei o Funchal pela 1ª vez foi a limpeza das ruas de um dia para o outro. De noite era lixo por todo o lado, na manhã seguinte às 8 da manhã parecia um anúncio da Domestos.

    1. Sim, aos camones faz impressão ver os portugueses escarrar para o chão. Em Amesterdão há multas para quem mijar ou escarrar na via pública, já vomitar é tolerável mesmo que seja, sabem lá, por bebedeira.
      Mas aos camones é permitido tudo, que o digam os funchalenses que há noite têm que aguentar com lixo por todo o lado.

      1. Já vi uma mulher em pleno Parque Eduardo Sétimo arriar o calhau as 16h00 da tarde com o namorado em frente a disfarçar que lia um livro.

        1. Provavelmente seria a mesma que eu vi, mas eram precisamente 16h13 e o namorado, não se sabe ao certo, estava mesmo a ler um livro e em voz alta só para chamar a tenção para ele, e no fim do serviço ela pediu-lhe papel e ele rasgou uma folha do livro.
          Isto só lá vai com um seguro de saúde para manter a prisão de ventre.

          1. Já eu tive menos sorte vi um homem todo nu a correr na segunda circular…

  5. O problema passa pela educação dos jovens, não faz sentido limpar e pintar paredes para no dia seguinte estar tudo sujo o melhor mesmo é deixar estar assim até os país das crianças grandes lembrarem-se de lhes dar educação e regras de civilidade.

  6. Eu não percebo esta má vontade contra os urinóis do Medina. Já visitei outros países e nenhum tem os urinóis com uma paisagem tão bonita como a nossa.

  7. Espero que Moedas se for eleito reactive os antigos urinóis ou mictórios por toda a Lisboa para assim os homens terem sítio próprio para fazer as necessidades em vez de andarem por aí feitos tristes a fazer onde lhes apetece e a sujar a cidade.

    Maria Rita

  8. A limpeza e lavagem das ruas não é responsabilidade da Câmara Municipal, logo, Medina nada tem a ver com o caso. É responsabilidade da Junta de Freguesia. Neste caso, da de Arroios, que é gerida pelo PS (presidente: Margarida Martins, a da Associação Abraço).

  9. Isso do urinol faz-me pensar no acesso da estação de Sete Rios para a rua do IPO. Se bem que aí não é a céu aberto pois a linha de comboio passa por cima… 🙂

    Já agora, nessa rua, a Prof Lima Basto, em obras há meses, é fascinante ver como a ciclovia já está funcional, e é bem larga, mas o passeio não só ficou estreito como ainda continua obstruído junto à entrada do IPO. Do outro lado da rua ainda há partes do passeio por reconstruir, e a ninguém da câmara ou da obra ocorreu que talvez fosse boa ideia lavar a rua… Fica a poeira, assim.

    Aliás, também nas obras de reorganização do trânsito da Praça de Espanha as ciclovias ficaram prontas antes dos passeios. Enfim, os peões que se lixem – pedalassem!

    1. os peões que se lixem – pedalassem!

      Exatamente, é mesmo assim que as Câmaras pensam.

      Dantes, havia na atuação camarária uma classe de privilegiados – os automobilistas – e uma classe oprimida – os peões. Agora, os ciclistas passaram a fazer parte da classe privilegiada; os peões continuam oprimidos, agora também pelos ciclistas.

      Os ciclistas têm um piso bom e lisinho para deslizar, enquanto que os peões andam a tropeçar em calçadas irregulares. Os ciclistas têm via larga, os peões via estreita; a via dos ciclistas é à sombra das árvores, a dos peões é ao sol.

  10. O problema, como usual em Portugal, não é tanto da atuação das autoridades como da falta de civismo dos cidadãos.
    Qualquer indivíduo com dois dedos de testa percebe que, se é para urinar, deve fazê-lo para a terra, a qual absorve e, em breve, degrada a urina. Portanto, deve-se urinar para o pedaço de terra que rodeia uma árvore, por exemplo. Mas os portugueses, sempre desejosos de degradar o mais possível o espaço público, pelo qual nutrem desprezo e nojo, urinam preferencialmente sobre pedra – a qual absorve a urina e assegura que esta continua a deitar cheiro por semanas a fio.
    Os portugueses na cidade urinam sobre a pedra pela mesma razão pela qual no espaço rural deitam o lixo pelo meio dos campos: para degradarem o mais possível o espaço público (ou do alheio), o qual lhes repugna e que odeiam.

    1. Não generalize com os “portugueses”. O desleixo do Estado sobre o que lhe compete é muito maior e mais desanimador do que o desleixo dos particulares — porquê? Porque os funcionários do estado querem ser apenas funcionários. Querem retroactivos e férias compridas todas pagas. E quantos mais feriados melhor. Essa gente que tem tudo e que não faz nada é um dos principais cancros desta terra: são os que agora compram apartamentos para alugar a preços crimonosos a bandos de brasileiros. Porque os portugueses que trabalham não conseguem pagar as rendas que pedem na cidade. Nem um casal a poupar como loucos consegue pagar os ordenados-extra que os proprietários esmifram às pessoas. Um nojo. Mete-me NOJO.

  11. Se o fiel amigo do homem não tem complexos, nós também não temos de ter.
    Viva o contacto com a natureza, a micção ao ar livre!
    Somos todos animais.

  12. Pedro Correia deu uma ideia eleitoral ao Moedas: anunciar que Fundação Gulbenkian vai comprar “O Urinol”, de Marcel Duchamp, para vincar o seu projecto de urinada geral em Lisboa.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *