A Lisboa de Medina (10)


Pedro Correia,

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Lisboa, Calçada da Ajuda

(obras de “requalificação”, Medina style)

68 comentários em “A Lisboa de Medina (10)”

  1. Isto não é aceitável – quando me enviaram um filme com isto julguei que era manipulação. E dizer que os habitantes entram pelas portas do outro lado (ou que as habitações são de uma corporação para-militar), a justificar o injustificável, ainda é pior

  2. Consta que Medina não só aprovou, como projetou, assentou o tijolo e aplicou o reboco. Tudo ele.
    Aliás, ontem era vê-lo a grafitar a Rua Augusta.

      1. Em tempos havia necessidade de abrir o “gavetão” do desastre de Camarate para efeitos eleitorais, agora o simplório senhor engenheiro administrador de Fundações e consultor de imobiliárias tem necessidade de atirar com o Sócrates que nem os outros com o Passos que é mais moderno em fugas de impostos.

        1. Olhando para a caríssima “requalificação” desta calçada, qualquer um pensa logo nos pardieiros projectados pelo “arquitecto” Sócrates.
          Tem a mesma traça.

  3. Entretanto na província

    O Movimento Parque Verde (MPV) analisou e discutiu o projecto da Câmara Municipal da Figueira da Foz (ver detalhes aqui) para a requalificação do Jardim Municipal da cidade, “uma obra orçamentada em 800 mil euros, a segunda intervenção em menos de 15 anos, num investimento total de quase 2 milhões de euros. São cerca de 10 mil euros por mês. Este é um valor muito elevado dadas as carências do concelho em termos de desenvolvimento sustentável, independentemente da origem do financiamento ou das verbas”.

    https://www.facebook.com/pg/FigueiraNaHora/photos/?tab=album&album_id=1741553135989068

    Metade da verba deve ter sido gasta nos cartazes usados para rodear a obra e que “explicam” a mesma. Uma mistura de Eça com Pedro Guerra.
    O ex-libris é mesmo o coreto, há uns anos o “velhinho” foi substituído por uma pala topo de gama (proveniente da mente de um qualquer arquitecto de excelência), mas que contra todas as previsões não serve para nada.

      1. Pois, sem dúvida que dariam. Mas como era o passeio, então? Tinha ali uns degraus? Ou quê?
        Eu não sei. Mas, se o passeio tivesse degraus (e isto é somente um “se”), então sem dúvida agora está melhor, pois está mais transitável por peões e deficientes.

        1. Há aí uns erros

          Mas, se o passeio tivesse degraus (e isto é somente um “se”), então sem dúvida agora *ESTARIA* melhor, pois *ESTARIA* mais transitável por peões e deficientes.

          Assim, sim.

        2. A rua estava mais elevada. O passeio estava ao nível das portas.
          Aquilo foi uma intervenção de doidos. Literalmente.

      1. Vá que não foi tudo abaixo e vendido a uma imobiliária para um condomínio de luxo.
        Sabe-se lá, com 56 post de conversa de por o assunto à baila para um ‘ainda bem que falam nisso’.

        1. Mas há alguma dúvida de que esta sacanice de obra só foi feita porque as casas estão marcadas para ir abaixo? O património do Estado está a saque: liquidação total. A única incógnita é saber qual o vereador (ou familiar) a quem vai tocar a prebenda.

  4. A imagem é uma metáfora para a vida política portuguesa. E a resposta de Medina “Informo que as casas são da GNR, estão desocupadas e a entrada é pelo outro lado, pelo pátio do quartel”, no Twitter, definem com absoluta clareza e exactidão o estado de estupidez natural das justificações que vão sendo dadas pelas entidades públicas.

    Os portugueses face a um paradoxo destes, bem capazes seriam de resolver arranjar um escadote – uma burra – para trepar a casa e assim viver o dia-a-dia. Aliás, é assim que sobrevivemos: a trepar à burra para conseguir chegar a ter vida no meio deste entulho que nos governa e administra.

    1. Não há estupidez nenhuma. Se as casas pertencem à GNR – isto é, ao Estado – e estão atualmente desocupadas, então não há qualquer problema em remodelar as casas, instalando nelas uma escada interior, tal como aparentemente o Estado (a GNR e/ou a Câmara) tenciona fazer.
      Entre haver uma escada dentro das casas e haver uma escada no passeio público, penso que é preferível a primeira opção, que foi a adotada. A diferença é que uma escada dentro das casas só afeta os ocupantes das casas (que, pelos vistos, atualmente não são nenhuns), e uma escada no passeio público afeta todos os transeuntes que por ali passam. Incluindo, quiçá, alguns que transitam com carrinhos de bebé, ou em cadeiras de rodas.

      1. Nem sei bem que responda, por saber que face ao que escreveu não vale a pena, mas cá vai a tentativa inglória: não ajustar o planeamento da construção destas casas, passeio e rua entre si é surreal. Esta imagem é a decorrência lógica da falta de contestação dos portugueses face às completas incompetências que todos os dias vemos nas obras públicas em que se gastam rios de dinheiro por mau planeamento – veja-se o caso dos levantamentos constantes dos pavimentos. Se aceitarmos tudo daqui a nada temos casas com o traçado da via desenhado na fachada e o Balio a dizer que é esteticamente muito bonito.
        A justificação dada por Medina é surreal, tal como a passividade dos lisboetas face ao absurdo.
        Que o Balio e muitos dos que votam no Medina – que pinta as ruas às cores infantis, fornece dados de cidadãos estrangeiros aos estados autoritários de onde provêm (sei, vem já aí alguém com a justificação de que o Presidente da Câmara não sabe de tudo o que se passa) e se vai demarcando dos, no passado, tão amados compinchas de partido à medida que se tornam incómodos -, não consigam perceber é só a triste sina do país.

        1. o Balio e muitos dos que votam no Medina

          Errado, cara Isabel: eu nunca votei em Medina no passado e não tenciono votar nele daqui a um mês. Sendo um membro da Iniciativa Liberal, votarei no candidato desse partido.

      2. ” e uma escada no passeio público afeta todos os transeuntes que por ali passam. Incluindo, quiçá, alguns que transitam com carrinhos de bebé, ou em cadeiras de rodas. “

        Com aquela largura e declive o passeio deve ser um perigo e o poste no meio nem uma pessoa deve deixar passar em segurança.
        O problema de Lisboa é que tem muitos lisboetas, venham para a província.

        WW

    2. “Aliás, é assim que sobrevivemos: a trepar à burra para conseguir chegar a ter vida no meio deste entulho que nos governa e administra.”
      Na mouche!

  5. Os portugueses estão obesos e praticam pouca actividade física.
    Este é um projecto piloto para alterar isso.

    1. Projecto piloto mesmo. Se subirem mais as portas, relativamente às calçadas, só se consegue sair dali de pára-quedas (palavra que em acordês passou a significar o oposto, “paraquedas”).

  6. Espero que publique este comentário.
    Se se der ao trabalho de referir que esta palhaçada teve e ver com as obras de requalificação da Calçada da Ajuda, retirar as linhas dos eléctricos, o piso da calçada ficaria, sempre, numa cota inferior.
    Estas casas são do Estado e estão destinadas, há anos, à GNR mudar de fardamento e alguma pernoita necessária. Não vive lá ninguém e é utilizada a entrada pelas traseiras.
    Veja o Google Earth 2018 e vê o motivo da palhaçada. Agora apenas têm de ser disfarçadas as portas passando a janelas e está o “seu” problema resolvido. Mas você sabe disto tudo quer é arranjar motivo de palhaçada eleitoral.

    1. Refere-se a quê?
      Às obras de requalificação do Palácio da Ajuda e “reabilitação do espaço público” envolvente, que em 2016 tinham um custo avaliado em 15 milhões de euros e cinco anos depois tinham subido para mais do dobro?
      https://www.dn.pt/artes/palacio-da-ajuda-vai-ser-acabado-222-anos-depois-5395801.html
      https://www.idealista.pt/news/imobiliario/construcao/2021/06/11/47686-nova-ala-do-palacio-da-ajuda-concluida-226-anos-depois-e-museu-do-tesouro-abre-em

      Você chama a isto “palhaçada”.
      É pouco. Merece um nome muito pior. Que não lese a honra dos palhaços.

      1. Mais valia terem gastado mais um bocadinho de dinheiro para eliminar aquelas portas e repintar as paredes das casas até ao novo passeio. Ficava sem esta vista ridícula e sem motivos para a oposição a Medina fazer esta campanha palerma.

        1. balio, vá que não lhe azularam o seu lógico comentário.
          No início deste mês, o observador da treta e a tvdesastres noticiaram o isto não se faz a uma grávida, a um idoso, a um inválido e a uma mãe com carrinho de bébe.
          Mas, já há muitos anos que os GNRs entravam pelas traseiras disse um morador local.
          Piiiiiim!

      2. Qualquer leitor do Delito de Opinião, mesmo que não goste do Medina nem um bocadinho, entede que o que faltou a este caricata situação foi pura e simplesmente tranformar as portas em janelas, já que, até anteriormente, era utilizado o acesso às casas pelas traseiras.
        Mas, vale tudo não vá o chega apanhar as canas.

        1. Coisa gira: anónimos a fazer comboiozinho, rebocando-se uns aos outros. No trem camarário.
          Deviam ir viver para o “condomínio” da Ajuda, com “entrada pelas traseiras” – seja lá o que isso for.

    2. O estulto controleiro de serviço vem para aqui convencido de que ninguém é capaz de compreender o que significa uma habitação perder a sua entrada principal, a única aberta para a via pública. Acaba fazendo figura de pailasson.

      1. Leopedro, 56 comentários na grande maioria com larachas, incluindo os seus.
        Então para que serviu isto?
        Não acredito que seja para obrigar os vários candidatos às próximos eleições para a autarquia falar sobre este assunto.
        E se um dos candidatos disser: tantos problemas para resolver em Lisboa e você vem falar sobre as portas dumas casas que nem sequer tinham serventia.

        1. Nas pequenas coisas se vêem as grandes !
          Mas acho que um anónimo aí para trás é que já disse tudo…

          WW

    1. Uma ministra já anunciou que vai atribuir prioridade para habitações de filhos de funcionários públicos em Lisboa.
      Podem instalar alguns desse rebentos aqui, na Urbanização Medina.

  7. Esta é daquelas imagens que se recebia por email, com a legenda de pertencer a um daqueles países africanos lá do 3º mundo ou uma das ex-repúblicas soviéticas em que os engenheiros às 10 já emborcaram meia garrafa de vodka. E o pessoal ria, e passava aos amigos, com o título “ainda falam mal de Portugal”.
    Em 2021 é normal e até tem justificação.

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