A Lisboa de Medina (21)


Pedro Correia,

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Lisboa, terminal rodoviário de Sete Rios

(depois das obras, não há passeio; passageiros recém-chegados são forçados a circular na ciclovia)

20 comentários em “A Lisboa de Medina (21)”

  1. Bom dia Pedro Correia
    Respeitosamente, esqueceu-se que os “pilares”, a ciclovia e o cidadão que circula na “trotinete” eléctrica que depois abandona deitada no chão em qualquer sítio, esses é que são importantes. (?!?!?!?!?!?!?)
    Boa semana, saúde.
    António Cabral

    1. Típica “intervenção urbana”, caro António Cabral. Segundo o ar do tempo: prioridade ao secundário, esquecimento total do prioritário.
      Valorizar o peão não é moderninho…
      Saúde!

  2. passageiros recém-chegados são forçados a circular na ciclovia

    E qual é o mal???

    Passageiros com malas com rodinhas circularão sempre na ciclovia, por motivos óbvios: as rodinhas rodam muito melhor num terreno liso.

    Eu quando estive na Suíça, todos os dias utilizava um passeio que era também ciclovia (ou ciclovia que era também passeio): lá (um país rico!), é normal andarem peões e ciclistas pelo mesmo caminho.

    Não faz mal nenhum que os passageiros circulem pela ciclovia. É só questão de os ciclistas (se os houver) circularem com o devido cuidado.

    1. Esta é uma das portas de entrada de Lisboa. Os passageiros, desembarcados com malas, têm a opção de circular na rua ou na ciclovia. Arriscando embater num táxi ou numa das bicicletas/trotinetas que ali circulam.
      Obras à Medina: há espaço para veículos de quatro e duas rodas, só se esqueceram de prever passeios para os peões.

    2. Tanta benevolência também é demais. Em Amesterdão tive o descuido de meter os pés numa ciclovia, no minuto seguinte já tinha um holandês a buzinar-me para sair da pista.

  3. Esse terminal está bem localizado porque dá acesso ao Zoo… a última vez que o usei foi nessa situação.
    Nunca percebi o porquê do Terminal não estar agregado à Gare do Oriente. Tem ligação com ferrovia, metro, e torna desnecessário as camionetas entrarem no centro da cidade. Até porque o trânsito nessa zona de manhã e ao fim da tarde não é coisa pouca.
    As obras, é mais do mesmo. Martelar umas ciclovias, meter uns pilaretes, a vida continua.

    1. Sim, o terminal está numa localização péssima, ali entalado. Embora tenha acesso imediato ao metro de Sete Rios.
      A ligação ao zoo já não deve ser útil durante muito tempo pois o PAN anda a fazer um barulho enorme para fecharem o jardim zoológico, que oprime e deprime os animaizinhos. O doutor Costa, se precisar do voto animalista para viabilizar o Orçamento do Estado, faz-lhes essa vontade sem problema algum. E dá ordem para libertar os bichos na Serra da Malcata.

      1. o terminal está numa localização péssima, ali entalado

        É verdade que está entalado. Mas é falso que a localização seja péssima: está no local onde o Eixo Norte-Sul se cruza com a linha do metropolitano, no centro da cidade, e onde portanto é menor o tempo despendido, tanto para as camionetas lá chegarem, como para os passageiros lá chegarem.
        Eu já vi centrais de camionetas na Avenida Casal Ribeiro, no Campo de Santana, e no Campo das Cebolas. Em todos esses casos as camionetas tinham que circular por avenidas pejadas de tráfego no meio da cidade, e os passageiros não tinham metropolitano. Agora, não: as camionetas saem do Eixo Norte-Sul praticamente diretas para o terminal, e os passageiros saem do metropolitano diretos para o terminal.

    2. Nunca percebi o porquê do Terminal não estar agregado à Gare do Oriente.

      Porque a Gare do Oriente fica praticamente na extremidade da cidade, enquanto que Sete Rios fica quase no centro.

      Experimente ir para a Gare do Oriente de transportes públicos. E experimente ir para Sete Rios de transportes públicos. O tempo despendido depende, claro, do ponto de Lisboa de onde partir; mas, em média, demora muito mais tempo ir para a Gare do Oriente do que para Sete Rios.

      torna desnecessário as camionetas entrarem no centro da cidade

      As camionetas vêem pelo Eixo Norte-Sul, não perdem muito tempo a chegar a Sete Rios. A não ser que venham da Auto-Estrada do Norte ou da ponte Vasco da Gama,
      as camionetas demoram mais tempo a chegar à Gare do Oriente do que a Sete Rios.

      1. Já houve terminais de autocarros na Cazal-Ribeiro, ao Saldanha, e na Duque de Ávila. Sempre com a alegação de que ficavam no centro da cidade.
        Foram removidos ao fim de vários anos, por anteriores executivos camarários, e muito bem. A expansão da linha do metro permite hoje chegar rapidamente a muitos pontos de Lisboa a partir da Gare do Oriente.

        1. A expansão da linha do metro permite hoje chegar rapidamente a muitos pontos de Lisboa a partir da Gare do Oriente.

          É verdade que permite, mas gastando imenso tempo. Não permite “rapidamente”. E por uma razão muito simples – basta olhar para um mapa -: porque a Gare do Oriente fica num canto da cidade. Literalmente: no canto nordeste da cidade.

          Sete Rios também permite que lá se chegue de metro, mas gastando muito menos tempo.

      2. Já experimentei, obrigado. Para mim transportes públicos, dentro de Lisboa, e a entrar vindo de Norte, não são curiosidades de campanha eleitoral, nem viagens lúdicas.
        O terminal rodoviário tem como prioridade servir as camionetas que entram e saem de Lisboa. Quanto menos tiverem de lidar com o trânsito local, melhor.

  4. Que chatice o fiscal da Câmara não ter multado e obrigado o empreiteiro a limpar o passeio para os peões, embora se duvide que com aquelas malas utilizassem o passeio. Em qualquer Câmara do Continente e Regiões Autônomas isto não acontece.
    Ainda bem que temos um provedor, qual Fernando Pessa com o seu ‘e esta,hein?’, que vai levantando estas questões sem qualquer populismo eleitoral.

  5. Sugiro que sigas pela Prof. Lima Basto até à Praça de Espanha. Ciclovia pronta a passar em frente ao portão do IPO, passeios entupidos do lado do hospital e com calçada em falta do outro lado (só a estão a reparar agora, ao fim de meses, e esta péssima). Enfim, obras à Medina.

    1. Neste momento, ou melhor durante este mês, em todo o País há obras em curso. A chatice vai ser nos locais em que houve cheias do temporal. Calhando a culpa ou é do presidente local ou, mais prático, é do Cabrita que não lê o Borba d’Água.

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