A Lisboa de Medina (7)


Pedro Correia,

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Lisboa, Largo de São Sebastião

(antiga casa de Cesário Verde, o poeta de Lisboa, neste estado deplorável)

26 comentários em “A Lisboa de Medina (7)”

  1. Tem havido diversos pedidos, por parte de grupos de cidadãos, para que a Câmara entre com um processo de expropriação. E que têm sido sempre ignorados.

      1. (1) não há vergonha nenhuma. Lá por uma personalidade cultural relevante ter vivido numa casa, o proprietário desta não tem obrigação de preservar a casa.
        (2) Ainda bem que Medina não aciona instrumentos legais que ultrapassem o direito de propriedade. Urge preservar esse direito, e não deitá-lo pela borda fora. As pessoas têm o direito de fazer com a sua propriedade aquilo que bem lhes apetece. Inclusive, deixá-la apodrecer.

        1. O Lavoura fez escola. Primeiro apareceu o balio, espécie de réplica perfeita dele.
          Agora já procriam. Este anónimo é o primeiro exemplar da nova geração de Lavouras.

  2. Se todas as casas onde nasceram, viveram ou morreram pessoas gradas da nossa cultura estivessem a cargo das Câmaras, bem lixados estaríamos.
    A casa onde nasceu Amália Rodrigues, ali à Calçada de Santana, também não se encontra em grande estado.

  3. O Estado gosta tanto de meter as patas em tudo o que pode, mas no caso dos imóveis não consegue ou não quer. A quantidade de prédios devolutos por esse Portugal é uma coisa assombrosa, se não é possível reconstruir, que mandassem abaixo e fizessem uns relvados ou estacionamentos para trotinetas, coisas úteis. Entretanto as cidades vão-se alargando, mesmo perdendo residentes.

    1. Mais facilmente derrubam o edifício para instalar ali a milésima ciclovia ou outra placa de cimento para patins em linha. Tudo enfeitado com duzentos pilaretes. E o Lavoura a bater palminhas.

  4. Uma vergonha, e não se venha com a “é privado a câmara não pode”, permitam descontar no IMI as obras de manutenção e o patrimonio de interesse geral estaria melhor conservado.

  5. Vá lá, vá lá que essa ainda está de pé. O Ronaldo ainda está vivo e já lhe querem demolir a marquise.

  6. Podia ter acrescentado umas fotos das florestas de pilaretes existentes mesmo al lado da casa. Era mais uma ilustração da Lisboa medinesca.

  7. Este “A Lisboa de Medina (7)” é para os do Delito cascarem no Medina e quero lá saber.
    Quantas casas destas (nesta morreu Cesário Verde) existem por Lisboa sem se saber se o proprietário (ou os advogados da imobiliária) ou a Câmara são os culpados do estado de ruína das mesmas. Nesta caso, ou melhor, com esta casa, questiona-se sobre a casa do lado ter tido obras de recuperação e esta não? (Vai lá perguntar, pois ’tábém.)
    Esta fotografia, há várias muito parecidas, nem é diferente da que aparecia no blog “Cidadania X” (03/2021) com um comentário de LuisY …..Aos anos que está em ruínas, creio eu que há mais de 30…’

      1. Eu não me impaciento com fotografias zoom de ruínas em Lisboa, quem se pode impacientar são os consumidores do “Delito” com notícias populuchas para clientes de café.
        E de cromos só dos da bola há muitos anos, colecção destes não valem nada por serem sempre os mesmos repetidos.
        (aquela da Ereiceira só nós é que sabemos, provavelmente foi pra sua caderneta)

          1. Agora é que é: Com tanta coisa para dizer sobre caderneta de cromos vai buscar aquela gralha da Ereiceira. Você até percebeu o que escrevi entre parênteses, referia-me ao ter feito lei da rolha ao meu comentário que deu aso a ter mudado a legenda duma fotografia. Deixe-se dessas fintas com empurrões de mau jogador.

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