
Ivone Mendes da Silva: «Morre-se cada vez mais tarde, devia morrer-se cada vez melhor.»
José Maria Gui Pimentel: «Benjamin Franklin foi um homem verdadeiramente fascinante, representando como ninguém o arquétipo daquilo que viria a ser o cidadão americano, combinando, nas palavras de Henry Steele Commage, “as virtudes do Puritanismo, sem os seus defeitos, e o brilho do Iluminismo sem a sua intransigência”.»
Patrícia Reis: «A cama desfeita leva para uma escada de caracol e lá em cima guardam-se tesouros, da janela vê-se o mar e há ainda um toucador à antiga e milhares de páginas de centenas de livros. As duas mulheres não ficam a ver nada disso, é apenas o cenário que as envolve e seria ideal para um outro filme ou história, mas encaixa-se nelas com uma certa perfeição. Falam uma para a outra. Somente. Louvam a rotina. Descascam as manias dos menores. Riem-se com pormenores e matam saudades.»
Teresa Ribeiro: «Acho piada à ligeireza com que tantos se congratulam com o fim do Estado social. Falam como se não fossem também prejudicados e não corressem o risco de chegar à velhice numa situação de total desamparo, ou de ficar sem um suporte digno na doença e no desemprego.»
Eu: «Tudo dito em duas palavras: Livre Líbia. Uma grande manchete do Libération. A imprensa mediana faz manchetes só a pensar no dia seguinte. A melhor imprensa faz manchetes a pensar na História.»

Morre-se cada vez mais tarde, devia morrer-se cada vez melhor.
Eu diria que se deveria morrer mais cedo. Não tem jeito nenhum uma pessoa passar vinte anos inválida antes de morrer.
Livre Líbia. Uma grande manchete do Libération. A imprensa mediana faz manchetes só a pensar no dia seguinte. A melhor imprensa faz manchetes a pensar na História.
A história da Líbia livre não é lá muito bonita.