É nas más horas que se vê quem nos apoia e quem não abandona o barco, o grande Miguel Torga, Transmontano de nascença, dizia “maldito seja quem nega aos seus nas horas apertadas“.
Todos sabemos do mau momento que Portugal e toda a Europa atravessam, o Governo e o nosso 1º Ministro, Engº José Sócrates, têm lutado contra as adversidades e contra aqueles que pela ambição do poder querem contrariar o rumo certo a qualquer preço.
Não vislumbro qualquer alternativa mais credível e por isso é minha convicção que José Sócrates continua a ser o Timoneiro deste Transatlântico que os nossos adversários querem afundar.
Compete-nos a nós, Socialistas, ajudá-lo a manter o rumo.
Este é o conteúdo de um comunicado-carta, ou carta-desabafo, ou desabafo-comunicado dirigido aos camaradas pelo membro do C.N. e da Comissão Política Nacional do PS Orlando Gaspar, um velho socialista do PS-Porto.
Torga deve ter dado uma volta na tumba. Deixando passar em claro os probleminhas gramaticais e a pobreza do texto, característica de quem nada tem de substancial para dizer, resta confirmar que o camarada Gaspar, uma vez mais, apenas serve de ilustração a este PS indescritível.
Dir-se-ia que o mau momento que Portugal e toda a Europa atravessam (se a Europa o ouvisse ia ser o diabo) só não é pior porque o 1º Ministro, Engº José Sócrates (é sempre bom deixar claro de qual é que estamos a tratar) se farta de lutar. Em vão, como se sabe: o Transatlântico (com a mesma maiúscula de Timoneiro) já era; foi empenhado com as jóias e ficou-nos esta velha traineira que já só sai para esmolar chicharro aos outros pesqueiros.
Orlando Gaspar tem razão quando diz: não vislumbro qualquer alternativa — nunca foi o seu forte. Mas ajudá-lo a manter o rumo, a Sócrates? Ele que vá sozinho, que conhece bem o caminho para o abismo. E, como dizia o outro, que mande de lá saudades, que é coisa que cá não deixa.