Acabo de ouvir da boca de Miguel Relvas que o gabinete do primeiro-ministro comprou agora um carro de 150 mil euros. Se não for um carro da Águas de Portugal, espero que seja um veículo de recolha de lixo.
Mais um carro novo
jmmcc,
Acabo de ouvir da boca de Miguel Relvas que o gabinete do primeiro-ministro comprou agora um carro de 150 mil euros. Se não for um carro da Águas de Portugal, espero que seja um veículo de recolha de lixo.
Nada mais me surpreende, João. Ainda não entendi como ninguém o põe na ordem.
É isso que surpreende, Leonor.
Pois.
Como diria o cobrador de impostos romano, em Asterix, temos poucos dias para enriquecer. Três moedas para Roma e tudo o resto para mim
É preciso ter muita lata!
Sem palavras.
Anda tudo doido.
É favor ver o comentário que deixei ao post que surge na sequência deste.
Sem favor. Deixei-lhe a resposta no mesmo local e fi-lo com gosto.
É a lançar boatos como este que se perde a credibilidade. O Relvas, e não só, está de cabeça perdida…
Ou talvez não: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Int erior.aspx?content_id=1256
Eu ficava-me pela renda mensal ….
Para onde envio o meu nib?
Para outro planeta, mas não sei qual é.
Veículo de recolha de lixo vs veículo de função (adoro esta expresão!!) – e a diferença é……?
Veículo de função? Eheheh…
Era esse o conceito a que os politiqueiros recorriam para justificar a necessidade(?) da viatura.
Esse bizarro conceito passou para o sector privado.
No início dos anos 90, fundei uma empresa.
Moeram-me a paciência para adquirir a “viatura de função”.
Por mais que tentasse explicar que havia um pequeno obstáculo, não tinha dinheiro!!, não me largavam.
Porque havia o financiamento a perder de vista, o crédito com facilidades especiais, um monte de alternativas.
Todas a desembocarem no mesmo pequeno problema – eu continuava a não ter dinheiro para comprar a dita “viatura de função”.
O que, para mim, era um problema.
Para outras pessoas, pelos vistos não era.
O que me faziam sentir era algo de semelhante a isto – “um gajo que é doutor, empresário, não tem uma ‘viatura de função’ que seja condizente com o estatuto? Inadmissível!!”
Obviamente, prevaleceu o meu estatuto real – teso!!
E não comprei a tal “viatura de função” nem permiti que o meu sócio recorresse à empresa para adquirir uma para ele.
Não me deu popularidade.
Mas também não me trouxe problemas.
Fez muito bem, Pedro. A única coisa que me parece estranha é não ter arranjado uma “viatura de função”! Eheh…
Caro João
Você escreveu isso a brincar, mas eu conheço um responsável pela tesouraria de uma câmara municipal do norte do país que há 20 e tal anos assinou um cheque de 15 mil contos para um representante de uma conhecida marca sueca de automóveis a comprar um modelo topo de gama de duas portas a pensar que estava a comprar um camião de lixo.
Meu caro, eu só escrevi a brincar porque já não sou capaz de falar nestas coisas sem ironia: tudo isto me parece irreal. (Veja o ‘post’ «Mais um carro novo – 2», mais acima.)
Quanto ao caso que refere, Luís, como já acredito em tudo… Mas essa… Só é pena não ser actual.