Foram resolvidos os problemas dos homossexuais. Estão bem encaminhados os problemas dos transexuais. Somos nós agora? Quando é que o PS se dedica a solucionar os problemas dos heterossexuais? Excesso de impostos, quebra do poder de compra, desemprego, fome, frio… Tudo coisas simples e lineares, tal como nós somos. Quando?
E agora nós?
jmmcc,

A ideia de que homossexuais e transsexuais não são afectados pelo excesso de impostos ou pelo desemprego é ainda mais descabida do que a ideia de que os problemas específicos das minorias em nada devem interessar às maiorias.
Estava mesmo à espera dessa e não me enganei.
Respeitei a luta pelo direito à diferença e espero que essa diferença inclua os males que referi. Se não for assim, então é mais uma excelente razão para o PS cuidar de quem deve, isto é, de todos – porque das minorias já têm tratado largamente.
Folgo em saber que respeita o direito à diferença. Só lamento o facto de achar conveniente enfatizar essa mesma diferença numa circunstância em que, por sermos todos iguais, ela não tem qualquer relevância.
Acontece que, nesse capítulo, respeito o direito à igualdade…
Mas V. colocou-me numa situação difícil e imprevista: perante uma pequena e despretensiosa ironia (dirigida a socialistas e não a homossexuais e transexuais), devo ter em conta o direito à diferença ou o direito à igualdade?
É que, com os heterossexuais, nunca tive dúvidas: é ironia para a frente e está a andar.
(Obrigado, A-pau. Na pressa, devia ter-me posto… a pau.)
João:
Sinceramente, eu acho, que estás a pedir muito, a esta seita socrática, tendo em conta que em 5 anos no governo a única coisa que souberam fazer foi levar Portugal ao descalabro total. Vais ter que aguardar mais uns tempos para que os nossos problemas possam ser resolvidos. Enfim!
Seis anos, Carlos. Levam já seis anos.
O João Carvalho está com frio, neste país de clima ameno?
Sou friorento e acho isso muito civilizado e urbano; no campo é que se anda de mangas arregaçadas no Inverno.
Essa treta do clima ameno nunca me convenceu: nunca estamos preparados para os picos de frio e de calor. Nos países em que o frio e o calor são prolongados, metade da população morria todos os anos se precisasse de pagar a electricidade aos nossos preços.
Nos países onde o frio é prolongado, ninguém se aquece a eletricidade. O aquecimento ambiente é feito a mazout (um gasóleo rasca, penso eu), que é queimado diretamente nos próprios edifícios. Ocasionalmente aproveita-se também o calor de centrais de produção de eletricidade (por exemplo, em Viena aproveita-se o calor de uma central de queima de lixo situada no centro da cidade, em Tbilisi o calor de uma central de produção de eletricidade também situada no centro, etc).
Só cá em Portugal é que as pessoas se aquecem a eletricidade, o que é muito ineficiente, por motivos óbvios (só 30% do calor chega a nossas casas, o resto perde-se na produção e no transporte da eletricidade). A eletricidade em Portugal nem sequer é excessivamente cara, o que é caro é uma pessoa aquecer-se com ela.
Mas, insisto, neste momento a temperatura está perfeita, e na maior parte de Portugal uma pessoa não tem que aquecer as casas mais do que dois a quatro meses por ano, o que é pouquíssimo.
1. Onde eu disse que não temos preços de electricidade que nos permitam defender do frio como noutros países, retiro o que disse e substituo por: não temos condições blá-blá-blá.
2. Não me consta que, nos países de muito calor, os ares-condicionados sejam alimentados a gasóleo nem em centrais eléctricas e de queima de lixo. No entanto, nos nossos picos de calor, as nossas habitações, locais de trabalho, transportes, etc., passaram há muito a ser como nesses países preparados para uma vida refrescada artificialmente.
Mas você, além de friorento, também é acalorado? Bolas, você nunca está satisfeito com a temperatura…
Sobre o “não temos condições”: temos é qie criá-las. Na maior parte dos casos o que é preciso é fazer umas obras sérias de melhoramento dos edifícios: eliminar frinchas e buracos (incluindo os das caixas dos estores!), instalar caixilharia feita num material isolante (não em alumínio!), instalar uma placa isolante nas paredes e tetos (as casas antigas não tinham), etc. Uma vez isso feito, gasta-se em Portugal relativamente pouco em aquecimento.
E quem é que lhe disse que sou acalorado e que só penso em mim?
Epá nem acredito encontrei alguém friorento, proponho que façamos um clube, estou farta de encontrar só gente a bufar de calores que nunca entende quando uma pessoa está com frio…
Penso o mesmo do clima ameno, uma enorme treta.
‘Bora lá. Mas tem de ser um clube quentinho.
Eu também alinho. Estou aqui a bater o dente.
(e sobre isso do aquecimento, diria que em Portugal ninguém sabe construir casas, normalmente são frigoríficos no Inverno e fornos no Verão. E as contas da electricidade estão pela hora da morte)
Bem-vindo, John.
(O Lavoura acha que a electricidade não está cara. Se calhar não está: é mais o problema dos prémios de gestão e coisas assim…)
Tenho uma casa bem construida e com aquecimento, não vou é poder ligá-lo este Inverno.
Entende-se, Irene. Infelizmente.
Que tal o ” Clube Borralhinho “…:))))
Parece-me um nome confortável, CR.
Eu nunca ‘bufo’ de calores, cr, eu adoro calor, portanto junto-me ao seu clube. Calor sempre! Abaixo o frio!
Já somos 3.
Boa boa.
Estou no clube também.
Preciso de sentir bastante quentinho para não andar por aí encolhida e infeliz.
Já ando encolhida nos bolsos …
E essa de só precisarmos de nos aquecermos 2 a 4 meses no ano, só pode anedota pura.
Eu começo com frio em finais de Setembro e só começo a reagir a partir de Junho.
O que eu acho é que não é preciso o ar condicionado, o verão é tão pouco ….que temos é de o guardar preciosamente, antes que ele se esgueire pelas frinchas das nossas casas.
Agora, ligar o aquecimento é que é outra história …..
Com a MACarvalho, já somos quatro.
Boa, Leonor.
Bem… mas os homo e os transexuais também têm os problemas que refere de poder de compra, emprego, fome e frio, etc.
Eu sei. Já me justifiquei amplamente mais acima. Leu?
Não tinha lido, desculpe. E de qualquer modo, não ia pedir que se justificasse, apenas achei o argumento fraco.
Bom fim de semana.
Mas é evidente que há ironia no que escrevi.
Obrigado. Igualmente para si.
Eh pá, oh João… Eu, se não fosse pedir muito, preferia que o PS e o Governo, por uns tempos, não tratassem dos problemas de mais ninguém. De cada vez que eles se metem em algum assunto a consequência é eu ficar com mais dificuldade em pagar a conta da electricidade nos poucos meses do ano em que me preciso de aquecer. E vem aí o Inverno!
Tem toda a razão, meu caro. Realmente. Fique atento a um ‘post’ da série «Sabia que…» sobre (imagine) o símbolo da paz. É capaz de aparecer talvez amanhã e há-de terminar com uma mensagem que deverá agradar-lhe, tenho a certeza.
Apoiado, voto nessa.
“E agora nós?”
Banca-Rota…
O comentador Rui Rocha já disse tudo mais acima.
Gostave de ter a resposta, João.
Porque, estando longe, tenho família e amigos aí a fazerem-me essa pergunta com muita frequência.
Imagino que sim, Pedro.