Quem quer a casa de John Wayne?


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Esta é uma vista da propriedade que foi de John Wayne, muito ao estilo ‘Versailles’. A moradia é mais do que ampla, com quatro grandes quartos e respectivas casas-de-banho, mais uma casa-de-banho distinta para uso geral.

O “Duke” sabia viver: a propriedade fica na Newport Beach (Califórnia) e toca no Big Canyon Golf Course, junto do quarto buraco. A casa tem uma imensa sala que se ergue em dois andares, com portas-janelas que vão do chão ao tecto, piso em parquet, lareiras em mármore, varandas-terraços e uma sala de jantar com um balcão desenhado pelo próprio Wayne.

Depois da morte dele, em 1979, a propriedade já mudou de mãos duas vezes, a última das quais em 1998, por quase 900 mil dólares. Quem quiser viver como viveu Marion Mitchell “Duke” Morrison (o nome de baptismo de John Wayne era Marion Robert Morrison) tem agora nova oportunidade: está de novo à venda, por mais de (o mundo mudou, não se esqueçam) dois milhões de dólares ($2.263.000 mais precisamente). A pronto pagamento, pode ser que o preço seja “revisto em baixa”.

O príncipe e o plebeu


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Miguel II de Bragança (1853–1927)

D. Miguel II, nascido na Baviera (Alemanha) e falecido na Áustria, foi assim chamado pelos legitimistas, que o consideraram príncipe herdeiro da Coroa de Portugal (o representante da legitimidade portuguesa), visto ser filho de D. Miguel I, que casara no então Império Alemão depois de deposto e aí exilado. Era, tal como o pai, opositor da monarquia constitucional em vigor e visitou discretamente Portugal uma vez. Reivindicando o título de 23.º duque de Bragança por morte do pai e pretendente ao trono durante os reinados de D. Luís, de D. Carlos e de D. Manuel II, renunciou ainda em vida (em 1920) a favor do seu filho mais novo, D. Duarte Nuno de Bragança.

Se este senhor D. Miguel Maria Carlos Egídio Constantino Gabriel Rafael Gonzaga Francisco de Paula e de Assis Januário de Bragança, filho de D. Miguel Maria do Patrocínio João Carlos Francisco de Assis Xavier de Paula Pedro de Alcântara António Rafael Gabriel Joaquim José Gonzaga Evaristo de Bragança e Bourbon e de D. Adelheid Sophie Amelie Louise Johanne Leopoldine von Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, não tivesse renunciado em favor do filho D. Duarte Nuno Fernando Maria Miguel Gabriel Rafael Francisco Xavier Raimundo António de Bragança e tivesse antes reivindicado com sucesso o trono de Portugal, tudo poderia ter sido bem diferente.

Porém, adivinha-se que não seria fácil segurar o movimento republicano: enquanto Sua Alteza Real tivesse de assinar Miguel Maria Carlos Egídio Constantino Gabriel Rafael Gonzaga Francisco de Paula e de Assis Januário de Bragança num simples despacho, qualquer plebeu que se chamasse Afonso Augusto da Costa já teria rubricado todas as páginas de um missal em latim (se ele tivesse missal, porque parece que só tinha latim).

Em suma: na política, príncipes e plebeus fazem asneiras, mas os plebeus fazem mais porque são muito mais rápidos e sobra-lhes muito mais tempo para fazê-las, como cem anos depois se vê com grande clareza.

Blogue da Semana


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Nos tempos que passam, nestes dias incertos em que as opiniões se baralham e nunca chegam a dar, é bom saber que alguns ainda conseguem manter lucidez bastante para não transtornar ainda mais os outros. Por isso é que o Blasfémias entra já como Blogue da Semana, numa semana que se prevê particularmente agitada e de muitas angústias.

Outubro (2) casamenteiro (25)


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Bolo de casamento “A Armadilha”.

Segundo a tradição, se o bolo dos noivos tiver uma armadilha disfarçada ninguém há-de pensar que era para apanhar um alce ou uma rena (nem sequer como metáfora, pois ainda nenhum dos dois teve tempo de os pôr ao outro). Portanto, ou foi o pasteleiro que quis poupar na massa e manter a aparência, o que faz pouco sentido por ser o fim do negócio, ou um deles preparou-a para o outro, o que é mais provável. Assim sendo, está descoberto o autor no momento em que se ouvir a pergunta fatídica: «Onde é que te meteste?” De qualquer maneira, com ou sem crime, é normal um casamento ser um acto armadilhado.

(A meias com a Ana Vidal)

O comentário da semana


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«Até mesmo esse fato, se comprovado, será mais um do nosso extenso pacote de corrupções. O Tiririca (o nome do palhaço, que coincidentemente designa uma erva daninha por aqui) deveria ter feito esse teste ao se candidatar. Se ele efetivamente não souber ler nem escrever, por que deixaram-no se candidatar?
É muito triste um país que tem 1 milhão e meio de eleitores (foi sua votação) que acha que a democracia, que nos custou tanto a atingir e tantas vidas perdidas, é uma brincadeira e as eleições uma piada. E não foi só este palhaço que foi eleito: ele foi só o mais visível. Existem outros tantos. Jogadores, oportunistas, pastores, mulheres fruta. A lista é grande. Minha tristeza também. Fazer o quê? Cabe a nós, brasileiros, lutar pa
ra que isso não se repita. Devolver os palhaços aos circos onde eles poderão nos fazer rir e não chorar como esse recém eleito.»

 

Da nossa leitora maray. A propósito deste texto do António Manuel Venda.

Saúde mental


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A televisão de Pyongyang acaba de mostrar imagens de Kim Jong-il — o líder do sistema comunista dinástico da chamada República Democrática da Coreia do Norte por herança do grande líder Kim Il-sung — pela primeira vez acompanhado pelo filho mais novo, Kim Jong-un, já graduado em general e herdeiro do trono republicano do povo.

 

As imagens de Pyongyang aqui patentes dão bem conta de quão grande era o líder-pai e da capital que espera o líder-neto, onde as mulheres-polícias asseguram que não há engarrafamentos numa cidade sem trânsito.

Já as imagens da televisão norte-coreana com o líder-filho e o líder-neto é presumível que tenham sido para assinalar este 10 de Outubro, Dia Mundial da Saúde Mental. Boa ideia.

Sabia que… (56)


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… o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina pode vir a ser classificado como Parque Nacional? É verdade: pode sê-lo, quer pelo especial interesse que tem a nível europeu, quer para evitar o risco da cultura intensiva. É este segundo aspecto que me faz espécie. Cultura intensiva? Na Costa Vicentina ainda vá lá, mas… intensiva no Alentejo? Não haverá engano?! (Sem ofensa, está claro.)

Agora a sério: a elevação do parque, se ele vier a ser revisto em alta, é sempre uma garantia segura de desenvolvimento da paisagem natural, entre nós. O parque não tardará a ser desenvolvido por investidores, golfistas, banqueiros, ex-ministros, presidentes de empresas públicas, administradores de parcerias público-privadas, etc. — todo aquele fartote desenvolvimentista que se sabe. Já estou a imaginar a Praia do Burgau (em cima) cheia de dirigentes desportivos e a lontra alentejana (à esquerda) cercada por deputados.

Muito recomendável


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Sempre atento, o João Severino tem aqui uma excelente reportagem em vídeo, sobre os deputados e a classe política em geral na monarquia constitucional sueca, que recomendo vivamente. Recomendo-a e dedico-a ao deputado socialista Ricardo Gonçalves. Com uma condição: tem de passar a palavra aos seus pares e outros políticos adjacentes. Não que eles não estejam ao corrente, mas vão fingir que nada viram.

Desinteressadamente, claro


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«Nós fizemos um estudo (…) Nos últimos 30 anos, um em cada cinco [antigos ministros e secretários de Estado das áreas estratégicas — Economia, Finanças, etc., etc.] estiveram na folha de pagamentos do BES e um em cada dez no BCP.»

(Francisco Louçã no Expresso da Meia-Noite, SIC-N)

Imagine


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John Winston Lennon nasceu em Liverpool há 70 anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Busto de Lennon em Sopron (Hungria);

escultura de László Szlávics, Jr. (2010)

Ó freguês, vai uma vacina?


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«As pessoas saudáveis com menos de 65 anos vão poder deslocar-se aos centros de saúde para receber o milhão e meio de vacinas contra a gripe A que sobraram da época passada.» É pena que não tenham sobrado coisas mais úteis a tanta gente por este país fora, para dar outra força a esta inesperada campanha de saldos. Mas vale a pena: são vacinas quase novas.

Portugal tinha encomendado seis milhões de vacinas na época passada. Perante o logro, as nossas autoridades disseram ter conseguido cancelar dois milhões. Recebemos, pois, quatro milhões de vacinas. Agora dizem que têm um milhão e meio para distribuir. Quer dizer que chegaram a vacinar 2,5 milhões de portugueses? Cheira-me que é melhor contarem as sobras outra vez.

A lista de Marques Mendes


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«Marques Mendes apresentou uma longa lista de institutos, fundações e serviços do Estado que na sua opinião podem ser extintos ou alvo de fusões» e diz que a lista “pode ir ainda mais longe”, porque não é exaustiva. O certo é que cada caso está fundamentado (“organismos inúteis ou com competências duplicadas e sobrepostas”), como pode ver-se aqui, mas parece provável que a lista possa estender-se muito, muito mais.

Nada consta sobre a escandaleira das empresas municipais que proliferam em todo o país, verdadeiros esconderijos do clientelismo e do endividamento, mas lá está a inevitável extinção dos 18 Governos Civis. O que é que falta para meter mãos à obra? A lista de Marques Mendes é serviço público e não podemos levar a sério quem continuar a ignorá-la.

Finalmente! – 2


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Liu Xiao-Bo, Prémio Nobel da Paz 2010

 

Por fim, a Academia mostrou ao mundo que continua a haver mais China do que o crescimento económico de Pequim. Apesar de preso, Liu é um dissidente chinês pacifista que se mantem há décadas a clamar por democracia e pelos direitos humanos no seu país, sem uma única manifestação de violência e em contraste com os conhecidos hábitos dos senhores do regime, que não toleram tais veleidades.

Uma escolha que se impõe perante os que andam a pedir esmola à China.

PSD viabiliza o OE


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O Público está a levar a cabo um inquérito: «Concorda que o PSD use a suspensão do projecto do TGV como condição para viabilizar o Orçamento para 2011?» No entanto, a resposta certa não está prevista: tanto faz. Porquê? Porque o projecto do TGV cai às segundas, quartas e sextas e avança às terças, quintas e sábados. Como as votações parlamentares costumam ser às sextas-feiras, o caso está resolvido por natureza.

Finanças e Defesa em guerra fria?


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Enquanto o ministro Teixeira dos Santos tenta encaixar nas contas a compra de dois submarinos novos por mil milhões de euros, o ministro Santos Silva anuncia a compra de cinco aviões em segunda mão por 200 milhões de euros para executar missões de luta anti-submarina.

Acho aconselhável que os submarinos venham equipados com armas anti-aéreas. Só por causa das coisas. Porque cheira-me que isto ainda vai acabar tudo aos tiros e era chato que uns aviõesinhos baratuchos dessem cabo de submarinos novinhos em folha.