«Até mesmo esse fato, se comprovado, será mais um do nosso extenso pacote de corrupções. O Tiririca (o nome do palhaço, que coincidentemente designa uma erva daninha por aqui) deveria ter feito esse teste ao se candidatar. Se ele efetivamente não souber ler nem escrever, por que deixaram-no se candidatar?
É muito triste um país que tem 1 milhão e meio de eleitores (foi sua votação) que acha que a democracia, que nos custou tanto a atingir e tantas vidas perdidas, é uma brincadeira e as eleições uma piada. E não foi só este palhaço que foi eleito: ele foi só o mais visível. Existem outros tantos. Jogadores, oportunistas, pastores, mulheres fruta. A lista é grande. Minha tristeza também. Fazer o quê? Cabe a nós, brasileiros, lutar para que isso não se repita. Devolver os palhaços aos circos onde eles poderão nos fazer rir e não chorar como esse recém eleito.»
Da nossa leitora maray. A propósito deste texto do António Manuel Venda.


Boa escolha, compadre. Distinguindo esta leitora, com o seu pertinente comentário, distingue-se também, de algum modo, o conjunto dos nossos habituais leitores brasileiros, que são bastantes e são sempre bem-vindos.
Sem dúvida. É um comentário que merece e foi o que também pensei.
Embora tenha achado piada ao “Vota Tiririca, pior do que está não fica!”, nunca me passou pela cabeça que tal personagem fosse eleita…
Volta Enéas, que estás perdoado.
Ora bem.