… o reconhecido símbolo da paz que associamos aos hippies do pós-Guerra nasceu precisamente nos anos 50, mas não nos EUA? É verdade: ao contrário da pomba branca e do ramo de oliveira da Grécia antiga, o popularizado círculo em torno da pata-de-galinha é contemporâneo e europeu.
Nasceu em 1958, no Reino Unido, para uma imensa marcha de protesto. Foi a maior de sempre organizada pelos britânicos contra as armas nucleares, com palavras-de-ordem como “Ban the Bomb”, e alongou-se pelo percurso entre Londres e Aldermaston, local de um centro de pesquisas dedicado à bomba atómica. O símbolo, criado pelo designer têxtil Gerald Holtom, teve o intuito de servir de marca a essa enorme manifestação da Direct Action Committee Against Nuclear War (DAC) e foi desenhado nos cartazes ostentados na ocasião.
Durante décadas, o significado das linhas inscritas na moldura circular que a DAC tinha adoptado permaneceu um mistério, mas hoje sabe-se que a ideia de Holtom foi inspirada na sinalização com bandeirolas usada à distância pela marinha em todo o mundo desde o século XIX (depois adaptada à aviação em terra). Trata-se da sobreposição dos dois sinais correspondentes às letras N e D: Nuclear Disarmament. O efeito é simples e elegante, pelo que conquistou rapidamente os movimentos pacifistas e internacionalizou-se como símbolo gráfico da paz.
Entre nós, está na altura de reactivarmos o símbolo. Quanto mais não seja, para tornar mais clara a mensagem política que se impõe: deixem-nos em paz.




Sim, acalmem-se lá um bocado. Levaram a mania dos temas fracturantes longe demais! O país está todo partido!
Eles que partam!
(Agora sim. Eheh…)
Que giro! Não sabia, João.
É uma história curiosa.