A propósito de certas nomeações, formulo algumas perguntas, identifico certas evidências através de frases feitas e deixo ainda um aviso que, dizendo respeito à gestão dos comentários, acaba também por ser uma reflexão sobre o país:
A Primeira Pergunta:
No caso das nomeações de Manuel Frexes e Álvaro Castello-Branco para a Águas de Portugal, o primeiro dos quais Presidente da Câmara do Fundão que, como se sabe, tem um litígio por dívidas com aquela entidade, ainda vale a justificação, utilizada a propósito da EDP, de que as escolhas são imputáveis aos accionistas privados?
A Segunda Pergunta:
O facto de o Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Território responder pela sigla MAMAOT (pronuncie-se mama hot) corresponde apenas a uma apropriada descrição do que está a acontecer por estes dias em termos de nomeações ou deve atribuir-se-lhe um alcance mais vasto de previsão da actuação governamental nos próximos anos?
A Terceira Pergunta:
O Primeiro-Ministro Passos Coelho pretende ser avaliado pelo teor facial da promessa que fez de não colonizar o aparelho do estado e adjacências com boys ou pela capacidade de a cumprir?
As Evidências: a situação não está para brincadeiras, esta merda está um barril de pólvora e não convém chegar fogo ao rastilho, é fundamental não perder a ligação ao país, à mulher de César não basta e tal, bem prega Frei Coiso e não é nada boa ideia meter a mão no vespeiro.
O Aviso: por motivos higiénicos, reservo-me o direito de não responder a comentários que tenham como único objectivo branquear o passado por comparação com o presente ou desculpar o presente contrapondo-o ao passado.