A incontornável decadência da CIA


Rui Rocha,

Longe vão os tempos em que a CIA infligia pesados danos aos opositores do imperialismo americano. Não é que a rapaziada da agência não se empenhe nas diversas acções empreendidas. O problema é que estas são cada vez menos eficazes. O último exemplo é a desesperada tentativa de provocar cancro a diversos líderes incómodos do continente americano que Hugo Chávez, sempre o primeiro a desmascarar as piores intenções de Washington, intuiu há não muito tempo. O problema é que a coisa não correu nada bem. Ora vejamos. O cancro provocado a Dilma surgiu ainda antes de esta ser eleita. O cancro de Lula, por seu turno, foi diagnosticado já depois de este ter sido substituído por Dilma. Ou seja, o cancro de Dilma surgiu antes de tempo e o de Lula fora de prazo. Um falhanço. Agora, é Cristina Kirchner que, tendo sido vítima da cabala, acaba por declarar que afinal não tinha cancro. Um desastre para a CIA, claro. Espera aí, dirão alguns. Então e o cancro do Chávez não conta, não é essa uma evidência de que os serviços secretos americanos ainda conseguem atingir os seus objectivos em alguns casos? Digo que não. Vejamos. Chávez foi eleito em 1998. Isto é, está há 13 anos em exercício de funções. Não sei se percebem, mas num país democrático um líder dificilmente aguenta mais de 10 anos no poder. Até Sócrates, esse génio da governação, foi despachado para Paris ao fim de 6 anos. Quer isto dizer que, a terem corrido as coisas normalmente, Chávez já não estaria no poder há um bom par de anos. Ora, mais um atraso na activação das células cancerígenas não é resultado de que a CIA se possa orgulhar, pois não? Enfim, o essencial é que Chávez se mantenha atento. Quanto ao mais, haja saúde.

12 comentários em “A incontornável decadência da CIA”

  1. Caros amigos:
    O grande problema centra-se na COMUNICAÇÃO…
    SIM, porque o que a senhora da Argentina teria foi nem mais nem nemos aquilo que em termos médicos designámos como um TUMOR FOLICULAR que se diagnostica com um Punção Biópsia aspirativa e que necessita de confirmação HISTOLÓGICA só possível após uma cirurgia e com a análise histológica da peça operatória.
    Em mais de 90% dos casos um chamado TUMOR FOLICULAR passa a ser apenas um nódulo folicular benigno e só excepcionalmente se trata de um CARCINOMA FOLICULAR !!!
    O problema é que os leigos na matéria ( e apesar de abundante informação online…) tudo confundem e lá sai uma notícia bombástica e se espantam com o resultado final…
    DE MÉDICO E DE LOUCO TODOS TEMOS UM POUCO…
    HAJA PACHORRA !!!!!

      1. Caro Rui:
        A senhora presidenta da Argentina não colaborou com a CIA e os cirurgiões que a operaram muito menos…e o anatomo-patologista que analisou a peça operatória vai sofrer uma intoxocação com formol….
        A mesma senhora devia ter cuidado com as plásticas que faz : reparem nos “lábios carnudos” que ela apresenta!!!
        Será silicone industrial?????

  2. Rui
    De facto são inexplicáveis os sucessivos desaires da CIA…
    Se fosse a Obama já tinha importado uns rapazes das secretas nacionais que, num ápice, forneceriam a informação necessária à consecução eficaz do objectivo.

        1. O Mundo actual divide-se entre os que têm dinheiro e os que não têm. Uma ditadura se tiver dinheiro para comprar a EDP, é boa, se não tiver é má. Se o PCP envia condolências pela morte do Ditador Norte Coreano, é uma vergonha porque eles não tem capacidade de investimento. Se o nosso, espero não ferir susceptibildades, Ministro dos Negócios Estrangeiros visita Hugo Chavez e negoceia com ele, e numa sessão pública declara, correctamente, que “Todas as autoridades portuguesas desejam o restabelecimento da saúde, o mais rápido possível do vosso presidente (Hugo Chávez)”, temos que prever que se a doença for fatal para o presidente Venezuelano, o nosso governo lá enviará as condolências….aí será um acto de diplomacia, para com uma suposta ditadura, que está do lado dos bons enquanto tiver capacidade de investimento, ou petróleo para vender. Esta é a verdadeira divisão do Muundo, actualmente.

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