Há uma contradição na nossa sociedade que é urgente esclarecer. Como se sabe, os estudantes portugueses são, em geral, muito mais versados em lagares de azeite do que em matemática. Entretanto, Portugal apresenta um dos rácios de economistas brilhantes por habitante mais elevados do mundo. Ora, isto não deixa de ser estranho, uma vez que está mais ou menos provado que qualquer economista brilhante deve saber resolver, pelo menos, duas em cada sete equações do 2º grau que lhe sejam apresentadas, competência cuja ausência só a muito custo será possível compensar com uma especial proficiência na análise da problemática da moenda da azeitona. Encontro para o facto duas explicações possíveis. A primeira diz que o conhecimento matemático exigido a um economista brilhante é, em todo o caso, muito menos profundo do que aquele que é pedido, por exemplo, a um engenheiro (dos legítimos, entenda-se). E se isto faz algum sentido (é menos grave um desvio nas previsões do défice no orçamento de estado do que o desabamento de uma ponte, sendo que o primeiro se resolve facilmente com o lançamento de mais um imposto), é já um início de explicação de muita coisa. A segunda é um pouco mais radical. Baseia-se na conclusão, para muitos evidente face às circunstâncias, de que pode haver mão invisível, mas não há milagres. Isto é, se os estudantes não são capazes de contar o número de maçons que existe no Parlamento por estes não caberem em duas mãos com 5 dedos cada uma, quando mais tarde se formam em Economia devem-no exclusivamente ao conhecimento sistemático e científico do fruto da oliveira. Quer isto dizer que só são brilhantes devido à acumulação anormal do ácido oleico próprio do sumo da azeitona e a uma particular conjugação de um exacerbado e absolutamente injustificado amor próprio com a benevolência da generalidade dos pategos que percebem da coisa tanto ou menos do que eles. Convenhamos, entretanto, que esta é a única hipótese que lança alguma luz sobre tudo aquilo ( e não é pouca coisa) em que a primeira explicação não revela qualquer utilidade.

Prezado gaurdião da Moral Pública
A razão de termos excelentes “economistas ( excepção do senhor Professor Doutor Oliveira e de mim próprio )resulta da facilidade com que eles adulteram o” azeite”…
Impingem-nos oleo zurrapado… não aprenderem patavina com o nosso “saudoso” mestre Oliveira… e … comigo!
Cordialmente
ACSilva
Oliveira só estou a ver o da Olivedesportos…
Hum! Hum! Óleo adulterado é em Espanha. O nosso é finíssimo.
Mas que não aprendem patavina, lá isso é verdade. E quando aprendem, esquecem logo, mal têm assento!
Sim, aí está uma área em que temos muita razão em ter orgulho do produto nacional. Desde o caso COLZA que fujo do azeite espanhol a sete pés.
Ó Rui felizmente que não sou uma economista brilhante. Mas juro-te que sei resolver uma equação do 2º grau, que sei o que são integrais, senos, cosenos e quejandos.
Assim, fui-me ver ao espelho para ver se tinha uma acumulação anormal de ácido oleico. Nickles! Niente!
Serei mesmo economista? Ou só não serei brilhante?!
Olha que desde que aqui cheguei ando baralhada. Primeiro a t-shirt. Depois o sebozito?
É má vontade…
Ah, Helena. Não há razão para baralhções. O post é só mesmo sobre os economistas brilhantes. Que são, naturalmente, um grupo à parte.
Fico mais descansada! Mas não te esqueças que no tempo do Oliveira*, a economia esteve sempre na mão de engenheiros.
*Oliveira professor. Não o da Olivedesporto!
Tomo nota
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Lança luz, pois claro! É o que as candeias de azeite fazem: isso, lançar luz!