1. Os 33 ou 34 ministros desta lista já contam como crescimento e decréscimo do desemprego?
2. Qual a diferença entre economia numérica e economia não-numérica?
3. Quando for grande, quero viver num país com este ministério: Redressement productif.
1. Os 33 ou 34 ministros desta lista já contam como crescimento e decréscimo do desemprego?
2. Qual a diferença entre economia numérica e economia não-numérica?
3. Quando for grande, quero viver num país com este ministério: Redressement productif.
Sobre as declarações do primeiro-ministro sobre desemprego, só me ocorre uma coisa: nem tudo o que se pensa, por mais verdadeiro que seja, se pode dizer em voz alta. Porque não somos todos bestinhas insensíveis, embriagados com powerpoints de empreendorismos e afins. Há desemprego, e desemprego. E se estas declarações podem ser verdade para alguns (admitindo que “mudar de vida” para um rapaz ou rapariga de 25/30 anos não é o fim do mundo), são uma ofensa para muitos outros, que aos 55 anos vêem o local de trabalho de uma vida inteira fechar, sendo que as oportunidades a mais de meio da vida tendem a não ser abundantes. Nem tudo o que se pensa pode ser dito, repito.
Insensibilidade, oportunismo, ganância, etc., etc. Tudo coisas que li a respeito das promoções de ontem. Curiosamente, nunca li nada igual sobre as Black Friday, e os frenéticos “refresh” de página para comprar iPods e quejandos. Ou sobre saldos em qualquer outra loja. Como dizia o Caco Antibes, “eu tenho horror a pobre!”. E é esta a insensibilidade, só, de quem compra iPads, livros e roupas com desconto, mas olha de lado para quem agradece um desconto na carne, peixe e fraldas.
Com a mente bastante mais ocupada por questões fundamentais como fraldas e horários de amamentação, pouco tenho ligado ao que se passa neste cantinho à beira-mar. Mas uma coisa prendeu-me a atenção nos minutos que pude dispensar à bloga. O CDS, partido em que nunca votei, deu um passo importante este fim-de-semana, provando ser um partido de gente crescida. Aparentemente, houve uma votação relacionada com as chamadas “questões fracturantes” no parlamento. O partido votou pela liberdade de voto, uma vez que as referidas questões não estão ligadas ao programa de governo, e dependem do julgamento pessoal de cada deputado. É isto que gente crescida faz: pensa pela sua própria cabeça, e toma decisões, com as quais se compromete. Parece que há quem pense que a matriz ideológica do CDS significa o militante voto contra toda e qualquer questão. Assim, acriticamente, como se não houvesse dilemas e complexidades em cada tema.
E porque é que isto me interessa? Por amiguismo puro, e não só. O Adolfo Mesquita Nunes, escriba deste blogue, tem sido violentamente atacado pelos tais puristas do CDS. Pelos verdadeiros CDS, pensam eles. Pelos vistos, um deputado não pode ser coerente com as posições públicas que sempre defendeu, quando estas não encaixam no que os puristas pensam ser o verdadeiro CDS. Ah, a beleza da tolerância, e do respeito pela escolha pessoal. Agora a parte do-e-não-só: este fim-de-semana, discretamente, o CDS demonstrou ser um partido que não se resume à política da alcova. Aliás, a política da alcova é uma escolha individual, pese embora alguma eventual indicação de voto da liderança. É assim que se passa dos 5% nas eleições, senhores e senhoras. É que nem todos vivemos obcecados com as questões fracturantes do BE e PCP. E, felizmente, nem todos no CDS pensam que um partido é um monolito eterno.
Como se não bastasse termos um Presidente da República com dúvidas sobre o seu poder (deve ter flashbacks com 1991), temos também um Bastonário de uma Ordem com a mania que é político. Eu explico devagarinho: para se chegar ao poder executivo, é preciso ser eleito para o Parlamento. Boa? Custa assim tanto entender?
A nossa relação com Angola cada vez mais me incomoda. Esta dependência não faz bem a ninguém, por muito que nos ajude no curto-prazo.
Só tenho mesmo uma coisa a dizer: apliquem-no à frase “pára para pensar” e vejam no que dá.
porque isto me deixa muito irritada, e não é suposto eu enervar-me. Portanto: a Optimus faz um inquérito interno logo que sabe do caso, identifica a toupeira, despede a toupeira, e pelos vistos é castigada com a maior multa de sempre. O SIED mete toupeiras, viola direitos constitucionais, e ficou tudo na mesma. País mais estúpido, caramba.
Há pouco ouvi na rádio o deputado (e politólogo) Manuel Meirinho Martins, a apelar a uma clarificação da lei dos limites de mandatos de autarcas. Em causa está a possibilidade de um autarca, chegado ao seu limite, passar simplesmente para uma freguesia ou município vizinho, e candidatar-se novamente. Diz o deputado, com alguma razão, que não seria este contorcionismo que estava no espírito da lei. É verdade que os eleitores mudam, o cargo muda (ser presidente de X é diferente de ser presidente de Y), mas há nisto tudo alguma Putinização: ora sou presidente, ora sou primeiro-ministro, ora me apetece voltar a presidente, e por aí fora, sem nunca violar a lei. E a Rússia nunca foi um grande exemplo de funcionamento democrático.
Se eu for reformada, posso perfeitamente continuar a trabalhar, e auferir um salário, que acumulo com a minha pensão. Se eu for bolseira, estou impedida de ganhar mais um cêntimo que seja, e dependo em absoluto do grande e magnífico Estado. Se esse mesmo Estado, por algum motivo, congela o meu pagamento, paciência. Espera uns meses, pode ser que passe. Mas entretanto, vai pedindo dinheiro emprestado, que ganhar dinheiro a trabalhar não é para todos. A minha overdose de qualificação trama-me.
1. Manuela Ferreira Leite tem um talento especial para a declaração explosiva. É o chamado efeito de bombista suicida: rebenta com tudo, incluindo a si própria. Evidentemente, nas suas declarações há uma parte verdadeira, de fundo, e uma parte disparatada, que gera o tal efeito de explosão. É evidente para todos, incluindo o sr. dr. Arnaut, que o SNS tem problemas graves de sustentabilidade, e que urge resolvê-los. Também é relativamente claro para muitos que a igualdade de acesso e tratamento não significa necessariamente igualdade na participação dos custos. Não pagamos todos o mesmo de IRS, o nosso contributo para o sistema não é igual. Para alguns, incluindo o actual executivo, o pagamento do acto médico deve também ser diferenciado, conforme o rendimento. É esta a parte verdadeira: o pagamento pode, numa determinada visão, não ser todo igual. Quem tem mais, pode pagar mais. O erro de Ferreira Leite foi misturar os pagamentos com critérios etários.
2. Erro? Mas será mesmo assim? Eu discordo fundamentalmente desta visão determinista, que assume que a partir de certa idade os idosos são um peso para a sociedade. Independentemente de questões médicas (alguns processos são mais lentos, doenças que seriam fulminantes num jovem têm um desenvolvimento bastante mais lento num idoso), pressupõe uma redução dos direitos básicos de uma classe etária. Parece aberrante, assim dito, mas é feito. Dou-vos um exemplo muito concreto: perto dos 80 anos, o meu avô foi diagnosticado com um cancro específico, que poderia ser operado. Seguido num IPO, foi comunicado à família e doente que não seria operado, por causa da idade. Numa idade tão tardia, não fazia sentido sujeitar um doente a uma operação. Era um desperdício do tempo de vida do doente, a quem foi proposto um tratamento paliativo, e era um desperdício dos recursos financeiros do próprio IPO. Isto pôs-nos um dilema moral enorme, que infelizmente foi resolvido pelo agravamento súbito da doença, a que se seguiu uma morte relativamente rápida. Mas voltando à questão central: podemos decidir, só pela idade, se uma pessoa “merece” sequer a escolha de um tratamento? Então, que pensar de idosos tão famosos e activos como Gentil Martins, Mário Soares, ou Manoel de Oliveira?
Eu não gosto de futebol. Não gosto, e não vejo. Mas respeito quem gosta. Eu gosto de ler, e compro bastantes livros. Não me sinto culpada por gastar dinheiro em livros. É meu, e ninguém tem nada a ver com isso. Não tiro a ninguém para fazer as minhas comprinhas. Dizem-me que a selecção portuguesa de futebol é paga por mim, e não quero acreditar. Não sei que raio de serviço ou bem público é que a selecção de futebol, uma equipa como qualquer outra, representaria. Mas acabei de ver estes números, e não quero mesmo acreditar:
SELECÇÃO LOCAL DE ESTÁGIO CUSTO DIÁRIO (€)
Portugal Opalenica 33.174
Russia Varsóvia 30.400
Polonia “ 24.000
Irlanda Sopot 23.000
Alemanha Gdansk 22.500
Rep. Checa Wrodaw 22.200
Inglaterra Cracovia 19.000
Holanda “ 16.200
Italia Wieliczka 10.500
Croacia Warka 8.300
Dinamarca Kolobrezeg 7.700
Espanha Griewino 4.700
Luís, o Estado faz dezenas (centenas?) de operações de sensibilização. Construiu estradas novas, mais seguras, para minimizar os efeitos que não resultam das acções individuais. Gasta dinheiro dos contribuintes em campanhas de prevenção, para que esses mesmos contribuintes aprendam a ser responsáveis. Em cada fim-de-semana, desloca centenas ou milhares de agentes para as estradas, a patrulhar, a fazer a tal “caça à multa”, para que os inocentes como tu e eu não sofram as consequências das acções dos outros. Se podia fazer mais? Não sei. Se cada condutor podia fazer mais? Com toda a certeza. É só isso. E não me parece assim tão descabido. Nas primeiras aulas de condução que tive, o instrutor disse-me que tinha uma bomba nas mãos. Uma bomba que me matava a mim, e aos outros. Infelizmente, raramente vejo essa consciência à minha volta.
Tenho visto por aí algum brado a propósito das declarações deste senhor GNR. Que é insensível, que não respeita os mortos e suas famílias, etc., etc., e dá-me vontade de perguntar: mas a sério que vivemos no mesmo país? A sério que vivemos todos num mesmo país onde gente com bem mais de um copito em excesso pega no volante, onde o limite de velocidade é uma coisa para totós, onde os piscas a assinalar ultrapassagem são uma coisa que se usava no dia do exame de condução?
Em Portugal, andar na estrada é um desafio constante à vontade de querer ver nascer o dia seguinte. Mas ninguém o diria, a avaliar pela certeza de que há um Senna em cada um de nós. Os sacanas dos polícias é que andam à caça da multa, uns palhaços. Depois a curva estava no sítio errado, começou a chover, os pneus ou os travões falharam. Inevitavelmente, depois de fins-de-semana de festa, temos as listas de mortos e feridos graves, a mostrar que entrar num carro é causa de morte. Mas a fantástica lógica destes Schumachers de trazer por casa consegue sempre distorcer qualquer noção de responsabilidade individual. E os trágicos números não são mudados por esta distorção.
Nas últimas semanas, tenho andado a braços com um tijolo de 800 páginas. O autor é Steven Pinker, psicólogo social, que nos oferece este The Better Angels of Our Nature – The Decline of Violence in History and Its Causes. O subtítulo explica exactamente o conteúdo: a violência tem vindo a diminuir, ao longo do tempo, e o autor procura as causas desse declínio, recorrendo à história, sociologia, economia, psicologia e filosofia política.
Contrariamente às teses mais negras sobre a contemporaneidade, Pinker explica-nos, por estatísticas, gráficos e exemplos, que nunca vivemos tão em paz e tão tranquilos. O período posterior à Segunda Guerra Mundial caracteriza-se por uma longa paz, um período pacífico como nunca antes a espécie humana conheceu. E apresenta quatro grandes tendências que explicam esta paz: processo de pacificação, processo civilizacional, revolução humanitária e revolução dos direitos.
Os primeiros capítulos são uma descrição da nossa evolução: massacres, torturas, escravidão, guerras, enfim. A nossa história é um longo banho de sangue, que se verifica empiricamente nos esqueletos mutilados dos primeiros homens e simbolicamente nos relatos bíblicos. Só a Idade Moderna vem refrear os nossos ímpetos de chacina em massa, com o aparecimento do Estado, e o seu monopólio da violência. Pinker confirma que Hobbes tinha razão: sem o Leviathan, a vida era mesmo “nasty, brutish, and short”. É o chamado Processo de Pacificação, que diminuiu as hipóteses de morrermos vítimas de homicídio ou guerra. Claro que passámos a morrer às mãos dos governantes, mas os números indicam que a vida passou a ser um bocadinho melhor.
O processo seguinte centra-se numa teoria de Norbert Elias, um daqueles autores prejudicados pelo timing inconveniente das suas conclusões. Judeu na Alemanha Nazi, Elias centrou a sua carreira na teoria do Processo Civilizacional, que nos explica como lentamente passámos a controlar melhor os nossos ímpetos, tendo como consequência uma descida, por exemplo, do número de homicídios e crimes violentos. Substituímos uma série de códigos morais relacionados com o indivíduo (duelos por honra, a vingança) por uma acção em sociedade, arbitrada pelo Estado. Ao mesmo tempo, fomos reforçando os laços societais, através do comércio, e isso também nos levou a dominarmo-nos em público. Esfaquear um sócio de negócios é capaz de não ser boa publicidade para o nosso próprio negócio.
O Iluminismo trouxe-nos a Revolução Humanitária, devidamente amplificada pelo fenómeno da imprensa. De repente, cortar pedaços aos prisioneiros e atirar mulheres amarradas para dentro de rios a ver se boiavam passou a ser cada vez mais mal visto. Livros como A Cabana do Pai Tomás foram fundamentais para desmontar mitos e ideias falsas sobre os negros, isto é, sobre a diferença. Os próprios animais beneficiaram desta revolução, com a queima lenta de gatos a deixar de ser um desporto das elites. A última grande tendência é a revolução dos direitos, incluindo mulheres, minorias étnicas e sexuais, crianças e animais.
Pinker oferece sempre números para esta difícil realidade. O nosso problema, parece, é de memória: lembramo-nos imediatamente de Hitler e de Estaline, mas esquecemos os milhões mortos pelos Mongóis, durante a Rebelião de Taiping, durante a conquista das Américas ou pela escravatura. Lembramo-nos do que está mais perto, e muito naturalmente damos mais importância. Na verdade, hoje ligamos a televisão e anunciam-nos que morreram dez afegãos ou dez iraquianos. Não há muito tempo, anunciavam-nos alguns milhares de vietnamitas. Antes disso, milhões de chineses. Passámos, inconscientemente, a dar mais valor a cada vida, e isso é bom. A espécie humana melhorou um bocadinho, mas nós temos dificuldade em aceitá-lo. Procuramos logo outros números que o desmintam: então e os Balcãs? E o Ruanda, ou o Sudão? Mas os gráficos do autor, recolhidos de várias fontes, demonstram que somos mesmo míopes: olhando para a “bigger picture”, a tendência é mesmo de descida.
Estou nas páginas finais deste livro, à descoberta dos tais “better angels” que explicam tudo isto. Mas uma coisa é certa: Kant tinha razão. A paz perpétua pode não ser perpétua, num certo sentido determinista, mas existe. Pelas instituições políticas e pelas instituições económicas, conseguimos uma sociedade um bocadinho mais cosmopolita, um bocadinho mais aberta. E, sobretudo, mais pacífica.
Posto isto, Ana Sofia Couto, que andas tu a ler?
É isto (também em outros blogues): achar que um descendente de magrebinos só pode matar com base na sua condição de magrebino/muçulmano. Como se um indivíduo não tivesse outras identidades, e pudesse alimentar ódios com base em outras facetas da sua identidade. Nordine Amrani não deixou, até ver, qualquer explicação sobre os seus actos. É, portanto, legítimo especular sobre os seus motivos. Mas nesta visão essencialista só pode ter uma razão, que é odiar o Ocidente porque é magrebino. Aposto que, se não fosse magrebino, as possibilidades seriam imensas. Sendo-o, fica reduzido a uma só dimensão. No caso italiano, Gianluca Casseri não foi considerado racista porque foi um branco a disparar sobre negros; foi-o porque deixou claros os seus motivos. E, parecendo que não, isto ainda faz alguma diferença.
Num país onde muita gente faz contas à carne que pode comprar, aos medicamentos de que pode (?) prescindir, onde se angustia pelo emprego que se perdeu ou pode vir a perder, os deputados entretêm-se desta maneira. Não faço qualquer distinção entre partidos: a vergonha é igualmente distribuída pelos intervenientes. Desde o irresponsável que fez as declarações ao político que ainda acha que a ocasião é para brincar sobre outras figuras, todos merecem desprezo, pela imensa falta de respeito que demonstram, enclausurados na sua vidinha de corte. Custa-me aderir ao discurso do “eles são uns palhaços”, mas há dias em que a tentação é grande demais. E há mesmo dias em que “eles” merecem o nosso desprezo.
Este ano, tinha sido o reforço da Matemática e do Português. Para o ano, a História e Geografia. Há mudanças discretas que nos dão esperança.
Anúncio de conversa civilizada:
Esta semana, no portal da Fundação Francisco Manuel dos Santos, António Figueira, Miguel Morgado, Rui Tavares e Miguel Poiares Maduro vão discutir a Europa. O Vasco M. Barreto faz as perguntas.
António Figueira é licenciado em Direito, mestre em Relações Internacionais e doutorado em História Contemporânea. Durante quase duas décadas, foi funcionário europeu e diplomata, em Bruxelas, Londres e Estrasburgo. Foi ainda docente do ensino superior e director de uma agência de comunicação. Actualmente é assessor do Ministro dos Assuntos Parlamentares e escreve na imprensa sobre assuntos europeus. Tem trabalhos publicados na área dos estudos europeus e, em 2004, pelo seu livro “Modelos de Legitimação da União Europeia” recebeu o Prémio Jacques Delors para melhor estudo académico sobre temas comunitários.
Miguel Morgado é doutorado em Ciência Política, ensina História do Pensamento Político e Ciência Política no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica. É também professor visitante da Universidade de Toronto. Em 2010, escreveu o ensaio “Autoridade”, que a Fundação Manuel dos Santos incluiu na colecção que tem vindo a publicar.
Rui Tavares é deputado no Parlamento Europeu, historiador especialista em história e cultura do século XVIII, escritor, tradutor e colunista na imprensa.
Miguel Poiares Maduro é Professor no Instituto Universitário Europeu (UIE) de Florença, Professor Convidado da Yale Law School, docente na Universidade Nova de Lisboa, leccionou na University of Chicago Law e na London School of Economics e foi investigador convidado em Harvard. Advogou no Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias. Tem uma comenda da Ordem de Santiago da Espada por mérito literário científico e artístico, venceu o Rowe and Maw Prize e a sua tese de doutoramento valeu-lhe o prémio Objettivo Europa. Em 2006 publicou “A Constituição Plural – Constitucionalismo e União Europeia”.
Há qualquer coisa de muito errado num país onde o homicídio é um crime que pode prescrever.