Insensibilidade, oportunismo, ganância, etc., etc. Tudo coisas que li a respeito das promoções de ontem. Curiosamente, nunca li nada igual sobre as Black Friday, e os frenéticos “refresh” de página para comprar iPods e quejandos. Ou sobre saldos em qualquer outra loja. Como dizia o Caco Antibes, “eu tenho horror a pobre!”. E é esta a insensibilidade, só, de quem compra iPads, livros e roupas com desconto, mas olha de lado para quem agradece um desconto na carne, peixe e fraldas.

ou você não entende nada ou está a brincar.
se hoje o Pingo Doce fizesse a promoção ninguém se sentiria ofendido (os que ainda se ofendem com a falta de carácter .
arranje ‘explicador’ antes de escrever o que que não entende.
“arranje ‘explicador’ antes de escrever o que que não entende.”
Percebo muito bem. Você não quer limites ao seu poder.
O dia não pertence a ninguém.
A Aristocracia Social não tem direito ao 1 de Maio.
Para quando a promoção de 50% no IRS, quanto mais ganhar mais desconto!
Para quando a promoção de 50% na Escola Publica.
Quanto mais crianças mais desconto!
Para quando a promoção de 50% no IMI – compre uma segunda casa tem desconto de 50%!
Embora SNS já não fique tão bem a promoção…
No Estado é ao contrário produz mais é mais penalizado.
Não admira que com esta inversão de valores o país esteja a definhar.
De um lado bens essenciais como comida e fraldas, do outro ipads e roupa. São comparáveis em contexto de crise? Não, mas tudo bem. O problema aqui é a canalhice de se colocar todo um supermercado a metade do preço no Dia do Trabalhador. É por isso que nunca leu nada igual sobre as campanhas que escolheu para comparar. E é aí que reside a insensibilidade.
Chama-se a isto um tiro completamente ao lado. A questão está no dia, 1 de Maio, ever heard?
O problema não está nem no desconto nem nas pessoas que o aproveitaram. Descontos podem ser feitos quando a empresa entender, e numa situação económica como a que vivemos qualquer um de nós aproveitaria a folga orçamental.
O problema está no dia. Num dia que é o dia do trabalhador, num dia onde existiram notícias sobre pressões feitas sobre os trabalhadores para trabalharem no feriado.
Pode ter sido de propósito, pode ter sido só falta de bom senso. A muitas pessoas isto pode não dizer nada, mas a mim indica uma falta de ética, um abuso claro e, acima de tudo, um desprezo pelos trabalhadores.
Felizmente vivemos numa economia de mercado e eu, como consumidor, vou poder exercer a minha vontade de nunca mais fazer compras nesta cadeia.
A contestação toda não é pelas promoções. Se fosse no próximo Sábado, ou Domingo, ninguém diria nada. Se fosse no dia 25 de Abril, no dia 10 de Junho, ou em qualquer outro feriado, ninguém diria nada.
A questão está em fazer no Dia do Trabalhador. Seria o equivalente, sei lá, a uma mega promoção, a nível nacional, de pílulas do dia seguinte no dia 25 de Dezembro.
A escolha da data não foi inocente e qualquer análise, mesmo que discordante, que ignore esse “pormenor” é desonesta.
Na mouche.
Fez-me lembrar o Diácono Remédios:-não havia necessidade ! 🙂
na mouche? god.