A propósito deste post mais abaixo do nosso António Manuel Venda — e a quem mais possa interessar — as vuvuzelas podem estar em vias de ser banidas do Mundial, como aqui se diz.
Para o António M. Venda (e não só)
jmmcc,
… tem ao seu dispor um método simples para meter conversa com alguém? Exactamente. Trata-se de um método testado e tão garantido que o melhor é utilizá-lo para meter conversa só com alguém com quem quer mesmo meter conversa. São quatro simples passos, cada um dos quais diz o que fazer e como fazê-lo bem — até como treinar para fazer bem.
Está aqui para que os tímidos comecem a praticar, com indicação do tipo de pessoas com quem podem ensaiar e avaliar a eficácia desses quatro passos. Quanto às tímidas, podem praticar os mesmos quatro pontos comigo, que eu garanto uma elevada taxa de sucesso…
… um composto obscuro chamado pirofosfite pode ter sido a fonte de energia que permitiu a formação do primeiro sinal de vida na Terra? Segundo alguns cientistas acabam de divulgar, é muito possível.
Desde a mais ínfima bactéria até ao complexo corpo humano, todas as formas de vida requerem uma molécula transportadora de energia conhecida por ATP para sobreviver (a ATP funciona como se fosse uma bateria recarregável que guarda energia química passível de ser usada por matéria orgânica).
Ora, são necessários enzimas para produzir ATP e são precisas ATP para produzir enzimas. O problema está em saber de onde chegou a energia antes da existência simultânea de ambos.
Conforme dizem investigadores britânicos da Universidade de Leeds, a resposta pode estar numa simples molécula, como seja o pirofosfato, que é quimicamente muito semelhante à ATP, mas tem a capacidade de transferir energia sem a colaboração de enzimas.
Conhecido o pirofosfato, faltava identificar a pirofosfite, quase desconhecida pelos cientistas. Estará a sua origem num meteorito que colidiu com a Terra no passado longínquo?
Para já, siga o meu conselho e vá fixando o que interessa: a pirofosfite e o pirofosfato. E que ATP não é uma companhia aérea, nem um canal de televisão, nem um comboio concorrente de alta velocidade.
Em 1820, Portugal enveredou por um regime constitucional. Foi melhor? Sem dúvida, porquanto o absolutismo era já incompreensível e a incompetência de D. João VI (que fazia do Rio de Janeiro a capital do Império, mas que cobrava cada vez mais impostos em Lisboa e que já nem devia lembrar-se da razão que o levara a mudar-se para o Brasil) ia afundando Portugal, não fôra ter sido obrigado a regressar. Contudo, o clima de guerra civil foi longo e sangrento e a nação ficou de rastos. Não vivemos melhor com a guerra na primeira fase, nem com o país de rastos na segunda.
Há cem anos, Portugal fez-se um país republicano. Foi melhor? Claro que sim, porque a monarquia estava a morrer. Tinha-se abandonado a ela própria, quase se arrastando a caminho do fim que já encarava como inevitável há muito e que praticamente aceitava como destino. No entanto, a Primeira República foi uma vergonha que conduziu o país ao caos, mesmo a provocar um Estado Novo autoritário que viesse dar um rumo à nação. Veio e deu. O problema é que ficou até apodrecer. Não vivemos melhor na bancarrota primeiro, nem com a guerra depois.
Há 25 anos, Portugal juntou-se à Europa. Foi melhor? É evidente que foi, por se saber que o isolacionismo tinha os dias contados e por a nossa pequenez estar condenada ao fracasso. Porém, os momentos alternados de euforia e de sacrifício puseram rapidamente a nu a impreparação para sustentarmos as nossas novas exigências e a incapacidade para ultrapassarmos as nossas velhas fragilidades. Por muita ajuda que nos tivessem dado para seguirmos bons exemplos, temos acumulado crises sobre crises que nos afastam da Europa e não será de comboio que iremos lá ter. Não vivemos melhor com o temor da falência, nem com o fantasma da revolta social.
Quase dois séculos depois de nos bater o liberalismo à porta, festejamos realmente o quê? Celebramos o centenário da República? Comemoramos as bodas de prata da adesão europeia? Pois sim. Sentados à mesa do banquete em trajes menores. Não vivemos melhor se cada fatia de bolo que comemos é o mesmo que estarmos a comer um pedaço de nós próprios.
Geração após geração, eis o que nos habituámos a fazer: festejar o que nunca conseguimos ter. Triste fado é o nosso, que começa a cantar-se com o calor da alegria incontida dos primeiros copos e termina dolente em rimas de tragédia na bebedeira de madrugadas frias. Podemos dar um passo atrás para recomeçar e viver melhor? Talvez, mas é incerto que tivéssemos aprendido alguma coisa.
… Diego Maradona usa dois relógios de pulso quando está fora da Argentina? Usa e tem dois motivos para isso. Primeiro, porque não sabe que há muitos modelos de muitas marcas que permitem utilizar uma hora alternativa além da hora no mostrador principal. Depois, porque fica com um ar mais parvo ainda.
… foi encontrado este sapato com cerca de 5500 anos? Pois pode acreditar: acaba de ser achado na Arménia, dentro de uma caverna situada algures em plena região montanhosa. O sapato é feito de uma só peça de pele — couro da melhor qualidade, sem dúvida — cosida no calcanhar e no peito do pé, como um atacador, com linha vegetal.
Parece que os investigadores estão impedidos de estudar a evolução do cheiro dos pés humanos a partir deste sapatucho: abandonado todo este tempo, não apresenta qualquer cheiro característico. Pode também acontecer que nunca tenha sido usado e que aquela caverna fosse a oficina de um sapateiro, ou que aquela região fosse uma espécie de S. João da Madeira na Arménia de antanho, quando ainda era o Jardim do Éden bíblico e onde viria a encalhar a Arca de Noé após o Dilúvio.
Já quanto ao par deste sapato, a probabilidade é estar escondido algures mais para Oriente, levado por um chinês há mais de cinco mil anos (entre 5637 e 5387 anos, segundo os entendidos) para copiar a ideia e começar a fabricar calçado muito mais barato.
Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II
(ou Altare della Patria, ou “Il Vittoriano”),
em Roma (Itália)
O Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II (ou Altare della Patria, ou “Il Vittoriano”) foi erguido no centro de Roma, em memória de Vittorio Emanuele II (1820–1878), o primeiro rei da Itália unificada, que era rei da Sardenha e filho do rei Carlos Alberto (que abdicou do trono a favor do filho e decidiu viver no Porto, onde morreu). Foi projectado em 1885 pelo arquitecto italiano Guiseppe Sacconi e as diferentes esculturas são da autoria de vários artistas de toda a Itália.
Inaugurado em 1911, só foi concluído em 1935. Para os especialistas, trata-se de um conjunto intrincado no alto da configuração já de si complexa de uma colina e constitui «uma terrível brutalidade» arquitectónica. Simultaneamente pomposo e gigantesco, encima o Monte Capitólio, uma das sete colinas de Roma.
Construído em mármore branco, com escadarias majestosas e colunas coríntias altíssimas, integra fontes, uma enorme escultura equestre de Vittorio Emanuele II e duas estátuas da deusa Vitória a conduzir quadrigas. A estrutura tem 135 metros de largura e 70 metros de altura; incluídas as quadrigas com as alegorias aladas, a altura total é de 81 metros.
O monumento abriga o Túmulo do Soldado Desconhecido (onde arde uma “chama eterna”), por baixo de uma estátua alusiva à Itália pós-Grande Guerra (ideia do general Giulio Douhet, estratega e visionário do combate aéreo), e o seu piso térreo é ocupado pelo Museu da Reunificação Italiana.
Nos anos 90, Carlo Azeglio Ciampi, 10.º presidente da Itália, abriu o Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II como um fórum público e miradouro privilegiado de Roma, para torná-lo mais popular entre os romanos e atrair mais visitantes. Com novos acessos e jardim, as obras de renovação acrescentaram-lhe em 2007 um elevador panorâmico que leva o público ao topo, de onde se colhe uma estupenda vista de 360 graus de boa parte da cidade.
No entanto, se a iniciativa presidencial de Carlo Ciampi atenuou alguns sentimentos pouco favoráveis, a reputação do Altare della Patria não subiu muito, pois a forte controvérsia que ele suscita já vem do início. Por bons motivos, diga-se: além de desmesurado e ostensivo (pode ser avistado de quase toda a cidade), a sua construção obrigou a destruir uma ampla área da simbólica colina do Capitólio com vastos vestígios medievais na vizinhança e constrasta violentamente com a traça e as cores sóbrias que caracterizam a antiga Roma envolvente.
Não admira, portanto, que os romanos nunca tenham acolhido pacificamente a grandiosidade excessiva do monumento e se refiram a ele como “a zuppa inglese” (v. foto à esquerda — um doce italiano de aspecto invulgar e origem incerta que a lenda aponta para a Corte inglesa de outrora), “o bolo de noiva”, “a dentadura postiça” e outros nomes pouco abonatórios. O nome que mais pegou vem da II Guerra Mundial e foi dado pelas tropas norte-americanas em 1944, na invasão de Roma: “the typewriter” — “a máquina de escrever”.
Não foi por acaso, certamente, que o filme The Core (Detonação), de 2003 (v. foto à direita — história de ficção em que o movimento de rotação da Terra cessa e se torna urgente encontrar um modo de reactivá-lo), escolheu “Il Vittoriano” para protagonizar uma das mais dramáticas destruições contempladas no guião. Só que o colapso não passou de um espectacular efeito visual…
Certa autora da nossa blogosfera ficou aqui em pulgas depois de ter encontrado uma notícia sobre as virtudes (?) da «homoparentalidade lésbica», seja lá o que isso for.
A menos que se trate de algum fenómeno hermafrodita, é fácil perceber como é que se faz para uma mulher ser mãe, lésbica ou não. Só receio que esteja a aproximar-se uma nova forma de discriminação sexual. É que, sem querer desiludir aquela autora, não estou a ver muito bem como poderemos chegar à “homoparentalidade masculina”. E esta diferença ainda há-de dar que falar…
Pela enésima vez, o Parlamento voltou a perguntar ao Governo se os impostos irão ou não subir mais. O resultado é sempre o mesmo: ou a resposta é o silêncio, ou a resposta é “não” e a realidade costuma encarregar-se de demonstrar que devia ser “sim”. Por outro lado, não vejo a mesma insistência por parte da oposição no que respeita a estrangular a despesa e menos ainda a perguntar se o Governo não quer saber de mostrar toda a parcimónia possível para dar o exemplo.
Enquanto a situação dramática é ampliada a cada momento que passa, sinto tudo a andar muito devagar e com manifesta pouca vontade por parte de quem decide. Não parece que colocar flores de plástico nos gabinetes e uma ou outra palavra de circunstância a prometer que se vai ver onde poderá cortar-se seja sequer alguma coisa. Ainda por cima, também sinto que os deputados da oposição andam embalados por algo que me escapa.
Nada disto me agrada. O debate parlamentar com o Governo sobre a situação nacional está a cheirar-me mal. E não creio que seja da pizza com extra-queijo.
… os maiores répteis do mundo, os crocodilos de água salgada, são maus nadadores e percorrem grandes distâncias pelos oceanos? Pois é verdade, conforme ficou demonstrado por estudos concluídos recentemente, através de sonares e de acompanhamento por satélite. Só não se confirma que a pele deles sirva para fazer as célebres t-shirts espalhadas por todo o mundo.
O crocodilo dos estuários ou de água salgada (Crocodylus porosus) atinge os sete metros e pode pesar uma tonelada, mas é fraco nadador. Contudo, cruza mar aberto (sobretudo, em zonas tropicais) sempre junto à superfície, aproveitando as correntes marítimas que o ajudam a percorrer distâncias consideráveis feito “surfista”. Muito feroz, vai dando conta de tudo o que encontra pelo caminho, mesmo o que não consegue comer. Devora até tubarões e ataca embarcações, durante as suas viagens pela Índia Oriental, Sudeste Asiático, Norte da Austrália e imensas ilhas e arquipélagos por todas essas regiões.
Ao contrário das tartarugas marinhas e apesar de passarem a maior parte do tempo em água salgada, estes predadores monstruosos não podem ser considerados répteis marinhos, porque deixam o mar para procurar alimento e água. Os “lacostes” mais vaidosos parece que aproveitam essas incursões em terra firme para ir aos centros comerciais arranjar uma t-shirt com um homenzinho ao peito.
«O primeiro objectivo é passar a primeira fase.»
(Amândio de Carvalho aos repórteres, sobre a Selecção, na SIC)
«Neste momento, a lei da adopção é uma questão fundamental. É incrível como a nível familiar não são reconhecidas as duas mães a uma criança» – diz Sérgio Vitorino, das “Panteras Rosa”, e transcreve aqui o Sérgio de Almeida Correia. Não sei quem são as “Panteras Rosa” e o Sérgio Vitorino, mas posso imaginar. E vou fazer uma coisa que não é muito meu hábito, que é ajudar o Pantera Rosa a guardar os disparates na sua privacidade.
A nível familiar – para usar as palavras do Pantera – não são reconhecidas as duas mães porque ninguém tem duas mães. Tal como foi reconhecido o casamento homossexual, até pode ser que venha a ser consagrada institucionalmente a adopção de crianças por casais do mesmo sexo. Pode ser. Mas é institucionalmente, legalmente; não é «a nível familiar», como o Rosa quer. A nível familiar, uma criança tem sempre um pai e uma mãe, perto ou longe, vivos ou mortos. E tem o supremo direito de saber quem são.
Portanto, se é duvidoso chamar “casamento” à união de duas pessoas do mesmo sexo, é muito mais melindroso educar uma criança, cujos direitos devem merecer protecção especial, no erro impossível de que tem duas mães ou dois pais, deixando-a descobrir mais tarde que andou a ser enganada «a nível familiar».
É imperdoável centrar o assunto deste modo, é inacreditável vir à praça pública declará-lo e é inaceitável manifestar tanto egoísmo, quando o foco de todas as atenções tem de continuar a estar nas crianças. Felizmente, com abordagens como a do Rosa, o debate destas coisas mantém-se longe do fim. Por isso é que eu digo ao Sérgio Vitorino, seja ele quem for:
— Ó Pantera, um passo de cada vez, sim? Até porque pode ser conveniente dar um passo atrás, de vez em quando.
«Caso Portucale: Juiz manda todos os 11 arguidos para julgamento». Isto é o título de uma notícia divulgada pela Lusa há uma semana que me deixou seriamente revoltado. A coisa não é para menos e hoje decidi que preciso de desabafar convosco. Reparem primeiro no conteúdo dessa notícia (os sublinhados são meus).
«Lisboa, 31 mai (Lusa) – O juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, decidiu hoje enviar para julgamento os 11 arguidos do processo Portucale, relacionado com o abate de sobreiros, uma espécie florestal protegida por lei.
Assim, na fase de instrução do processo, o juiz confirmou na íntegra o despacho de acusação do Ministério Público (MP).
Os 11 arguidos são: Abel Pinheiro, Carlos Calvário, José Manuel de Sousa e Luís Horta e Costa (estes três ligados ao Grupo Espírito Santo), António de Sousa Macedo (ex-diretor geral das Florestas), Manuel Rebelo (ex-membro da Direção Geral das Florestas), António Ferreira Gonçalves (ex-chefe do Núcleo Florestal do Ribatejo), Eunice Tinta, João Carvalho, Teresa Godinho e José António Valadas.
O caso Portucale relaciona-se com o alegado abate ilegal de sobreiros numa herdade em Benavente, para o arranque de um projeto turístico-imobiliário da empresa Portucale, do Grupo Espírito Santo.»
É mentira. Estou inocente e a Lusa quer denegrir-me. Confesso que os Carvalhos não gostam dos Sobreiros (que ainda são nossos primos), mas isso são problemas familiares antigos. Nunca conheci de perto qualquer Sobreiro, excepto aquele que ajudou o Amorim a subir na vida, nunca abati um Sobreiro ou outro membro da família, a única Benavente que conheço é a ex-candidata ao Porto e o único Espírito Santo que conheço é o de orelha, que a Lusa até conhece melhor do que eu por emprenhar pelos ouvidos.
Em contrapartida, posso dizer-vos que arguida é a Lusa, num processo em que é acusada de ser uma alegada fêmea centauriforme proveniente de um alegado planeta distante, alegada militante da Nova Ordem de Jedi e alegada desertora da Aliança da Diversidade. A Lusa, essa maldizente filha de um alegado centauro com alegados cornos, sempre pronta a deixar uma aliança de concertação social para aderir a qualquer nova ordem que apareça, vejam bem. Tinha de ser ela, hem?! Conto com o vosso testemunho abonatório.
Logo da Diversity Alliance, logo da New Jedi Order
e alegado retrato da Lusa (in Star Wars Wikipedia)
O mundo não muda em três semanas, mas está a mudar muito rapidamente. Pelas melhores e pelas piores razões, como se sabe, mas sobretudo por razões que requerem a nossa maior atenção, se não quisermos ser surpreendidos quando for tarde para nos adaptarmos em tempo útil. Vale a pena, por isso, actualizarmos a informação sobre o que está a passar-se na China através deste excelente artigo assinado por Sérgio Aníbal no Público de hoje.
Um pouco por toda a Terra, a Marcha Contra a Fome começou hoje na Austrália e está a angariar fundos destinados ao Programa Alimentar das Nações Unidas, a fim de minorar as carências dos povos mais pobres do mundo, onde todos os dias se morre por falta de alimentos. No Porto e em Lisboa, seis mil pessoas aderem à iniciativa.
Entre os seis mil portugueses que integram a campanha internacional de solidariedade, a falta mais notória é a de um conhecido adepto das corridas matinais à beira-mar e das maratonas nas travessias do Tejo. A ausência tem explicação: foi a Trancoso com um dos seus doze motoristas receber a medalha de ouro da cidade, atribuída pela autarquia social-democrata por ficar com uma autoestrada à porta.
Não sei se Trancoso fica com uma autoestrada para ver passar alguns carros ao largo, nem sei se teve, tem ou vai deixar de ter centro de saúde, maternidade, postos da PSP e da GNR, estação de correios, tribunal e uma escola com menos de vinte alunos, mas sei reconhecer os sinais dos tempos. Uns correm para recolher fundos pelos que têm fome, outros correm para recolher medalhas por obras que vão empurrando o país para a fome.
A propósito dos dois posts do Paulo Gorjão aqui mesmo por baixo, os jornalistas perguntaram ao primeiro-ministro: «Acha que vai perder o ministro?» Resposta de Sócrates: «Claro que não. Pelo contrário.»
Pelo contrário? — pergunto eu. — Vai ganhá-lo? Este governo é uma autêntica nebulosa…
… do TGV aqui explicado. Desta vez, a culpa é da carne alentejana.
… os alunos atrasados que estão no 8.º ano de escolaridade podem passar directamente para o 10.º ano e os outros não? Pois sabia. Não se falou hoje noutra coisa.
Sabem o que eu penso disso? Não sabem. E vão ficar sem saber, porque eu sou bem educado.
Fui contactado por um velho amigo ligado ao Movimento Pró-Partido do Norte. Regionalização racional, estruturas de custo mínimo, redução implícita dos custos da política central, sensibilidades distintas em torno de uma causa, assembleia a mudar ciclicamente de cidade e não instalada no Porto nem em permanência na mesma terra, extinção dos governos civis, etc. — tudo com pouca gente ligada aos partidos e com muita gente que hoje não se revê neles.
Gostei. Vou aproximar-me. Fazem falta grandes causas e esta pode ser uma. Antes que seja tarde e o centralismo cego encerre este país.
“Já não se viola apenas o pacote“.
Pedro Correia no DO