Certa autora da nossa blogosfera ficou aqui em pulgas depois de ter encontrado uma notícia sobre as virtudes (?) da «homoparentalidade lésbica», seja lá o que isso for.
A menos que se trate de algum fenómeno hermafrodita, é fácil perceber como é que se faz para uma mulher ser mãe, lésbica ou não. Só receio que esteja a aproximar-se uma nova forma de discriminação sexual. É que, sem querer desiludir aquela autora, não estou a ver muito bem como poderemos chegar à “homoparentalidade masculina”. E esta diferença ainda há-de dar que falar…

Homoparentalidade? Odeio essa palavra.
Também me cheirou.
Omo quê? “Omo lava mais branco”, já se sabe, e este da homoparentalidade deve ser alguma coisa parecida. «Homoparentalidade para tirar toda a sujidade». Será?
Estamos de volta ao consenso de palavras odiadas, Pedro! Então Homoparentalidade ” é lá palavra que se apresente ? ( ainda por cima apresentada pelo João) Com mulheres, percebo a maternidade ou a licença de maternidade. Num casal Hetero percebo a licença ou o direito de paternidade. Agora direito de dois homens que se tenham, homossexualizado , perdão, casado, (ainda não entendo muito bem, isto de tirar a 4ª classe à noite e já adulto, é no que dá), como poderão ter qualquer tipo de licença. Ah! já sei. Um deles esquece-se que é homossexual e faz um filho numa lésbica, que entretanto também se esqueceu que era lésbica, depois vão ambos a tribunal e esperam a decisão do juiz para a atribuição do filho.
A orientação sexual de uma pessoa altera o género da mesma?
Se o género da pessoa não muda, aliás, penso que nem os transexuais conseguem mudar o género na sua identificação, não poderá existir uma nova forma de discriminação.
As mulheres, independentemente da sua orientação sexual, poderão sempre ter filhos de forma artificial, aos homens resta a adopção.
Agora se fala de homoparentalidade lésbica”, que é um pleonasmo, porque fala de homoparentalidade masculina”, que é uma contradição?
Eu não falo em “homoparentalidade lésbica”; só reproduzo a expressão do tal artigo e da tal autora. Daí eu ter falado, sim, em “homoparentalidade masculina”, por mera ironia. Teria reparado nisso tudo se tivesse lido bem.
Já quanto a alterações reais ou virtuais ao género… apenas não faz o meu género. Mas não há-de ser de mim que virá algum mal ao mundo.
Bem visto, João! Eu estou em vias de experimentar um agudo sentimento de culpa por ser naturalmente hetero, ou seja, passei daquela fase em que me parecia que cada um deve fazer o melhor que sabe e pode, para ser feliz, para esta outra, em que sinto que faço parte de uma minoria ameaçada. Mas pior ainda será chegar àquela outra etapa, igualmente possível, em que sinto enjoos só de ouvir mencionar palavras que comecem por «homo», «herma» e afins… Em suma: será que este «circo», à volta do «gay pride», nunca mais acaba?
Obrigado, Nicolina. A verdade é que esse ‘pride’ tem, no caso, um sentido de ostentação completamente absurdo, quando afinal se trata de assuntos que deviam estar confinados ao recato. Por isso, entendo muito bem que a gente acabe por evoluir… para trás, no que respeita a estes assuntos.
É pena, porque a nossa tendência natural é para aceitar despreocupadamente a diferença e, no entanto, são as atitudes dos visados e dos seus porta-bandeiras que conseguem gerar em nós uma certa repulsa.
Ligeiramente à margem e correndo eu o risco de ser pouco feliz, tenho-me perguntado: como poderei levar a sério uma associação de comportamentos e costumes com objectivos determinados e claros que se chama “Panteras Rosa”? Impossível. Estas aparentes infantilidades de gente adulta que diz querer coisas sérias denotam, quanto a mim e antes do mais, um grau de anormalidade que me impede de aceitar que venham implicar com o modo de vida em que fui criado.
Inteiramente de acordo! É irritante (e desmoralizador) chegar ao ponto de sentir que a nossa inclinação natural para a tolerância começa a ser tomada como uma fraqueza ou, quiçá, falta de opinião/orientação. Odeio fundamentalismos, sejam eles quais forem, venham de onde vierem…
Talqualmente.
(Ainda está por aí? Sabia-lhe bem uma ‘artitecturazinha’ agora?)
Então não sabia! É mesmo do que estou a precisar. Venha ela! :-)))
Pois vai sair fresquinha, como estava prometido. Faça o favor de ir espreitar lá para cima.
:o)